Daily Archives: 2009/07/01

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL

Senhor Primeiro-Ministro

Excelência

Os actuais estatutos da Imprensa Nacional – Casa da Moeda (DL 170/99, de 19 de Maio), na sequência do que faziam já os anteriores, incluem no seu objecto social “a edição de obras de relevante interesse cultural”, sendo, para esse efeito, a sua administração assistida por um Conselho Editorial, composto por “personalidades de reconhecida capacidade literária, artística e cultural” e ao qual compete “dar parecer sobre os aspectos literário, cultural e artístico da actividade editorial” da empresa.

Durante as três últimas décadas, que correspondem ao retomar de uma função editora que a antiga Imprensa Nacional longa e abundantemente exerceu no passado, sempre a actividade editorial da empresa pública INCM foi entendida, tanto pelas suas sucessivas administrações como pelas respectivas tutelas governamentais, como devendo revestir uma função supletiva relativamente à actividade, predominante e legitimamente comercial, das editoras privadas, função que revestia, inequivocamente, o carácter de serviço público e não de uma actividade que visasse, directamente, o lucro. Daí que, como o seu catálogo claramente ilustra, se tivesse concentrado na edição de obras de reconhecido interesse cultural, desde clássicos até obras fundamentais de ou sobre a cultura portuguesa, que, em regra, não interessam às editoras privadas, e em edições preparadas pelos melhores especialistas, cuidadosamente revistas, ainda que, muitas vezes, de escoamento lento, que poderia demorar décadas.

Era a importância cultural atribuída por lei ao serviço público que a INCM desempenhava no plano da edição que explicava não só que, durante duas décadas, os membros do seu Conselho Editorial fossem designados em Conselho de Ministros, sob proposta do membro do Governo responsável pela Cultura, como, ainda, que entre os seus membros se tivessem contado personalidades da envergadura intelectual de Fernando Gil, Jacinto e Eduardo Prado Coelho, Andrée Crabbé Rocha, Pedro Tamen, António Alçada Baptista, Fernando Moser, Francisco da Gama Caeiro, José Mattoso, José Augusto França, Aníbal Pinto de Castro, Ivo Castro, Luís Oliveira Ramos, António Machado Pires ou Manuel Villaverde Cabral.

Este entendimento sobre a função de serviço público da actividade editorial da INCM parece não ser partilhado pela sua actual administração, que, movida, porventura, por um ilegal e anti-estatutário intuito de reorientar aquela actividade num sentido predominante ou exclusivamente comercial, não só tem vindo a abrandar, progressiva e significativamente, o ritmo daquela mesma actividade, como suspendeu a publicação da 3ª série da revista cultural Prelo, e, num acto de barbárie cultural sem precedentes na empresa, admite agora, em cartas que está dirigindo aos seus editados ou respectivos herdeiros, vir a proceder à destruição de exemplares de obras cuja venda tenha tido pouca expressão nos últimos anos. Esta destruição não pouparia, sequer, alguns dos volumes que integram edições, em curso, de Obras Completas de autores como Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, Adolfo Casais Monteiro, José Régio, Domingos Monteiro, Vitorino Nemésio, Tomaz de Figueiredo ou José Marinho, e, talvez, das edições críticas de Garrett, Eça ou Pessoa ou de clássicos como Hesíodo, Aristóteles, Aristófanes ou Plauto!

Seriamente preocupados com este inominável acto de barbárie cultural que se anuncia como um novo Fahrenheit 451, agora mais ecológico, já que substituiria o fogo pela guilhotina, os signatários vêm apelar para Vossa Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, para que seja ordenado, imediatamente, que a lei e os estatutos da INCM sejam respeitados e a empresa, em vez de proceder à destruição de quaisquer obras, procure melhorar o seu sistema de vendas e mantenha e amplie o número de ofertas a bibliotecas públicas, escolares e universitárias portuguesas, tanto públicas como privadas, e dos restantes países lusófonos, de Goa e de Macau, e aos centros culturais portugueses no estrangeiro, designadamente em países em que existam emigrantes nacionais.

É esse, de resto, o teor da Petição “Não destruam os livros!”, que, em escassos dias, foi já subscrita por cerca de um milhar de pessoas, entre as quais se contam figuras muito relevantes da nossa Cultura: http://www.gopetition.com/online/28707.html

Com respeitosos cumprimentos

António Cândido Franco

Arnaldo Saraiva

Dalila Pereira da Costa

Joaquim Domingues

Maria Celeste Natário

Miguel Real

Pinharanda Gomes

Renato Epifânio

Categories: Educação, Livros, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 2 comentários

A Câmara de Peniche vai instalar um Centro de Energia das Ondas

Portugal é um país muito dependente das importações de produtos petrolíferos. Por isso a decisão da Câmara de Peniche de instalar um Centro de Energia das Ondas é importante. O custo de instalação do Centro deverá ascender a 4,4 milhões de euros, oriundos dos cofres municipais na sua larga maioria e destina-se a potenciar o desenvolvimento de tecnologia de energia das ondas.

É ao largo de Peniche que funciona a única central de energia das ondas em Portugal, na Almagreira usando tecnologia experimental escocesa que não tem estado isenta de dificuldades técnicas.

Portugal entretanto cria as condições para se posicionar nos lugares cimeiros desta frente tecnológica com a instalação ao largo de São Pedro de Moel, na Marinha Grande de uma zona-piloto para projetos experimentais de energia das ondas e gerida pela REN, esperemos agora que comecem a surgir projetos comerciais nesta zona e que juntamente com a energia eólica, a de geração fotovoltaica e de barragens se criem as condições para que o país, com fontes renováveis se livre de uma doentia dependência do petróleo, aliviando assim o déficit da nossa balança comercial e a pegada de carbono que o país produz, criando empregos, tecnologia e desenvolvimento em Portugal.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1384312

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia | 7 comentários

Quids S16: Que navio é este?

asasas21233

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S16 | 11 comentários

A Coreia do Sul prepara-se para lançar o seu primeiro foguetão

O governo da Coreia do Sul aprovou um plano para lançar o primeiro foguetão do país em finais de julho. A autorização foi concedida para um lançamento que deverá ter lugar em 30 de julho a partir do “Naro Space Centre” em Goheung.

O foguetão está pronto e os técnicos sul coreanos estão atualmente a ligar o seu primeiro andar com o segundo. Os motores foram construídos na Rússia, país que também ajudou na construção da plataforma de lançamento.

No total, o foguetão sul coreano pesa mais de 140 toneladas e mede 33 metros de altura tendo um diâmetro de 3 metros. O foguetão tem a designação “Korea Space Launch Vehicle-1 (KSLV-1)” e devia ter sido lançado pela primeira vez em 2008, mas problemas técnicos levaram ao seu adiamento por duas vezes.

O projeto custou mais de 340 milhões de dólares ao governo coreano desde 2002, ano em que o projeto arrancou e é particularmente importante para demonstrar que o país tem uma capacidade espacial semelhante ao seu velho antagonista do norte e para abrir as portas à indústria coreana do muito rentável mercado internacional de lançamento de satélites.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/SKorea_to_launch_first_space_rocket_in_July_official_999.html

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | 1 Comentário

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