Daily Archives: 2009/07/31

Teixeira de Pascoaes: Portugal e a Europa (parte 1)

Unamuno e Portugal:
“Disse que Miguel de Unamuno sentiu muito bem a nossa paisagem e a nossa alma, apesar do seu temperamento ser diferente do português. O espanhol é um mármore criado; o português é uma névoa criadora; o espanhol é um ser já definido, e, dentro das suas formas acabadas, terá de evolucionar e progredir; o português é um ser indefinido ainda, ou antes, um ser que tem vivido fora da sua forma própria, fora do seu corpo; e o seu progresso dever-se-á fazer no sentido de encontrar o corpo que por natureza da sua alma, lhe compete.”

Aquilo que separa portugueses de espanhóis, e sobretudo no seio destes, dos castelhanos, é muito maior do que seria de esperar em dois povos fisicamente tão próximos. É certo que esta distância mental foi favorecida pela própria existência de Portugal, já que o país atlântico teve que afirmar a sua própria existência contra os poderosos ímpetos de Castela e navegando contra a grande vaga anexadora que Madrid lançaria sobre toda a Península e que acabaria por engolfar até a dinâmica soberania aragonesa. Portugal logrou afirmar a sua independência, contra e apesar de Espanha, por isso teria que construir uma alma nacional intrinsecamente distinta desta.

A indefinição da alma portuguesa a que alude Pascoaes neste parágrafo é crucial no entendimento daquilo. Diz o poeta e filósofo que Portugal vive (não vivendo) como uma alma sem corpo. Por isso, descontornada e desprovida de forma. Espanha soube procurar e encontrar logo desde cedo aquele que seria o seu objetivo e desígnio nacional supremo: estender-se por toda a Ibéria, estancando apenas nas fronteiras portuguesas. A extensão da Espanha pela Ibéria ocorreu impulsionada pela energia da vontade de Castela, mas também seguindo naturalmente a própria continuidade geográfica entre Espanha e Portugal, já que a separação entre os dois países ibéricos é geograficamente frágil e como refere António Borges Coelho: “Só pela vontade dos homens a fronteira construída divide e os rios, que servem para unir, ficam estéreis a separar”.

“Há uma diferenciação de natureza qualitativa, entre o espanhol e o português; e é por isso mesmo, decerto, que Portugal tanto interessa a Miguel Unamuno -, mais ainda que Portugal, a sua tristeza. É a tristeza lusitana que o seduz, que tem para ele um encanto misterioso.”

Se era assim no tempo de Unamuno, não o será menos nos dias de hoje. Qualquer visitante de terras espanholas, urbanas ou rurais, poderá constatar aqui que existe uma alegria, uma forma contente de viver e gozar a vida, que não é fácil encontrar em Portugal. O espanhol sente-se completo e realizado (apesar de terem níveis de desemprego sempre mais altos que Portugal) e embora seja muito mais diverso, culturalmente e linguísticamente, o espanhol manifesta uma alegria incontida que contrasta com o sisudismo do ultracatolicismo de alguns dos períodos da História de Espanha. O português, em contraste – e em contraste maior pela proximidade geográfica – com o espanhol, caracteriza-se pela melancolia e pela tristeza. E esta melancolia resulta de um sentimento interiorizado e generalizado e que brota da própria alma portuguesa e que resulta da noção de incompletitude. O português sabe-se incompleto e isso entristece-o… Se o Espanhol se sabe finito, o português sente- incompleto e perturba-o a infinidade do Atlântico que o limita pelas bandas do Ocidente. O sentimento da vertigem oceânica empurra o português para a poesia e para a aventura dos Descobrimentos, da Expansão e das migrações, mas quando as circunstâncias pessoais ou económicas o mantêm contra-vontade no solo desta finisterra europeia chamada “Portugal”, o português deixa-se vencer pela melancolia e entristece… O vigor do Sol e o clima generoso contrariam esta tendência nacional para a depressão e impede que esta alcance os níveis autogenocidas da Escandinávia, mas bastam para que todos os estrangeiros que nos visitam, de Byron e Unamuno, reconheçam em nós essa evidente Tristeza…

“A literatura de Portugal, quase sempre influenciada por livros e ideias vindas de França, quase sempre como as nossas classes superiores, e a alma do Povo adulterada pelo catolicismo romano, não permitiriam que o grande escritor espanhol visse o fundo virgem e inédito da alma lusitana, e portanto, da sua tristeza.”

Pascoaes identifica aqui os dois veios principais desse Estrangeirismo que Agostinho da Silva reconheceria depois como sendo o principal factor da decadência de Portugal: a introdução de influencias estranhas, exógenas e diminuidoras no seio da alma de Portugal. O poder destas influencias foi tremendo, porque de um lado influenciou o pensamento, as atitudes e a acção das elites da nação, arrendando a sua fidelidade em troca de pequenos favores e escassas adulações. Arregimentadas as elites, o predomínio norte-europeu poderia impôr-se pacificamente. Manietada a cabeça, o corpo por ela comandado não poderia revoltar-se contra a influencia cultural e política de França (na época de Teixeira de Pascoaes) e hoje, contra a “locomotiva Europeia” que na sua voracidade aglutinadora e normalizadora tudo leva à sua frente, não se comprazendo com idiossincrasias locais, regionais e culturais. Ontem, França, hoje a Europa, tudo farão para tornar Portugal e a sua irmã Galiza em extensões periféricas do seu poder, em dependências eventualmente úteis como destino de férias ou como postos fronteiriços contra os “Outros” do norte de África. Contra a alma portugalega, procurando englobá-la e formar aquela coisa vaga, indefinida e desalmada que é a “Europa”, está a alma portuguesa, livre, independente e heterodoxa, por muito mercenária que sejam hoje as suas elites académicas e políticas, mais as suas “Bolsas” europeias ou as suas “Férias” no Parlamento de Estrasburgo.

Se a domesticação das elites coube a Paris, então a domesticação do indomável, mas redutível, espirito religioso luso, coube a Roma. Como Dalila Pereira da Costa refere, coube a Roma lidar com o seu antónimo anagrâmico: o espírito do Amor (anagrama de r-o-m-a) trovadoresco, lírico e popular que a Poesia Trovadoresca galaicoportuguesa exprimia de forma tão clara. Verdadeira expressão de uma alma nacional que se forjava então na Portugaliza, plena de referencias a formas de religiosidade que brotavam do mesmo terreno onde nascera a heresia peninsular do Priscilianismo, a Trova Lusogalaica fora combatida pelo clero romano logo desde os seus primeiros tempos… E por fim, conquistado o apoio do poder político – que dependia de Roma para recolher o reconhecimento diplomático que a independência exigia, haveríamos de assistir à submersão da liberdade religiosa e cultural que os jograis e trovadores errantes representavam e à sua submissão frente ao poder estrangeiro que os tentáculos romanos lançariam sobre a finisterra peninsular.

“O veio profundo e vivo dessa alma, está sepultado, há séculos, debaixo dum enorme entulho feito de ideias, sentimentos, costumes, modas, etc., etc., importados de Roma para uso do coração, e de Paris para serviço do espirito. E não é fácil trabalho destruir esta espessa e já petrificada camada de cinza, para que surja à luz do dia, esperta e viva, essa divina faúlha de lume que nos deverá alumiar no caminho do progresso e perfeição.
Mas o simples facto do interesse que o poeta da Espanha revela pela tristeza de Portugal, mostra de algum modo, que existe nela o que quer que é de estranho e misterioso, e que não é uma tristeza comum”

A tristeza atávica portuguesa resulta assim da sua supressão imperialista por camadas múltiplas e sucessivas de influencias romanas e europeias. Umas e outras, alternando-se e sucedendo-se criaram a vaga mas certa convicção generalizada entre os portugueses de que faltava ainda “cumprir Portugal” e que o Mar fora cumprido sem lograr recolher ainda o destino e vocação nacional da portugalidade. É nesta Tristeza nacional que assenta a fonte da Saudade pascoaliana: uma memória do tempo perdido e do fado esquecido pela submersão do coração lusitano, da sua natural, plena e espontânea religiosidade, da sua capacidade rara de se re-ligar (etimologicamente fonte de “religião”) com a natureza e o meio. Portugal – antes da chegada dos missionários cristãos-romanos) – era a terra das divindades ctónicas e tópicas, das deusas das fontes, dos rios, dos montes e das arvores. Os Banda, Ataegina, Endovélico eram os deuses dos locais, devorados pelo império religioso de Roma, mas o seu Deus vingador e único, adversário de uma ligação entre o Homem e o Meio que se realizava pessoalmente e sem mediador, o padroado romano não poderia deixar vingar a religiosidade íntima e pessoal que caracterizava a alma portugalega e o quadro divino multiforme pré-romano.

“A tristeza lusitana é a névoa duma religião, duma filosofia e dum Estado, portanto. A nossa tristeza é uma Mulher, e essa Mulher é de origem divina e chama-se Saudade”

Pascoaes estabelece aqui claramente a ligação entre a saudade pela liberdade religiosa perdida, pela independência de pensamento e especulação que ainda no período das Taifas muçulmanas se viviam nas cidades islâmicas do sul. Se há Saudade é porque há Tristeza por aquilo que se sente ter perdido. Tristes, porque reprimidos, saudosos, porque recordando-se daquilo que perderam, os portugueses sentem no seu íntimo, com uma certeza não verbal, que o Deus solar e masculino de Roma, tão compatível com os quadros mentais dos indo-europeus, nada tem a ver com o seu verdadeiro fundo religioso, multiforme e pluriteísta, mas radicado nas religiões femininas e naturalísticas das deusas-mãe do paleolítico. Por isso é que o povo do interior ainda conserva uma devoção muito especial pelo culto da Virgem, apesar de todo o ciúme do Clero romano e da voracidade centralizadora de Roma: pela memória esquecida de um tempo saudoso onde na finisterra lusa se cultuava a “Deusa” e a imensa miríade de divindades tutelares dos campos e da Natureza.

“A Saudade é a eterna Renascença, não realizada pelo artificio das artes, mas vivida dia a dia, hora a hora, pelo instinto emotivo dum povo: a Saudade é a Manhã de Nevoeiro: a Primavera perpétua: é um estado de alma latente que amanhã será Consciência e Civilização Lusitana.”

É neste parágrafo que Pascoaes exprime a diferença conceptual entre aquilo a que vulgarmente chamamos de “saudade” e a interpretação que faz o filósofo: impulso mítico para um Eterno Retorno, para um tempo passado e idealizado, que completa o círculo e realiza o Homem. Esta “Renascença” é um regresso ao momento mítico e atemporal que vive nas nossas memórias colectivas e onde podemos regressar não por intermédio de um qualquer movimento cultural, político u social, mas numa revolução ou renascença interior que sendo interior e pessoal é duradoura e contaminante. Comecemos por realizar a revolução em nos, e preocupemo-nos e faze-la depois no mundo, diria Agostinho da Silva…

“O cinco de outubro foi já um facto de grande alcance, porque nos livrou da influencia de Roma, apagou as lâmpadas de Roma. Agora só resta (e será o mais custoso) apagar os fachos de Paris, e guiarmo-nos pela nossa própria candeia, alimentada com o azeite das nossas oliveiras… É preciso educar este Povo dentro da sua personalidade; um vestuário estrangeiro não lhe fica bem; não foi feito para o seu corpo.”

Neste passo Teixeira de Pascoaes refere-se ao anticlericanismo republicano que após a instauração da República em Portugal afastou a Igreja Católica do Ensino e de uma posição predominante na sociedade e política portuguesas. Contudo, este vigor anticatólico republicano não tinha uma base popular e nunca se conseguiu implantar fora dos círculos urbanos e acabaria por produzir um descontentamento generalizado e surdo que seria aproveitado pelo regime do Estado Novo a seu favor, revertendo o processo de laicização do Estado apressadamente imposto pelos republicanos de Lisboa ao resto do país. Teixeira de Pascoaes reconhece que seria impossível substituir a força estrangeira de Roma, com a sua obsessiva tendência para reduzir a religiosidade multiforme e matriarcal do povo, por uma outra força estrangeira: a do parlamentarismo republicano vindo Paris. Em alternativa a Roma e a Paris, Pascoaes acreditava que era possível sacudir estas cangas estrangeiras e recordar aquilo que saudosamente o Povo ainda recordava: a memória da liberdade religiosa castreja e a recordação da autonomia política e económica dos municípios medievais portugueses.

“Oxalá que seja num sentido genuinamente lusitano que se proceda à reforma da nossa instrução e educação. É certo que atualmente, todo o trabalho de reformas está em mãos europeizadas; mas há de chegar o dia feliz, em que o génio da Raça, tornado Consciência e Ação, surgirá vitorioso, integrando Portugal na sua própria alma progressiva.”

É impossível implantar a democracia, sem que esta implantação de um novo regime não seja também acompanha por uma revolução das mentalidades. A rapidez com que a Republica se impôs em Portugal impediu a suave e gradual mudança (necessariamente lenta) de quadros mentais da generalidade da população. Reconhecendo a fragilidade do regime republicano, os republicanos escolheram a Educação como o principal mecanismo para alavancar o novo regime nos meios rurais. Essa é a reforma a que Pascoaes alude neste parágrafo, com a crítica direta de que esta reforma não seria conforme ao sentimento português, mas importado a partir da Europa. Exógeno, tal como anterior sistema de Ensino católico, esta reforma do sistema de ensino estaria também ela fadada ao fracasso. Uma e outra estavam ainda longe do sentimento e da alma portuguesa, a qual importava saber reconhecer e recuperar de forma a poder implantar uma verdadeira republica em Portugal.

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O Google Lunar X Prize: o projeto JURBAN

Quando oiço hesitações quando a necessidade de se investir no Espaço, lembro-me sempre de que – só em 2008 – a indústria espacial movimentou mais de 250 biliões de dólares em todo o mundo… Ora, desde 250, pelo menos 1.2 foram o resultado direto de investimentos privados ligados ao “turismo espacial”.

Por aqui já falámos muito da Space Adventures e da Xcor. Já falámos também do “Google Lunar X PRIZE” mas ainda não falámos da equipa “JURBAN”, que entrou neste concurso em maio de 2008 (www.googlelunarxprize.org/lunar/teams/jurban) e que compete, juntamente com outras 17 equipas na construção de um robot que seja capaz de colocar no solo lunar até 2012. Uma vez na Lua, o robot terá que ser capaz de percorrer 500 metros, filmando sempre cada milímetro do seu percurso. O vencedor do concurso irá receber 30 milhões de dólares.

A JURBAN promete ainda – como bónus – hastear uma bandeiras com todos os logotipos dos seus patrocinadores.

O robot da JURBAN é um centípede, constituído por vários pequenos robots, ligados entre si, que podem funcionar como um único robot. Cada pequeno robot tem câmaras autónomas.

O Google Lunar X PRIZE é um projeto que tem uma abordagem pelo lado do estímulo ao desenvolvimento de novos valores na área da engenharia aeroespacial. A equipa JURBAN é compatível com este quadra, já que é composta por estudantes liceais e universitários de várias disciplinas.

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=28613

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O OpenBitTorrent: o sucessor do The Pirate Bay?

Talvez saibam que após a venda do famoso site de Torrents “The Pirate Bay” muitos utilizadores do sistema de Torrents se atiraram ao ar enquanto simultaneamente bradava urros de ira “traição! traição!” pela aparente retirada dos três fundadores, vendendo o seu site

Bem, talvez, tenham encaixado uns milhões a troco do site, mas a verdade é que poucos dias depois da venda, apareceu um novo site de torrents, o OpenBitTorrent que – miraculosamente ou não – contem todos os torrents do Pirate Bay.

Como o Pirate Bay, o OpenBitTorrent é um site aberto, que não exige o perigoso registo de utilizadores, mas diferentemente não permite listar os arquivos que conhece, permitindo apenas a ligação entre utilizadores de Torrents.

Tudo se passa como se o novo site fosse fruto de uma aprendizagem com o caso Pirate Bay… Desde logo o perfil mediático parece ser imensamente mais discreto. Por outro lado, a rapidez com que a base de dados apareceu vinda do Pirate Bay é muitíssimo suspeita. Francamente… Quantas hipóteses acham de o OpenBitTorrent não seja da lavra dos mesmos fundadores do Pirate Bay?

Fonte:
http://tek.sapo.pt/extras/site_do_dia/pirate_bay_versao_2_0_1006430.html

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Da semelhança dos mitemas do Imperador Frederico II e Dom Sebastião

Ainda que possamos acreditar na exclusividade do mito sebástico português, na verdade, em paragens bem distantes culturalmente falando da Alemanha, temos um mito idêntico: o do imperador Frederico II.

Lima de Freitas no seu “Portugal, porto do Graal” alude à semelhança do mito do Regresso do Rei na crença de que o imperador Frederico II, morto no campo de batalha, deveria regressar dos mortos e instaurar o mundo de ouro. De forma semelhante ao mito sebástico, o mito germânico acredita também que o imperador aguarda a chegada do tempo devido no interior do Monte Etna, enquanto que no mito sebástico se crê que o rei perdido estaria resguardado nas Ilhas Afortunadas.

Se até na material, geométrica e ordenadora matriz civilizacional germânica encontramos traços de milenarismo então estamos perante um fenómeno que extravasa em muito a herança judaica onde alguns quiseram filiar em exclusividade o milenarismo. Na verdade, este mitema (o segundo mitema fundador em Lima de Freitas, após o mitema da Demanda do Graal) será então radicado ainda mais profundamente… Talvez tão longe como nos mitos indo-europeus de regresso a um “mundo perfeito”, algures na Ásia ou na Europa Oriental, as terras de origem destes povos. É este mito do Eterno Retorno (Mircea Eliade) que serve de base a estes mitos fundadores alemão e português e que, estão na base do conceito de União Lusófona que serve de esteio essencial aos princípios do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

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