Daily Archives: 2009/07/04

Sobre o uso da língua portuguesa na Galiza, do seu ensino e da relação entre Portugal e a Galiza

275px-Portugaliza_map-fr.svgDepois de algumas hesitações governamentais e de um receio de um recuo nítido após a vitória da direita nas últimas eleições regionais galegas, a notícia segundo a qual o presidente do Governo galego Alberto Núñez Feijóo se tinha comprometido a avaliar a presença da língua portuguesa como língua de opção nos currículos escolares da Galiza é uma boa surpresa.

O atual presidente do Governo galego fez estas declarações após uma reunião com o embaixador português Álvaro de Mendonça e Moura, que visitou a Galiza para estabelecer contactos com entidades públicas e privadas regionais e enquadra-se numa discreta, mas constante, pressão do Governo português no sentido de que o ensino do português seja introduzido nos programas escolares de várias regiões de Espanha, entre as quais a Galiza, a Catalunha e a Extremadura, onde se situa Olivença.

A inclusão do português nos programas espanhóis será facilitada agora que se multiplica a lecionação do castelhano – como opção – em Portugal, tendo o Governo antecipado assim a boa vontade espanhola para corresponder a esta abertura, esperando nós agora que a via seguida seja a correta.

E se em regiões como a Extremadura o português é já hoje opção então não se compreende que a lusófona Galiza esteja atrás no ensino do português naquela que é a verdadeira matriz linguística e cultural de Portugal. Isto mesmo admite Feijóo quando refere a existência de uma “relação especial” entre Portugal e a Galiza. O responsável máximo pelo governo galego afirma que a língua portuguesa é, com o inglês, uma das línguas mais importantes do mundo, desde logo porque se estima que até 2025 existam mais de 360 milhões de lusófonos no mundo, mais do que as duas línguas europeias mais faladas, juntas: o alemão e o francês.

A Galiza tem estado virada de costas para Portugal e Portugal, por sua triste vez, para a Galiza… Portugal, não tem sabido olhar para e pela Galiza, por imperativos da paralisante “prudência” e pelo medo da mudança características das elites políticas e intelectuais pelo menos desde a ascensão de Dom João III ao poder. A Galiza, por sua vez, tem sido vítima de um processo de centralização, colonização cultural e linguística, que, com o seu auge no Franquismo, ainda se faz hoje sentir de forma particularmente aguda, especialmente no domínio linguístico. É portanto um verdadeiro milagre que existam ainda hoje tantos lusófonos na Galiza, resistindo à pressão “imperialista” do castelhano hoje e sempre.

Fonte:
http://groups.google.pt/group/observatorio-lp/web/governo-galego-promete-estudar-incluso-do-portugus-como-lngua-opcional?hl=pt-PT&pli=1

Categories: Educação, Galiza, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 3 comentários

Sobre o RFID e a ameaça latente aos direitos, liberdades e garantias

Cartões de Cidadão, Passes da CP ou do Metro, etiquetas de supermercado, bagagens de avião (a Delta Airways dos EUA), matrículas, enfim, em quase tudo encontramos hoje cartões com RFID. E se o RFID já está presente em tantos cães e gatos domésticos quanto tempo faltará para que esteja também sob as nossas próprias peles?

Nenhum mais, aparentemente. As autoridades de uma escola de Osaka (Japão) deram aquele que pode ser o primeiro passo para a “chipagem” dos cidadãos ao decidirem que as crianças da sua escola primária iriam ter RFIDs nas malas escolares, nas etiquetas com os nomes dos uniformes escolares e aliás em todas as roupas que usam na escola. Os leitores serão colocados em todas as entradas da escola e em locais estratégicos por toda a escola, permitindo saber onde se encontra cada criança a cada instante.

E não é só no Japão que assistimos a estas movimentações… Até a liberal Dinamarca decidiu entregar a cada criança que visita a Legolândia um chip RFID que monitoriza a sua localização no parque temático para evitar que esta se perca neste.

Estes passos serão apenas a antecâmara para a colocação de chips RFID subcutâneos em todos nós, verdadeiros “códigos de barras” da Ficção Cientifica da década de 80 ou tatuagens com números de série nazis? A deriva securitária verificada nas democracias ocidentais da muito conveniente e pretextual “guerra ao Terrorismo” tem reduzido em quase todas as frentes os direitos e garantias dos cidadãos individuais. Até os EUA e o Reino Unido, matrizes exemplares de um individualismo muito anglosaxónico e WASP, estes direitos têm cedido em toda a linha e o Estado mantêm uma vigilância cada vez mais apertada sobre os seus cidadãos. Neste aspecto, Obama ainda tem feito pouco mais do que derramar retórica e no atual estado de coisas em que telefonemas, tráfego na Internet e correio são espiados com relativa impunidade, ora a pretexto do “terrorismo”, ora a pretexto dos “direitos de autor” ou ainda a pretexto do “combate à pedofilia” parece certo que depois de terem colocado RFIDs nos bilhetes de identidade falta muito pouco para a pretexto de uma das 3 supracitadas razoes se dê o derradeiro passo (aproveitando uma qualquer crise momentânea) e vejamos algures no mundo um Governo a obrigar os seus cidadãos a levarem na sua pele um RFID… Pode começar devagar, com um grupo limitado de cidadãos, como criminosos condenados, pedófilos ou imigrantes ilegais, mas se começar, é inevitável que termine sob as peles de todos nós. Não o duvidemos.

E estejamos atentos aos nossos direitos e suspeitosos da vigilância que alguns querem exercer sobre nós para melhor nos controlar e mais cercear os nossos direitos cívicos e de cidadania.

E não duvidemos em momento algum que tal “chipagem” serviria às mil maravilhas os torpes interesses ditatoriais e exclusivistas da Partidocracia cuja regência criticamos NESTA petição.

Fonte:
http://networks.silicon.com/lans/0%2C39024663%2C39122042%2C00.htm

Categories: Ciência e Tecnologia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 3 comentários

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