Mais índicios de que o “Homem das Flores” (Homo Florensis) é uma espécie humana distinta do Homo Sapiens

O Homo Florensis, entre vários hominídeos (é o nº 3) em http://www.theage.com.au

O Homo Florensis, entre vários hominídeos (é o nº 3) em http://www.theage.com.au

O debate em torno do chamado “Homem das Flores” ou Homo Florensis continua… Numa conferência realizada na “State University” de Nova Iorque foram apresentados resultados de um estudo que reforça a tese daqueles que acreditam que “Homem das Flores” (curiosamente, uma arquipélago onde se fala uma variante do português) é evolucionariamente distinto do Homo Sapiens Sapiens.

A descoberta do Homo Florensis foi feita em 2003 quando os primeiros esqueletos desse misterioso hominídeo foram encontrados numa caverna em Lian Bua e logo na altura gerou grande celeuma entre os paleoantropólogos. Os descobridores afirmavam que os espécimenes indicavam estarmos perante uma espécie de hominídeo completamente distinta que sobreviveu nas Flores até “apenas” há 17 mil anos atrás tendo partilhado a ilha como espécimenes do Homo Erectus e do Homem Sapiens Sapiens.

Os críticos defendem que o Homo Florensis é apenas um Homo Sapiens com características raras resultantes do cruzamento de vários factores. Para eles, este pequeno hominídeo de apenas um metro de altura era o produto de uma conjugação de factores como o nanismo típico das adaptações de varias espécies aos ambientes insulares, reforçado com uma anormal incidência de uma doença genética conhecida como microcefalia, que produz nas suas vítimas, cérebros excepcionalmente diminutos, como aqueles observados nos restos dos “homens de Flores”.

No que respeita à evolução do Homem, existem hoje duas teses: o modelo “multiregional” e o “fora de África”. Na primeira tese, as primeiras populações do género Homo partiram de África para a Euroásia há cerca de 1,8 milhões de anos, mantendo contactos genéticos entre si. Assim, a evolução para o Homo Sapiens Sapiens terá ocorrido simultaneamente em vários locais. A segunda tese advoga que uma ultima vaga migratória a partir de África terá desalojado completamente as populações eurasianas, que ficaram geneticamente isoladas após a sua saída de África. Esta teoria explica porque é que existiram hominídeos fisicamente tão robustos, que, ainda assim se extinguiram. O Homo Florensis seria uma variante local na Indonésia, assim como na Europa, África e Médio Oriente havia o Homo Neanderthalensis.

É por esta razão que a confirmação da existência do Homo Florensis enquanto espécie distinta é importante. Se assim for, a tese multiregional ganha renovado fôlego. E a constatação de que os pés do Homo Florensis seriam capazes de permitir que o hominídeo fosse capaz de caminhar, mas não de correr indica que estamos perante um ramo diferente do género Homo. O pé seria excepcionalmente longo, em relação à diminuta estatura e única entre todas as espécies do género. Isto, assim como outros detalhes nos ossos do pulso, coloca-o mais próximo do Australopitecos do que do género Homo e logo, o Homo Florensis seria verdadeiramente um novo género, extinto, mas paralelo e contemporâneo do Homo Sapiens.

Se tal se confirmar – como parece cada vez mais certo – e tendo em conta a distância entre África e as ilhas das Flores deveríamos ter já encontrado vestígios destas criaturas, ou de outras semelhantes, em lugares de permeio. Mas tal ainda não aconteceu… A menos que o Yeti…

Fonte:
http://www.wsws.org/articles/2009/may2009/hobb-m13.shtml

Categories: Ciência e Tecnologia | 3 comentários

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3 thoughts on “Mais índicios de que o “Homem das Flores” (Homo Florensis) é uma espécie humana distinta do Homo Sapiens

  1. Sou + um tonto criacionista…e acredito que esses humanos eram fugitivos de guerras entre tribos e ou clãs…e acometidos por doenças e pessimas alimentação + a influência do ambiente hostil cauram mudanças fisicas e até psicológicas…

  2. sim, a tese de que seriam uma população degenerada e doente.
    que estas novas evidências vêm agora tornar ainda mais improvável…

  3. Eurico

    Eu vi um documentário onde os davam como Homo Erectus, que para se adaptar às más condições da ilha, e tal como o fizerem elefantes e outros animais, geração a geração, foram dominuindo de tamanho. Quanto mais pequenos, menos alimento, logo, mais hipóteses de sobrevivência numa ilha com poucos alimentos disponíveis. Lembro que há muitas espécies anãs na ilha ds flores (infelizmente extintas por acção do Sapiens).

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