Daily Archives: 2009/07/29

Comer pouco… aumenta a esperança e a qualidade de vida?

Já pelo menos desde a década de 30 que existem vários indícios de que regimes alimentares de baixas calorias têm reflexos muito sensíveis no prolongamento da vida humana. Um estudo recente, produzido por uma equipa da Universidade de Wisconsin, corrobora estas teses ao concluir que uma redução sistemática de calorias na dieta de primatas além de retardarem o envelhecimento desse nossos parentes próximos, também tiveram menos doenças que um grupo de controlo. Adicionalmente, estes macacos teriam ganho também mais massa muscular.

O estudo estendeu-se durante mais de vinte anos e envolveu 89 macacos. Neste grupo, 80% teve 30% das calorias retiradas. Ao fim desses vinte anos, foi notório que o grupo que não teve alterações de dieta morreu mais cedo que os demais. Mais especificamente, a mortalidade do grupo de dieta reduzida foi 13% inferior ao outro grupo. Esse grupo registou igualmente menos cancros e problemas de coração, para além, de terem conservado durante mais tempo massa muscular e até mais massa encefálica.

Tendo em conta que a semelhança genética entre os chamados “primatas evoluídos” (gorilas, chimpanzés e orangotangos) e o Homem é de mais de 99% os indícios que já existiam neste sentido devido aos trabalhos sobre ratos parecem confirmados. Será assim possível extrapolar e recomendar uma redução das calorias das dietas humanas dos países desenvolvidos da ordem dos 30% para prolongar a vida sobre – sobretudo – melhores condições de vida? Provavelmente, muito mesmo, sim… E essa é uma das razoes pelas quais não almoço desde há dois anos. Verdade.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1304588

Categories: Ciência e Tecnologia, Saúde | Deixe um comentário

Cabo Verde: “uma das faces mais otimistas de África”

Na última comemoração da independência de Cabo Verde, o presidente deste país lusófono afirmou o orgulho por estar à frente dos destinos de “uma das faces mais otimistas de África”.

Pedro Pires tem razões para estar satisfeito. Apesar de Cabo Verde ser um dos países mais pequenos do continente e de não ter – além do mar e das suas riquezas – recursos naturais significativos, o país tem sido um exemplo de boa governança. Os EUA reconheceram recentemente a importância do trabalho das forças de segurança cabo-verdianas numa região onde o narcotráfico já domina países inteiros (como é o caso da Guiné-Bissau). Do ponto de vista cultural o arquipélago tem sabido construir uma sólida reputação assente em grandes valores, como o poeta Arménio Vieira que recebeu o Prémio Camões em 2009 e com a atribuição da “Cidade Velha” da categoria de Património Mundial. Num país em que a pobreza da terra é apenas parcialmente compensada pela riqueza piscícola do mar e pelas remessas dos emigrantes da numerosa diáspora, o papel da Cultura tem sido cada vez maior. Os músicos, poetas e escritores cabo-verdianos começam a ser um produto de exportação de nome feito e os recursos assim captados podem ser reinvestidos na dita “economia real”. A estabilidade governativa, a existência de baixos níveis de corrupção e de criminalidade, contrastam também com tantos outros países africanos, imersos como o Congo e a Somália em infindáveis guerras civis. Cabo Verde tem paz, aparenta níveis sólidos e sustentados de crescimento humano e económico. Todos estes factos tornam aguda uma questão que alguns cabo-verdianos defendem: uma re-aproximação a Portugal, formando eventualmente uma federação com a antiga potência colonial e tornando-o na parcela de território da União Europeia situada mais a sul. Os benefícios que o país poderia obter nesta aproximação são evidentes, e os de Portugal também, já que isso iria aumentar a sua influencia numa regiões mais estratégicas de África e – logo – do mundo. Mas… Haverá vontade política, ambição e visão estratégica suficientes por parte dos governantes dos dois países lusófonos?

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/cabo-verde34-anos-cabo-verde-e-face-mais-optimista-de-africa-pr-pedro-pires=f524526

Categories: Economia, Lusofonia | Etiquetas: | 1 Comentário

Sobre a repressão chinesa no Turquestão Ocidental (Xinjiang)

O exército chinês transferiu mais forças militares para Urumchi, a capital do Turquestão Oriental (Xinjiang). Apesar deste aumento de forças, bandos de chineses Han, armados com paus, facas e machados, percorrem impunemente as ruas da capital desta colónia “de facto” chinesa destruindo propriedade do povo uigure e atacando todos os indígenas que tenham a imprudência de lhes aparecer à frente.

Estima-se que as autoridades militares chineses tenham detido mais de 1400 uigures, enquanto as linhas telefónicas e de Internet têm sido bloqueadas e desbloqueadas ao sabor da intensidade dos confrontos étnicos entre colonos Han e Uigures locais.

Os meios de comunicação chineses – completamente controlados pela censura governamental – têm procurado traçar um quadro em que os uigures são os únicos responsáveis pelo atual conflito, ignorando ostensivamente o papel de “pogrom racial” e de “limpeza étnica” que os seus colonos exercem há mais de vinte anos neste país invadido pela China desde o século XVIII, mas autónomo, com autogoverno, até 1949 (como o Tibete).

Os atuais conflitos começaram após a morte de dois uigures numa fábrica de brinquedos no sul da China. Em resposta algumas centenas de uigures manifestaram-se na capital do seu país. Sendo, acolhidos com dura repressão da polícia anti-motim chinesa. Só nestas primeiras manifestações, terão havido mais de cem mortos, entre os uigures. Nos dias seguinte, milhares de colonos chineses de etnia Han ocuparam a rua – impunemente – destruindo propriedade uigure e atacando todos os nativos que encontravam.

Ao contrario do fecho ao mundo, decidido pelo exercito de ocupação chinês no Tibete, há alguns meses atrás, desta vez, no Turquestão, deixaram entrar alguns jornalistas estrangeiros, mas os seus movimentos são severamente vigiados e as suas reportagens censuradas. De facto, embora haja amplas reportagens e fotografias de turbas chinesas Han nas ruas, só há registos de um grupo de centenas de mulheres e crianças uigures, junto a uma prisão pedindo a libertação dos seus maridos e pais.

Basicamente, a China – dominada pela etnia Han – ocupa imperialmente dois países completamente distintos, cultural, linguistica e religiosamente, desde 1949: o Tibete e o Turquestão, em ambos houve recentemente distúrbios, com centenas de mortos e milhares de detidos, em que o falhanço rotundo da política de “pacificação”, pela via do genocídio cultural e religioso e da colonização massiva são evidentes. Tibetanos e Uigures, continuam a protestar sempre que surge oportunidade ou motivos (como a morte de seus concidadãos) contra a presença de Pequim. Sobretudo, ambos os povos protestam contra as migrações de milhões de colonos Han que Pequim comandou e que estão a transformar os povos locais em minorias étnicas.

A resposta do regime comunista perante esta contestação segue sempre a mesma bitola não-imaginativa: culpar a liderança exterior destes movimentos, e nunca realizar o necessário exercício de auto-análise que as circunstâncias, a decência e os Direitos Humanos impõe.

Pequim sabe que nunca na História um exército invasor conseguiu vencer uma insurgência. Sempre que houve vitórias, estas ocorreram porque os invasores souberam recrutar forças locais (Malásia, Oman ou, mais recentemente, Iraque) ou porque… Esmagaram pelo número de colonos, as populações locais e, assim, o apoio que estas poderiam dar à Insurgência. Esta foi a via maquiavelicamente seguida por Pequim no Tibete e no Turquestão. Tornando a cultura local como minoritária o processo de assimilação imperial fica enormemente facilitado… O mesmo processo é aliás seguido na Galiza, pelos servos que Madrid arregimentou no Governo autonómico.

Fontes:
http://www.eastturkestan.net/china04.html
http://en.wikipedia.org/wiki/East_Turkestan_independence_movement
http://www.uygur.org/enorg/h_rights/chinese%20migrants.htm

Categories: China, Política Internacional | 2 comentários

Lima de Freitas: os dois mitemas fundamentais à Cultura portuguesa

O mestre Lima de Freitas identifica no “Porto do Graal” os dois mitemas essenciais que impulsionaram o processo dos Descobrimentos portugueses no século XIV e XVI:

1. Demanda do Preste João, que incorpora a Demanda do Graal, da procura pelo Paraíso terreal, enfim, da procura do “centro do mundo” evoliano que reponha o Homem em comunicação com o Divino.

2. O mitema da unificação do mundo, sob a forma do estabelecimento físico e mental do “reino do Espirito Santo” ou “Quinto Império”, enfim, todos os temas oriundos do mesmo fundo milenarista de raiz judaica de onde brotou a vinda do Paracleto, o retorno de Dom Sebastião, assim como a “Ilha dos Amores” de Camões e a espera pela “nova Terra e novos céus” dos profetas do Antigo Testamento.

Compreender esta dualidade, é compreender o essencial da missão portuguesa no mundo. É esta dualidade que esta na base de toda a criação literária, mental, erudita e popular verdadeiramente “portuguesa” e isenta de estrangeirismos. É a busca pelo Graal que forma a base da fundação da Nacionalidade, exposta pela importância que esse mitema tinha no sistema mental templário. Após esta fundação, o movimento para o retorno a um mundo perdido, mais justo e humano é retomado em força, a partir de Dom Dinis, com a generalização do culto do Espírito Santo. O Graal era o motor da busca, o Reino o local.

Categories: Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Portugal | Deixe um comentário

Lima de Freitas: “a Europa que todos almejamos não se fará nunca com o aço, o carvão, as beterrabas ou a polpa de tomate”

“São muitas vezes os interesses, no sentido mercantil, financeiro, “material” do termo, comprometem as amizades entre indivíduos, desfazem as alianças entre países e se sobrepõem ao espirito comunitário dos povos e nações. Se a economia, como a vêm as correntes do pensamento materialista, é de facto o motor da história, trata-se, segundo tudo leva a crer, mais da história dos conflitos entre os homens do que da história das suas fraternidades e comunhões. Os acordos económicos raro estimulam a solidariedade, antes intendem a policiar as guerras da concorrência  e consequentemente a intensificar a astúcia, a inveja, o cálculo. O que alcança unir os homens e os povos de modo menos transitário está, sem dúvida, um pouco acima da barriga e do cofre-forte. Como alguém o disse já, a Europa que todos almejamos não se fará nunca com o aço, o carvão, as beterrabas ou a polpa de tomate. A Europa europeia, essa a que sempre pertencemos (mesmo antes de entrarmos para a CEE), é feita de uma comunidade bem diferente.”

Lima de Freitas
Porto do Graal, Ésquilo
Página 313

Esta brilhante e acutilante confissão de Lima de Freitas reconhece aquela que é a grande fragilidade do edifício europeu. Na falta de um espírito europeu, do sentimento de pertença a uma única pátria europeia, não há nenhum sentimento de partilha, de comunhão ou de solidariedade intra-europeia. O que leva os alemães a ajudaram na dificuldade gregos ou portugueses? Não o legitimo e decente sentimento de preocupação com os seus congéneres do sul, mas a mercantil intenção que fundar aqui mercados consumidores para os produtos manufacturados no norte. De “Comunidade” esta Europa hiper-reguladora tem bem pouco… Tem de “Comercialidade”, que é coisa bem diversa nas intenções e objetivos. O espirito comunitário, ainda bem presente em tantas aldeias do interior de Portugal está completamente ausente da eurocracia não-eleita e autoritária que tudo pretende regular e controlar. Obcecada com o controlo “macro”, desprezam as pessoas e as suas realidades microcósmicas. Da sua visão altaneira e sobranceira, privilegiam o Global e esmagam as identidades e liberdades Locais. Não hesitam em destruir as identidades, economias e sustentabilidades locais, em nome dos sacrossantos princípios do “mercado” e do “comércio livre”, esquecendo que são as pessoas e não esses dogmas ultraliberais que deviam servir.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 1 Comentário

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