Daily Archives: 2009/09/12

O saque nazi de Bormann… devolvido à RFA

Martin Bormann, o nº 2 de Hitler (www.urteile.nuernberg.de)

Martin Bormann, o nº 2 de Hitler (www.urteile.nuernberg.de)

Entre 1942 e 1944, vários milhares de toneladas de ouro foram enviadas pelos nazis para a América do Sul através de Espanha. A operação foi chefiada pelo número dois nazi Martin Bormann e foi bem sucedida. Tinha como objetivo manter aqui os fundos necessários para continuar a guerra, que nessa época começava a correr mal para a Alemanha, mas todo o ouro seria mais tarde recuperado.

Na década de 50, todo este tesouro seria transferido para a Republica Federal alemã, financiando em grande medida o chamado “milagre económico alemão” a partir de 1954.

Os legítimos proprietários destas quantias (intermediadas por banqueiros franquistas espanhóis mas também pelo Vaticano cujo monsenhor Giovanni Montini, subsecretário receberia 47 mil toneladas métricas de ouro ou um bilião de dólares) nunca receberiam este dinheiro. Nem particulares (judeus, sobretudo) dos países conquistados pelas divisões Panzer, nem os bancos centrais desses países… Uma parte significativa ser-lhes-ía devolvida, certamente, mas uma outra serviria para financiar a recepção de nazis na América do Sul e no Médio Oriente, nomeadamente no Egito.

Fonte:
Más Alla, junho de 2009.

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O MIL: Movimento Internacional Lusófono envia livros para as crianças de Timor-Leste (Baucau)

O MIL: Movimento Internacional Lusófono, como movimento cívico e cultural, tem, entre as suas valências, como princípio o espírito de colaboração aos mais variados níveis com os países lusófonos. Neste sentido, encetou há alguns meses uma colecta de livros junto de entidades e particulares, no sentido de os enviar para Timor-Leste, assim contribuindo não só para reintrodução da Língua Portuguesa no país, mas também para o enriquecimento cultural das instituições e da população, em particular da região de Baucau, no caso, mais concretamente das escolas associadas à Diocese de Baucau.

Esta opção relativa ao local de destino dos livros prende-se com o facto de não ser possível, pelo menos nesta fase, distribui-los por todo o território, dadas as dificuldades de acesso a certas zonas do país e à falta de meios/apoios de transporte para o fazer.

Assim, o MIL, por não possuir meios financeiros que lhe permitam suportar o envio dos livros, na ordem dos 200kg, por intermédio de um dos seus membros do Conselho Executivo, António José Borges, encetou contactos com Sua Excelência o Bispo D. Carlos Filipe Ximenes Belo, SDB, no sentido de este dar o seu parecer sobre a melhor forma de realizar sem custos a empresa a que o MIL se propõe.

Sua Excelência recomendou então que contactássemos o Dr. Alberto Araújo, residente em Lisboa e membro da Direcção da Associação de Apoio à Diocese de Baucau, e este, em nome da Associação que dirige e da qual são membros o próprio Bispo D. Carlos Ximenes Belo, SDB, e D. Basílio do Nascimento, actual bispo de Baucau, após o acerto de alguns requisitos a serem cumpridos pelo MIL, como a redacção de uma carta/dedicatória dirigida à dita Diocese, a realização de uma listagem dos livros e a respectiva carimbagem dos mesmos, prontamente se disponibilizou para fazer chegar os livros a Timor-Leste num contentor que partirá de Lisboa em meados de Dezembro do corrente ano.

Muito em breve, o MIL cumprirá todos os requisitos necessários para que facultem o envio dos livros, fará chegar os mesmos aos responsáveis da Associação de Apoio à Diocese de Baucau e, assim, o processo ficará concluído com o enriquecimento do acervo das bibliotecas, escolas e outras instituições da região de Baucau.

Desejamos que outras regiões de Timor-Leste e outros países possam contar com o nosso apoio neste e noutros níveis, cumprindo, assim, um dos objectivos que definem o programa cívico e cultural de um movimento como este, que dentro do espaço lusófono tanto valoriza as diferenças como a união – factores de enriquecimento da comunidade lusófona.

Em nome da Comissão Executiva do MIL,

António José  Borges

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O tesouro japonês das Filipinas

Foi em 1937 que o imperador do Japão, Hirohito Showa encarregou o seu irmão, o príncipe Chichibu, de comandar uma operação ultra-secreta com o objetivo de reunir e esconder todo o ouro saqueado pelos exércitos nipónicos nos países que tinha invadido nos anos precedentes.

A maior parte deste ouro foi levado pelo exercito japonês até às Filipinas, tendo que enterrar aqui, porque não conseguiu meios de transporte seguros até ao Japão. Durante meses, as forças comandadas por Chichibu escavaram túneis, poços e subterrâneos suficientemente grandes para receberem camiões inteiros carregados de barras de ouro.

Sabe-se que às Filipinas chegaram exatamente 172 esconderijos contendo barras de ouro, cuidadosamente referenciados pelos contabilísticas do Exército Japonês em mapas cartográficos e identificados aqui com um sistema de 3 dígitos com o valor de cada esconderijo em ienes. Uma destas localizações, descoberta perto de Teresa, nas Filipinas, com o signo “777” continha mais de 90 mil toneladas métricas em ouro, ou seja, 75% de todas as reservas mundiais atuais… Ou seja, mais de 101 triliões de dólares, às cotações de 1945. Isto dá uma boa medida das quantias envolvidas, especialmente se tivermos em conta que este seria apenas um de 172 esconderijos.

Um outro esconderijo, desta feita em forma de túnel e situado não muito longe de Teresa tinha 500 metros de comprimento com vários montes de barras de ouro em pilhas de até um metro de altura. Aqui, foram recuperadas mais de cem mil barras de ouro, de 12,5 kg cada.

Estas primeiras recuperações deste ouro foram conduzidas pelos agentes da “Office of Strategic Services” (OSS) entre 1945 e 1948. Estas operações secretas foram lideradas por Severino García Santa Romana e pelo general Edward Landsdale, mas só lograram encontrar o primeiro esconderijo, apesar de terem total acesso a vários prisioneiros de guerra japoneses envolvidos com a ocultação do tesouro, dois anos depois de terem começado a busca.

Mais tarde, entre 1953 e 1970, o ditador filipino Ferdinand Marcos, recorrendo também a prisioneiros de guerra japoneses desenterrou “apenas” 600 toneladas métricas de ouro. Mas em 1971 teria acesso a uma cartografia com todos os esconderijos, alterando radicalmente a eficácia das suas pesquisas.

A partir de março de 1973, 300 militares do Batalhão 16 da infantaria filipina foram levados de olhos vendados até uma região perto do lago Calijara, em Lumban. Aqui, foram instruídos para começarem a cavar, sendo vigiados atentamente por soldados da Guarda Presidencial comandados pessoalmente pelo seu comandante supremo do Exército Filipino, o general Fabián Ver. Os vários túneis então encontrados estavam protegidos por armadilhas e explosivos, o que tornou o trabalho muito lento e perigoso, tendo ocorrido um número não especificado de baixas. O mesmo cenário haveria de repetir-se mais 12 vezes, tendo sido explorados apenas 13 de um total de 172 presentes nos mapas japoneses.

No total, o ditador terá recuperado entre 1973 e 1985 mais de 60 mil toneladas métricas de ouro, que hoje correspondem a uma quantia superior a dois mil biliões de dólares. Mas Marcos não logrou recuperar todo o ouro… Estima-se que no total, o Japão tenha escondido nas Filipinas mais de 1,33 milhões de toneladas de ouro, das quais 400 mil toneladas métricas ainda estão por recuperar, algures nas Filipinas… À sua espera?

Nota: 72 mil destas toneladas de ouro japonês teriam sido levadas para Fort Knox, nos EUA, em troca da aceitação do exílio de Ferdinand Marcos e de sua mulher Imelda no Hawai.

Fonte:
Mas Alla, junho de 2009

Categories: História, Mitos e Mistérios | 9 comentários

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