Daily Archives: 2009/09/10

Sobre a queda da produção de cereais em Portugal e o que isso significa

Em mais um sinal da desindustrialização e ermamento agrícola de Portugal, em obediente cumprimento das ordens emanadas a partir de Bruxelas, por uma camada de funcionários portugueses (também conhecidos como “classe política”) dócil e servil, a produção de cereais caiu 40% apenas na campanha de 2008/2009. É verdade que Portugal nunca foi auto-suficiente em cereais, desde a Idade Média, mas em 2009, vai alcançar-se o patético recorde do país produzir apenas 25% dos cereais de consome. Isso é inédito e devia fazer pensar os nossos governantes, se de tal eles fossem capazes…

Este é o resultado de políticas de duradouras e teimosas de Tercialização da nossa Economia, de desprezo pelos setores industriais e agrícola, de forma a que os países do norte nos consigam inundar com os seus produtos altamente subsidiados e que a China esmague qualquer atividade industrial que exista fora do seu território, esse antioásis de Direitos Laborais e de Respeito ao Ambiente.

O esvaziamento do interior – tradicional bastião agrícola do país – representa o culminar de uma política centralizadora que recua a Dom Pedro I e que cerceou gradualmente as autonomias municipais até as tornar num passivo canal de ressonância do Paço lisboeta. Menos alimentos, são mais importações e um maior agravamento de um já esmagador déficite comercial…

Portugal nunca foi verdadeiramente independente em termos alimentares. Aliás, foi essa crónica deficiência que nos levou a tornar na maior potência comercial do mundo no século XVI. Como qualquer dificuldade ou crise, esta pode ser criadora e potenciar a desenvolvimentos que sem esta seria impossível ver nascer. E esta constante evaporação da nossa área cultivada, ano após ano, não é sustentável a prazo. As políticas de subsídios, sobre subsídios não alteraram o quadro, parecendo até tê-lo agravado nalguns setores. Os minifúndios do norte – economicamente irrealistas, mas muito produtivos, acabaram quase todos sem que se conseguisse criar as cooperativas de produtores que os poderiam ter salvo. A sul, as grandes herdadas forjadas nos anos loucos do Salazarismo, sempre primaram pela ineficiência e pela inadequação crónica ao tipo de solos do Alentejo. O resultado é que estamos num país inundado de leite, numa obsessão incompreensível na produção leiteira, que rouba terrenos a outras culturas mais necessárias, mas menos subsidiadas, como azeite ou a batata, de quem somos também crónicos importadores…

Portugal tem que se tornar a recentrar no Interior, renegar os comandos destruidores que lhe mandam de Bruxelas, reforçar as competências dos seus municípios, reforçando a capacidade económica destes, especialmente pela via agrícola, concedendo-lhes maior autonomia de forma a transformá-los na “federação de municípios independentes” do sonho agostiniano e despertar a ambição fisiocrata que tornava a agricultura o centro de uma economia saudável… Não temos que ser exportadores de alimentos, temos que ser capazes de produzir o mínimo para nos alimentarmos e de libertar a balança comercial do peso desnecessário das importações agrícolas, produzir artigos em que somos bons, como azeite, vinho, cortiça, vegetais, frutos, etc e os demais alimentos em número bastante e idêntico ao que produzíamos há apenas vinte anos… Não é um objetivo impossível. Assim queira Lisboa despertar e repovoar o resto do país. O que é duvidoso, sem a descentralização municipalista que defendemos…

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/portugal-esta-mais-dependente-do-exterior-para-se-alimentar=f529637

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Categories: Agricultura, Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Quids S16: Que deus é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S16 | 15 comentários

Três curiosidades com o primeiro voo do primeiro cosmonauta: Yuri Gagarin

1. Quando Gagarin percorria de autocarro os quase 30 kms entre o edifício de preparação do lançamento e o foguetão Vostok 1 pediu para parar a meio do trajeto para… Urinar. Os técnicos discutiram com ele, porque tirar e vestir o fato espacial era tarefa complexa, mas Gagarin acabou por vencer e urinar numa das rodas do autocarro Ural.

2. Foi apenas quando Gagarin estava a entrar na cápsula que repararam que o seu capacete era completamente branco. Pintaram então – e apenas então – as letras em vermelho CCCP que depois surgiriam em todas as fotografias do cosmonauta.

3. O Vostok 1 estava equipado com um sistema de ejeção da cápsula por foguetes, mas neste primeiro voo este estava desligado para evitar que o cosmonauta o lançasse antecipadamente, num ataque de pânico. O sistema de ejeção podia contudo ser ativado digitando um código numérico num teclado, código esse que estava sobre um painel de comandos cuja localização seria dada pela Central de Voo apenas se necessário. O sistema nunca chegou a ser necessário, mas no ultimo momento, um técnico de voo passaria a Gagarin o código segredando-lhe ao ouvido: “O código é 125? Compreendeste?”

Fonte:
Más Alla, junho de 2009

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