Daily Archives: 2009/07/14

Assine a Petição: “Manifesto pela hegemonia social do galego”

A Galiza vive uma crise da língua própria sem precedentes. À evidente perda do galego na mocidade une-se agora a política das novas elites do Partido Popular governante, decididas a acabar com os tímidos avanços na promoção da língua que o governo bipartido anterior começava a introduzir. Especialmente preocupantes são a eliminação da obrigatoriedade de demonstrar conhecimento de galego escrito para o acesso à função pública (isto é, as trabalhadoras e trabalhadores ao serviço de todos e de todas), e a notável discriminação que se avizinha na presença do galego no sistema educativo público (isto é, coletivo). O Partido Popular, sob a demagogia da “liberdade linguística”, parece decidido a instituir o golpe de graça legislativo e político que impossibilite a recuperação da transmissão, dos usos e do prestígio da língua da Galiza. Que, por políticas dirigidas, num breve período histórico praticamente um povo inteiro deixe de transmitir e de utilizar o seu idioma como forma de conduta diária constitui um linguicídio em toda a ordem, que vulnera frontalmente os direitos humanos e cívicos coletivos.

Mas a situação não é apenas fruto dum plano improvisado do PP à luz duma contingente vitória eleitoral: é também resultado duma prática de décadas em que a classe política dirigente da Galiza se demitiu da sua responsabilidade histórica de contribuir para a necessária hegemonia social do galego como língua de relações sociais, de referência identitária, e de avanço cultural e material. Como em qualquer sociedade, só esta hegemonia do próprio poderá produzir a integração social num espaço comunicacional comum no nível local, nacional e internacional, imprescindível para imaginarmos e portanto construirmos uma ordem de verdadeira igualdade num âmbito de decisão verdadeiramente soberano.

Nós, as pessoas e coletivos abaixo assinantes,
DENUNCIAMOS o plano ultraliberal do Partido Popular e dos poderes económicos e mediáticos dominantes para manterem a língua (isto é, a conduta visível de milhões de pessoas) à mercê do darwinismo social, da lei do mais forte económica e mediáticamente, a língua espanhola;

RECLAMAMOS dos poderes públicos, sujeitos sempre a renderem contas perante a cidadania, o exercício das suas obrigações para a promoção social e institucional do galego e para a eliminação de qualquer discriminação e obstáculo à sua expansão, consolidação e naturalização como língua nacional própria a todos os efeitos;
e CHAMAMOS, na mais firme tradição do galeguismo, a um compromisso comum, horizontal e persistente de toda a cidadania galega pola construção da hegemonia social da nossa língua, a meio da sua transmissão efetiva aos mais novos na vida diária e no ensino, nos seus usos orais e escritos, como o nosso principal instrumento integrador e como o nosso vozeiro internacional no âmbito linguístico e cultural galego-luso-brasileiro de que nunca deixou de fazer parte.

Galiza, julho de 2009

Os Peticionários

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A Irlanda recusa a entrada a 3 estudantes norte-americanos por… indigência

A eles (felizmente) ninguém pediu o extrato nem o comprovativo de alojamento... (http://www.historylearningsite.co.uk)

A eles (felizmente) ninguém pediu o extrato nem o comprovativo de alojamento... (http://www.historylearningsite.co.uk)

Os filmes de Hollywood deixam perfeitamente claro que se há país de emigração esse país é a Irlanda. Por isso a notícia segundo a qual três jovens norte-americanos viram negada a sua entrada no país é muito estranha.

Os três estudantes liceais aterraram em Dublin começando uma jornada de um ano de aventura pela Europa ocidental, mas ainda antes que conseguissem sair do aeroporto foram metidos dentro de um avião e devolvidos a Nova Iorque.

Os zelotas agentes da Emigração proibiram-nos de entrar porque não tinham nenhum endereço onde ficar em Dublin e nenhuma declaração bancária provando rendimentos.

Diplomatas irlandeses nos EUA já se desfizeram es desculpas perante este incidente, ainda que o serviço local de emigração não tenha emitido nenhum pedido de desculpas formal.

Os jovens admitem que não levavam as declarações de rendimentos, mas disponibilizaram-se para mostrar os seus extractos online, o que foi recusado. De qualquer forma, estas declarações – ainda que estejam na lei – praticamente nunca são exigidas. Eu próprio já passei varias vezes pelo aeroporto de Dublin e desconhecia esta exigência. Quando ao local de alojamento, os jovens tinham-no, mas não pago, já que o tinham encontrado num site de partilha de alojamentos gratuitos o couchsurfing.com.

A situação é muito embaraçosa para a Irlanda, um país que tem a reputação (testemunhada) de ser muito hospitaleiro e reflete como é que a atividade arrogante e presumida de um ou dois zelotas pode corroer séculos de tradição hospitaleira, sendo este incidente especialmente vergonhoso quando se pensa em todos os milhões de irlandeses que os EUA acolheram ao longo dos séculos, fugindo da “Grande Fome” provocada pela monocultura ordenada por Londres, no século XIX ou por todas as perseguições políticas e religiosas desde a ocupação da Irlanda pelos britânicos.

Fonte:
http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/dn/latestnews/stories/070709dnmetireland.3ebc9f1.html

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Quids S16: Que sonda é esta?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Xinjiang, o “Outro Tibete” chinês: censura, colonização e repressão

Tumultos raciais entre colonos Han e Uigures locais em http://blog.cleveland.com

Tumultos raciais entre colonos Han e Uigures locais em http://blog.cleveland.com

Durante todo o mês de julho a polícia chinesa tem dispersado manifestações em Urumqi, a capital da região “autónoma” chinesa de Xinjiang à força de bastonadas e gases lacrimogéneos. A maioria dos ataques são conduzidos por colonos de etnia Han, migrantes que vieram da zona de Pequim e Xangai, sob “convite” governamental para repovoarem esta província chinesa e o Tibete, procurando assim esmagar demográfica e cultural as populações locais, e condicionar os impulsos autonomistas locais. Neste sentido, a situação em Xinjiang tem muitos paralelismos com a ocupação do Tibete.

Desde que começaram os tumultos já terão morrido mais de duas centenas de pessoas, a maioria das quais da etnia indígena uigur, vítimas de ataques das multidões Han, armadas com bastões, bestas, armas de fogo e armas brancas de todos os tipos.

Vários grupos – por vezes com milhares de Han – varrem as ruas de Urumqi, destruindo lojas e residências de indígenas, perante a incapacidade intencional ou incompetente da polícia chinesa.

Toda esta violência começou quando no começo do mês alguns Han foram atacados por uigures numa fábrica, depois da morte não esclarecida de dois uigures. A etnia uigure é predominantemente muçulmana e de língua turca e segundo o governo de Pequim – que ocupa este país desde finais do século XVIII – existe um grupo ligado à Al Qaeda de origem uigure ativo nesta região “autónoma”.

Os media governamentais chineses – todos eles altamente controlados pelo Governo – estão a publicar notícias sucessivas dando conta da responsabilidade de exilados uigures na gestação da atual crise. Como fez no passado recente com a revolta tibetana, Pequim fechou as fronteiras da região a jornalistas e cortou o acesso à Internet, tentando impedir que imagens dos tumultos cheguem ao mundo exterior.

A região tem sido alvo de um intenso e continuado processo de colonização Han que fez com que hoje em dia, a população indígena Uigure tenha menos de 50% do total. O Governo recorre a formas mais ou menos sub-reptícias para impedir o acesso dos uigures a cargos políticos, mesmo nas regiões onde são a maioria. O processo de assimilação de Xinjiang começou em 1949, quando os comunistas invadiram um país que ainda que fosse teoricamente administrado a partir de Pequim, gozava de grande autonomia, como o Tibete. A partir desse ano, Pequim passou a governar o país com mão de ferro e enviando milhões de colonos Han que ocupam em exclusivo os melhores empregos, postos na Administração e na Polícia e todos os cargos políticos.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390706
http://aeiou.expresso.pt/policia-chinesa-usa-a-forca-para-controlar-tumultos-etnicos=f524815http://www.voanews.com/english/2009-07-07-voa79.cfm?rss=topstories
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1297420
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1302982&seccao=%25C1sia

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