“Marcha de Urgência” para políticos e governantes: um abuso de autoridade por parte das polícias e da classe política?

Quem tem a infelicidade de viver ou trabalhar junto a um tribunal já deve ter histórias em que quase foi atropelado por uma daquelas carrinhas de transporte de detidos Ford Transit. Se não foi, certamente que já viu também cortejos de carros de luxo “oficiais” (isto é pagos pelos nossos impostos) escoltados por várias motorizadas BMW da GNR, violando todas as leis da Estrada concebidas pelo Homem e pelo Código da Estrada: semáforos desrespeitados, passadeiras ignoradas, limites de velocidade e sobretudo – o que é mais escandaloso: circulação em contra-mão depois dos batedores terem fechado toda uma via (certo dia na Marginal a caminho de Cascais) ou, ainda pior, circulação numa faixa de emergência da auto-estrada Algarve-Lisboa!!! Se houvesse na mesma altura um acidente grave, esses políticos em “marcha de urgência” não poderiam fazer perder preciosos minutos a uma ambulância e… Matar alguém? Isso não consubstanciaria as bases para uma acusação por “assassínio involuntário”?

Posso compreender porque é que – dentro de certos limites – as carrinhas prisionais têm que circular sempre em marcha de urgência (para evitarem resgates pelos comparsas ainda em liberdade), mas os políticos??? Não são eles apenas “primeiros entre iguais”, eleitos entre todos os cidadãos da República, mas iguais em todos os aspectos a eles? As sirenes que precedem estes cortejos rodoviários de políticos e assessores podem ser usadas perto de hospitais e escolas? Sempre? Que urgência de Estado obriga a estas sistemáticas violações da Lei e do mais básico comportamento cívico que devia nortear as polícias que escoltam estes políticos? Aliás, todos estes milhares de polícias que gastam todo o seu tempo guardando as casas de políticos, escoltando os seus carros topo-de-gama pelo país fora a caminho de praias e sessões mediáticas não fazem falta nas nossas ruas, onde a ausência de patrulhas a pé é cada vez maior??? Basta percorrer a avenida de Roma desde Alvalade até à Alameda para constatar que os únicos polícias que encontramos são aqueles que estão à porta de Bancos, Joalharias, supermercados e… Casas de políticos.

Será que existem verdadeiras bases legais para este abuso descarado da “marcha de urgência” por parte dos políticos e das suas escoltas policiais, ou que, como tudo é feito por agentes das forças de ordem e pelos seus chefes políticos, a coisa segue mesmo na base do mais básico desrespeito pela Ordem, pela Lei e pelos mais básicos Deveres de Cidadania que deviam nortear acima de tudo as Forças de Segurança e todos os Eleitos?

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

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