Cabo Verde: “uma das faces mais otimistas de África”

Na última comemoração da independência de Cabo Verde, o presidente deste país lusófono afirmou o orgulho por estar à frente dos destinos de “uma das faces mais otimistas de África”.

Pedro Pires tem razões para estar satisfeito. Apesar de Cabo Verde ser um dos países mais pequenos do continente e de não ter – além do mar e das suas riquezas – recursos naturais significativos, o país tem sido um exemplo de boa governança. Os EUA reconheceram recentemente a importância do trabalho das forças de segurança cabo-verdianas numa região onde o narcotráfico já domina países inteiros (como é o caso da Guiné-Bissau). Do ponto de vista cultural o arquipélago tem sabido construir uma sólida reputação assente em grandes valores, como o poeta Arménio Vieira que recebeu o Prémio Camões em 2009 e com a atribuição da “Cidade Velha” da categoria de Património Mundial. Num país em que a pobreza da terra é apenas parcialmente compensada pela riqueza piscícola do mar e pelas remessas dos emigrantes da numerosa diáspora, o papel da Cultura tem sido cada vez maior. Os músicos, poetas e escritores cabo-verdianos começam a ser um produto de exportação de nome feito e os recursos assim captados podem ser reinvestidos na dita “economia real”. A estabilidade governativa, a existência de baixos níveis de corrupção e de criminalidade, contrastam também com tantos outros países africanos, imersos como o Congo e a Somália em infindáveis guerras civis. Cabo Verde tem paz, aparenta níveis sólidos e sustentados de crescimento humano e económico. Todos estes factos tornam aguda uma questão que alguns cabo-verdianos defendem: uma re-aproximação a Portugal, formando eventualmente uma federação com a antiga potência colonial e tornando-o na parcela de território da União Europeia situada mais a sul. Os benefícios que o país poderia obter nesta aproximação são evidentes, e os de Portugal também, já que isso iria aumentar a sua influencia numa regiões mais estratégicas de África e – logo – do mundo. Mas… Haverá vontade política, ambição e visão estratégica suficientes por parte dos governantes dos dois países lusófonos?

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/cabo-verde34-anos-cabo-verde-e-face-mais-optimista-de-africa-pr-pedro-pires=f524526

Categories: Economia, Lusofonia | Etiquetas: | 1 Comentário

Navegação de artigos

One thought on “Cabo Verde: “uma das faces mais otimistas de África”

  1. joão tavares

    O cabo verdiano é o resultado da mistura do africano com o europeu,o cabo verdiano não é “preto”,ele é mulato,Cabo Verde será talvez o pais do continente africano mais europeu na mentalidade,maneira de ser e de estar,embora a presença africana tambem seja bastante forte.Etnicamente não será coisa rára de encontrar cabo verdianos de pele morena com olhos claros ou cabelo claro,a sua musica é a mistura da musica africana com a europeia,o mesmo se poderá dizer da sua colinaria,cultura etc etc… O cabo verdiano “vive” as vitorias da selecção portuguesa,todo cabo verdiano é do benfica,do porto,do sporting,o cabo verdiano sente-se no fundo um pouco português.Os portugueses sentem um certo carinho por cabo verde,muitos portugueses procuram em lá ir passar as suas ferias etc etc… Para que houvesse uma reentegração de cabo verde no espaço nacional,este processo teria que ser referendádo quer pelo povo cabo verdiano quer pelo povo portugês,e nunca atraves de uma decisão politica, se eventualmente essa reentegração se viesse a concretizar penso que portugal teria que ir na direcção de um federalismo abragendo a madeira e os açores nesse projecto federalista, o que iria implicar uma mudança profunda na constituição portuguesa,agora deixo aqui uma pergunta ? E se um dia os transmontanos,ou até mesmo os minhotos acharem que têm direito a uma integração no espaço espanhol,o mesmo criterio poderia se aplicar aqui,ou se todos os paises lusofonos,francofonos,anglosaxonicos,espanicos decidirem voltar a “reentegrar” nas nações dos antigos colonizadores tal como cabo verde? como é que se iria gerir um jogo de interesses altamente complexo de uma união europeia gigantesca ? haveria dinheiro para isso tudo ? e os fluxos migratorio ?
    Cabo verde a reentegrar no territorio nacional poderá abrir uma “caixa de pandora” no seio nacional e até mesmo no seio da união europeia,não é tão simples como pareçe !!!!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

PEDAÇOS DE SABER

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

<span>%d</span> bloggers like this: