Daily Archives: 2009/08/01

Teixeira de Pascoaes: Portugal e a Europa (parte 2)

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(Teixeira de Pascoaes in http://img.photobucket.com)

Ao Povo Português: A Renascença Portuguesa

“A Renascença Portuguesa é uma associação de indivíduos cheios de esperança e fé na nossa Raça, na sua originalidade profunda, no seu poder criador duma nova civilização. Esta fé e esta esperança não resultam duma ilusão patriótica, mas do conhecimento verdadeiro da alma lusitana, a qual, devido a influencias estrangeiras de natureza política, artística, literária e sobretudo religiosa, se tem adulterado nos últimos séculos da nossa Historia perdendo o seu carácter, a sua fisionomia original e, portanto, as suas forças criadoras e progressivas.”

Assim como a Renascença Portuguesa tinha como órgão a revista “Águia”, também o MIL: Movimento Internacional Lusófono tem hoje na revista semestral “Nova Águia” o seu órgão… A terminologia “Raça”, empregue por Pascoaes não é atual, mas o sentido do termo permanece e a esperança na renovação de Portugal continua atual. Na grave situação económica e social que se vive hoje no mundo, e em particular, em Portugal há uma necessidade premente de reencontrar o destino nacional, de reformar em larga escala a estrutura e até o objetivo do Estado. Este reencontro de Portugal consigo mesmo não pode ser feito pela sua descaracterização e pela supressão do seu caracter identitário e pela adopção dos modelos norte-europeus de sociedade e de Cultura. A adopção de um projeto verdadeiramente nacional e polarizador é pois, urgente para assegurar a própria sobrevivência de Portugal nesta Europa cada vez mais federalista e anexadora e do país numa Globalização cujos efeitos

Assim, quando o filósofo declama contra as forças estrangeiras que procuram “normalizar” Portugal segundo os padrões europeus, toca o busílis da decadência do país: é a anulação da sua identidade que está na direta origem de uma decadência que começou com o único momento da sua Historia em que perdeu a sua independência (a dinastia filipina) e que se acentuou sempre que procurou “ser mais europeu, que os europeus”, rejeitando a sua própria alma ibérica e portuguesa em favor de um “espírito europeu” desprovido de sentimentos ou de alma que oferece ao Homem a crua e fria realidade dos números e das padronizações e normalizações ad absurdum tão do agrado do espirito germânico, mas tão avessas à tradição individualista e libertaria da Península.

De entre todas estas influencias exógenas e negativas, aquelas a que Teixeira de Pascoaes dá mais relevância não são aquelas que no moderno espírito positivista e materialista atual poderíamos escolher: não são nem as influencias sociais, nem as políticas, nem as económicas… São as influencias religiosas que mais contribuíram para a perda do caracter português e para a adulteração da nossa especifica forma de encarar e de participar nas coisas do mundo. Esta perda da perspectiva portuguesa de ver a realidade que esteve tão viva em Quinhentos seria a explicação para a evaporação das forças criadoras em Portugal que já era tão visível no começo do século XX e que hoje é gritantemente patente, tamanha é a ausência de um projeto nacional verdadeiramente polarizador e potenciador das energias de Portugal e dos portugueses. Projeto este que julgamos reconhecer no MIL, verdadeira “Renascença Portuguesa” dos tempos contemporâneos e nos seus Princípios e Objetivos, desde a defesa de uma Descentralização municipalista, passando pela defesa das Economias Locais contra os pavores da Globalização e pela proposta de uma “União Lusófona” que multiplique os efeitos benéficos da CPLP e a torne numa alternativa mundial às formas atuais de organização do Estado e das relações internacionais fundadas na força e no poder económico.

“O fim da Renascença Lusitana é combater as influências contrárias ao nosso carácter étnico, inimigas da nossa autonomia espiritual e provocar, por todos os meios de que se serve a inteligência humana, o aparecimento de novas forças morais orientadoras e educadoras do povo, que sejam essencialmente lusitanas, para que a alma desta bela Raça ressurja com as qualidades que lhe pertencem por nascimento, as quais, na Idade Média, lhe revelaram os segredos dos governos dos municípios”

A Educação do Povo assume assim um papel determinante no ressurgimento dessa adormecida alma nacional. Um movimento tão amplo, não pode portanto assentar de forma duradoura e resistente nas elites intelectuais ou económicas da Nação. Não só porque estas – na sua esmagadora maioria – estão arregimentadas pelos interesses de Paris ou de Roma, mas porque este movimento de reencontro consigo mesmo deve partir das bases e de um sentimento popular e este está entorpecido pelos resquícios da Educação castradora e bloqueadora do salazarismo e pela continuada descaracterizadora e hesitante educação do pós-vinte e cinco de abril. Entre os dois modelos – um minimalista e o outro laxista, importa ressuscitar a alma e os valores do Portugal das liberdades municipais que ergueu o essencial das energias criadoras que encontrariam a força para gerar esse movimento mundial chamado Descobrimentos. Nesse indispensável – para a sua sobrevivência – redescobrimento de Portugal em si mesmo, a Educação é pedra basilar, já que somente pela revolução interior de cada um de nós se poderá cumprir o Quinto Império, ou fim (pela concretização da “coisa perdida”) de Portugal e o seu reencontro com aquilo que a nova “Renascença Portuguesa”: o MIL haverá de cumprir no seu devido tempo.

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Hotel San Remo (Complejo San Remo): Um local a evitar em absoluto

In the Hotel:

1. There are cockroaches on the corridor, in several places (pictures taken)

2. The room 307 on 6 august was not made several times

3. In the bathroom of room 307 some wall storage were absent

4. In the same room there are no light bulb on the bed and also in the bathroom

5. All days some sell people with neck lass, rings, etc can be seen selling stuff inside the pool space

6. The windows of the bathroom of room 227 goes directly to a balcony of an adjacent room

7. The corridor show several damages on the ceiling, with many holes, not repaired.

In the restaurant:

1. There is no water. All the water is sold by 50 cents each glass. The manager refused to give a glass of water

2. The manager of the restaurant takes the foods together with the guests at 2150 and start eating in a table, between them. Same behavior during breakfast. No employees follow this example.

3. The milk with chocolate, the milk with coffee taken on the machine, always includes some water.

4. For several times, all tables were taken, but one third of the room has empty tables with the “sign” reserved. Why the guests have to wait, then?

5. In the restaurants, and in the rooms (227) there some electrical cables not protected

6. Most of the British and Spanish guests take with half pension take freely all the drinks that they want. But some other nationalities (Portuguese, namely) were demand to pay for it (as they should, accordingly to hotel rules). Why these different treatment accordingly to the nationality?

7. The payment for the drinks were simply placed in the pocket of the restaurant manager. That doesn’t seem very regular. On some days the change were retrieved from an used plastic glass of coca cola… Not professional. The bills were not regular. Didn’t contain the name of the hotel or the vat number.

8. Some employees of the restaurant have long hair, not properly secured. The cook also can be seen without the hat.

9. Several photocopied papers were on the tables with different phrases. In Spanish, English, Dutch, German and even Hungarian, but not Portuguese, one of the main origins of tourists visiting the hotel

10. Although the food seems safe its of very low quality. One of the most common dishes were recycled meat. All days that kind of food seem to have come directly from the day before

11. There are only 2 toasters on the restaurant and one permanently turned off, but working

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Lima de Freitas: “somos mais civilizados do que os outros povos na medida em que respeitamos o estrangeiro, o outro, abrimos-lhe os braços, envolvendo-o na nossa hospitalidade ímpar”

“De facto, e apesar de tudo, somos mais civilizados do que os outros povos na medida em que respeitamos o estrangeiro, o outro, abrimos-lhe os braços, envolvendo-o na nossa hospitalidade ímpar.
Donde, Portugal não tem razão para se envergonhar perante as restantes nações da Europa. Pelo contrário, temos muito para ensinar-lhes, para dar-lhes.
Isso é um pouco o Império do Espírito Santo.”
“Porto do Graal”, Lima de Freitas, Ésquilo.

Esta especial característica da portugalidade, presente também nas matrizes culturais de outras nações lusófonas é aquela generosidade que nos marca e que torna os portugueses especialmente solidários e da qual a grandeza da mobilização por Timor foi especial exemplo. Esta hospitalidade a que alude Lima de Freitas, que por vezes pode ser injustamente confundida com subserviência é, afinal, marca da diferença de temperamento e de mentalidade entre o português e o germânico. Se o último prioritiza critérios de eficiência e de geometria, o português prefere a convivialidade, a confraria e a humanidade. É a fraternidade humana e a universalidade que marcam toda a História de Portugal e que esteve por detrás do impulso do movimento dos Descobrimentos e Expansão. Neste contexto, a sanha canina da Inquisição e os desvios da Escravatura correspondem a uma doença mental de que sofreu a portugalidade e que resultou da infeção pelos princípios mercantilistas e desumanos importados a partir do norte da Europa.

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Resolvendo o problema das imagens quebradas no People do Sharepoint 2007

É particularmente difícil encontrar referências a este erro já que não se traduz numa mensagem de erro. Aparentemente, contudo, sempre que uma imagem é maior do que aquela que surge no profile, o Sharepoint refaz a imagem consoante com as dimensões suportadas pelas diferentes webparts usadas pelo Webpart People.

Do que pude apurar, o Sharepoint usa imagens no People, ora de 100×85 ora de 75×64 logo, não vejo razões para usar imagens de maiores dimensões que obrigarão o Sharepoint a redimensionar constantemente imagens maiores. Isso atrasa a operação do Sharepoint e também provoca erros em que a imagem aparece com o dobro do tamanho normal e cortada em metade, pelo eixo maior. Penso que esse processo de redimensionamento ocorre quando as imagens são maiores, que o tamanho maior suportado no Sharepoint (aparentemente os 100×85) é menor que o tamanho real da fotografia.

Assim, uma solução poderia ser usar apenas imagens com apenas o tamanho máximo. A Microsoft não tem, ao que sei, solução para este problema de redimensionamento das imagens.

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