Daily Archives: 2009/06/23

A fragata Corte-Real impede mais um ataque de piratas na costa somali

(A Corte-Real em exercício)

A fragata portuguesa da classe Meko “Corte-Real” (NRP Corte-Real F332) navega agora nas águas perigosas do Golfo de Áden… Quinhentos anos depois da conquista da ilha de Socotorá e da presença dominante das naus portuguesas nesta região. O navio enquadra-se numa força internacional de mais 30 outros navios, provenientes de várias origens, desde a China (a primeira presença chinesa numa missão internacional), a Índia, a Rússia e a maioria das nações da OTAN. A missão da OTAN “Allied Protector” (onde a atividade da Corte-Real aparece especialmente destacada) é agora comandada pela fragata portuguesa, devendo manter-se neste papel até ao final do corrente mês de julho, numa missão que começou a 5 de março. Durante os próximos dias a fragata permanecerá nestas águas, precisamente aquelas onde a atividade pirata somali é mais intensa. Já no âmbito desta missão, a fragata salvou um dhow indiano, com 14 marinheiros a bordo, e outro ataque a um petroleiro, como aqui noticiámos. Estes navios fazem parte dos milhares de cargueiros que passam por estas águas todos os anos.

Recentemente, a fragata impediu um ataque de um pequeno grupo de piratas, armados com AK-47s e RPG (ver o vídeo AQUI) quando uma pequena embarcação (um “skiff”) se deslocava a 40 nós aproximando-se do cargueiro “Maersk Phoenix”. A fragata recorrendo à sua velocidade máxima de 32 nós (a gás, já que a de cruzeiro, a diesel é de apenas 20 nós) conseguiu interceptar a pequena embarcação e com tiro real de metralhadora dissuadiu os somalis quer prosseguirem com os seus intentos, ergendo as mãos no ar, sendo depois abordados por uma embarcação da fragata, que capturou as armas que estavam no “skiff” (4 Ak-47, um RPG-7, 3 granadas e barras de dinamite). No “skiff” estavam também duas escadas daquelas usadas para abordar cargueiros.

A força naval multinacional que opera na região está agora confrontada com a perigosa opção de continuar a cumprir o mesmo tipo de missões de escolta e reação contra ataques que tem desempenhado nos últimos meses, com sofrível eficiência – sobretudo enquanto não houver enquadramento legal que permita deter estes piratas em águas internacionais, nem nacional para o permitir – ou começar a ponderar realizar missões de resgate aos navios que já estão reféns dos piratas e que estão atracados a portos somalis controlados pelos grupos de piratas. Estima-se que existam vários navios nas mãos dos piratas, com as respectivas tripulações ficando alguns deles, mais de um ano detidos, enquanto os detalhes do resgate são definidos… Perante tal impunidade e recompensa por parte dos piratas e dos banqueiros dos bancos do Dubai que recebem a comissão destas transferências, a comunidade internacional tem que empenhar mais meios no local (todos os grandes países do mundo têm o dever e a obrigação de terem aqui meios militares), as leis nacionais e internacionais têm que ser adequadas à esta nova realidade (as leis portugueses, por exemplo, impossibilitam que a Corte-Real detenha piratas que não sejam apanhados em flagrante) e as alternativas militares à realização de operações de resgate a navios atualmente aprisionados têm que ser medidas.

De novo, e apesar do pedido (raro) feito recentemente pela Marinha, os piratas tiverem que partir em liberdade porque o Código Penal português não prevê a figura jurídica adequada para levar à detenção destes indivíduos. A mesma inacção legislativa dos mesmos deputados que se apressaram a cozinhar secretamente e entre si a lei dos “sacos de dinheiro vivo” que Cavaco (num raro momento de lucidez) haveria de vetar, agora, que a Marinha está a arriscar a sua vida no Índico e clama por uma alteração legislativa que suporte as suas operações, as credibilize e aumente a sua eficácia, os senhores deputados DESTA partidocracia dormem na forma, esquecem os seus deveres e embrenhados como estão nas confusões e declamações da vida partidária esquecem que são (supostamente) o fiel e primeiro depositório da Lei e que antes de qualquer Governo enviar forças militares para qualquer cenário do mundo, devia ter sido acautelado o quadro legal adequado para enquadrar e dar eficácia à sua operação. Felizmente que os 19 oficiais; 40 sargentos; 102 praças; 13 elementos da equipa de voo e 6 elementos da equipa de abordagem trabalham muito melhor que os senhores deputados ou o nome de Portugal não estaria a ser tão bem como está nesta missão.

Fontes:

http://aeiou.expresso.pt/corte-real-navega-na-costa-norte-da-somalia-onde-ha-tres-navios-sequestrados-cfotos-e-infografia=f521098

http://aeiou.expresso.pt/corte-real-impede-ataque-terrorista-com-video=f522118

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Internacional, Portugal | Etiquetas: | 1 Comentário

Quids S16: Como se chama esta ponte?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O português é a segunda língua em maior crescimento no mundo

Segundo a UNESCO, o português é – juntamente com o castelhano – a segunda língua com maior crescimento no planeta. Segundo a mesma fonte, a língua de Camões seria também a que teria maior potencial como uma “língua internacional”. O português é já atualmente a sexta língua mais falada em todo o mundo e entre todas as línguas europeias, a terceira, seguindo-se ao inglês e castelhano nessa exclusiva lista.

Embora existem diversos números, atualmente deverão existir já mais de 240 milhões de falantes de português, dispersos por todos os continentes, desde Macau a Timor, passando pelas Flores e Malaca até aos cinco países africanos de expressão oficial portuguesa e terminando no continental Brasil e nas dezenas de milhões de luso-falantes dispersos por todas as migrações das últimas décadas. O capital cultural e económico decorrente desta dispersão e desta extensão humana é tremendo e encontra poucas semelhanças no mundo sendo o “quinto império” efetivo dos poetas e dos profetas da lusitanidade.

A energia propulsora que o Brasil tem revelado nas últimas décadas explica em grande medida o sucesso presente e potencial do português. Na América do Sul, após meio século de tímida presença, o Brasil começa a tornar-se um polo de desenvolvimento, e a capacidade de um falante de português para compreender o castelhano com grande facilidade, enquanto que ao invés, tal é bem mais difícil, é outro factor de vantagem para a língua de Camões (ver, a este respeito os estudos de Roberto Moreno). Efetivamente, em países como o Uruguai, a Bolívia, o Paraguai, entre outros, o português começa a ser uma língua franca mercantil e começa até a ser lecionado nas escolas primárias como segunda língua (Uruguai).

A UNESCO estima que pelo facto de mais de metade da população da América do Sul ser capaz de se exprimir em português, que esta será a língua com maior potencial de crescimento como língua internacional, algo que é reforçado pela presença de Angola e Moçambique na África do Sul, já que em 2050, haverá mais de 80 milhões de luso-falantes em África, sendo boa parte deles habitantes de uma das economias africanas com maior potencial de desenvolvimento: Angola.

Na Ásia, a situação do português é menos sólida: Macau continua a ser um oásis de lusofonia no extremo oriente, e o facto do governo chinês ter escolhido o governo local com interlocutor privilegiado com a CPLP reforçou o papel lusófono de Macau, mas apesar disso, a língua continua a ser tão minoritária entre os chineses de Macau, como o era na época da presença portuguesa. Goa é um caso dramático, fruto do desinteresse de Lisboa e de um certo revanchismo do governo central indiano, já que o português é aqui falado apenas por algumas centenas de idosos que se recordam ainda da ocupação portuguesa de, terminada em 1961. Timor Lorosae bate-se com a interesseira força da influência do inglês australiano e da recordação bem viva da Indonésia, único país com quem partilha fronteiras terrestres e com quem consuma o essencial das suas relações económicas. Apesar destas dificuldades, graças a Timor e a Macau, o português não ira desaparecer tão rapidamente do oriente. Desde logo, porque muitos países da região têm interesses económicos na CPLP, a começar pela China que mantêm várias atividades em Angola e por quase todos, que importam alguma coisa dessa potência alimentar exportadora que é hoje o Brasil.

Fontes:
http://blackmaps.wordpress.com/2009/05/05/luso-tongued-world/

http://en.wikipedia.org/wiki/Geographic_distribution_of_Portuguese

Categories: Brasil, Educação, Lusofonia, Política Internacional, Portugal | 18 comentários

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