Daily Archives: 2009/11/03

O regresso da Taxa Tobin. Ou não.


Professor James Tobin http://www.econ.yale.edu

Agora que em Wall Street a moda são as transacções bolsistas “automáticas” e muito rápidas (feitas por ordens de compra e venda desencadeadas por programas informáticos) começa a falar-se crescentemente de variações da chamada “Taxa Tobin”. Em Portugal, José Sócrates já veio exprimir o seu acordo com tal taxa, corretora dos lucros caprichosos e isentos da Bolsa…

Reforçando este sentimento público, o “grupo de trabalho para o estudo da política fiscal” veio no mesmo sentido, apresentando um relatório, a pedido do Ministério das Finanças, onde defende que “as mais-valias obtidas nos mercados de capitais devem ser mais tributadas”. Impor esta taxa é aliás uma questão de simples Justiça já que até em Espanha e no Reino Unido, estas mais-valias são tributadas e não é por tal suceder que os investidores se evaporam nestes Mercados…

A Lei atualmente em vigor em Portugal estipula que as mais-valias estão isentas de impostos se as ações estiverem em possa há mais de um ano ou a 10% se estiverem apenas um ano, mas mesmo estas são anexadas ao rendimento total do contribuinte, e apenas metade pagará imposto!

Nada disto existe nos impostos sobre os rendimentos do trabalho ou sobre os lucros das empresas, que produzem Valor e não meras transações artificiais e virtuais. Desde a década de 90 que uma parcela cada vez mais significativa do capital disponível nas economias tem sido desviado dos setores produtivos (industriais, agrícolas e até de serviços) para o mundo virtual da especulação financeira. Antes, o risco da especulação financeira afastava muitos investidores do jogo da Bolsa, mas a década de rendimentos crescente convenceu muito boa gente que o risco era nulo, ao contrário daquele que existia na economia real… O facto de existirem poderosos lobbies defendendo a isenção de impostos a estas atividades, criou um mundo livre de impostos, numa tendência que só recentemente começou a ser invertida… Suavemente e – ainda – não em Portugal… Infelizmente.

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404909

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Quids S17: Como se chama esta nave espacial?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Questão da Galiza: Introdução

O mundo contemporâneo é – diz o “Pensamento Único” – o mundo da Globalização. Neste mundo onde as fronteiras comerciais se vão diluindo gradualmente perante o ácido corrosivo segregado pelas poderosas e aparentemente omnipotentes do neoliberalismo as línguas nacionais encontram-se na primeira linha da defesa da identidade dos povos. A força económica do mundo anglo-saxónico determinou que a língua franca das relações económicas e da Internet – cada vez mais o canal privilegiado para todas as comunicações – fosse o inglês. O poder dos meios de comunicação anglo-saxónicos, da “fábrica de ilusões” de Hollywood e dos canais de televisões norte-americanos, britânicos e australianos cerrou a machada definitiva (?) que está a impôr o inglês como língua universal.

Perante tamanho Tsunami linguístico não deve surpreender ninguém que a UNESCO, ano após ano, não cesse de engrossar a lista de línguas ameaçadas de extinção. E por cada língua que se perde, perde-se um património inestimável e único. Assim, deveria pertencer ao quadro de prioridades absolutas do Estado Espanhol, a defesa (pela via da promoção na Educação e da sua utilização na Administração Pública) das línguas nacionais, do basco, do catalão e, sobretudo pela parte que mais lusofonicamente nos toca, o Galego ou melhor dizendo o português da Galiza. Contudo, bem pelo contrário, assistimos atualmente a uma eclosão dos ataques contra a língua da Galiza que, sob a capa de um pífio “bilinguismo” e da “liberdade individual” procuram colocar o português da Galiza ao mesmo nível da língua do poder, da língua que desde Franco se procurou impôr “imperialmente” e que mercê desses ataques continuados é hoje falado por um número cada vez menor de habitantes da Galiza. Quando Espanha procura esmagar as línguas nacionais do seu Estado reduz a riqueza, a multiculturalidade que esteve na direta razão da sua posição entre os “Grandes” deste mundo. Um país monocultural e monolinguístico é tão estéril, tão pouco dinâmico e frágil como uma daquelas gigantescas plantações que os europeus espalharam criminosamente em África, criando a fome entre as populações e uma doentia dependência perante as caprichosas flutuações dos mercados. Se Espanha quer ser um país cultural, cientifica e económicamente estéril, então deve promover a asfixia mortal de todas as suas línguas nacionais. Se quer sobreviver – até enquanto “Estado” unificado – deve promover o florescimento das suas culturas nacionais.

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