Tamiflu: Afinal o medicamento milagroso é… perigoso?

Uma das razões para todo o atual foco mediático na Gripe A é – sabemo-lo – os interesses comerciais da farmacêutica que fabrica o Tamiflu. Os seus gestores tinham já estado por detrás do pânico passado com a “gripe das aves” e a aparição desta – ainda relativamente inócua – Gripe A, caiu-lhes como uma tremenda oportunidade de negócio: que cedo agarraram com toda a energia e com a força que lhes oferece os imensos recursos financeiros à sua disposição.

Mas agora multiplicam-se as notícias sobre os efeitos negativos dessa “maravilhosa” panaceia antigripal chamada de “Tamiflu”… Um estudo britânico revela que o Tamiflu provoca vómitos intensos em algumas crianças, que pode criar desidratação e ter até – eventualmente – consequências fatais. O dr Carl Henegan, do John Radcliffe Hospital em Oxford, declarou recentemente que a política atual de dar Tamiflu de forma mais ou menos indiscriminada era uma “estratégia inapropriada”. Outro estudo sugere também mais efeitos negativos do medicamento apontando para a multiplicação de náuseas e de pesadelos em crianças com idades entre os um e os doze anos. Estes efeitos foram também observados nas crianças que tomavam o Relenza, um conhecido medicamento alternativo ao Tamiflu.

A conclusão obvia é que as crianças que sejam contagiadas com o vírus da gripe A devem ser tratadas da mesma forma com que seriam na gripe sazonal: hidratando para baixar a temperatura e repouso. A conclusão dos médicos é que os pais não devem deixar-se levar pelo pânico e induzir os médicos receitarem Tamiflu ou Relenza aos seus filhos, mas que devem estar atentos a eventuais complicações, as quais, podem ser de facto perigosas e compensar os riscos agora conhecidos do Tamiflu e do Relenza.

O estudo indicou também que a única vantagem da administração dos antivirais foi a antecipação do fim do período de sintomas gripais num dia e meio a menos… Fraca compensação para os possíveis efeitos colaterais registados… Além do mais, o abuso do Tamiflu e do Relenza acabará por criar resistências no vírus a estes medicamentos, anulando as suas vantagens que numa eventual mutação mais perigosa do que a atual poderão ser vitais para salvar vidas.

Na fase presente, ninguém aconselha a proibição de antivirais. Mas recomenda-se o seu uso comedido e com as devidas reservas para casos mais graves. Nada do que estamos a assistir um pouco por todo o mundo, com milhares de doses sendo administradas a grupos de pessoas que contactaram com contagiados, mas que não apresentam sinais de contágio.

É claro que tal contenção não serve as estratégias comerciais da Roche (Tamiflu) e da GlaxoSmithKline (Relenza), a quem o pânico, a administração massiva de antivirais, é ideal para a sua estratégia comercial, desprezando efeitos colaterais negativos e até a criação de resistências semelhantes aquelas que já anularam o efeito de boa parte dos antibióticos disponíveis aos médicos até à poucos anos.

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/health/swine-flu/6004014/Swine-flu-Tamiflu-harm-outweighs-benefits-for-children.html

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