A Invasão do Estado Português da Índia (Goa, Damão e Diu) de 1961

Soldados indianos marchando sobre Goa (http://www.herodote.net)

Soldados indianos marchando sobre Goa (http://www.herodote.net)

Em resposta deste pedido deixado no Quintus por um dos nossos comentadores:

“Em 1961 tropas da união indiana invadiram e ocuparam os territórios portugueses de GOA, DAMÃO e DIU pondo um fim ao Estado Português da Índia, gostaria de uma reportagem sobre esse isso.”

Produzimos este artigo sobre esta questão, um dos temas mais importantes da História recente de Portugal e que mais ausente tem estado dos manuais de História. Esta ausência encontra uma parte da sua explicação nos traumas da descolonização e num fenómeno de negação que se observou no Antigo Regime a propósito dos acontecimentos que ditaram o fim do Estado Português da Índia.

Já desde a década de 40 que a Índia reclamava a saída de Portugal de Goa, Damão e Diu, mas o apoio britânico e norte-americano às posições portuguesas refreou tais ânimos. Na década de 50, o primeiro-ministro indiano Nehru, que, em 1950, reivindica formalmente pela primeira vez os territórios administrados por Portugal, a quem propõe a abertura de negociações. Salazar recusa. Pouco depois ocorrem distúrbios nos territórios, severamente reprimidas pelo regime.

Anos depois já na década de 60, animado pelo começo da guerra de insurgência em Angola, Nehru declararia que a Índia “não estava disposta a tolerar a presença dos portugueses em Goa, ainda que os goeses os quisessem lá”…

O fim da Índia Portuguesa começou na noite de 17 de dezembro quando durante essa noite mais de 50 mil soldados da União Indiana atravessaram a fronteira e recorrendo a amplos meios blindados, de artilharia e aviação (com os bombardeiros de origem britânica Canberra). As forças indianas tinham armas automáticas de vários tipos, enquanto que a arma padrão portuguesa na Índia era ainda a espingarda Kropatchek de 1892, uma arma checa que havia que recarregar tiro após tiro. As forças portuguesas possuíam também espingardas Mauser, algumas raras metralhadoras ligeiras Drayse e MG44 e pistolas-metralhadoras nacionais da marca FBP.

Ainda antes da invasão indiana começar Salazar tentou ativar a dita “Aliança Britânica” pedindo a 11 de dezembro auxílio britânico. Mas esta recusou, alegando que a Aliança tinha limites e que a Índia era um membro da Commonwealth. De facto, com a OTAN, O Reino Unido já não precisava dos portos portugueses e se tivesse que escolher entre Portugal e uma Índia que era já uma potência regional, a escolha estaria feita desde logo pelos calculistas britânicos…

A operação terrestre era apoiada no mar, por uma grande esquadra naval, comandada por um porta-aviões. Contra esta poderosa força terrestre, aérea e naval, Portugal contava com nenhuns meios aéreos (aliás muitos militares portugueses viram então o seu primeiro avião a reação), escassos meios navais e pouco mais de 3500 militares, goeses e portugueses e 900 policias goeses. Perante tal força, logo nas primeiras horas, ficou selado o destino das cidades portuguesas de Goa, Damão e Diu. Apesar deste desequilíbrio, Salazar tinha ordenado que a resistência devia prolongar-se durante pelo menos 8 dias, prazo que estimava suficiente para mobilizar um (inexistente) apoio internacional. Havia planos para transferir tropas de África por via aérea e para reclamar o apoio do rival paquistanês, mas tudo isso requeria pelo menos uma semana, daí o prazo de oito dias. Se não fosse possível aguentar durante esse prazo, então deviam ser feitos “todos os sacrifícios” a fim de salvar a honra portuguesa. Uma ordem dada a partir da segurança de Lisboa, claro…

Salazar tinha impedido o reforço do contigente português para “não provocar a União Indiana”, e nas semanas precedentes ao eclodir do conflito, chegou até a retirar forças de Goa, transferindo-as para Angola, onde surgiam então os primeiros sinais de uma longa guerra de insurreição. Assim, parece paradoxal que após o começo dos combates tenha ordenado ao governador Vassalo e Silva que combatesse até ao último homem e que não se esquecesse dos portugueses que no passado tinham morrido pela presença portuguesa na Índia. O paradoxo contudo desaparece se compreendermos que o mesmo motivo que levou a Índia à invasão (o começo da insurreição em Angola) foi aquele que levou Salazar à “ordem suicida”: o seu destinatário era muito mais o exército português e os insurretos angolanos que a União Indiana, como admitiria mais tarde o General Spinola: “O exemplo da Índia é um precedente bem vivo do porvir que receamos. Nunca se acreditou que sucedesse o que, afinal, era inevitável; no entanto, a tragédia deu-se, e logo foi desviada a atenção da Nação para o campo circunstancial da conduta militar, acusando-se as Forças Armadas de não se terem batido heroicamente quando, na realidade, qualquer que fosse a eficácia da defesa, o colapso seria sempre questão de dias.” O regime passava assim a mensagem de que nunca recuaria na questão das Colónias e que esperava que o Exército o acompanhasse nessa teimosia, não hesitando em recorrer ao argumento da “traição” se tal fosse necessário.

Felizmente, o Governador não pautou a sua ação pela via suicidária que, na segurança de Lisboa, lhe ditavam e após algumas horas de combates (essenciais para garantir o digno tratamento do exército derrotado por parte do vencedor) ordenaria a retirada geral, a destruição de todo o armamento e equipamento possível.

Salazar não tinha querido que fossem colocados aviões de combate, e as poucas armas antiaéreas tinham sido retiradas no mês anterior ao começo da invasão. Por isso, os aviões indianos puderam agir sem oposição. Os bombardeamentos indianos à torres de comunicações em Bandolim e ao aquartelamento de Dabolim, decorreram sem oposição. Ambos antecederam a penetração em território português das forças terrestres indianas.

Contudo, ao contrário do que esperavam os altos comandos indianos, as forças portuguesas, ultrapassadas em números e meios, não deixaram de se bater. Isto sucedeu em vários locais, como em Damão, onde a resistência foi particularmente aguerrida em Vasco da Gama, onde 500 portugueses e goeses resistiram até ao limite a uma superior coluna mecanizada indiana e onde a ação do alferes Santiago de Carvalho foi especialmente notável.

No mar, os pergaminhos das Armadas da Índia foram defendidos pelo aviso Afonso de Albuquerque que enfrentou as fragatas indianas na barra de Mormugão, disparando e furtando-se ao contra-fogo indiano enquanto pode, até ser finalmente afundado. O mesmo destino caberia à lancha de fiscalização Veja, afundada pela aviação indiana.

A estratégia de Vassalo e Silva de destruição das numerosas pontes que polvilhavam o território retardou seriamente o avanço indiano, levando com que a Índia só conseguisse ocupar efetivamente todo o territórios dois dias depois da rendição portuguesa. Essa foi a principal razão pela qual se explica que sem combates e perante tamanha desproporção de forças, a operação começada a 17 de dezembro terminaria apenas a 19 de dezembro de 1961.

Apesar desta gigantesca desproporção de forças e meios e de uma resistência pouco mais que formal na maioria do território, Damão foi a excepção. Aqui, forças portuguesas bateram-se contra forças muito superiores durante 36 horas de intensos combates, perdendo 21 militares e deixando vários feridos (num total de 26 em todo o contingente português). Os números indianos nunca foram revelados, mas são estimados por algumas fontes como excedendo os 300 mortos…

O regime salazarista não reconheceria nunca a perda dos territórios e ter-se-ía que esperar até 31 de dezembro de 1974 para que esse reconhecimento tivesse lugar com a assinatura de um acordo entre Mário Soares e a União Indiana. É que recordemos-nos de que a União Indiana não tinha sequer “direitos históricos” sobre os territórios já que não existia à data da chegada dos portugueses e que, provavelmente, a maioria dos seus habitantes estavam satisfeitos com a presença portuguesa, já que grande número deles participava na administração do território e estava alistado nas forcas militares e policiais do Estado da Índia.

No contexto pós-revolucionário de 1974, não haveria provavelmente muito a fazer, mas à luz do Direito Internacional a invasão da “Índia Portuguesa” foi ilegal e não devia ter tido como desenlace o reconhecimento da “legitimidade” da Invasão. Mas foi e esse é uma das várias heranças do legado político de Mário Soares…

Após a rendição, os perto de 3500 prisioneiros portugueses ficaram detidos num campo de concentração e apenas foram resgatados seis meses depois por um renitente regime que os classificou como “traidores” e os recebeu em Lisboa com canos de pistola…

Prisioneiros portugueses (http://www.supergoa.com)

Prisioneiros portugueses (http://www.supergoa.com)

Fontes principais:
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=650980
http://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%A3o_de_Goa
http://www.supergoa.com/pt/40anos/entrada.asp

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Categories: História, Política Internacional, Portugal | Etiquetas: | 104 comentários

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104 thoughts on “A Invasão do Estado Português da Índia (Goa, Damão e Diu) de 1961

  1. Fenix

    Não havia qualquer razão para invasão.Também sou da mesma opinião.Portugal era pais pequeno que não podia ser grande porque os grandes como estados unidos da america e ingleses e russos não criam essa é verdade.Tudo o resto resistencias e independencias é fantasias(dividir para reinar)Qualquer parte onde se fala Portugues é uma parte que falta a cada um de nos lusofunos so somos completos quando estivermos unidos.

  2. na altura havia muita margem para negociar e preparar uma saída que defendesse a sobrevivência da língua e cultura portuguesas no território.
    um referendo local, p.ex. poderia certificar a legitimidade da presença portuguesa.
    mas Salazar não podia fazer tal… é que se não havia eleições livres em Portugal, como é que alguém acreditaria na sua legitimidade em Goa?

    • Orlando Figueiredo

      Muito bem observado. Realmente como fazer um plebiscito limpo quando na “metropole” nao havia eleicoes livres. Parece que o Nheru tinha prometido um estatuto especial para esses territorios. Alem disso, depois de uma presenca de 500 anos so 10% da populacao falava portugues, segundo o General Costa Gomes (citado de M’ascaras de Salazar de Fernando Dacosta, um livro que recomendo muito

  3. Gostei da matéria princípalmente porque eu fiz a sugestão obrigado está ótima.

  4. pereira

    Segundo os dados históricos as operações de ocupação da Índia Portuguesa tiveram início por meio de ataques esporádicos aos postos fronteiriços e violações do espaço aéreo durante uns 9 dias antes do colapço da defesa militar da India Portuguesa no dia 19Dez1961, ao fim de dois dias de ataque por terra, mar e ar pelas forças invasoras. Durante todo esse período de 9 dias e depois da ocupação da IP pelas forças indianas não há notícias de ter havido em Goa, Damão e Diu, algum movimento expontâneo ou popular que manifestasse publicamente contra as forças do Estado da India derrotadas, pelo contrário, houve um certo movimento de apoio e de visita aos militares derrotados e presos….

  5. Fadrini:
    Obrigado!
    Tinha andado à procura do teu comentário, para colocar o teu nome, mas não o tinha encontrado…

    Pereira:
    É verdade. Houve até forças indígenas combatendo ao lado dos portugueses, que não desertaram, nem viraram de lado…

  6. Fenix

    Esses senhor nogeira Salazar fez com tudo o que podia e devia ser resolvido com autonomias politicas descanba-se em guerra sem causas pelo simples facto de ele nogeira ter o anus dele proprio ser um tirano e um ditador.Mas também á culpas da democracia no após o 25 abril principalmente nos caso descolonização ás 3 pancadas e mais resente a entrega de Macau á china DESDE “QUANDO UM PRESENTE É DEVOLVIDO?”.O meu unico motivo de de orgolho foi caso de Timor onde o povo mostrou toda a sua força em democracia.Obrigago senhor joão de melo onde quer que esteja a lusofunia deve-lhe muito.

    • A Lusofonia só interessa para os grandes grupos economicos ,eles não querem saber da Lingua mas sim dos dinheiros que podem consguir

  7. Em Goa, a Lusofonia é uma causa quase totalmente perdida, tal foi o abandono de governos sucessivos e os pruridos neocolonias de muitos indianos… Macau está ainda pior, porque aí, a Lusofonia nunca passou o limite dos expatriados.
    Tenho mais fé em Timor e nos demais países lusófonos, contudo.

  8. Fenix

    Não acho Goa um caso perdido de todo.Bixinho da lusofunia está lá assim em Macau pode-se mater adormecido mas não esta morto.

  9. Paulo

    Goa não é de todo um caso perdido!

    No ano passado tive ocasião de visitar todo o estado de Goa durante 15 dias, e uma das coisas que fizemos foi ir à procura de familiares de dois colegas meus que foram connosco, que nunca se tinham conhecido!

    Foi toda uma viagem de descobertas… Imaginar numa aldeia no meio do nada vir alguem ter connosco e dizer, BOM DIA!

    Claro que existe uma grande invasão por parte de indianos dos estados vizinhos que acabam por descaracterizar as zonas mais turisticas, mas no interior, Goa continua a ser Goa… Com todos os seus defeitos e virtudes.

    Um grande bem haja!

    • adolfo da silva cavaco

      Tenho aqui por Boliqueime gente que esteve na INDIA nessa altura e esteve prisioneiro.posso arranjar o nome deles e enviá-los.

      • clara

        Eu adoraria que me enviasse

        • ANTONIO MARIA CONCEIÇAO SANTOS

          1958 a 1962 Goa foi para mim a primeira provincia portuguesa jjamais esquecerei aquela gente que ser portugues era uma honra..Fui prisioneiro de guerra durante seis meses,e so nao fui heroi morto ,graças a um grande homem chamado Vassalo e Silva

  10. Renato Rodrigues da Silva

    Disso tudo, ficam três lições:

    – A Estados pobres e fracos, ninguém respeita. É fácil chutar um pequinês, apesar desta ser uma raça valente; mas bem mais difícil é chutar um mastim. Se Muquirana Salazar tivesse gastado um pouco do ouro que dizia ter estocado em treinamento e armamentos, talvez a Índia pensassem duas vezes antes de fazer a ilegalidade que fez – mesmo porque, na guerra moderna tamanho nem sempre é documento (Israel que o diga).

    – Na “realpolitik”, “ilegalidade” é um conceito ambíguo. O Iraque era tido como ilegal e foi invadido; mas Israel também é tido como ilegal em certos aspectos e por certas correntes, mas neste caso sempre se apela às controvérsias…Já a Coréia do Norte é ilegal – mas tem armas nucleares. Ou seja, por via das dúvidas, mantenha um bom trabuco dentro de casa…

    – Sem querer ser racista, é um bom exemplo do que vale acordos e tratados com anglos-saxões. É um povo frio e calculista demais para querer respeitar tratados antigos e que não lhes interessa mais.

    De resto, Salazar era inteligente e genial em certos aspectos; mas extremamente burro e teimoso em outros. Se tivesse, para as outras colônias, imaginado uma saída como as atuais regiões autônomas (Madeira e Açores), quem sabe não teríamos hoje uma Comunidade Portuguesa das Nações ?

    Talvez assim Portugal não tivesse sangrado tanto de 61 a 74; nem talvez haveria a vergonha do 25 de Abril, quando entregaram tudo de mão-beijada.

  11. correto. os ingleses p.ex. nunca respeitaram nenhum tratado connosco… veja-se o Mapa Cor de Rosa e a origem da expressão “amigos de Peniche”:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Amigo_de_Peniche

    A Salazar falta visão estratégica: era um beato de sacristia e temia o desconhecido… Os seus erros e pruridos custaram a Portugal uma geração de Desenvolvimento e a entrada tardia na revolução industrial e pós-industrial, além de um “complexo salazarento” paternalista e menorizador que ainda hoje é muito influente na sociedade portuguesa.

  12. Denada Clavis Prophetarum fico feliz em ter contribuído para o blog é bom saber que alguém se interessa pelas minhas idéias mesmo que esteja a 6000km.

  13. julio

    A diplomacia indiana naqueles tempos dizia nos foruns internacionais que a India Portuguesa tinha que fazer parte integrante da India, com ou sem a vontade dos goeses e com ou sem a carta das Nações Unidas. O governo português propusera, antes da ocupação, que lá fosse estabelecido um observatório internacional da ONU para verificar a situação no território, mas, apesar disso, a India optou pela ocupação. Hoje, Goa, tem mais do dobro da população, 1.300.000 habitantes, comparando com a população que tinha em 1961.E uma grande parte dos seus naturais trabalham nos países estrangeiros no Médio-Oriente, América, Europa, Austrália..Goa é um Estado, mas toda a sua cultura se encontra em vias de ser submergida pela cultura dos que ali se encontram vindos dos outros Estados vizinhos. No entanto, Goa, Damão e Diu, podem ainda ter, se os lideres, de lá e de cá, quiserem, um papel importante para difusão da língua portuguesa que, por sua vez, deveria ser aliada com outros campos de desenvolvimento económico e social, como por exemplo ajuda na solução de toda a ordem dos problemas ambientais e urbanísticos. O Estado Novo fez aquilo que ele entendeu que devia fazer,mas hoje, supondo que se ele fizesse da maneira como nós queriamos, nada nos garante que a nossa opção daria um resultado melhor…Assim como as independências na década de 1950 podiam hoje ter criado outros tipos de problemas, como divisões territoriais..ou ainda governos racistas (África)..isto são apenas palpites. O que está feito está feito. Por exemplo Obama disse publicamente o que o Bush fez ficou para o passado e que hoje com ele esse problema não é discutível.

  14. Manoel

    Gostei da matéria em especial da gravura que ilustra o texto creio que copiada do Flickr do Moitas:

    Goa - Damão - Diu

  15. A fonte é:
    http://farm4.static.flickr.com/3451/3237389420_a4a204a2c1.jpg?v=0
    esse é o user do flickr?
    apareceu no google images..

  16. Aqui uma contribuição sobre uma das unidades militares que possivelmente participou da ocupação de Goa.

    http://tropaselite.t35.com/para-quedistas-india.htm

  17. Parece que não:
    “Pós-independência, a primeira ação aerotransportada do regimento aconteceu durante a guerra de libertação de Bangladesh, 1971 e a Guerra indo-paquistanesa, quando uma equipe médica sob o comando do Capitão Pratap Dayal, Oficial Médico Regimental do 2º Grupo de Batalhão de Pára-quedistas foi o primeiro pessoal do Exército indiano a chegar Dhaka.”

    porque a invasão de Goa foi em 1961…

  18. existe um artigo sobre macau ?

  19. não… como a transição foi pacífica e o tema não está propriamente no meu cerne de interesses… nope!

  20. mesmo sendo pacifica macau tem sua historia com o imperio

    http://macauantigo.blogspot.com/2009/04/ataque-dos-holandeses-1622.html

  21. repelido, como tantos outros que os pérfidos holandeses fizeram um pouco por todo o lado contra Portugal… desde Angola à Mina, passando (claro) pelo Brasil. De facto, só lograram ocupar mesmo o Ceilão. Contudo, hoje volvidos mais de 400 ainda há famílias cingalesas com nomes portugueses e vestígios da passagem predatória dos holandeses, são nenhuns…

  22. Então Macau merece seu artigo no movv.org

    Afinal preservar o português, nessa cidade incrível não pode ser um luta exclusiva do http://caderno-do-oriente.blogspot.com/ e do
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/020926_chinamacaurui.shtml

  23. está bem!
    algo sairá sobre Macau por aqui, cedo ou tarde!…

  24. bem lembrado!
    assim como o episódio do ultimato aos Açores e como… o Brasil teria ocupado esse arquipélago se Salazar tivesse resistido á cedência das Lages…

  25. rogério

    O meu pai foi militar na India, mas infelizmente já morreu, gostaria saber onde ele esteve na India , para poder visitar esses locais, ele foi soldado em Tavira antes de ir para a India, de onde veio muito doente. O nome dele era Amílcar Azevedo Correia.

  26. infelizmente, não tenho informação concreta para lhe dar… por probabilidade terá sido Goa, ou (menos) em Diu…

  27. de facto, não, não conhecia essa batalha…
    e tinha essa impressão do ARVN: um exército desmotivado e incompetente, nessa e noutras fases do conflito.
    Mudei assim a minha opinião…

  28. e de fato foram essa é chamada de a última batalha de verdade e de fato foi, fora isso no curso do resto do conflito o ARVN, foi mesmo um exército desmotivado, incompetente e fraco Incapaz de resistir sem a ajuda ou a intervenção americana direta.

    o elemento que garantio esse resultado nessa batalha foi o comandante, mais nada.

  29. o que só prova como um bom líder (ou a falta dele) pode fazer toda a diferença numa crise…
    o que seria de Bizâncio sem Belisário?…
    o que aconteceu a Roma depois da morte de Aécio?…

  30. falando em batalhas decisivas e esqucidas

    http://rubelluspetrinus.com.sapo.pt/cuito.htm

  31. Cuito Canavale… Penso ter lido algures que tinha sido a maior batalha jamais travada a sul do Equador…
    infelizmente num país lusófono.

  32. Feliz mente angola se encontra em processo de paz e caminhando para a democracia, almenos caminhando para a democracia, mas do que se pode dizer de vários países no mundo, e certamente democracia algum dia.

    Da serie batalhas esquecidas, Bem mesmo não sendo um simpatizante das idéias de Franco, acho que a divisão azul é um tema interessante e muito mal explorado então aqui vai uma das suas maiores batalhas que vem a ter algumas similaridades com Goa, quanto ao numero de combatentes.

    http://es.wikipedia.org/wiki/Batalla_de_Krasny_Bor

  33. mas com tanta corrupção e inépcia governativa…

  34. Bem isso não é exclusividade de angola e almenos o país esta no caminho certo é melhor do que se pode dizer de quase toda a África.

    E a divisão azul Clavis.

  35. eu sei, a força espanhola… que levou pancada forte na Rússia, porque não estava suficientemente bem equipada…

  36. Aqui textos sobre duas unidades miltares interessantes uma é uma ilustres desconhecida a outra tem uma reputação secular.

    Espero que goste

    http://tropaselite.t35.com/france-legion-1.htm

    http://tropaselite.t35.com/SA_RECCES.htm

  37. ah sim… o afonso de albiquerque esteve bem à altura dos pergaminhos da marinha portuguesa nos mares da Índia… Assim Salazar tivesse colocado em Goa mais navios de guerra e a História poderia ter sido diferente.

  38. é uma historia incrível que me interessou, mais uma coisa vc abe onde encontro mapas sobre a invasão

  39. quanto a história ser diferente acho pouco provável eram 50.000 homens contra, apenas 4500.

    Clavis vc sabe se exitem fotos do afonso de albiquerque, naufragado tais como essas:

    http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL387773-5602,00-FOTOS+MOSTRAM+NAVIO+AUSTRALIANO+AFUNDADO+NA+GUERRA.html

    http://weburbanist.com/2008/08/06/15-haunting-ruins-of-war/

    seria interessante ver seu estado atual

    e trago esse artigo que encontrei espero que goste é um tema muito interessante

    http://www.sobrenatural.org/relato/detalhar/6689/relatos_estranhos_no_binfa/

  40. suspeito que o navio foi recuperado e o seu metal vendido… naufragou em águas muito baixas, ao que me lembro.
    A resistência era fútil: o que devia ter acontecido era uma negociação que desse a independência a Goa e a tornasse em cidade internacional e livre de forças armadas… isso garantiria a continuidade da herança portuguesa no local, evitaria o derramamento de sangue e poderia satisfazer a Índia, se tivesse acontecido numa das fases iniciais (1947) do processo.

  41. que noticia triste, mas concordo com vc o melhor a fazer era negociar, assim como em Macau e garantir a sobrevivência da língua e das demais heranças portuguesas.

    mas o quê vc me diz dos relatos do BINFA.

    http://www.sobrenatural.org/relato/detalhar/6689/relatos_estranhos_no_binfa/

  42. digo que era bom que houvessem uma fotografias…

  43. esse foi de longe o melhor video que achei sobre a invasão

    e esse artigo interessante talvez com alguma conexao com o movv

    http://www.areamilitar.net/analise/analise.aspx?NrMateria=52&p=1

  44. infelizmente com muita fotografia já conhecida… este pelo menos tem imagens que nunca vi (e do outro lado):

  45. vc conhia essa achei a pouco tempo, espero que lhe interesse

  46. ainda gostaria era de ver um documentário indiano (com filme) sobre o tema… é estranha a sua ausência da internet…

  47. Temas como esse tendem a ser negligenciados, vai se saber por que, acho que pura falta de imaginação e estupidez.

    O melhor documentário que eu vi sobre a guerra civil angolana – Cuba uma Odisséia Africana – produzido pela TV francesa então

    Mesmo assim o vídeo é interessante.

  48. Para Portugal, o tema ainda está envolvido numa certa “vergonha” pela nossa história colonialista. Para o lado indiano, há a certeza de que foi uma campanha David-Golias, que não enriqueceu os pergaminhos das FA indianas.
    Penso que seja por isso que não é um tema muito querido em ambos os lados…

  49. sabe onde existem fotos ou videos da Goa, da Macau, da Luanda e de todas as outras metropoles capitais, quando essas eram parte do Imperio Portugues, seria interessante, velas nesse periodo.

  50. não… de facto não parece haver nada assim…
    mas bem que devia de haver…
    até por parte do Estado Português, com acervo fotográfico das Guerras Coloniais.

  51. espero que um dia esse acervo esteja disponível ao publico

  52. acho que o mais próximo que encontrei foi esse aqui, contem gravuras de varias regiões do Império Português, vale apena dar um olhada

    http://purl.pt/index/geral/PT/index.html

  53. é o site da Biblioteca Nacional…
    mas sem grande conteúdo video (ou algum) e de fotografias… é isso que falta…

  54. acho que os melhores no momento sao os blogs e sites particulares, sao os unicos que se dao ao trabalho de investigar e divulgar esse acervo

    tem razao Clavis somos irmaos em tudo

    recentemente soube do pagamento feito pelo governo federal aos ex-acionistas da Tv manchete, foi totalmente desviado tanto no governo FHC como no Lula !! não destinando um único centavo a preservação do acervo dessa que foi uma das melhores redes de tV do meu país, e nenhum meio de projeção nacional falo absolutamente nada !!

    Uma grande vergonha, conhece uma historia similar?

  55. mas não deviam ser… onde estão as instituições e os historiadores profissionais?
    exatamente, como essa, por cá, não…
    mas não têm faltado outras histórias de corrupção, infelizmente….

  56. sim… essa gente esteve hiperativa no Sul de Angola, durante a guerra civil… e haveria até portugueses, antigos combatentes da Guerra Colonial entre eles…

  57. Renato Rodrigues da Silva

    Uns bons vasos de guerra, em número suficiente, e armas anti-aéreas eficientes, talvez tivessem feito a Índia pensar duas vezes; ou talvez até tomasse os territórios, mas iria sangrar, e muito.

    Os vasos de guerra, com seus canhões, defenderiam tanto o mar como a terra. As armas anti-aéreas tirariam a diferença no céu.

    Mas é sempre assim…quem não tem um bom trabuco à disposição, fatalmente se lasca…

  58. Clavis como voce soube que o navio, foi recuperado e seu metal vendido?

  59. o Aviso? Penso que foi no link da Wikipedia…

  60. Enrique

    Fue una lástima que Portugal perdiera violentamente Goa, Diu y Damão porque tarde o temprano la India habría conseguido los territorios por vía pacífica, igual que China obtuvo Macao en 1997.

    Las vidas humanas que en 1961 perdió Portugal fueron culpa de la traición de Estados Unidos, Gran Bretaña y el resto de la NATO. Ellos podrían haber presionado a la India pero no lo hicieron. Hasta la España de Franco que también era aliada de Portugal (Pacto Ibérico) miró hacia otro lado.

    Sin embargo, cuando Argentina en 1982 hizo con las Malvinas lo mismo que la India con Goa, Estados Unidos ayudó a Gran Bretaña.

    Si España hubiera sido más justa con Portugal, hoy probablemente solo existiría un País Ibérico. Ahora los españoles dedemos saldar una gran deuda que tenemos pendiente con nuestros vecinos. Tenemos que devolver ya Olivença porque pertenece a Portugal.

    Saudações.

  61. Ora bem, Enrique. Espanha (Madrid) nem sempre agiu da forma mais correta para com as diversas nacionalidades ibéricas, a começar por aquelas sobre as quais ainda exerce tutela hoje em dia.
    Quanto a Olivença, penso que o território está já perdido, depois de séculos de inaninação da política portuguesa. Mas a língua ainda pode ser salva, assim uma soberania partilhada.
    São opções na mesa, assim haja vontade política para as discutir. De ambos os lados…

  62. voltando ao tema de cuito cunavale e da guerra civil angola encontrei esse blog, recente, mas que possui um bom material, infelizmente esta em español

    sei que a questão da guerra colonial e da guerra civil angolana e das demais naçoes africanas de lingua portuguesa é um tema delicado, mas a falta de material em portugues é algo iritante

    http://laultimaguerra.com/

  63. uma história interessante, sem dúvida, que conhecia algo superficialmente…

  64. + deixaram mt nomes , até “Vieira” entre os indianos, uma eterna presença…

  65. sim, e Franciscos… nome comum até no Sri Lanka.

  66. falando em segredos da guerra fria aqui vai um q acabei de encontrar

    http://guerradevietnam.foros.ws/t127/espanoles/

    espero que apreciem

  67. espanhóis, desconhecia… mas portugueses, ou melhor, lusodescendentes, houve muitos nesse conflito…

  68. lusodescendentes, no vietnam nao conhecia essa

  69. Já ouvi esse comentários, + foi recusado pelo presidente da época, um General. Mas, foi enviada tropas p São Domingos.

  70. expedicionário

    Estive como militar em Gôa de 1954/1957, não tinhamos condições para continuar,nem resistir, há que agradecer ao General Vassalo e Silva por ter evitado uns milhares de mortos que não iriam orgulhar os portugueses e a Pandita Neru por ter feito uma invasão de modo e não haver carnificina.

    • Otus scops

      Expedicionário

      tem o meu respeito.
      não sei se já conhece: http://www.areamilitar.net/analise/analise.aspx?NrMateria=52

      depois gostava que nos desse a sua opinião.

    • antonio silva

      Também estive em Goa na cidade de Vasco da gama de 1954 a 1957 e estou de acordo em que não tinhamos qualquer possibilidade de resistir,quaisquer as forças que lá tivessemos.
      Foi o melhor que podiamos ter feito , salvar milhares de soldados portugueses,O General Vassalo e Silva foi um heroi.

      • Ele fez o correto. Mas era possivel na epoca ter lancado um referendo (internacionalmente arbitrado) e assim retirar argumentos à invasão indiana.

  71. polikarpov

    Salazar afundou Portugal continental e as “colonias”.Durante sua gestão tonou-se grande exportador de mão -de -obra:Brasil,França e Candá ,encheram-se de portugueses de todas as idades. Nos seus delírios fascitas imaginava resgatar um Portugal que só existia na ficção.
    Sebastianismo era e é ainda uma síndrome incurável,que acomete os povos e dirigentes medíocres.

    • O Sebastianismo pode ser bom ou mau consoante seja usado como energia motivadora e atuante ou como sonho paralisante ou expectante de coisa nenhuma. ‘E uma ferramenta, o seu valor esta apenas na forma e objetivo com que ‘e empregue.

  72. Imagino que tal acontecimento continue a ser ignorado pelas redes de mídia nos demais países lusófonos, uma pena essa é uma boa historia que vale apena conhecer.

  73. Pingback: goa | AICL – Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia

  74. Tropeiro

    Dá-me vontade de rir. Um país da periferia do capitalismo querer ser imperialista e ainda ter quem defenda tal posição em Portugal. Umas viúvas de Salazar.

    • renators

      Tamanho nem sempre é documento. É bem um pensamento moderno, neoliberal, querer cuspir no próprio país e louvar superpotências como EUA, Inglaterra e que tais. E os brasileiros padecem do mesmo complexo de vira-latas.

  75. adolfo da silva cavaco

    Que façam parte da C.P.L.P. ou peçam estatuto de observadores.Toda a gente tem o direito de liberdade.Os países deveriam ser todos pequenos.Um abraço á INDIA toda.

    • Dificilmente o serão: o discurso dominante no poder politico indiano de hoje tende a confundir (para consumo interno) os colonialismos portugues e ingles. Esquecendo, por exemplo, que a esmagadora dos goeses se mantiveram com a administracao lusa ate mesmo durante a esmagadora invasao militar da união indiana.

  76. Eu senti uma estanha tristeza quando vi o video da transferência de soberania para a China em 99, acho que nenhuma rede de tv brasileira cobrio este acontecimento infelizmente e vc Clavis o que senti com este video?

    • Fenix

      Eu chorei ao ver estas imagens na altura.Macau foi dada a Portugal como um presente ou um favor como queiram.Não se devolve nunca um presente e muito menos se recebe de volta.

  77. Fenix

    David contra golias mas com um final em que golias vence.Era dos territorios junto com cabo verde e são tomé os territorios que menos direito tinha a independecia pois a india portugues foi comquitada aos muçulmanos no direito de comquista.Cabo verde era deserta de seres humanos e são tome também.

  78. sandra sequeira

    bos noite a todos. O meu pai teve de fugir dessa guerra com 2 anos de idade e veio com a minha avo fugidos num barco que os trouxe para portugal. a minha avo é doente mental e n consegue dizer quem é a familia e por isso n sabemos de nada da nossa historia indiana. alguem me poderia indicar um lugar ou instituição que me possa esclarecer? obrigado

  79. Devia se persevar a lingua portuguesa que seria o
    patrimonio colectivo da lusofonia.

  80. ricardoadnovaes@yahoo.com.br

    É por essas, e outras, que a terrinha é mal vista, e o Brasil NÃO. Além disso, dezenas fugiram para Pindorama. Foi no famigerado Governo do Salazar, que ocorreu a maior imigração portuga!!!

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