Projeto Rockon: Lançando foguetões a partir de balões

Se a maior parcela de um foguetão é o combustível para que este percorra os primeiros quilómetros de percurso ascensional na atmosfera, então não nos podemos admirar que existam vários projetos para queimar esta dispendiosa primeira etapa de uma viagem para o Espaço. Desde projetos israelitas de lançamentos de microsatélites a partir de F-15 Eagles modificados, até a projetos semelhantes com MiG-31 Foxhound e ao menos conhecido… Projeto Rockon.

O projeto Rockon consistia num foguetão de quatro estádios lançado a partir de um balão estratosférico.

O projeto foi abandonado definitivamente em 1992 depois de décadas de ensaios. O primeiro Rockon foi lançado de um quebra-gelos ao largo da Groenlândia no começo da década de 50. Nos anos subsequentes vários modelos de foguetões foram experimentados, como os “Deacons”.

O conceito foi o resultado das mentes do tenente M. L. (Lee) Lewis, de S. F. Singer e de George Halvorson corria o ano de 1949. A sua ideia era a de levar um pequeno foguetão até às camadas mais altas da atmosfera e depois, por radiocontrolo, dispará-lo. Desta forma, o foguetão chegaria muito mais alto do que se tivesse sido lançado de terra, recolhendo dados meteorológicos a altitudes muito mais altas do que seria possível de outra forma.

Além dos já mencionados “Deacons”, também foram utilizados foguetes Loki e Hawk, até à década de 60. A aparição de vários modelos de pequenos foguetões baratos, assim como a multiplicação de satélites em órbita tornaram o conceito redundante e levaram ao encerramento do projeto na década de 90.

O conceito Rockon implica o lançamento de um balão de doze metros de diâmetro de um navio a altitudes polares (onde a atmosfera é menos densa). Este balão levaria o foguete até a altitudes entre os 9 e os 27 km menos de 80 minutos. Aqui, um comando de radiocontrolo ligaria os motores do foguete levando a carga útil de 18 kg a altitudes de mais de 100 km. Ao ser ativado, o foguetão atravessaria o frágil tecido do balão que o transportava, subindo sempre até alcançar a sua altitude máxima.

De certa forma, é incompreensível porque depois do Rockon não se reinventou o conceito para lançar pequenos satélites… De facto, usando um par ou mesmo um treino de balões estratosféricos, seria teoricamente possível lançar até foguetões com maiores carga úteis, com uma redução significativa de custos resultante da desnecessidade de uso do maior e mais pesado (e caro) primeiro estádio de um foguetão orbital. A maior dificuldade, reside contudo no facto dos ventos da alta atmosfera serem imprevisíveis e podem arrastar os balões muitas centenas de quilómetros além do ponto de lançamento, o que dificulta seriamente a exigida precisão de lançamento para que se alcance uma órbita muito específica, estável e antecipadamente prevista. Mas se um dia essa dificuldade for ultrapassada, então, não duvidemos que o inovador conceito do Rockon, estará de volta…

Fonte:
www.astronautix.com

Categories: SpaceNewsPt | Deixe um comentário

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