Monthly Archives: Julho 2009

Teixeira de Pascoaes: Portugal e a Europa (parte 1)

Unamuno e Portugal:
“Disse que Miguel de Unamuno sentiu muito bem a nossa paisagem e a nossa alma, apesar do seu temperamento ser diferente do português. O espanhol é um mármore criado; o português é uma névoa criadora; o espanhol é um ser já definido, e, dentro das suas formas acabadas, terá de evolucionar e progredir; o português é um ser indefinido ainda, ou antes, um ser que tem vivido fora da sua forma própria, fora do seu corpo; e o seu progresso dever-se-á fazer no sentido de encontrar o corpo que por natureza da sua alma, lhe compete.”

Aquilo que separa portugueses de espanhóis, e sobretudo no seio destes, dos castelhanos, é muito maior do que seria de esperar em dois povos fisicamente tão próximos. É certo que esta distância mental foi favorecida pela própria existência de Portugal, já que o país atlântico teve que afirmar a sua própria existência contra os poderosos ímpetos de Castela e navegando contra a grande vaga anexadora que Madrid lançaria sobre toda a Península e que acabaria por engolfar até a dinâmica soberania aragonesa. Portugal logrou afirmar a sua independência, contra e apesar de Espanha, por isso teria que construir uma alma nacional intrinsecamente distinta desta.

A indefinição da alma portuguesa a que alude Pascoaes neste parágrafo é crucial no entendimento daquilo. Diz o poeta e filósofo que Portugal vive (não vivendo) como uma alma sem corpo. Por isso, descontornada e desprovida de forma. Espanha soube procurar e encontrar logo desde cedo aquele que seria o seu objetivo e desígnio nacional supremo: estender-se por toda a Ibéria, estancando apenas nas fronteiras portuguesas. A extensão da Espanha pela Ibéria ocorreu impulsionada pela energia da vontade de Castela, mas também seguindo naturalmente a própria continuidade geográfica entre Espanha e Portugal, já que a separação entre os dois países ibéricos é geograficamente frágil e como refere António Borges Coelho: “Só pela vontade dos homens a fronteira construída divide e os rios, que servem para unir, ficam estéreis a separar”.

“Há uma diferenciação de natureza qualitativa, entre o espanhol e o português; e é por isso mesmo, decerto, que Portugal tanto interessa a Miguel Unamuno -, mais ainda que Portugal, a sua tristeza. É a tristeza lusitana que o seduz, que tem para ele um encanto misterioso.”

Se era assim no tempo de Unamuno, não o será menos nos dias de hoje. Qualquer visitante de terras espanholas, urbanas ou rurais, poderá constatar aqui que existe uma alegria, uma forma contente de viver e gozar a vida, que não é fácil encontrar em Portugal. O espanhol sente-se completo e realizado (apesar de terem níveis de desemprego sempre mais altos que Portugal) e embora seja muito mais diverso, culturalmente e linguísticamente, o espanhol manifesta uma alegria incontida que contrasta com o sisudismo do ultracatolicismo de alguns dos períodos da História de Espanha. O português, em contraste – e em contraste maior pela proximidade geográfica – com o espanhol, caracteriza-se pela melancolia e pela tristeza. E esta melancolia resulta de um sentimento interiorizado e generalizado e que brota da própria alma portuguesa e que resulta da noção de incompletitude. O português sabe-se incompleto e isso entristece-o… Se o Espanhol se sabe finito, o português sente- incompleto e perturba-o a infinidade do Atlântico que o limita pelas bandas do Ocidente. O sentimento da vertigem oceânica empurra o português para a poesia e para a aventura dos Descobrimentos, da Expansão e das migrações, mas quando as circunstâncias pessoais ou económicas o mantêm contra-vontade no solo desta finisterra europeia chamada “Portugal”, o português deixa-se vencer pela melancolia e entristece… O vigor do Sol e o clima generoso contrariam esta tendência nacional para a depressão e impede que esta alcance os níveis autogenocidas da Escandinávia, mas bastam para que todos os estrangeiros que nos visitam, de Byron e Unamuno, reconheçam em nós essa evidente Tristeza…

“A literatura de Portugal, quase sempre influenciada por livros e ideias vindas de França, quase sempre como as nossas classes superiores, e a alma do Povo adulterada pelo catolicismo romano, não permitiriam que o grande escritor espanhol visse o fundo virgem e inédito da alma lusitana, e portanto, da sua tristeza.”

Pascoaes identifica aqui os dois veios principais desse Estrangeirismo que Agostinho da Silva reconheceria depois como sendo o principal factor da decadência de Portugal: a introdução de influencias estranhas, exógenas e diminuidoras no seio da alma de Portugal. O poder destas influencias foi tremendo, porque de um lado influenciou o pensamento, as atitudes e a acção das elites da nação, arrendando a sua fidelidade em troca de pequenos favores e escassas adulações. Arregimentadas as elites, o predomínio norte-europeu poderia impôr-se pacificamente. Manietada a cabeça, o corpo por ela comandado não poderia revoltar-se contra a influencia cultural e política de França (na época de Teixeira de Pascoaes) e hoje, contra a “locomotiva Europeia” que na sua voracidade aglutinadora e normalizadora tudo leva à sua frente, não se comprazendo com idiossincrasias locais, regionais e culturais. Ontem, França, hoje a Europa, tudo farão para tornar Portugal e a sua irmã Galiza em extensões periféricas do seu poder, em dependências eventualmente úteis como destino de férias ou como postos fronteiriços contra os “Outros” do norte de África. Contra a alma portugalega, procurando englobá-la e formar aquela coisa vaga, indefinida e desalmada que é a “Europa”, está a alma portuguesa, livre, independente e heterodoxa, por muito mercenária que sejam hoje as suas elites académicas e políticas, mais as suas “Bolsas” europeias ou as suas “Férias” no Parlamento de Estrasburgo.

Se a domesticação das elites coube a Paris, então a domesticação do indomável, mas redutível, espirito religioso luso, coube a Roma. Como Dalila Pereira da Costa refere, coube a Roma lidar com o seu antónimo anagrâmico: o espírito do Amor (anagrama de r-o-m-a) trovadoresco, lírico e popular que a Poesia Trovadoresca galaicoportuguesa exprimia de forma tão clara. Verdadeira expressão de uma alma nacional que se forjava então na Portugaliza, plena de referencias a formas de religiosidade que brotavam do mesmo terreno onde nascera a heresia peninsular do Priscilianismo, a Trova Lusogalaica fora combatida pelo clero romano logo desde os seus primeiros tempos… E por fim, conquistado o apoio do poder político – que dependia de Roma para recolher o reconhecimento diplomático que a independência exigia, haveríamos de assistir à submersão da liberdade religiosa e cultural que os jograis e trovadores errantes representavam e à sua submissão frente ao poder estrangeiro que os tentáculos romanos lançariam sobre a finisterra peninsular.

“O veio profundo e vivo dessa alma, está sepultado, há séculos, debaixo dum enorme entulho feito de ideias, sentimentos, costumes, modas, etc., etc., importados de Roma para uso do coração, e de Paris para serviço do espirito. E não é fácil trabalho destruir esta espessa e já petrificada camada de cinza, para que surja à luz do dia, esperta e viva, essa divina faúlha de lume que nos deverá alumiar no caminho do progresso e perfeição.
Mas o simples facto do interesse que o poeta da Espanha revela pela tristeza de Portugal, mostra de algum modo, que existe nela o que quer que é de estranho e misterioso, e que não é uma tristeza comum”

A tristeza atávica portuguesa resulta assim da sua supressão imperialista por camadas múltiplas e sucessivas de influencias romanas e europeias. Umas e outras, alternando-se e sucedendo-se criaram a vaga mas certa convicção generalizada entre os portugueses de que faltava ainda “cumprir Portugal” e que o Mar fora cumprido sem lograr recolher ainda o destino e vocação nacional da portugalidade. É nesta Tristeza nacional que assenta a fonte da Saudade pascoaliana: uma memória do tempo perdido e do fado esquecido pela submersão do coração lusitano, da sua natural, plena e espontânea religiosidade, da sua capacidade rara de se re-ligar (etimologicamente fonte de “religião”) com a natureza e o meio. Portugal – antes da chegada dos missionários cristãos-romanos) – era a terra das divindades ctónicas e tópicas, das deusas das fontes, dos rios, dos montes e das arvores. Os Banda, Ataegina, Endovélico eram os deuses dos locais, devorados pelo império religioso de Roma, mas o seu Deus vingador e único, adversário de uma ligação entre o Homem e o Meio que se realizava pessoalmente e sem mediador, o padroado romano não poderia deixar vingar a religiosidade íntima e pessoal que caracterizava a alma portugalega e o quadro divino multiforme pré-romano.

“A tristeza lusitana é a névoa duma religião, duma filosofia e dum Estado, portanto. A nossa tristeza é uma Mulher, e essa Mulher é de origem divina e chama-se Saudade”

Pascoaes estabelece aqui claramente a ligação entre a saudade pela liberdade religiosa perdida, pela independência de pensamento e especulação que ainda no período das Taifas muçulmanas se viviam nas cidades islâmicas do sul. Se há Saudade é porque há Tristeza por aquilo que se sente ter perdido. Tristes, porque reprimidos, saudosos, porque recordando-se daquilo que perderam, os portugueses sentem no seu íntimo, com uma certeza não verbal, que o Deus solar e masculino de Roma, tão compatível com os quadros mentais dos indo-europeus, nada tem a ver com o seu verdadeiro fundo religioso, multiforme e pluriteísta, mas radicado nas religiões femininas e naturalísticas das deusas-mãe do paleolítico. Por isso é que o povo do interior ainda conserva uma devoção muito especial pelo culto da Virgem, apesar de todo o ciúme do Clero romano e da voracidade centralizadora de Roma: pela memória esquecida de um tempo saudoso onde na finisterra lusa se cultuava a “Deusa” e a imensa miríade de divindades tutelares dos campos e da Natureza.

“A Saudade é a eterna Renascença, não realizada pelo artificio das artes, mas vivida dia a dia, hora a hora, pelo instinto emotivo dum povo: a Saudade é a Manhã de Nevoeiro: a Primavera perpétua: é um estado de alma latente que amanhã será Consciência e Civilização Lusitana.”

É neste parágrafo que Pascoaes exprime a diferença conceptual entre aquilo a que vulgarmente chamamos de “saudade” e a interpretação que faz o filósofo: impulso mítico para um Eterno Retorno, para um tempo passado e idealizado, que completa o círculo e realiza o Homem. Esta “Renascença” é um regresso ao momento mítico e atemporal que vive nas nossas memórias colectivas e onde podemos regressar não por intermédio de um qualquer movimento cultural, político u social, mas numa revolução ou renascença interior que sendo interior e pessoal é duradoura e contaminante. Comecemos por realizar a revolução em nos, e preocupemo-nos e faze-la depois no mundo, diria Agostinho da Silva…

“O cinco de outubro foi já um facto de grande alcance, porque nos livrou da influencia de Roma, apagou as lâmpadas de Roma. Agora só resta (e será o mais custoso) apagar os fachos de Paris, e guiarmo-nos pela nossa própria candeia, alimentada com o azeite das nossas oliveiras… É preciso educar este Povo dentro da sua personalidade; um vestuário estrangeiro não lhe fica bem; não foi feito para o seu corpo.”

Neste passo Teixeira de Pascoaes refere-se ao anticlericanismo republicano que após a instauração da República em Portugal afastou a Igreja Católica do Ensino e de uma posição predominante na sociedade e política portuguesas. Contudo, este vigor anticatólico republicano não tinha uma base popular e nunca se conseguiu implantar fora dos círculos urbanos e acabaria por produzir um descontentamento generalizado e surdo que seria aproveitado pelo regime do Estado Novo a seu favor, revertendo o processo de laicização do Estado apressadamente imposto pelos republicanos de Lisboa ao resto do país. Teixeira de Pascoaes reconhece que seria impossível substituir a força estrangeira de Roma, com a sua obsessiva tendência para reduzir a religiosidade multiforme e matriarcal do povo, por uma outra força estrangeira: a do parlamentarismo republicano vindo Paris. Em alternativa a Roma e a Paris, Pascoaes acreditava que era possível sacudir estas cangas estrangeiras e recordar aquilo que saudosamente o Povo ainda recordava: a memória da liberdade religiosa castreja e a recordação da autonomia política e económica dos municípios medievais portugueses.

“Oxalá que seja num sentido genuinamente lusitano que se proceda à reforma da nossa instrução e educação. É certo que atualmente, todo o trabalho de reformas está em mãos europeizadas; mas há de chegar o dia feliz, em que o génio da Raça, tornado Consciência e Ação, surgirá vitorioso, integrando Portugal na sua própria alma progressiva.”

É impossível implantar a democracia, sem que esta implantação de um novo regime não seja também acompanha por uma revolução das mentalidades. A rapidez com que a Republica se impôs em Portugal impediu a suave e gradual mudança (necessariamente lenta) de quadros mentais da generalidade da população. Reconhecendo a fragilidade do regime republicano, os republicanos escolheram a Educação como o principal mecanismo para alavancar o novo regime nos meios rurais. Essa é a reforma a que Pascoaes alude neste parágrafo, com a crítica direta de que esta reforma não seria conforme ao sentimento português, mas importado a partir da Europa. Exógeno, tal como anterior sistema de Ensino católico, esta reforma do sistema de ensino estaria também ela fadada ao fracasso. Uma e outra estavam ainda longe do sentimento e da alma portuguesa, a qual importava saber reconhecer e recuperar de forma a poder implantar uma verdadeira republica em Portugal.

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O Google Lunar X Prize: o projeto JURBAN

Quando oiço hesitações quando a necessidade de se investir no Espaço, lembro-me sempre de que – só em 2008 – a indústria espacial movimentou mais de 250 biliões de dólares em todo o mundo… Ora, desde 250, pelo menos 1.2 foram o resultado direto de investimentos privados ligados ao “turismo espacial”.

Por aqui já falámos muito da Space Adventures e da Xcor. Já falámos também do “Google Lunar X PRIZE” mas ainda não falámos da equipa “JURBAN”, que entrou neste concurso em maio de 2008 (www.googlelunarxprize.org/lunar/teams/jurban) e que compete, juntamente com outras 17 equipas na construção de um robot que seja capaz de colocar no solo lunar até 2012. Uma vez na Lua, o robot terá que ser capaz de percorrer 500 metros, filmando sempre cada milímetro do seu percurso. O vencedor do concurso irá receber 30 milhões de dólares.

A JURBAN promete ainda – como bónus – hastear uma bandeiras com todos os logotipos dos seus patrocinadores.

O robot da JURBAN é um centípede, constituído por vários pequenos robots, ligados entre si, que podem funcionar como um único robot. Cada pequeno robot tem câmaras autónomas.

O Google Lunar X PRIZE é um projeto que tem uma abordagem pelo lado do estímulo ao desenvolvimento de novos valores na área da engenharia aeroespacial. A equipa JURBAN é compatível com este quadra, já que é composta por estudantes liceais e universitários de várias disciplinas.

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=28613

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O OpenBitTorrent: o sucessor do The Pirate Bay?

Talvez saibam que após a venda do famoso site de Torrents “The Pirate Bay” muitos utilizadores do sistema de Torrents se atiraram ao ar enquanto simultaneamente bradava urros de ira “traição! traição!” pela aparente retirada dos três fundadores, vendendo o seu site

Bem, talvez, tenham encaixado uns milhões a troco do site, mas a verdade é que poucos dias depois da venda, apareceu um novo site de torrents, o OpenBitTorrent que – miraculosamente ou não – contem todos os torrents do Pirate Bay.

Como o Pirate Bay, o OpenBitTorrent é um site aberto, que não exige o perigoso registo de utilizadores, mas diferentemente não permite listar os arquivos que conhece, permitindo apenas a ligação entre utilizadores de Torrents.

Tudo se passa como se o novo site fosse fruto de uma aprendizagem com o caso Pirate Bay… Desde logo o perfil mediático parece ser imensamente mais discreto. Por outro lado, a rapidez com que a base de dados apareceu vinda do Pirate Bay é muitíssimo suspeita. Francamente… Quantas hipóteses acham de o OpenBitTorrent não seja da lavra dos mesmos fundadores do Pirate Bay?

Fonte:
http://tek.sapo.pt/extras/site_do_dia/pirate_bay_versao_2_0_1006430.html

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Da semelhança dos mitemas do Imperador Frederico II e Dom Sebastião

Ainda que possamos acreditar na exclusividade do mito sebástico português, na verdade, em paragens bem distantes culturalmente falando da Alemanha, temos um mito idêntico: o do imperador Frederico II.

Lima de Freitas no seu “Portugal, porto do Graal” alude à semelhança do mito do Regresso do Rei na crença de que o imperador Frederico II, morto no campo de batalha, deveria regressar dos mortos e instaurar o mundo de ouro. De forma semelhante ao mito sebástico, o mito germânico acredita também que o imperador aguarda a chegada do tempo devido no interior do Monte Etna, enquanto que no mito sebástico se crê que o rei perdido estaria resguardado nas Ilhas Afortunadas.

Se até na material, geométrica e ordenadora matriz civilizacional germânica encontramos traços de milenarismo então estamos perante um fenómeno que extravasa em muito a herança judaica onde alguns quiseram filiar em exclusividade o milenarismo. Na verdade, este mitema (o segundo mitema fundador em Lima de Freitas, após o mitema da Demanda do Graal) será então radicado ainda mais profundamente… Talvez tão longe como nos mitos indo-europeus de regresso a um “mundo perfeito”, algures na Ásia ou na Europa Oriental, as terras de origem destes povos. É este mito do Eterno Retorno (Mircea Eliade) que serve de base a estes mitos fundadores alemão e português e que, estão na base do conceito de União Lusófona que serve de esteio essencial aos princípios do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

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Na Austrália vão instalar limitadores de velocidade em todos os automóveis

As ligações entre velocidade excessiva e acidentes rodoviários estão desde há muito bem estabelecidas. Por isso, a decisão do governo local de Victoria, na Austrália de começar a testar um aparelho que pode eletronicamente reduzir a velocidade de um carro recorrendo a tecnologia de GPS.

O projeto em questão é o “AISAI” ou “Australasian Intelligent Speed Adaptation Initiative”. Dependendo dos resultados recolhidos no Estado de Vitória, o sistema poderá, ou não, ser alargado aos outros Estados da Austrália.

Estima-se que o aparelho custe entre 700 a 2000 dólares por veículo e a sua instalação vai começar pelos veículos do governo e administração publica.

O sistema funciona de forma semelhante a um vulgar sistema de GPS, mas que, de forma diversa a estes, interage diretamente com os sistemas eletrónicos dos veículos. Como qualquer sistema GPS, sabe sempre onde está o carro e qual a velocidade máxima daquela via. A velocidade é calculada da mesma maneira que os sistemas GPS: lendo a posição a tempos diferentes e calculando assim a velocidade do veículo. Se esta exceder os limites da via o sistema começa por emitir um alerta sonoro, se a velocidade não diminuir assim, o sistema reduz a potência do motor, mas dá ao condutor a opção de contrariar a redução. Por fim, se ainda assim o veículo não reduzir a velocidade, então entram em ação as medidas mais radicais, em que a velocidade é reduzida, sem que o condutor possa contrariar tal redução.

Na Austrália – como em Portugal – tem havido recentemente uma grande proliferação de câmaras e radares de estrada, mas a sua eficácia tem sido muito baixa. Assim, há uma necessidade imperiosa de fazer algo que reduza as taxas de sinistralidade rodoviárias. Daí surgiu este sistema, que segundo os seus defensores pode reduzir a sinistralidade rodoviária em mais de 20% em poucos anos, segundo uns, ou mesmo 60%, segundo outros!

É claro que se trata de um sistema caro de instalar, mas a manutenção é relativamente simples e barata, e, sobretudo as poupanças na redução dos danos em veículos, feridos e mortos, tratamentos hospitalares, meios de socorro, etc, amortizariam o sistema e torná-lo-íam muito rentável em poucos anos.

A experiência de Victoria deve assim ser seguida muito atentamente e se for bem sucedida não tardará muito a que os vejamos em todo o lado… Inclusivamente nas nossas estradas.

Fonte:
http://www.caradvice.com.au/9234/satellite-speed-limiter-system-starts-trials/

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Procedimento a executar quando uma das places HSDPA da ZTE da TMN não fôr imediatamente detectada

Quando a HSDPA é inserido, o Windows detecta-a como “mass storage device”, carrega os drivers para o device e então detecta o modem (ver estes passos no Device Manager) via pnp. Como os drivers estão no mass storage, o pnp encontra-os aqui e instala-os.

Supostamente, no Device Manager em Modems devem aparecer:

ZTE Proprietary USB Modem

ZTE Diagnostics Interface

E em Ports:

ZTE NMEA Device

Nesta fase o mass storage da placa aparece como CDROM e no My Computer como USB Storage drive. É aqui que está o auto-install do software da placa.

Contudo, quando a HSDPA não é detectada, pode-se executar estes passos (excluiem-se uns aos outros):

1. Em c:\program files\zte mobile connection\drivers em todos os .ini, fazer install

2. Após cerca de um minuto o CDROM drive desaparece e aparecem 3 data interfaces no device manager em “other devices”. Elas auto-instalam-se, sem pedir drivers, talvez porque os tenham obtido no passo 1. Fazer o Disable sobre o ZTE CDROM no Device Manager.

3. Correr o programa ZTE da TMN no Start Menu. Agora o modem deve aparecer como “online”, o que significa que está ligado ao PC, mas não necessariamente ligado à Internet. Contudo, deve mostar ainda a informação de falta de SIM card e de rede móvel.

4. Nesta fase: remover o modem, retirar o SIM card, limpá-lo e reinseri-lo. Religar o modem de novo. O ZTE CDROM deve tornar a aparecer, sem modem device por alguns instantes mas disabled, contudo, pouco depois o modem reinstala-se e aparece corretamente no device manager

5. Chamar o ZTE connection manager de novo, o modem deve aparecer oline e mostrar o SIM card presente, assim como a rede móvel disponível.

Há reportes de que estes passos (desabilitar o CDROM aka ZTE USB storage device) no Device Manager posteriormente, o que obriga a repetir estes 5 passos.

Há também reportes de que por vezes o modem é ligado e aparece a offline (vermelho). Desligar-ligar não resolve o problema, mas um restart, sim, ou então ligar o modem e esperar dois minutos até que fique disponível.

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Comer pouco… aumenta a esperança e a qualidade de vida?

Já pelo menos desde a década de 30 que existem vários indícios de que regimes alimentares de baixas calorias têm reflexos muito sensíveis no prolongamento da vida humana. Um estudo recente, produzido por uma equipa da Universidade de Wisconsin, corrobora estas teses ao concluir que uma redução sistemática de calorias na dieta de primatas além de retardarem o envelhecimento desse nossos parentes próximos, também tiveram menos doenças que um grupo de controlo. Adicionalmente, estes macacos teriam ganho também mais massa muscular.

O estudo estendeu-se durante mais de vinte anos e envolveu 89 macacos. Neste grupo, 80% teve 30% das calorias retiradas. Ao fim desses vinte anos, foi notório que o grupo que não teve alterações de dieta morreu mais cedo que os demais. Mais especificamente, a mortalidade do grupo de dieta reduzida foi 13% inferior ao outro grupo. Esse grupo registou igualmente menos cancros e problemas de coração, para além, de terem conservado durante mais tempo massa muscular e até mais massa encefálica.

Tendo em conta que a semelhança genética entre os chamados “primatas evoluídos” (gorilas, chimpanzés e orangotangos) e o Homem é de mais de 99% os indícios que já existiam neste sentido devido aos trabalhos sobre ratos parecem confirmados. Será assim possível extrapolar e recomendar uma redução das calorias das dietas humanas dos países desenvolvidos da ordem dos 30% para prolongar a vida sobre – sobretudo – melhores condições de vida? Provavelmente, muito mesmo, sim… E essa é uma das razoes pelas quais não almoço desde há dois anos. Verdade.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1304588

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Cabo Verde: “uma das faces mais otimistas de África”

Na última comemoração da independência de Cabo Verde, o presidente deste país lusófono afirmou o orgulho por estar à frente dos destinos de “uma das faces mais otimistas de África”.

Pedro Pires tem razões para estar satisfeito. Apesar de Cabo Verde ser um dos países mais pequenos do continente e de não ter – além do mar e das suas riquezas – recursos naturais significativos, o país tem sido um exemplo de boa governança. Os EUA reconheceram recentemente a importância do trabalho das forças de segurança cabo-verdianas numa região onde o narcotráfico já domina países inteiros (como é o caso da Guiné-Bissau). Do ponto de vista cultural o arquipélago tem sabido construir uma sólida reputação assente em grandes valores, como o poeta Arménio Vieira que recebeu o Prémio Camões em 2009 e com a atribuição da “Cidade Velha” da categoria de Património Mundial. Num país em que a pobreza da terra é apenas parcialmente compensada pela riqueza piscícola do mar e pelas remessas dos emigrantes da numerosa diáspora, o papel da Cultura tem sido cada vez maior. Os músicos, poetas e escritores cabo-verdianos começam a ser um produto de exportação de nome feito e os recursos assim captados podem ser reinvestidos na dita “economia real”. A estabilidade governativa, a existência de baixos níveis de corrupção e de criminalidade, contrastam também com tantos outros países africanos, imersos como o Congo e a Somália em infindáveis guerras civis. Cabo Verde tem paz, aparenta níveis sólidos e sustentados de crescimento humano e económico. Todos estes factos tornam aguda uma questão que alguns cabo-verdianos defendem: uma re-aproximação a Portugal, formando eventualmente uma federação com a antiga potência colonial e tornando-o na parcela de território da União Europeia situada mais a sul. Os benefícios que o país poderia obter nesta aproximação são evidentes, e os de Portugal também, já que isso iria aumentar a sua influencia numa regiões mais estratégicas de África e – logo – do mundo. Mas… Haverá vontade política, ambição e visão estratégica suficientes por parte dos governantes dos dois países lusófonos?

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/cabo-verde34-anos-cabo-verde-e-face-mais-optimista-de-africa-pr-pedro-pires=f524526

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Sobre a repressão chinesa no Turquestão Ocidental (Xinjiang)

O exército chinês transferiu mais forças militares para Urumchi, a capital do Turquestão Oriental (Xinjiang). Apesar deste aumento de forças, bandos de chineses Han, armados com paus, facas e machados, percorrem impunemente as ruas da capital desta colónia “de facto” chinesa destruindo propriedade do povo uigure e atacando todos os indígenas que tenham a imprudência de lhes aparecer à frente.

Estima-se que as autoridades militares chineses tenham detido mais de 1400 uigures, enquanto as linhas telefónicas e de Internet têm sido bloqueadas e desbloqueadas ao sabor da intensidade dos confrontos étnicos entre colonos Han e Uigures locais.

Os meios de comunicação chineses – completamente controlados pela censura governamental – têm procurado traçar um quadro em que os uigures são os únicos responsáveis pelo atual conflito, ignorando ostensivamente o papel de “pogrom racial” e de “limpeza étnica” que os seus colonos exercem há mais de vinte anos neste país invadido pela China desde o século XVIII, mas autónomo, com autogoverno, até 1949 (como o Tibete).

Os atuais conflitos começaram após a morte de dois uigures numa fábrica de brinquedos no sul da China. Em resposta algumas centenas de uigures manifestaram-se na capital do seu país. Sendo, acolhidos com dura repressão da polícia anti-motim chinesa. Só nestas primeiras manifestações, terão havido mais de cem mortos, entre os uigures. Nos dias seguinte, milhares de colonos chineses de etnia Han ocuparam a rua – impunemente – destruindo propriedade uigure e atacando todos os nativos que encontravam.

Ao contrario do fecho ao mundo, decidido pelo exercito de ocupação chinês no Tibete, há alguns meses atrás, desta vez, no Turquestão, deixaram entrar alguns jornalistas estrangeiros, mas os seus movimentos são severamente vigiados e as suas reportagens censuradas. De facto, embora haja amplas reportagens e fotografias de turbas chinesas Han nas ruas, só há registos de um grupo de centenas de mulheres e crianças uigures, junto a uma prisão pedindo a libertação dos seus maridos e pais.

Basicamente, a China – dominada pela etnia Han – ocupa imperialmente dois países completamente distintos, cultural, linguistica e religiosamente, desde 1949: o Tibete e o Turquestão, em ambos houve recentemente distúrbios, com centenas de mortos e milhares de detidos, em que o falhanço rotundo da política de “pacificação”, pela via do genocídio cultural e religioso e da colonização massiva são evidentes. Tibetanos e Uigures, continuam a protestar sempre que surge oportunidade ou motivos (como a morte de seus concidadãos) contra a presença de Pequim. Sobretudo, ambos os povos protestam contra as migrações de milhões de colonos Han que Pequim comandou e que estão a transformar os povos locais em minorias étnicas.

A resposta do regime comunista perante esta contestação segue sempre a mesma bitola não-imaginativa: culpar a liderança exterior destes movimentos, e nunca realizar o necessário exercício de auto-análise que as circunstâncias, a decência e os Direitos Humanos impõe.

Pequim sabe que nunca na História um exército invasor conseguiu vencer uma insurgência. Sempre que houve vitórias, estas ocorreram porque os invasores souberam recrutar forças locais (Malásia, Oman ou, mais recentemente, Iraque) ou porque… Esmagaram pelo número de colonos, as populações locais e, assim, o apoio que estas poderiam dar à Insurgência. Esta foi a via maquiavelicamente seguida por Pequim no Tibete e no Turquestão. Tornando a cultura local como minoritária o processo de assimilação imperial fica enormemente facilitado… O mesmo processo é aliás seguido na Galiza, pelos servos que Madrid arregimentou no Governo autonómico.

Fontes:
http://www.eastturkestan.net/china04.html
http://en.wikipedia.org/wiki/East_Turkestan_independence_movement
http://www.uygur.org/enorg/h_rights/chinese%20migrants.htm

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Lima de Freitas: os dois mitemas fundamentais à Cultura portuguesa

O mestre Lima de Freitas identifica no “Porto do Graal” os dois mitemas essenciais que impulsionaram o processo dos Descobrimentos portugueses no século XIV e XVI:

1. Demanda do Preste João, que incorpora a Demanda do Graal, da procura pelo Paraíso terreal, enfim, da procura do “centro do mundo” evoliano que reponha o Homem em comunicação com o Divino.

2. O mitema da unificação do mundo, sob a forma do estabelecimento físico e mental do “reino do Espirito Santo” ou “Quinto Império”, enfim, todos os temas oriundos do mesmo fundo milenarista de raiz judaica de onde brotou a vinda do Paracleto, o retorno de Dom Sebastião, assim como a “Ilha dos Amores” de Camões e a espera pela “nova Terra e novos céus” dos profetas do Antigo Testamento.

Compreender esta dualidade, é compreender o essencial da missão portuguesa no mundo. É esta dualidade que esta na base de toda a criação literária, mental, erudita e popular verdadeiramente “portuguesa” e isenta de estrangeirismos. É a busca pelo Graal que forma a base da fundação da Nacionalidade, exposta pela importância que esse mitema tinha no sistema mental templário. Após esta fundação, o movimento para o retorno a um mundo perdido, mais justo e humano é retomado em força, a partir de Dom Dinis, com a generalização do culto do Espírito Santo. O Graal era o motor da busca, o Reino o local.

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Lima de Freitas: “a Europa que todos almejamos não se fará nunca com o aço, o carvão, as beterrabas ou a polpa de tomate”

“São muitas vezes os interesses, no sentido mercantil, financeiro, “material” do termo, comprometem as amizades entre indivíduos, desfazem as alianças entre países e se sobrepõem ao espirito comunitário dos povos e nações. Se a economia, como a vêm as correntes do pensamento materialista, é de facto o motor da história, trata-se, segundo tudo leva a crer, mais da história dos conflitos entre os homens do que da história das suas fraternidades e comunhões. Os acordos económicos raro estimulam a solidariedade, antes intendem a policiar as guerras da concorrência  e consequentemente a intensificar a astúcia, a inveja, o cálculo. O que alcança unir os homens e os povos de modo menos transitário está, sem dúvida, um pouco acima da barriga e do cofre-forte. Como alguém o disse já, a Europa que todos almejamos não se fará nunca com o aço, o carvão, as beterrabas ou a polpa de tomate. A Europa europeia, essa a que sempre pertencemos (mesmo antes de entrarmos para a CEE), é feita de uma comunidade bem diferente.”

Lima de Freitas
Porto do Graal, Ésquilo
Página 313

Esta brilhante e acutilante confissão de Lima de Freitas reconhece aquela que é a grande fragilidade do edifício europeu. Na falta de um espírito europeu, do sentimento de pertença a uma única pátria europeia, não há nenhum sentimento de partilha, de comunhão ou de solidariedade intra-europeia. O que leva os alemães a ajudaram na dificuldade gregos ou portugueses? Não o legitimo e decente sentimento de preocupação com os seus congéneres do sul, mas a mercantil intenção que fundar aqui mercados consumidores para os produtos manufacturados no norte. De “Comunidade” esta Europa hiper-reguladora tem bem pouco… Tem de “Comercialidade”, que é coisa bem diversa nas intenções e objetivos. O espirito comunitário, ainda bem presente em tantas aldeias do interior de Portugal está completamente ausente da eurocracia não-eleita e autoritária que tudo pretende regular e controlar. Obcecada com o controlo “macro”, desprezam as pessoas e as suas realidades microcósmicas. Da sua visão altaneira e sobranceira, privilegiam o Global e esmagam as identidades e liberdades Locais. Não hesitam em destruir as identidades, economias e sustentabilidades locais, em nome dos sacrossantos princípios do “mercado” e do “comércio livre”, esquecendo que são as pessoas e não esses dogmas ultraliberais que deviam servir.

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Estão em desenvolvimento novas baterias de lítio

Carregadores... Talvez menos necessários no futuro, com esta tecnologia em http://www.indiamart.com

Carregadores... Talvez menos necessários no futuro, com esta tecnologia em http://www.indiamart.com

Quando certo dia, numa viagem de negócios, cheguei a um hotel nos arredores de Bruxelas, a minha primeiríssima ralação foi a de encontrar tomadas onde pudesse ligar toda a minha parafernália elétrica, leitor de mp3, laptop, blackberry, maquina de barbear e telemóvel. É claro que tive que sacrificar alguns… A barba que o diga (e disse-o bem enfaticamente, nessa reunião).

Ora como eu, estão muitos de nós. Todos os anos são fabricados biliões de novos gadgets, infinitamente diversos e para múltiplos fins, mas tendo todos algo em comum: uma bateria. Com efeito, muita da nossa vida moderna é erguida em torno da dependência de baterias e, por isso, qualquer novo desenvolvimento nesta área é de extrema importância para muita gente. Ora recentemente, em começos de julho de 2009, uma equipa do MIT anunciou um novo tipo radicalmente novo de bateria de lítio que pode constituir uma alternativa mais económica a qualquer bateria da atualidade e que constitui o progresso mais notável neste campo desde as primeiras baterias, inventadas há mais de 200 anos.

O problema estava em que as baterias de lítio não conseguiam recarregar rapidamente. Por outro lado, os seus níveis de segurança eram também insuficientes para um dos seus usos mais promissores: carros elétricos ou híbridos. É por essa razão que atualmente não usam baterias de lítio (mais baratas), mas de níquel, que sendo mais caras e menos ecológicas, recarregam mais depressa e são mais seguras.

A nova tecnologia do MIT usa um óxido de níquel com manganésio oferece um material mais seguro que as baterias convencionais de lítio. Uma destas novas baterias poderá carregar ou descarregar em dez minutos, ou seja, dez vezes mais rápido que as baterias de lítio convencionais.

Existem ainda dificuldades no processo industrial, que estão a ser resolvidas. Assim que estiveram, antecipa-se toda uma série de aplicações potenciais para estas novas baterias, desde bicicletas, usos em laptops de duração inédita e sobretudo, os tão importantes carros elétricos que com esta nova tecnologia poderão realmente contribuir com uma solução efetiva para o problema do Aquecimento Global.

Fonte:
http://www.gizmag.com/go/5228/

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Sobre o “Port Gral” do sinal rodado de Afonso Henriques

No documento de doação da cidade de Tomar, a capital templária de Tomar, encontramos o muito curioso selo ou “sinal rodado” de Afonso Henriques. Neste, observamos que o nome “Portugal” se encontra grafado na forma “Portugal”.

É no “Porto do Graal” que não penetra o “anjo da morte”, já que é o local onde a imortalidade impera. O Graal é a “Pedra Verde”, a mesma da fronte de Lúcifer, a Pedra Filosofal dos alquimistas, que nas suas diversas potencialidades encontra a concessão da imortalidade que ocorre também no “Porto do Graal”. Assim encontramos a ligação radical (de “raiz”) entre a ciência atlante da alquimia e a busca do Graal. Recordemo-nos que as origens da ciência alquímica se encontram em Alexandria, e nesta nos livros da sua perdida biblioteca, onde estariam ainda talvez algumas obras de origem atlante.

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Terá o Brasil resistido à Recessão global?

Segundo o ministro das finanças (“Fazenda”) brasileiro exprimiu a opinião que o pior da recessão mundial já passou e que o país lusófono resistiu a esta, sem se deixar cair em recessão, como tantos outros países, embora não tenha crescido (ao contrário de outros, como a China e a Índia).

O ministro Guido Mantega encontrou na solidez dos bancos brasileiros e na robustez das contas públicas a explicação para esta resiliência.

Ainda não é certo que o crescimento do PIB brasileiro seja zero, já que o Governo acredita que será apesar de tudo superior a zero.

Alem da boa gestão das contas públicas e de bancos que se abstiveram de cometer os mesmos dislates do português BPN ou dos bancos islandeses, o Brasil susteve-se graças a um sólido e com cada vez maior mercado interno, com um aumento do Emprego e dos níveis salariais mais ou menos generalizado. Especialmente eficaz neste domínio terá sido o programa social “Bolsa-Família” (uma espécie de “rendimento mínimo garantido” brasileiro).

A redução da carga fiscal em vários setores industriais também contribuiu decisivamente para que a industria resistisse às constantes investidas de “dumping” asiáticas e mantivesse uma significativa quota interna.

O Brasil deverá retomar o rumo do crescimento ainda antes do final deste ano, segundo o ministro devendo estar novamente a crescer já em 2010.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/brasil-preve-crescer-4-em-2010=f523373

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Desmascarando Uri Geller…

Quem gosta de um bom espectáculo de prestidigitação, gosta também de saber como se realizam alguns daqueles truques. Quem quiser saber algumas respostas pode ver este vídio para conhecer – entre outros – o truque da colher dobrada “pelo poder da mente” de Uri Geller…

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Um dos mais originais e bem realizados vídeos de defesa do Ambiente que já vi…


Made in Brasil.

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O Rafale C está prestes a ganhar o F-X2?

Rafale C da Força Aérea Francesa em http://www.flightglobal.com

Rafale C da Força Aérea Francesa em http://www.flightglobal.com

Na novela (longa…) do F-X2 há mais um pequeno desenvolvimento. Recentemente, em Paris, o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, declarou que o critério decisivo para selecionar o vencedor seria a transferência de tecnologia.

Como se sabe, existe o rumor de que a FAB favorece a opção francesa, mas atualmente é o Gripen que parece mais disponível para transferir tecnologia e até 50% da construção – no Brasil – de novos aparelhos.

Só que Jobim deu a entender que nesse campo seria a França que estava com vantagem para ganhar o concurso de 36 aviões: “Há uma disposição política do governo francês para a transferência de tecnologia.”

E como que para sublinhar a vantagem do Rafale, Jobim visitou a linha de montagem do Rafale e voou num destes caças… Será que os franceses têm então uma proposta irrecusável sobre a mesa que ainda não foi tornada pública? Assim parece. Um mistério que deverá ter o seu desfecho em agosto ou setembro, data em que se saberá o vencedor do concurso: Gripen, Rafale ou Super Hornet.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u594693.shtml

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Repórter MovV: O copo desperdiçado

image_00019

Esta fotografia foi tirada num restaurante lisboeta… ora bem, aparentemente ilustra o exemplo de algum comercial da Pepsi que na tentativa de captar um cliente ofereceu copos. De nada lhe serviu, já que neste restaurante só a Coca Cola (ver anexo) consta do cardápio…

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Antí-virus Online: para correr quando tem acesso à Internet e suspeita que o seu computador está infetado

Se desconfiarem que o vosso computador está infectado que o vírus que o vosso anti-vírus não detectou (e atenção que nenhum deteta todos os vírus ativos atualmente), então deve aceder a um ou vários (mas sempre a apenas um de cada vez) dos  Online Scanners para 2003,XP,e Vista, atualmente disponíveis e colocar a correr uma busca:

http://www.f-secure.com/en_UK/security/security-lab/tools-and-services/online-scanner/

http://housecall65.trendmicro.com/ (tem versão para linux)

http://www.kaspersky.com.br/virusscanner/ (não remove, mas permite instalar o trialware)

http://security.symantec.com/sscv6/WelcomePage.asp


Sendo que o da Panda ainda que seja um dos melhores corre apenas em XP e Vista, recusando correr em Windows Server 2003:

http://www.pandasecurity.com/portugal/homeusers/solutions/activescan

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As organização abertas (open source): Uma nova e revolucionária forma de organização do trabalho?

Quem se move mais na área das Tecnologias de Informação conhecerá – pelo menos de nome – o conceito “Open Source”. Este tipo de abordagem ao desenvolvimento de software deu amplas provas de sucesso, como demonstram as múltiplas distros de Linux (como o Ubuntu e o Linpus, que uso), o Firefox (que provavelmente usa para ler estas linhas), o Apache (que disponibiliza boa parte de todas as páginas Web na Internet) e várias aplicações Office.

O conceito de “Open Source” gira em torno de um grupo flexível de pessoas, cada uma trabalhando por sua conta e risco, nas áreas que sentem mais importantes ou interessantes. Realizações notáveis como o Linux, o Firefox e o Apache, que concorrem com aplicações criadas por grandes corporações multinacionais, com recursos quase infinitos, provaram o valor do modelo na área das Tecnologias de Informação.

O fundamental de uma organização “open source” é a capacidade que cada elemento tem para decidir sozinho em que é que vai trabalhar. Sem esta liberdade básica, todas as demais são irrelevantes.

O grande problema com o conceito de “open source” é, naturalmente… Como viver dele. Este dilema já conheceu varias “soluções”, sem que, contudo, nenhuma conseguisse cumprir a primeira liberdade básica: a escolha do trabalho.

Uns tentaram criar uma empresa que vendesse o suporte sobre o software desenvolvido em “open source“, como sucedeu por exemplo com a distro de Linux, RedHat. Outros deixaram-se engolir por uma grande empresa que lhes garantia o ordenado, como sucedeu com o MySQL (hoje em integração por osmose com a Oracle). Um e outro modelo, implicam o fim da liberdade básica de escolha do “open source” já que em ambos, os membros acabaram a receber ordens de um “patrão”. De facto, esse é o grande problema, quem estará disposto a pagar a alguém que faça apenas aquilo de que gosta? A saída para este dilema tem passado por aturar trabalhos repetitivos de dia e guardar os interessantes para a noite, como hobby… Escrevendo por exemplo, estas linhas. É claro que assim teremos pessoas que podem ser inovadoras e criativas cumprindo tarefas chatas e enfadonhas a maior parte do tempo e relegando para aquele que devia ser o seu tempo de lazer ou descanso os seus momentos de maior criatividade em que, precisamente, poderiam ser socialmente mais úteis.

Agostinho da Silva já discorreu sobre vertente escravizante do “trabalho” recorrendo para tal ao seu conhecimento das sociedades clássicas e explicando-o pela sua ligação à palavra latina para um instrumento de tortura. E se a ligação existe é porque para a maioria de nós, “trabalhar” corresponde a fazermos algo de que não gostamos. E sempre foi assim. Ou não? Não, no mundo do “open source”, razão pela qual a transposição deste modelo de organização poderá ser tão interessante para as sociedades do futuro. E na verdade, nem se pode realmente dizer que seria um modelo de organização original: a maior parte da existência do Homo Sapiens sobre a Terra correu sob um regime de caçadores-recolectores, sem efetiva sem reais estruturas hierárquicas e de Poder, onde qual se adaptava e seleccionava as atividades que mais lhe agradavam e que melhor julgava poder desempenhar. Ou seja, respeitando o essencial do regime “open source”… Na época o conceito de “trabalho” (que Agostinho bem ligava à origem latina do termo em “tripallium”, um instrumento de tortura) ainda não existia e de facto foi exatamente assim durante 90% da existência do ser humano. Foi somente a partir do momento em que a população explodiu e houve necessidade de impor a especialização do trabalho, que este – propriamente dito – surgiu.

Uma possível forma de aplicar no mundo empresarial o conceito de “open source” poderia ser pela formação de micro empresas, concebidas a partir do autoemprego de um único indivíduo, produzindo um produto ou um serviço de software proprietário. Assim seremos apenas nós próprios a decidir o que fazer. O modelo não está, contudo, isento de fragilidades… O facto de sermos só um, quer dizer que teremos que fazer tudo, mesmo aquilo que não queremos fazer ou que fazemos menos bem. E, é claro, se algo lhe acontecer, como um acidente ou uma doença que o torne improdutivo, a empresa pode não sobreviver, já que os clientes cujo desenvolvimento tenha sido interrompido não lhe irão perdoar e poderão sofrer até prejuízos significativos se planearam em função do seu compromisso de entrega, que, agora não pode manter por motivos compreensíveis mas de impacto profundo no seu negocio. Oferecer o código fonte da aplicação pode resolver parte deste problema, já que outros poderão estudar e modificá-la consoante o necessário.

Assim temos na “Empresa Aberta” um conceito de organização empresarial em que não há patrões nem empregados, em que qualquer um pode juntar-se ou sair a qualquer momento, participando apenas nos projetos que ache verdadeiramente motivadores, durante exatamente o tempo que melhor lhe aprouver.

Este é o modelo em que foram criados programas como o Apache ou o popular browser Mozilla Firefox, mas o modelo não se esgota nas funções de programadores ou analistas informáticos. Uma organização precisa de muito mais de informáticos para sobreviver. Todas as áreas, do helpdesk ao marketing podem ser alvo da mesma metodologia de organização do trabalho. O grande problema de manter uma organização assim será sempre o de encontrar mecanismos de compensação e remuneração adequados. Em projetos como a Wikipedia ou o Firefox o reconhecimento de mérito inter-pares é fundamental. Mas numa organização mais privada, menos voluntariosa e mais comercial como estes projetos não-comerciais o simples reconhecimento inter-pares é insuficiente para cativar e preservar os melhores, mais produtivos e criativos elementos que, naturalmente, serão seduzidos por organizações mais tradicionais a um ritmo muito elevado.

Uma das formas de estabelecer formas de compensação adequadas para uma organização “Open Source” pode ser uma tecnologia conhecida como “Trust Metrics“. Com esta tecnologia, cada colaborador avalia o seu par, mas elaborando os níveis de escala de uma forma que torna qualquer forma de “batota” ineficazes. Esta é essencialmente a mesma tecnologia empregue pelo Pagerank da Google, com tanto sucesso na relevância dos resultados do incontornável motor de busca norte-americano. Baseando a compensação financeira em ratings contínuos é possível ir ajustando a quantidade de tempo reservada para projetos “open source” e ir ajustando este às variações destes ratings, até um ponto em que eventualmente a compensação se torna tão alta que se pode deixar o emprego “normal”.

Nestas organizações, ninguém pode impedir alguém de participar num dado projeto, mas também ninguém pode ser despedido. Isto faz com que estas organizações sejam formas de vida muito mais seguras que as tradicionais, livres da arbitrariedade, dos favores de chefes ou gestores, assim da vaga oscilação dos seus favorecimentos ou das suas birras irracionais. O papel de cada colaborador nestas organizações “open source” depende unicamente das capacidades e do empenho de cada um no seu seio.

Atualmente, a maioria das organizações publicas e privadas já possuem programas de avaliação de desempenho. Estes, contudo, são sempre mais ou menos opacos, com parte das métricas fora da compreensão ou controlo dos colaboradores avaliados e determinadas de forma quase invariável sem o seu conhecimento ou consentimento, pelas chefias e sem participação direta dos colaboradores avaliados. Com esta metodologia de ratings pelos pares, todos terão pleno acesso às formas de avaliação e como estas são produzidas.

Uma vez estabelecido o mecanismo de “Trust Metrics” há que elaborar os mecanismos de compensação. Desde logo, fica evidente que ainda que a remuneração salarial fixa seja a que corresponde ao salário mínimo (nos países onde este existe) o essencial do plano de compensação será variável e alimentado diretamente a partir dos lucros da organização que serão distribuídos por todos os colaboradores consoante o seu rating no sistema de “Trust Metrics“.

Fonte principal:
http://e-texteditor.com/blog/2009/opencompany

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Apanhou um vírus? Então apague os Restore Points do Windows…

Não se esqueça de apagar os Restore Points depois de um ataque de um vírus (que infetou o seu pc)

Porque o vírus poderá lá se encontrar… Pronto a regressar se um dia restaurar o seu sistema para um desses restore points.

Para os apagar basta colocar em System properties a checkbox em “Turn off System Restore”:Apply e depois, tornar a marcar.

Isso apagará os restore points (infetados e não infetados) em c:\System Volume Information (pasta invisível)

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Projeto Rockon: Lançando foguetões a partir de balões

Se a maior parcela de um foguetão é o combustível para que este percorra os primeiros quilómetros de percurso ascensional na atmosfera, então não nos podemos admirar que existam vários projetos para queimar esta dispendiosa primeira etapa de uma viagem para o Espaço. Desde projetos israelitas de lançamentos de microsatélites a partir de F-15 Eagles modificados, até a projetos semelhantes com MiG-31 Foxhound e ao menos conhecido… Projeto Rockon.

O projeto Rockon consistia num foguetão de quatro estádios lançado a partir de um balão estratosférico.

O projeto foi abandonado definitivamente em 1992 depois de décadas de ensaios. O primeiro Rockon foi lançado de um quebra-gelos ao largo da Groenlândia no começo da década de 50. Nos anos subsequentes vários modelos de foguetões foram experimentados, como os “Deacons”.

O conceito foi o resultado das mentes do tenente M. L. (Lee) Lewis, de S. F. Singer e de George Halvorson corria o ano de 1949. A sua ideia era a de levar um pequeno foguetão até às camadas mais altas da atmosfera e depois, por radiocontrolo, dispará-lo. Desta forma, o foguetão chegaria muito mais alto do que se tivesse sido lançado de terra, recolhendo dados meteorológicos a altitudes muito mais altas do que seria possível de outra forma.

Além dos já mencionados “Deacons”, também foram utilizados foguetes Loki e Hawk, até à década de 60. A aparição de vários modelos de pequenos foguetões baratos, assim como a multiplicação de satélites em órbita tornaram o conceito redundante e levaram ao encerramento do projeto na década de 90.

O conceito Rockon implica o lançamento de um balão de doze metros de diâmetro de um navio a altitudes polares (onde a atmosfera é menos densa). Este balão levaria o foguete até a altitudes entre os 9 e os 27 km menos de 80 minutos. Aqui, um comando de radiocontrolo ligaria os motores do foguete levando a carga útil de 18 kg a altitudes de mais de 100 km. Ao ser ativado, o foguetão atravessaria o frágil tecido do balão que o transportava, subindo sempre até alcançar a sua altitude máxima.

De certa forma, é incompreensível porque depois do Rockon não se reinventou o conceito para lançar pequenos satélites… De facto, usando um par ou mesmo um treino de balões estratosféricos, seria teoricamente possível lançar até foguetões com maiores carga úteis, com uma redução significativa de custos resultante da desnecessidade de uso do maior e mais pesado (e caro) primeiro estádio de um foguetão orbital. A maior dificuldade, reside contudo no facto dos ventos da alta atmosfera serem imprevisíveis e podem arrastar os balões muitas centenas de quilómetros além do ponto de lançamento, o que dificulta seriamente a exigida precisão de lançamento para que se alcance uma órbita muito específica, estável e antecipadamente prevista. Mas se um dia essa dificuldade for ultrapassada, então, não duvidemos que o inovador conceito do Rockon, estará de volta…

Fonte:
www.astronautix.com

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O reator nuclear de fusão “ITER” sofre novos atrasos e deslizes de custos

O ITER, ainda em plano em http://www.efda.org

O ITER, ainda em plano em http://www.efda.org

A construção daquele que pode ser uma das maiores promessas para a solução dos problemas de energia do mundo, o reator de fusão ITER que está a ser construído no sul de França caminha a passos largos para ultrapassar o orçamento e sofrer atrasos consideráveis. Tudo isto, porque estão a ser encontradas dificuldades inesperada em desenvolver os materiais capazes de resistirem às elevadíssimas temperaturas que o núcleo do reator será capaz de gerar.

As promessas do ITER são contudo extraordinárias e plenamente merecedoras de paciência e de um reforço de investimento. Essencialmente, promete produzir quantidades de energia virtualmente ilimitadas e limpa. E isto no mundo perigosamente perto de se auto-destruir por virtude da acao humana no Aquecimento Global.

Estima-se atualmente que o custo total do ITER deverá ultrapassar os 11 biliões de euros, bem mais do 10 biliões inicialmente previstos, um valor que só por si já era o dobro das primeiras estimativas.

O ITER pretende criar as mesma temperaturas que existem no núcleo do Sol, propiciando assim à fusão dos átomos de hidrogénio em hélio. E não falamos de outras temperaturas que não sejam os 150 milhões de graus Celsius, para que se tenha bem uma noção da escala do desafio que está aqui em jogo e porque é que os materiais capazes de resistirem a estas temperaturas estão a revelarem-se serem tão difíceis de criar.

O projeto ITER é o resultado da confluência do esforço de vários países, consubstanciado num tratado internacional assinado pela União Europeia, EUA, Rússia, China, Japão, Índia e Coreia do Sul em 1986. O ITER não é um destino em si, mas o começo de uma caminhada, pretendendo ser apenas o primeiro de toda uma geração de novos reatores de fusão, desenvolvidos a partir da tecnologia radicalmente nova que está a ser criada para ele.

A Europa encarou o ITER com a atenção que o projeto merece, estando a financiar o projeto em 45%.

Segundo o plano atual, o ITER deve começar a funcionar de forma experimental em 2018, mas a produção de energia deverá acontecer apenas a partir de 2026, e isto se forem vencidas as dificuldades atuais… De qualquer forma, 2026 pode ser já demasiado tarde, já que se estima que o pico mundial da produção de petróleo seja alcançado já em 2017 e que depois de 2026 ainda serão precisos pelo menos mais dez anos para massificar esta tecnologia e construir mais reatores de fusão.

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1265554

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Telemóvel molhado: Dez dicas

Já deixou cair o seu precioso iPhone (livra!) ou HTC num lavatório, banheira ou… sanita? Bem, se sim então estas dicas são do seu especial interesse…

1. Tire-o da água o mais depressa possível. Quantos mais segundos ele estiver imerso, mais água vai entrar pela capa e contactar com os delicados circuitos internos e com a energia elétrica que o mantêm a funcionar, criando múltiplos pequenos (ou não…) curtos-circuitos.

2. As boas notícias são que se essa imersão não demorar mais do que uns vinte ou trinta segundos, há boas possibilidade de o seu telemóvel não ter sofrido danos irreparáveis…

3. Remova a bateria, logo que tirar o telemóvel de dentro da água. É do simples bom senso afastar a água o mais depressa da eletricidade na bateria.

4. Depois de retirar a bateria, retire logo de seguida também o cartão SIM. Há sempre contactos aqui gravados e a água pode apagar estes dados… Especialmente se não tiver um backup dessa lista de contactos, o que, admitamos é mais ou menos a regra… Felizmente, os cartões SIM aguentam bem a imersão, bastando tirá-lo da agua e deixá-lo a secar.

5. Depois de ter tirado a bateria e o cartão SIM, sacuda o telemóvel de forma forçar a saída de qualquer água que possa ter entrado no aparelho. Use de seguida papel de cozinha para o secar, absorvendo o máximo de agua.

6. Se possível, desmonte-o ou retire pelo menos todas as partes que conseguir, para que sequem.

7. De seguida, use um aspirador para sorver a água remanescente, mas nunca um secador de cabelo, já que isso poderá empurrar agua bem para o interior dos circuitos, onde farão mais danos.

8. O seu passo seguinte deverá ser o de deixar o seu telemóvel no meio de algo com elevada capacidade de absorção de água. Por exemplo arroz. Alternativamente pode deixá-lo sobre um pano absorvente, como aqueles que se usam na cozinha, tendo a atenção de o substituir regularmente, dada duas horas, pelo menos.

9. Só no dia seguinte deve tentar tornar a ligar o telemóvel. Antes, contudo, procure garantir que não há qualquer vestígio visível de humidade. Se não, peça a um amigo uma bateria idêntica, e teste. Se funcionar está perante uma bateria avariada, mas um telemóvel funcional.

10. Se o entregar para reparação ou reposição (por garantia) não minta… Há varias formas de provar que a avaria se deveu à intromissão de agua nos seus circuitos.

Fonte principal:
http://www.wikihow.com/Save-a-Wet-Cell-Phone

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Programa VBA para Outlook para contagem de items de correio

Este código VBA pode ser usado em Outlook2003/7 para contar o número de mensagens enviadas ontem (ou noutro dia)

Public iCount

Private Sub Count_Yesterday()

Dim oNS             As NameSpace

Dim oFolder         As MAPIFolder

Dim strBody         As String

Dim objMsg          As MailItem

Dim intCount        As Integer

Dim i               As Integer

Dim iMeetCount      As Integer

Dim dtPrevDate      As Date

Dim blnDateChanged  As Boolean

SentcomSub1 = 0

InboxcomSub1 = 0

SentcomSub2 = 0

InboxcomSub2 = 0

iCount = 0

Set oNS = GetNamespace(“MAPI”)

Set oFolder = oNS.GetDefaultFolder(olFolderSentMail)

intCount = oFolder.Items.Count

Set objMsg = Application.CreateItem(olMailItem)

iMeetCount = 0

antes = InputBox(“Quer contar quantos dias para atras? Se responder em branco, assume 1 dia (ontem)”)

If antes = “” Then antes = 1

dtPrevDate = Date – antes

For i = 1 To intCount

Select Case oFolder.Items(i).Class

Case olAppointment

‘Don’t do anything at this time, might need this functionality later

Case olContact

‘Don’t do anything at this time, might need this functionality later

Case olMail

‘Set myOlApp = CreateObject(“Outlook.Application”)

‘Set myItem = myOlApp.ActiveInspector.CurrentItem

‘mfrom = myItem.SenderName

If dtPrevDate = DateValue(oFolder.Items(i).CreationTime) And InStr(oFolder.Items(i).Recipients(1), “on behalf of; ASASASAS“) > 0 Then

‘strBody = strBody & “Creation Time: ” & oFolder.Items(i).CreationTime & vbCrLf

‘strBody = strBody & “Subject: ” & oFolder.Items(i).Subject & vbCrLf

‘strBody = strBody & “To: ” & oFolder.Items(i).Recipients(1) & vbCrLf & vbCrLf

‘Print #1, “From: ” & MailItem.SentOnBehalfOfName

iCount = iCount + 1

sub1 = “Nome de template

If oFolder.Items(i).Subject = sub1 Then

SentcomSub1 = SentcomSub1 + 1

End If

‘sub2 = “RE: Publisher”

‘If oFolder.Items(i).Subject = sub2 Then

‘    SentcomSub2 = SentcomSub2 + 1

‘End If

End If

Case olMeetingRequest

‘Don’t do anything at this time, might need this functionality later

End Select

Next

iSent = iCount

iCount = 0

Set oFolder = oNS.GetDefaultFolder(olFolderInbox)

intCount = oFolder.Items.Count

Set objMsg = Application.CreateItem(olMailItem)

iMeetCount = 0

‘dtPrevDate = Date – 1

For i = 1 To intCount

Select Case oFolder.Items(i).Class

Case olAppointment

‘Don’t do anything at this time, might need this functionality later

Case olContact

‘Don’t do anything at this time, might need this functionality later

Case olMail

‘MsgBox DateValue(oFolder.Items(i).CreationTime)

If dtPrevDate = DateValue(oFolder.Items(i).CreationTime) Then

‘strBody = strBody & “Creation Time: ” & oFolder.Items(i).CreationTime & vbCrLf

‘strBody = strBody & “Subject: ” & oFolder.Items(i).Subject & vbCrLf

‘strBody = strBody & “To: ” & oFolder.Items(i).Recipients(1) & vbCrLf & vbCrLf

iCount = iCount + 1

If oFolder.Items(i).Subject = “Nome de template” Then

InboxcomSub1 = InboxcomSub1 + 1

End If

‘RE: Publisher

‘If oFolder.Items(i).Subject = “RE: Publisher” Then

‘    InboxcomSub2 = InboxcomSub2 + 1

‘End If

End If

Case olMeetingRequest

‘Don’t do anything at this time, might need this functionality later

End Select

Next

iInbox = iCount

objMsg.To = “nome@mail.pt”

objMsg.Subject = “Contagens das mensagens de mail enviadas ontem: ” & CStr(dtPrevDate)

objMsg.Body = “Foram enviadas (Sent Items) com <on behalf of; ASASASAAS>: ” & CStr(iSent) & ” mensagens desta mailbox.” & Chr(13) & “Foram recebidas (Inbox): ” & CStr(iInbox) & ” mensagens desta mailbox.” & Chr(13) & Chr(13) & “Mensagens com um Subject especfico (exato):” & Chr(13) & _

” Com Sent Items:Subject: <” & sub1 & “> -> ” & CStr(SentcomSub1) & Chr(13) & ” Com Inbox:Subject: ” & sub1 & ” -> ” & CStr(InboxcomSub1) & Chr(13)

‘” Com Sent Items:Subject: ” & sub2 & ” -> ” & CStr(SentcomSub2) & Chr(13) & ” Com Inbox:Subject: ” & sub2 & ” -> ” & CStr(InboxcomSub2) & Chr(13)

objMsg.Send

Set oNS = Nothing

Set oFolder = Nothing

Set oNewMail = Nothing

Set objMsg = Nothing

End Sub

Sendo um “frakenstein” de vário código disperso na Net, com muitas partes comentadas (funcionais) para fácil expansão de capacidades.

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A rede europeia de GPS Galileo dispara os custos

O Giove-B da rede Galileo em órbita em http://www.giove.esa.int

O Giove-B da rede Galileo em órbita em http://www.giove.esa.int

Os problemas de gestação da rede europeia de posicionamento global (GPS) Galileo ainda não terminaram… Segundo o CEO da EADS Astrium, colocar em órbita os satélites da rede Galileo pode custar mais 40% que o originalmente previsto, ou seja, 1,16 biliões de euros.

O aumento de custos resulta diretamente da redução do volume de atividade de construção de equipamento para a rede, quer na EADS Astrium, quer na segunda empresa que irá construir a Galileo, a alemã OHB System. Cada fabricante irá construir oito satélites cada. Após esta primeira remessa, o consórcio Galileo irá avaliar qual dos dois foi melhor e encomendar a este mais 12 satélites.

A divisão entre os dois contratados não tem sido contudo isenta de dificuldades… Quem está a financiar o Galileo é a Agência Espacial Europeia (ESA) e a EADS e a EADS Astrium queixa-se que está a receber menos dinheiro que a sua concorrente alemã, seis milhões, contra dez, uma diferença que não é compreensível e que resulta possivelmente de jogadas políticas de bastidores.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/06/18/328294/paris-air-show-galileo-faces-40-cost-hike-says-eads.html

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A Sukhoi está atrasada com o seu protótipo PAK-FA?

A Sukhoi continua a trabalhar no primeiro protótipo do primeiro caça russo de 5ª geração, o “PAK-FA”. O secretismo quanto à data de realização do primeiro voo do aparelho – inicialmente anunciado para 2009 – parece indicar que existem atrasos significativos, retardando esse voo para, pelo menos, o início de 2010. A Sukhoi está também estrategicamente focada no marketing do seu avião comercial “Superjet 100“, um concorrente direto numa gama de mercado dominado pela brasileira Embraer e pela canadiana Bombardier, o que pode explicar o perfil muito discreto do desenvolvimento do “PAK-FA”, parcialmente…

O responsável da Sukhoi confirmou que a empresa russa continua a trabalhar no protótipo e os primeiros testes. Admitiu também que a Sukhoi iria manter um perfil mediático muito discreto até à realização dos primeiros testes com o protótipo acrescentando nada à (aparentemente) apressada declaração do ministro da energia russo Viktor Khristenko que disse recentemente que “os testes de voo do avião estão calendarizados para o começo de 2009“. Bem, as reservas agora expressas pelo Sukhoi indicam que se tratou de otimismo excessivo…

Pogosyan exprimiu confiança de que a MiG, sua concorrente russa, tem boas condições para vencer o atual concurso indiano com o seu MiG-35. O avião já terminou os testes na força aérea indiana e os russos estão otimistas num negócio que poderá ditar a morte ou a vida para a MiG Avia, cuja única venda a curto prazo é a de seis MiG-29K para a Malásia, que serão entregues em finais de 2009.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/06/17/328148/paris-air-show-sukhoi-secretive-on-pak-fa-programmes.html

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Novos atrasos nas reparações do LHC

O “Large Hadron Collider” (LHC) tem estado fora de serviço desde 19 de setembro de 2008, conforme já referimos aqui várias vezes. A avaria então registada provocou extensos danos que estão a ser reparados deste então. Como as reparações estavam a correr dentro do planeado esperava-se que o LHC regressa-se à atividade em fevereiro de 2010, mas novos atrasos significam que só lá para março é que o LHC poderá tornar a ser ligado. A data estimada para o recomeço da atividade cientifica permanece a mesma: para começos de outubro.

Recordemo-nos de que o LHC só funcionou durante oito dias em 2008, após o que sofreu uma fuga de hélio líquido que danificou seriamente o acelerador. A avaria foi provocada por uma junta mal soldada, que foi reparada, assim como outras em idênticas condições.

Em agosto, o CERN estima poder já ter uma data mais concreto para o recomeço da atividade científica daquela que é a maior experiência de sempre no maior e mais caro acelerador de partículas jamais construído.

Fonte:
http://news.zdnet.com/2100-9595_22-314080.html

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