Monthly Archives: Junho 2009

Mas afinal, existem ou não oceanos subterrâneos em Enceladus?

Os jatos de vapor de água que emanam da superfície da lua saturnina Enceladus poderão não ser afinal produto de um oceano subterrâneo, como se pensou inicialmente… Estes jatos foram observados pela primeira vez pela sonda Cassini, da NASA, em julho de 2005. Uma análise então realizada indicava que se tratavam de jatos de vapor de água e partículas de gelo, o que levou muitos a acreditarem existirem oceanos sob a superfície do satélite de Saturno.

Se existisse um oceano de agua liquida em Enceladus, estariam criadas as condições para que existisse aqui vida. Por isso varias equipas no mundo começaram a trabalhar em modelos teóricos que explicassem o fenómeno dos geysers e como se comportaria um oceano sob uma crusta planetária.

Uma dessa equipas foi a do professor Nicholas Schneider da Universidade do Colorado. Para testar a teoria da existência de um oceano subterrâneo a sua equipa procurou determinar a percentagem de sódio dos jatos, tendo em que se esta fosse elevada então seria muito provável que existisse mesmo esse oceano.  A partir daqui – como a Cassini já não estava perto de Enceladus – a equipa de Schneider tentou usar telescópios baseados em Terra para determinar a quantidade de sódio na ténue atmosfera de Enceladus.

E foi aí que a tese dos oceanos subterrâneos de Enceladus começou a sofrer… Varias observações revelaram haver muito pouco ou nenhum sódio em Enceladus. Outro estudo, desta feita sobre as partículas de gelo emanadas desses geysers revelaram contudo a presença de algum sódio, indicando que pelo menos há alguns indícios que apontam para esse oceano subterrâneo.

Estes resultados contraditórios podem ser explicados pela presença de cavernas onde existe vapor de água, saindo este daqui muito lentamente, o que explica a fraca presença de sódio nos jatos dos geysers.

A tese das cavernas com vapor de água não é tão fantástica como a de um oceano subterrâneo, mas não retira validade à tese da existência de vida nestes locais recônditos do satélite saturnino, tornando Enceladus num dos locais mais interessantes do Sistema Solar e que reclamam mais urgentemente reclama a presença de uma sonda espacial.

Fonte:

http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=28557

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Quids S16: Que castelo é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Sobre a tremenda massa mundial de… pcs ligados sem fazerem nada e do seu impacto no clima

Estima-se que existam em todo o mundo centenas de milhões de computador permanentemente ligados, mas sem qualquer uso… Esta massa de computadores irá emitir em 2009 mais de 20 milhões de toneladas de CO2, ou seja, a mesma quantidade de carbono emitida por quatro milhões de automóveis, segundo as ONGs 1E e “Alliance to Save Energy“. No total, as empresas e organismos do Estado irão gastar mais de 2,8 biliões de dólares para manter ligados perto de 108 milhões de computadores que não são usados.

Ainda há o mito de que ligar e desligar um pc ou servidor consome mais energia do que tê-lo sempre ligado. Outro mito, diz que isso reduz a vida útil e a fiabilidade dos seus componentes. Na verdade, nem um nem outro têm fundamento e são puros “hoax” ou “mitos urbanos” ao contrário do impacto de os manter sempre ligados a qual é bem mensurável e pode ser observada todos os meses nas contas de eletricidade… Nos EUA e naturalmente, por cá também.

Quantos pcs nestas condições tem você em casa ou no emprego?…

Fonte:
http://hardware.slashdot.org/article.pl?sid=09/03/26/0355241&from=rss

Categories: Ecologia, Economia, Informática | Etiquetas: | 5 comentários

Sobre o Caciquismo e o modelo da Descentralização Municipalista

“Em abril de 2004, quando criou a ideia de sortear municípios que seriam fiscalizados em profundidade por auditores federais, o ex-ministro da Controladoria-Geral da União, Waldir Pires, pensou em conceder um certificado ao prefeito que passasse completamente ileso pelo pente-fino dos procuradores. Até hoje, porém, dos 1461 municípios auditados, nenhum prefeito mereceu o certificado, ou seja, ninguém passou incólume pela fiscalização.”

Este exemplo de má gestão pública ou mesmo de corrupção generalizada nos municípios brasileiros recorda-nos de que os casos polémicos portugueses, como os de Felgueiras, Gondomar ou Oeiras não são exclusivos nacionais. No caso português, as bitolas impostas por Bruxelas parecem compartimentar dentro de limites mais estreitos do que no Brasil, mas um e outro caso expõe um dos problemas do modelo de descentralização municipalista que defendemos: a inclinação para o “caciquismo” e para os abusos fulanizados por parte dos interesses. A vantagem do modelo municipalista reside essencialmente no estabelecimento de uma maior proximidade entre eleito e eleitor, entre sociedade e política. Uma e outra têm a potencialidade de aumentar os níveis de participação cívica das populações, algo vital nas sociedades desenvolvidas atuais onde os níveis de abstencionismo são cada vez maiores. Mas é também esta proximidade que está na raiz dos fenómenos de caciquismo e populismo, assim como da mais básica corrupção e má gestão. Quando os municípios obtêm o grosso das suas verbas do orçamento central, do “Estado” existe o terreno fértil para que possa acreditar que esses recursos vêm do “Outro” e que, logo, roubar ao “Outro”, para uso próprio denotada “esperteza” ou então roubar ao “Outro” para dar a amigos e familiares da terra é um ato moralmente justo. O caciquismo depende também do terreno criado pela ausência de uma cultura cívica e de uma educação para a vida em Democracia e como demonstram os crónicos problemas educativos portugueses e os elevados níveis de abstencionismo eleitoral, percebe-se bem porque floresce o caciquismo nos municípios portugueses e brasileiros.

Não há uma panaceia universal para o caciquismo municipalista. Seria utópico e contraproducente para a causa da “descentralização municipalista” acreditar em tal. Tal modelo de administração do território e do exercício da democracia representativa só pode vingar de três formas:
1. Uma descentralização financeira efetiva, que não se limite a transferir verbas de um Poder Central, longínquo, abstrato e tantas vezes hostil, mas que seja capaz de cobrar impostos, taxas e gerar riqueza localmente, para a redistribuir localmente, transferindo para o centro de uma “federação de municípios livres” ao modelo agostiniano apenas a verbas essenciais para a Defesa e a Representatividade externa da Federação.

2. Desenvolvendo a Educação para a Cidadania e para o exercício Cívico e da vida em Sociedade. Educando pelo exemplo desde as mais tenras idades e reformulando programas de ensino orientando-os para o desenvolvimento da Criatividade em desfavor da mecânica memorização estéril.

3. Transferindo o essencial da democracia representativa e da delegação de poder que o eleitor transfere para o eleito para o universo Local. Quando os órgãos do Estado forem locais, estiverem na rua do lado, cada eleito for do conhecimento pessoal ou familiar de cada cidadão, então reduziremos o espaço de manobra a caciquismo e a apropriações da “coisa publica”. Democratizar é também aproximar, reduzindo a distancia entre Estado e Cidadão, até à distancia que separa duas pessoas, sempre contactáveis e acessíveis.

Fonte:
Courrier Internacional, abril de 2009.
Em
Revista Isto É
Janeiro de 2009

Categories: Brasil, Economia | 2 comentários

Quids S16: Em que cidade foi tirada esta fotografia?

11106

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S16 | 13 comentários

Hoax: O Leite Repasteurizado. Ou não…

Uma das mensagens que percorre agora a Internet portuguesa, por correio eletrónico e na blogoesfera, tem como suposta origem a “Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos da Escola do 1 Ciclo do Ensino Básico nº 1 de Miratejo”. A mensagem alega conter um extrato do boletim dessa associação, distribuído em fevereiro de 2007 com o título “Aos pais e encarregados de Educação: Pacotes de Leite”.

Este é o seu conteúdo:

“Muita atenção quando forem comprar leite em embalagem! Ficámos a saber, por fontes seguras, que por não serem vendidas até determinado prazo, os pacotes de leite voltam para a fábrica para que o leite seja repasteurizado! Isto pode ocorrer até 5 vezes, o que acaba por deixar o leite com um sabor diferente, aumentando a possibilidade de coalhar e reduzir significativamente a sua qualidade, já que o teor nutricional diminui. Ao voltarem para as prateleiras dos supermercados, o pequeno número que está marcado na figura acima com o círculo vermelho é alterado. Este número varia de 1 a 5 e o ideal é comprar até o número 3. Acima de 3, a qualidade do leite já não é boa. Este pequeno número fica localizado no fundo da embalagem. Ao comprar uma embalagem fechada, basta verificar apenas um pacote, todas os outros terão a mesma numeração.

Por exemplo, se uma embalagem tiver o número 1, significa que é a primeira vez que sai da fábrica e chega ao supermercado para a venda final. Se já o número 4, significa que já foi repasteurizado 4 vezes e depois voltou para o supermercado para a venda final e assim por diante…

Dêem mais atenção, principalmente, quando a oferta for muito boa. Geralmente, o supermercado faz promoções do leite…. para os produtos que já passaram várias vezes por esse processo, os que apresentam os números 4 e 5.”

Ora isto é… Hoax (mito).

Isso mesmo é referido em várias fontes na Internet e que indicam que a mensagem deriva diretamente de um hoax lançado primeiramente na América Latina em meados de 2007 (talvez no Uruguai), chegando apenas agora a Portugal.

A mensagem original referia as embalagens Tetra Brick e era a seguinte (em castelhano):

“¿Sabes que la leche en cartón que no se vende dentro del plazo de caducidad regresa a la fábrica para ser re-pasteurizada y vuelve al supermercado de nuevo?

Increíble ¿verdad?. Pues la Ley permite a las centrales lecheras repetir este ciclo hasta 5 veces, lo que termina dejando la leche casi sin sabor y con una significativa reducción de su calidad y valor nutricional.

Cuando la leche llega al supermercado para la venta al consumidor final, el cartón debe exhibir un pequeño número que está marcado en su parte inferior.

Ese número varia del 1 al 5.

Lo más que se debe tolerar es comprar leche hasta el número 3, es decir, leche que ha sido re-pasteurizada 2 veces, recomendándose no comprar cartones de leche cuyo número sea 4 ó 5 ya que ello significa que la calidad de la lecha estará degradada.

Si compras una caja cerrada, basta verificar el número de la caja ya que todos los cartones en su interior tendrán la misma numeración. Por ejemplo, si un cartón tiene el número 1, significa que es la primera vez que sale de la fábrica y llega al supermercado para su venta, pero si tiene el número 4, significa que caducó 3 veces y que fue re-pasteurizada 3 veces volviendo al supermercado para tratar de ser vendida y así sucesivamente…

Así es que, ya sabes, cuando compres leche, mira el fondo del cartón y no compres cajas que tengan los números 4 ó 5, y para los más escrupulosos, ni siquiera el 3!

Busca en tu heladera, toma un cartón y comprueba el número, dudo que encuentres el 1 o el 2

*SI TIENES CONCIENCIA CIUDADANA, DIVULGA ESTE MENSAJE!!*”

As coincidências entre as duas mensagens são evidentes e a pura inserção “credibilizante” da sua origem num boletim noticioso de associação de pais é nitidamente uma alteração local. A esta propósito, foi engenhoso fazer esta introdução, já que a Associação existe mesmo mas não tem email nem site web, nem sequer blogue, ainda que seja referida em várias. Por essa razão, não foi possível conferir aqui da veracidade da origem deste “alerta”…

Porque acreditamos que se trata de um hoax? Em primeiro lugar, porque não há no suposto alerta nenhuma referencia para nenhuma fonte oficial ou jornalística. A adição de um pedido de reenvio de um “alerta” à lista de contactos pré-configura um comportamento típico deste tipo de “hoax” e é um argumento adicional para a identificação deste alerta como um hoax.

Mas sobretudo, aquilo que permite identificar a mensagem como um hoax é o facto daquilo que aqui surge listado não ser verdadeiro. Não há qualquer relação entre os números impressos no fundo da embalagem e a qualidade do leite nela conservada. Os números de 1 a 5 são – segundo a Tetra Pak – parte do processo industrial de fabricação das embalagens, não da colocação de leite.

Em segundo lugar, tecnicamente, a reutilização de embalagens Tetra Pak é impossível. Nem durante a validade do leite, nem depois desta ter terminado, já que a máquina-ferramenta que faz a introdução do leite nas embalagens só as consegue trabalhar vazias, na forma de uma longa bobine, pegadas umas às outras.

Os referidos números de 1 a 5 referem-se aquilo a que empresa chama de “número de ordem de produção” que resulta de um pedido de fabricação por parte de uma empresa cliente (por exemplo, a Mimosa). Cada pedido recebe um número sequencial e estes números fazem parte desta sequência, indicando a posição da bobina, nada mais.

Fontes:

http://www.tetrapak.cl/tetrapak_publicaciones_salaprensa_20070511_envaseleche.php

http://www.tetrapak.cl/docs/tetrapak/comunicado_oficial_tetrapak.pdf

http://www.vsantivirus.com/hoaxes.htm

Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos | 8 comentários

Naomi Klein: Análise sobre a presente recessão mundial

“Friedman, que pensava que os mercados eram mais eficazes quando livres da intervenção dos Estados, pregava a supressão de todas as medidas destinadas a proteger o povo contra a lógica do mercado. Naomi Klein responde que as populações só podem aceitar tais reformas se estiverem em estado de choque, a sair de uma crise, catástrofe natural, atentado ou guerra.”

O que nos leva diretamente às tortuosas e sempre ocultas verdadeiras motivações por detrás da Guerra no Iraque. Se nestas não podemos encontrar as tais “armas de destruição massiva” (e que a Administração Bush sempre soube não existirem) então quais eram afinal estas motivações? Estranhamente, os Media nunca procuraram aprofundar o tema dessas verdadeiras causas, contentando-se com o enunciado da falsidade das primeiras. Talvez porque estejam hoje praticamente todos nas mãos de grupos financeiros e económicos e que a derradeira “imprensa livre” já não é impressa, mas lida nos écrans de computadores…

Nestas razoes ocultas para a Guerra do Iraque contam-se razoes tão prosaicas e desprezíveis como o puro enriquecimento de empresas de outsourcing e prestação de serviços para o exercito como a Halliburton do nefando ex-Vice-presidente Donald Rumsfeld, à satisfação dos interesses do lobby industrial-militar norte-americano, aos interesses das petrolíferas e, não devemos também esquecer a quantidade de pretextos que a conveniente “Guerra ao Terrorismo” (conveniente, porque é uma guerra sem adversários claros nem objetivos determinados) deu a todo o tipo de supressão ou redução de liberdades democráticas: espionagem interna, escutas indiscriminadas, tortura sistemática, prisões arbitrárias e o estabelecimento de um Estado Securitário que cria agua na boca nas ditaduras saudita e chinesa, que lhe invejam os meios e a docilidade (resultante do Terror de alertas terroristas sucessivos e quase diários). E não nos esqueçamos também de todas as áreas cinzentas quanto à autoria dos atentados de 11 de Setembro que por estas bandas já enunciámos…

“Klein conclui que a Escola de Chicago é “um movimento que reza pela chegada de uma crise como um agricultor em período de seca reza pela chuva.” Pior, os adeptos de Friedman são, por vezes, demasiado impacientes para esperar que as forças da natureza se manifestem. E se as catástrofes naturais são difíceis de forjar, os golpes de Estado e os ataques terroristas são fabricáveis a qualquer momento.”

E por isso provocam guerras como a do Iraque. Nada melhor do que forjar um inimigo externo para agregar apoios em torno de uma causa potencialmente impopular, à semelhante do que fizeram os generais da Junta argentina quando empurraram o seu país para a guerra contra o Reino Unido, e Bush quando a des-propósito do 11 de setembro levou os EUA à invasão do Iraque, cumprindo assim os planos dos neoconservadores para “reformarem” a economia e a maneira (em “outsourcing”) de fazer a guerra, retirando de permeio direitos individuais e garantias cívicas a pretexto de uma “guerra ao terrorismo” de contornos intencionalmente mal definidos.

“A queda de Wall Street deve ser para as teorias freudianas o que a queda do muro de Berlim representou para o comunismo autoritário: a acusação de uma ideologia.”

Já Mário Soares declara o mesmo. Naomi Klein tem razão na sua visão daquilo que devia ser, mas erra na sua convicção de que algo de radical irá mudar no mundo após esta recessão mundial… E com ela Soares (que sempre admitiu que não percebia nada de Economia): o sistema financeiro mundial atual tem hoje demasiada força influência para poder ser assim tão facilmente. Após a confirmação dos primeiros sinais de retoma (que já se observam) não tardará a fazer esquecer todos os impulsos de re-regulação dos mercados financeiros e de capitais, recorrendo para tal à sua fiel claque de políticos partidocratas (já assinou ESTA petição?) alimentados a generosas doações regulares de sacos de dinheiro vivo. E tudo ficará na mesma… Graças ao afluxo urgente de biliões do dinheiro dos nossos impostos (mantendo intocados os lucros de décadas e os babilónicos salários dos gestores) e de uma influencia esmagadora das multinacionais sobre todos os governos aparentemente (apenas) democráticos do mundo.

Fonte:
Courrier Internacional, abril de 2009.

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A NASA vai colaborar com a ESA no seu regresso a Marte e sobre o “Mars Science Laboratory”


(O “Mars Science Laboratory” em blogs.chron.com)

Como é público, a NASA está a encontrar sérias dificuldades na preparação da sua próxima missão robótica a Marte, intitulada “Mars Science Laboratory” ao Planeta Vermelho foi adiada logo em 2008, para 2011, quando o plano inicial era o de a lançar em outubro de 2009. Estes atrasos sucessivos devem-se á extrema complexidade da missão, inédita até agora, mesmo comparando com os seus antecessores Mars Exploration Rovers, Spirit e Opportunity.

O atraso até 2011 deve-se à necessidade imprevista de desenvolver novo hardware, mas também ao facto de as missões a Marte terem que ser lançadas tendo em conta o alinhamento entre a Terra e o Planeta Vermelho, o qual será novamente ideal – passada a data de outubro de 2009 – em finais de 2011.

Este atraso está a levar a NASA a equacionar a hipótese de enviar algum equipamento científico na missão europeia ExoMars, parte do programa Aurora da ESA. O ExoMars foi concebido inicialmente como um pequeno rover (com um custo inferior a 700 milhões de euros), mas sucessivas atualizações ao projeto haveriam de torná-lo num rover de maiores dimensões e mais extensas capacidades, o que, naturalmente, haveria de duplicar o seu custo total… e atrasar, também, o seu lançamento de 2011 para 2013, e posteriormente, para 2016. Recentemente, no Paris Air Show, o diretor-geral da agência espacial europeia, Jean-Jacques Dordain declarou “estar perto de um entendimento com a NASA, sobre a partilha deste projeto”, no âmbito do qual a NASA “iria contribuir significativamente para o projeto”. A contribuição da NASA, contudo, não seria nas áreas de aterrar e mover o ExoMars pela superfície marciana, nem sequer a nível da instrumentação consistindo assim no lançador e do orbitador que – sabe-se agora – serão da responsabilidade da NASA e que transformam esta missão em mais um bom exemplo da cooperação internacional no domínio da exploração do Espaço.

Fontes:

http://www.marsdaily.com/reports/US_to_take_stake_in_key_European_mission_to_Mars_999.html
http://www.dbtechno.com/space/2008/12/06/nasa-will-not-launch-next-mission-to-mars-until-2011/

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14 Dicas para ver melhor de noite (“visão noturna”)

1. O olho humano tem vários tipos de células diferentes. Algumas são mais eficientes na deteção de cor, outras, são melhores a detetar baixas luminosidades e movimento. Se precisamos de ver melhor, sob uma fraca intensidade de luz, devemos tentar não olhar diretamente para os pontos que precisamos ver, desta forma usaremos a visão periférica, que funciona melhor a baixas luminosidades.

2. Se precisamos de adaptar a nossa visão para o escuro, ou melhor, se nos encontramos numa área bem iluminada e vamos entrar num quarto escuro, se fecharmos os olhos com força antes de entrarmos, isso dará aos olhos uma maior capacidade de adaptação. Uma vez dentro da zona escura – um quarto, ou um túnel – não olhe diretamente para nenhuma fonte de luz aqui existente, nem forte, nem fraca, uma vez que isso vai reverter o processo de adaptação à visão nocturna que os seus olhos acabaram de cumprir.

3. Quando no escuro, em vez de olharmos intensamente para um ponto ou objeto durante muito tempo devemos fazer o olhar percorrer a sala sem se fixar em nada por muito tempo. Isso vai permitir usar diferentes áreas dos olhos, além das frontais, e irá aumentar a percepção do que esta nessa zona escura.

4. A visão nocturna deve ser preservada…evite ter em casa luzes muito próximas (candeeiros de mesa, por exemplo) completamente brancas. Prefira candeeiros coloridos, já que a luz branca por conter em si mesma uma mistura de todas as cores do arco-íris, irá desgastar mais depressa a sua visão. Dizem os especialistas que as melhores cores para preservar a sua visão serão a luz vermelha, verde ou azul, mas sempre em baixa intensidade.

5. Na arte marcial Ninjutsu, ensina-se que para ver melhor no escuro devemos estar mais baixo do que aquilo que devemos ver. A técnica funciona ao ar livre e usando a silhueta contrastante do céu, com o luar ou a luz das estrelas que contorna o objeto que tentamos ver.

6. Para alcançarmos o ponto ótimo de visão no escuro, devemos esperar entre 20 a 30 minutos no escuro. Este é o tempo que o olho humano leva tipicamente a adaptar-se a condições de baixa visibilidade.

7. Alguns estudos indicam que o tabaco, ou melhor dizendo, a nicotina, reduz a capacidade de ver no escuro. Fumar, no escuro, também reduz de per si a visão nocturna, porque a luz ligeira que emana da combustão do cigarro contrai as pupilas o suficiente para prejudicar a visão nocturna.

8. A Vitamina A parece também aumentar a fotosensibilidade dos olhos.

9. As forças especiais usam a técnica de fechar fortemente os olhos por dez segundos para melhorar a visão nocturna.

10. Durante a Segunda Grande Guerra, forças especiais soviéticas, comiam um cubo de açúcar antes de saírem para uma missão nocturna e, de seguida, apontavam uma luz vermelha para os olhos durante dez segundos.

11. Olhe através de binóculos, estes serão capazes de intensificar qualquer luz que possa existir sobre os objetos que está a focar.

12. Procure por formas, não por cores. Isso aumentará a sua capacidade de reconhecer objetos quando em condições de baixa luminosidade.

13. Uma das dicas mais curiosas tem a ver com o uso de uma pála num olho. Aparentemente, e segundo uma história (fundamentada ou não) alguns piratas usavam uma pála sobre um olho, não porque o não tivessem, mas para o “pouparem” de dia e este ter uma visão mais perfeita de noite, durante ataques nocturnos.

14. E por fim, aquela dica que me levou a procurar por todas as outras: a caça ao mito (?) de que comer cenouras melhorava (ou não) a visão nocturna: o mito (hoax) terá começado na Segunda Grande Guerra quando pilotos de bombardeiro britânicos eram instruídos a dizer aos seus guardas alemães de que os vigias de costa aliados tinham uma dieta especial, baseada na ingestão de grandes quantidades de… Cenouras. A ideia era de iludir assim os alemães quanto à existência da muito secreta rede de radares. Apesar deste detalhe ser falso, é verdade que o mito tem alguma base científica, já que a proteína rhodopsina que, no olho se parte em retinal e opsina quando exposta à luz e se torna a reunir no escuro, é constituída pela vitamina A que se encontra cenoura (e em muitos outros alimentos, aliás). Contudo, uma dieta à base de vitamina A não melhora a visão nocturna, ainda que de facto, uma dieta em que esta falta totalmente possa levar à cegueira.

Fonte Principal:

http://www.wikihow.com/See-in-the-Dark

Categories: Ciência e Tecnologia, Saúde, Sociedade | 3 comentários

Lista atualizada de servidores de DNS na Internet Portuguesa por Fornecedor de serviço (ISP): Públicos (abertos) e privados (às suas próprias redes)

Esta lista é uma atualização de uma outra que publiquei aqui vai perto de 5 anos atrás….

Alguns destes DNSs não respondem a query nslookup/dig a clientes IP fora das suas áreas de serviço. Esse aparecem nesta lista com as indicações “query refused” ou “timed out”.  Os que respondem a queries DNS de todas as redes têm a nota “responde”

AR Telecom
213.141.25.225     query refused
213.141.25.226     query refused

BOX (adsl)
195.22.28.67     timed out
195.22.28.68     timed out

Cabovisão/Netvisão
213.228.128.6     query refused
213.228.128.5     query refused

Clix ADSL
195.23.129.126     timed out
194.79.69.22         timed out

Cyclopnet (adsl)
195.22.0.136     query refused
195.22.0.33     query refused

Interacesso
212.13.35.189     timed out
212.13.35.33     responde

Kanguru / Optimus (wireless 3G)
62.169.67.164     timed out
194.79.69.129     responde
62.169.67.165     timed out

KPNqwest
193.126.4.60    timed out
193.126.4.61     timed out

NeonISP (adsl)
193.126.4.33     timed out
193.126.4.34     timed out

Netcabo (ZON)
212.113.161.226    responde
212.113.164.53    timed out
212.113.164.54      timed out
212.113.164.26     timed out
212.113.161.227   responde

NetMadeira (ZON)
213.190.192.112    timed out
213.190.192.111    timed out

NFSI

81.92.192.2
81.92.192.3
81.92.193.1

Nortenet (adsl)
212.13.34.246     responde
212.13.34.244     timed out

ONI (acesso individual)
195.245.133.97     timed out

ONIDUO
195.245.176.19    timed out
194.38.131.19     timed out

OniNet (adsl)
195.245.128.2     timed out
195.245.128.3     timed out

OpenDNS
208.67.222.222     responde
208.67.220.220     responde

PT Prime
62.48.131.10     responde
62.48.131.11     responde

Sapo ADSL
194.65.5.2             timed out
194.79.69.222       timed out
194.79.69.22         timed out
194.65.3.21          timed out

SimplesNet
212.13.35.189     timed out
212.13.35.33       responde

Telepac (adsl)
194.65.14.27     timed out
194.65.3.20       responde

TMN (wireless 3G)
194.65.3.20       responde
194.65.3.21     failed

TVTEL (cabo)
82.102.32.12    timed out
195.23.74.2      timed out
81.92.192.3      timed out
82.102.32.65     timed out

ViaNetworks (adsl)
195.22.0.136     query refused
195.22.0.33     query refused

Novis
193.126.4.60    timed out
193.126.4.61    timed out

Vodafone (Adsl)
212.18.160.134    responde
212.18.160.133    responde

Bragatel (ZON)
217.70.64.253    timed out
217.70.64.238    timed out

ClaraNet
195.22.17.18    timed out

COLT Telecom
212.74.77.54     query refused
212.74.78.47     query refused
212.74.78.54     query refused
212.74.77.54    query refused

Equant
57.66.127.194    query refused
57.70.127.194     query refused
57.68.127.194     query refused

FLEXMEDIA
213.13.108.4    responde
213.13.108.6    responde

NFSI
194.88.143.1    timed out
194.88.142.1    timed out

PLURICANAL (ZON)
83.144.129.196    responde
83.144.129.197    responde

REFER TELECOM
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80.91.81.65    responde

ROBOT Telecomunicações
85.17.215.2     server failed
93.94.56.3    ANTIGO

SEMCABO
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UNITELDATA
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188.93.192.71    responde

VIPVOZ
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G9 SA Telecomunicações
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80.172.231.2    timed out

ZAPP (Radiomóvel)
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80.172.231.1    timed out
84.39.1.21   responde

TNT Voip (Webmeeting Lda)
69.72.217.10     timed out
209.51.130.250     timed out

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Approbo: O caçador de plágios para o mundo do ensino

Num mundo em que o uso da Internet é cada vez mais ubíquo, o lançamento de uma aplicação gratuita dedicada a caçar plágios em trabalhos académicos merece toda a atenção… Trata-se do Approbo, que permite detetar frases ou textos inteiros que tenham sido copiados da Internet, denunciando o infrator ao professor e punindo este membro de uma geração de “repetidores” que a Internet deixou florescer como nunca. A aplicação não visa impedir o recurso a fontes públicas na construção de trabalhos académicos (o seu principal foco) mas impedir que estas sejam usadas de forma literal e acrítica, sem referência a fontes e permitindo a transformação das tarefas de um estudante nas de um mero copiador cego de textos da Internet.

O Approbo é instalado no computador (depois de sido carregado do site), depois, apresenta-se-lhe o texto a verificar e o programa devolve ocorrências de plágio que encontre na Internet, pouco depois. O programa resiste a mudanças simples de palavras e recorre ao Google e a outros motores de busca para realizar o essencial do seu trabalho.

O Approbo foi criado por uma empresa catalã de nome Symmetric e foi financiado completamente por várias instituições publicas.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1380821

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Quids S16: Como se chama este astronauta?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Ainda sobre o “Evento de Tunguska” e os restos de um OVNI “descobertos” pela “Tunguska Spatial Phenomenon Foundation”

O mistério de Tunguska continua a fazer correr rios de tinta… Segundo o russo Yuri Labvin, presidente da “Tunguska Spatial Phenomenon Foundation” foram encontrados pela sua organização fragmentos de quartzo com marcas “estranhas” que Labvin acredita fazerem parte do sistema de controlo do OVNI que se despenhou em Tunguska no começo do século XX, em 1908.

Os fragmentos foram encontrados perto do local da explosão e – segundo ele – provariam que a nave espacial alienígena teria chocado intencionalmente com um meteorito para evitar que este caísse no solo e, no processo, destruísse toda a vida terrestre.

Segundo o ovnilogista, “não temos tecnologia que nos permita imprimir este tipo de desenhos em cristais”. A organização alega ter também encontrado silicato de ferro, um produto que – segundo Labvin – só pode ser fabricado no Espaço, sem ação da gravidade.

Toda esta construção deriva dos fragmentos de cristal e estes, contudo, ainda não foram submetidos a análises por organizações independentes… E as “provas” de que o OVNI teria colidido com um meteorito são, no mínimo… Fracas. Assim sendo, é muito provável que esta história não seja mais do que um hoax, lançado para financiar esta “fundação” de Labvin, caso contrário estas inscrições já estariam nas mãos de entidades cientificas independentes, capazes de avalizar a sua realidade e verdadeira origem e não escondidos num qualquer cofre de uma fundação obscura e quase desconhecida, algures em Moscovo.

Fonte:
http://www.ananova.com/news/story/sm_3339591.html?menu=

Categories: Ciência e Tecnologia, OVNIs, SpaceNewsPt | Etiquetas: | 6 comentários

Michael Jackson morreu…

ver AQUI

e desta vez não é mito (hoax), como destoutra AQUI.

Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Sociedade | Etiquetas: | 12 comentários

2ª Conferência MIL: O Futuro Democrático da Guiné-Bissau e pedido de doação de livros para Timor (Oecussi)

Conforme tem sido noticiado, no próximo dia 4 de Julho, pelas 16h, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO organizará, na sua sede (Associação Agostinho da Silva, Rua do Jasmim, 11, junto ao Príncipe Real, em Lisboa), um debate público sobre “O futuro democrático da Guiné-Bissau no espaço lusófono”.


Pedimos que todos os presentes levem alguns livros infantis e para adolescentes, a serem depois remetidos para a Comunidade das Irmãs Dominicanas do enclave timorense em Oecussi. Esta Comunidade pretende organizar uma Biblioteca mas não tem, até ao momento, nenhum livro.

Petições MIL correlacionadas:

Petição em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau


Por uma
Força Lusófona
de Manutenção de Paz

Categories: DefenseNewsPt, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Portugal | Etiquetas: , | 1 Comentário

Biocarvão e Bio-óleo: Duas promessas ecológicas

Uma das formas mais simples e eficientes para combater o Aquecimento Global poderá ser a multiplicação do uso de “biocarvão”. Os agricultores podem ser instruídos e fiscalmente incentivados a produzir “biocarvão” a partir da biomassa que produzem nos seus campos. De forma idêntica, podem ser localmente fabricados – pelos próprios agricultores – “fertilizantes de carvão” que podem melhorar a fertilidade natural de vários tipos de solos. Se estas medidas se generalizarem centenas de milhões de toneladas de biomassa que não são aproveitadas todos os anos poderão gerar riqueza para esses agricultores e impedir a dissipação para a atmosfera de milhões de toneladas-ano de CO2.

O “biocarvão” é um resíduo rico em carbono que pode ser produzido facilmente a partir de técnicas com milhares de anos de existência e que podem ser tão simples como a cobertura de uma massa de resíduos vegetais com uma camada de terra e deixando-a decompor até ao uso de tecnologias sofisticadas como o “processo de pirólise”. Os métodos de combustão e decomposição tradicionais emitem todos os anos grandes quantidades de CO2 para a atmosfera contribuindo de forma muito significativa para o Aquecimento Global. O “biocarvão” pode conservar uma parte desse CO2 no solo, reduzindo o Aquecimento Global e melhorando a fertilidade dos solos aumentando a quantidade de nutrientes que podem ser usados pelas plantas, retendo mais água e reduzindo o uso de fertilizantes químicos de consequências tantas vezes nefastas para o meio ambiente local. Adicionalmente, o seu produto pode ser usado como fonte de energia local, autónoma e eternamente renovável.

O método tecnologicamente mais evoluído conhecido como “pirólise” ainda é mais promissor. De igual forma aos métodos tradicionais, permite processar os resíduos agrícolas, desperdícios de madeira e resíduos urbanos produzindo energia limpa na forma de biocarvão, bio-óleo ou gás.

Existem dois métodos industriais de pirólise: o rápido e o lento. No lento, são necessárias varias horas para produzir carvão, no rápido apenas alguns segundos bastam, mas a produção de biocarvão é de apenas 20% do total da matéria processada, enquanto que no primeiro é de 50%. No processo rápido uma temperatura muito alta exige uma alimentação de biomassa constante e regular, assim como um pré-processamento que a reduz a pequenas partículas de tamanho uniforme.

O bio-óleo é um líquido cinzento escuro com uma composição idêntica à da biomassa. É composto de uma mistura muito complexa de hidrocarbonetos oxigenados com uma densidade muito superior à da madeira. Esta compressão permite reduzir o espaço de armazenamento e os custos de transporte e usar este material para combustões lentas. O bio-óleo não é contudo adequado a combustões rápidas, como aquelas que ocorrem nos motores de combustão que utilizam biocombustíveis “tradicionais”.

Fontes:
http://news.mongabay.com/2008/1217-zafar_biochar.html
http://e-geonews.blogspot.com/2008/12/biocharcoal-helps-check-global-warming.html

Categories: Ecologia, Economia | Etiquetas: | 3 comentários

Recebendo alertas gratuitos por SMS com o Google Calendar

http://calendar.google.com

calendar.google.com

Ainda que me comece a fazer alguma comichão a quantidade de serviços da Google que vou usando e… A quantidade de informação sobre mim que assim lhe vai parar às mãos, a verdade é que acabo de descobrir um pequeno serviço deveras útil para quem tem uma agenda tão sobrecarregada como eu.

O serviço é parte do Google Calendar, que já uso para marcar, por exemplo, as reuniões do MIL, e permite, através do fornecimento do número de telemóvel (e do registo deste no Google Calendar) o envio de lembretes por mensagem de SMS alertando para um dado evento e o envio de resumos de atividades planeadas para esse dia, logo pela manhã.

É um serviço útil e – tanto quanto pude apurar – gratuito. Desde que estejamos dispostos a dar à Google também o nosso número de telemóvel.

Categories: Informática | Etiquetas: | Deixe um comentário

Quids S16: Em que mês e ano foi tirada esta fotografia?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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MyBrute: Dicas e Conselhos

Já devem ter reparado que aqui no Quintus que apareceu o movv.org.mybrute.com… Provavelmente, já sabe do que estou a falar, mas não conhece muito sobre este jogo Flash online e é para isso que serve este artigo, construído a partir de várias fontes na Internet, mas principalmente a partir do conteúdo de barrao.mybrute.com.

Dicas:
1. Pode alterar o seu avatar MyBrute clicando no ícone situado à esquerda.

2. O écran principal de cada avatar mostra o nome do mestre, isto é, de quem o iniciou no mybrute, assim como uma ligação para o seu bruto, o numero de vitórias que o seu avatar já conseguiu, o seu ranking (que só aparece lá mais para diante no jogo) e a quantidade de Pupilos (discípulos) de que dispõe.

3. Quando o mybrute pede uma password deve sempre escolher uma, caso contrario qualquer um poderá jogar em seu nome, com o seu próprio avatar.

4. Pode aceder ao écran de mudança de password do seu bruto em http://(bruto).mybrute.com/setPass, mas tenha em conta que só consegue criar uma password se o endereço IP for o mesmo onde criou o bruto.

5. O level indica o nível em que se encontra o bruto. Começamos sempre no nível 1, e podemos ir até ao nível mil. Os Health Points representam a energia total do jogador, quanto maior esta for, mais golpes poderá suportar de outros jogadores. A Strenght é a sua capacidade para tirar energia aos seus oponentes. A agilidade é a probabilidade de se esquivar a golpes, quando na arena. A Speed indica qual será a quantidade golpes que conseguirá infligir sobre o seu adversário durante um combate.

6. Cada bruto começa por poder realizar apenas 3 lutas diárias, mas posteriormente, à medida em que se vai avançando no jogo, pode chegar até às seis lutas diárias, ou (segundo uns) até mesmo mais. Estas lutas não acumulam. Por exemplo, se não jogar num dia, no seguinte não recebe as lutas não realizadas no dia anterior. Por isso… Se for de ferias, registe-se pelo menos num torneio, para não perder muitos pontos…

7. O écran inicial da luta permite-lhe selecionar um entre 6 adversários do mesmo nível que o seu. Contudo, ainda que possam ser do mesmo nível, podem ter itens ou mascotes (ursos ou lobos) muito mais fortes, pelo que combates muito desiguais não estão longe de serem comuns…

8. Deve registar-se em todos os torneios, devendo-se inscrever manualmente em cada um. Nestes luta com mais de um oponente de cada vez, o que significa que nesse dia poderá lutar muito mais do que num dia normal. Nos torneios, a seleção de oponentes é completamente aleatória, estando cada combate intervalado de uma hora.

9. O ponto crucial em mybrute é a experiência. À medida que esta vai subindo, aparecem novas armas, capacidades especiais e mascotes como o referido urso ou lobo. Para ganhar experiência de uma forma mais eficiente deve lutar com adversários de nível idêntico, em que cada vitória corresponde a dois pontos ou uma derrota um ponto. Ganhará apenas um ponto, se o adversário for de um nível inferior ao seu.

10. É importante cativar discípulos. Por cada um, obtém um ponto e recebe outro ponto de cada vez que um deles subir de nível. A forma de angariar discípulos, é divulgar o seu endereço mybrute, no meu caso, movv.org.mybrute.com. Ainda que seja imoral, de facto, você pode criar os seus próprios discípulos, desde que o faça a partir de vários endereços de IP.

11. As armas pequenas como facas não dão muitos danos ao adversário, mas têm maior alcance e precisão. No jogo há armas maiores, tais como o machado, a moca e outros que podem dar danos superiores a 40 pontos, mas como são lentos, se o adversário for rápido, podem falhar mais que as armas mais leves. Existem também armas que podem ser arremessadas, como as facas ou as shurikens, estas últimas, em particular, causam poucos danos por impacto mas podem facilmente levar 20 ou 30 pontos num combate. As mascotes são talvez o elemento mais importante no jogo já que servem de defesa ao captar os ataques do adversário e atacando-o tiram-lhe pontos, poupando o seu próprio bruto. Destes o urso é de longe o mais temível, pela força dos seus golpes. Todos eles são atribuídos aleatoriamente e não são poucos os jogadores que vão usando vários brutos em simultâneo até que apareça um urso num deles… Eu pela minha parte apostei em manter-me sempre no mesmo bruto, concentrando aqui os pontos e qualquer “bichinhos” que vá aparecendo (ainda não apareceu nenhum, snif).

Em suma, eis algumas dicas que lhe permitirão ir evoluindo e compreendendo melhor o mybrute. O jogo é algo viciante e sinal disso mesmo são as relativamente frequentes erros de página provocadas por sobrecarga de utilizadores… Irá crescer, porque fideliza jogadores pelo mecanismo da acumulação de pontos e da subida de nível e porque pela via de captação de novos discípulos consegue ir multiplicando a massa global de jogadores. Há, contudo, muito que eu faria de outra forma… Desde uma direta associação entre os países e origens dos jogadores, a uma diminuição da componente aleatória do jogo, a um redesenho “menos infantil” do grafismo dos avatares até uma maior contextualização histórica do jogo. Mas apesar desses pontos menos conseguidos, recomendo e uso o MyBrute!

Movv.org.mybrute.com

Categories: Informática, Sociedade | Etiquetas: | 16 comentários

Divulgação de apelo para participação em estudo sobre “A Construção da Comunidade Lusófona”

Caros visitantes, recebi este apelo, através de um bom amigo do MIL, do qual, faço agora eco. Recomendo a vossa participação, no sentido de prosseguirmos na caminhada comum do aprofundamento da CPLP e da Lusofonia, cumprindo todos os grandes destinos que juntos, poderemos um dia alcançar:

“Caríssim@s,

Sou investigadora do CESNOVA da FCSH-UNL e encontro-me neste momento a escrever a minha tese de doutoramento sobre a Construção da Comunidade Lusófona.

Para a conclusão de um capítulo, necessito de fazer uma pequena sondagem de opinião que abarque diferentes pessoas da sociedade civil em todos os espaços de Língua Portuguesa, para tal, tenho usado o e-mail como meio de divulgação e apelo à participação.

São apenas 3 perguntas (de resposta rápida, pois o que se pretende é que respondam de forma espontânea e sem qualquer consulta) e alguns dados de caracterização:

1. O que significa para si ser lusófono?

2. O conceito é-lhe familiar?

3. Sente-se parte da chamada “comunidade lusófona”?

Dados de caracterização:

idade:

sexo:

nacionalidade:

profissão:

Gostaria de vos solicitar que, se assim o entenderem, possam reencaminhar este meu pedido através das vossas listas de contactos para que se gere o maior número possível de respostas.

Grata pela colaboração,

com amizade,

Cármen Maciel

Doutoranda em Sociologia na FCSH-UNL

carmenmaciel@fcsh.unl.pt

http://carmenmacielcv.blogspot.com/

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Quids S16: Como se chama esta mulher?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O F-15SE Silent Eagle

(Vídeo mostrando a baía interna de armamento)

A Boeing parou com todos os trabalhos de desenvolvimento do seu novo “F-15 Silent Eagle” enquanto revia o modelo de negócio. Os fundos internos, na divisão “Boeing Military Aircraft” ainda não foram reservados. A empresa já reconheceu que ainda que não possam surgir nenhuma proposta de compra formal ou informal, quer do governo norte-americano, quer de outro vai manter o projeto do F-15SE vivo.

Atualmente, a Boeing reconhece haver um interesse expresso já por um potencial cliente, a Coreia do Sul, que opera 39 F-15E Eagles, mas que no decurso do seu programa F-X Phase 3 até 2014 irá substituir os seus obsoletos F-4 Phantom II and F-5 por perto de 50 novos aparelhos. Até recentemente, o F-35 Lightning II era o vencedor quase certo, mas a aparição do F-15SE Silent Eagle vem alterar a equação… Especialmente, porque o país já opera o tipo e poderá haver aqui economias de escala (em manutenção e treino) e porque a “timeframe” é perfeitamente compatível com os desejos coreanos. A venda do SE pode também ser usada como uma forma de pressão ao cada vez mais instável regime norte-coreano.

O F-15SE Silent Eagle é uma alternativa muito credível ao problemático F-35 Lightning II incluindo tanques de combustível internos ou uma baías de armas interna (mísseis AIM-9 ou AIM-120, assim como bombas de precisão JDAM e SDB), alterações aerodinâmicas diversas controlos de coo fly-by-wire e um novo sistema de guerra eletrónica da BAE Systems e um radar AESA Raytheon Advanced Electronic Scanning Array. A Boeing afirma que a baia de armamento interna pode ser substituída por uma carga de combustível adicional em apenas 2 horas.

O fim da produção do F-22 Raptor (ver AQUI), as novas características furtivas do F-15SE, assim como o radar AESA e o facto de se tratar de um dos melhores aviões de caça das últimas décadas, ainda muito capaz de enfrentar os melhores aviões russos e europeus, tornam como praticamente certa a aquisição deste tipo de avião para substituir os quase 500 aparelhos do tipo ainda ativos da USAF e que deveria ser substituídos pelos Raptor… em número de apenas 139 aparelhos (maio de 2009). Este desfasamento poderia ser preenchido com Super Hornets, mas o F-15SE, pela sua furtividade e demais características é uma opção muito mais razoável. E… uma resposta decente a dar a todos os aliados tradicionais dos EUA (Japão, Austrália, Reino Unido, etc) que têm vindo a pedir os F-22 que agoram sairam das linhas de produção.

P.S.: Será que o Brasil deveria ponderar esta opção no seu F-X2?…

Fontes:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/06/17/328218/paris-air-show-boeing-withholds-funding-for-f-15se.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Republic_of_Korea_Air_Force
http://en.wikipedia.org/wiki/F-15_Eagle

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A fragata Corte-Real impede mais um ataque de piratas na costa somali

(A Corte-Real em exercício)

A fragata portuguesa da classe Meko “Corte-Real” (NRP Corte-Real F332) navega agora nas águas perigosas do Golfo de Áden… Quinhentos anos depois da conquista da ilha de Socotorá e da presença dominante das naus portuguesas nesta região. O navio enquadra-se numa força internacional de mais 30 outros navios, provenientes de várias origens, desde a China (a primeira presença chinesa numa missão internacional), a Índia, a Rússia e a maioria das nações da OTAN. A missão da OTAN “Allied Protector” (onde a atividade da Corte-Real aparece especialmente destacada) é agora comandada pela fragata portuguesa, devendo manter-se neste papel até ao final do corrente mês de julho, numa missão que começou a 5 de março. Durante os próximos dias a fragata permanecerá nestas águas, precisamente aquelas onde a atividade pirata somali é mais intensa. Já no âmbito desta missão, a fragata salvou um dhow indiano, com 14 marinheiros a bordo, e outro ataque a um petroleiro, como aqui noticiámos. Estes navios fazem parte dos milhares de cargueiros que passam por estas águas todos os anos.

Recentemente, a fragata impediu um ataque de um pequeno grupo de piratas, armados com AK-47s e RPG (ver o vídeo AQUI) quando uma pequena embarcação (um “skiff”) se deslocava a 40 nós aproximando-se do cargueiro “Maersk Phoenix”. A fragata recorrendo à sua velocidade máxima de 32 nós (a gás, já que a de cruzeiro, a diesel é de apenas 20 nós) conseguiu interceptar a pequena embarcação e com tiro real de metralhadora dissuadiu os somalis quer prosseguirem com os seus intentos, ergendo as mãos no ar, sendo depois abordados por uma embarcação da fragata, que capturou as armas que estavam no “skiff” (4 Ak-47, um RPG-7, 3 granadas e barras de dinamite). No “skiff” estavam também duas escadas daquelas usadas para abordar cargueiros.

A força naval multinacional que opera na região está agora confrontada com a perigosa opção de continuar a cumprir o mesmo tipo de missões de escolta e reação contra ataques que tem desempenhado nos últimos meses, com sofrível eficiência – sobretudo enquanto não houver enquadramento legal que permita deter estes piratas em águas internacionais, nem nacional para o permitir – ou começar a ponderar realizar missões de resgate aos navios que já estão reféns dos piratas e que estão atracados a portos somalis controlados pelos grupos de piratas. Estima-se que existam vários navios nas mãos dos piratas, com as respectivas tripulações ficando alguns deles, mais de um ano detidos, enquanto os detalhes do resgate são definidos… Perante tal impunidade e recompensa por parte dos piratas e dos banqueiros dos bancos do Dubai que recebem a comissão destas transferências, a comunidade internacional tem que empenhar mais meios no local (todos os grandes países do mundo têm o dever e a obrigação de terem aqui meios militares), as leis nacionais e internacionais têm que ser adequadas à esta nova realidade (as leis portugueses, por exemplo, impossibilitam que a Corte-Real detenha piratas que não sejam apanhados em flagrante) e as alternativas militares à realização de operações de resgate a navios atualmente aprisionados têm que ser medidas.

De novo, e apesar do pedido (raro) feito recentemente pela Marinha, os piratas tiverem que partir em liberdade porque o Código Penal português não prevê a figura jurídica adequada para levar à detenção destes indivíduos. A mesma inacção legislativa dos mesmos deputados que se apressaram a cozinhar secretamente e entre si a lei dos “sacos de dinheiro vivo” que Cavaco (num raro momento de lucidez) haveria de vetar, agora, que a Marinha está a arriscar a sua vida no Índico e clama por uma alteração legislativa que suporte as suas operações, as credibilize e aumente a sua eficácia, os senhores deputados DESTA partidocracia dormem na forma, esquecem os seus deveres e embrenhados como estão nas confusões e declamações da vida partidária esquecem que são (supostamente) o fiel e primeiro depositório da Lei e que antes de qualquer Governo enviar forças militares para qualquer cenário do mundo, devia ter sido acautelado o quadro legal adequado para enquadrar e dar eficácia à sua operação. Felizmente que os 19 oficiais; 40 sargentos; 102 praças; 13 elementos da equipa de voo e 6 elementos da equipa de abordagem trabalham muito melhor que os senhores deputados ou o nome de Portugal não estaria a ser tão bem como está nesta missão.

Fontes:

http://aeiou.expresso.pt/corte-real-navega-na-costa-norte-da-somalia-onde-ha-tres-navios-sequestrados-cfotos-e-infografia=f521098

http://aeiou.expresso.pt/corte-real-impede-ataque-terrorista-com-video=f522118

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Quids S16: Como se chama esta ponte?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O português é a segunda língua em maior crescimento no mundo

Segundo a UNESCO, o português é – juntamente com o castelhano – a segunda língua com maior crescimento no planeta. Segundo a mesma fonte, a língua de Camões seria também a que teria maior potencial como uma “língua internacional”. O português é já atualmente a sexta língua mais falada em todo o mundo e entre todas as línguas europeias, a terceira, seguindo-se ao inglês e castelhano nessa exclusiva lista.

Embora existem diversos números, atualmente deverão existir já mais de 240 milhões de falantes de português, dispersos por todos os continentes, desde Macau a Timor, passando pelas Flores e Malaca até aos cinco países africanos de expressão oficial portuguesa e terminando no continental Brasil e nas dezenas de milhões de luso-falantes dispersos por todas as migrações das últimas décadas. O capital cultural e económico decorrente desta dispersão e desta extensão humana é tremendo e encontra poucas semelhanças no mundo sendo o “quinto império” efetivo dos poetas e dos profetas da lusitanidade.

A energia propulsora que o Brasil tem revelado nas últimas décadas explica em grande medida o sucesso presente e potencial do português. Na América do Sul, após meio século de tímida presença, o Brasil começa a tornar-se um polo de desenvolvimento, e a capacidade de um falante de português para compreender o castelhano com grande facilidade, enquanto que ao invés, tal é bem mais difícil, é outro factor de vantagem para a língua de Camões (ver, a este respeito os estudos de Roberto Moreno). Efetivamente, em países como o Uruguai, a Bolívia, o Paraguai, entre outros, o português começa a ser uma língua franca mercantil e começa até a ser lecionado nas escolas primárias como segunda língua (Uruguai).

A UNESCO estima que pelo facto de mais de metade da população da América do Sul ser capaz de se exprimir em português, que esta será a língua com maior potencial de crescimento como língua internacional, algo que é reforçado pela presença de Angola e Moçambique na África do Sul, já que em 2050, haverá mais de 80 milhões de luso-falantes em África, sendo boa parte deles habitantes de uma das economias africanas com maior potencial de desenvolvimento: Angola.

Na Ásia, a situação do português é menos sólida: Macau continua a ser um oásis de lusofonia no extremo oriente, e o facto do governo chinês ter escolhido o governo local com interlocutor privilegiado com a CPLP reforçou o papel lusófono de Macau, mas apesar disso, a língua continua a ser tão minoritária entre os chineses de Macau, como o era na época da presença portuguesa. Goa é um caso dramático, fruto do desinteresse de Lisboa e de um certo revanchismo do governo central indiano, já que o português é aqui falado apenas por algumas centenas de idosos que se recordam ainda da ocupação portuguesa de, terminada em 1961. Timor Lorosae bate-se com a interesseira força da influência do inglês australiano e da recordação bem viva da Indonésia, único país com quem partilha fronteiras terrestres e com quem consuma o essencial das suas relações económicas. Apesar destas dificuldades, graças a Timor e a Macau, o português não ira desaparecer tão rapidamente do oriente. Desde logo, porque muitos países da região têm interesses económicos na CPLP, a começar pela China que mantêm várias atividades em Angola e por quase todos, que importam alguma coisa dessa potência alimentar exportadora que é hoje o Brasil.

Fontes:
http://blackmaps.wordpress.com/2009/05/05/luso-tongued-world/

http://en.wikipedia.org/wiki/Geographic_distribution_of_Portuguese

Categories: Brasil, Educação, Lusofonia, Política Internacional, Portugal | 18 comentários

Papagaios sobre as grandes cidades com… aerogeradores

Uma aplicação possível do Projeto Laddermill em http://www2.uol.com.br

Uma aplicação possível do "Projeto Laddermill" em http://www2.uol.com.br

Investigadores da “Delft University of Technology”, na Holanda testaram com sucesso um papagaio que foi colocado a alta altitude ligado a um gerador em terra e produzindo energia elétrica a partir dos ventos dessas altas altitudes.

O projeto foi intitulado pelos cientistas holandeses de “Projeto Laddermill” e quando for aplicado industrialmente poderá revelar-se como uma importante fonte alternativa de energia. Estima-se que é possível colocar um grupo destes papagaios sobre uma cidade gerando até 100 megawatts de potência, o suficiente para alimentar cem mil lares. Para gerarem o máximo da energia estes papagaios deverão estar a altitudes não inferiores a dez mil metros, o que é um problema logístico sério devido à extensão da cablagem e aos perigos à navegação aérea que tal estrutura colocaria… Mas o primeiro problema é solúvel amortizando o investimento a prazo e o segundo, evitando locais sobre rotas aéreas, ou desviando estas. De uma forma ou de outra, dentro de algum tempo poderemos ver aerogeradores não somente no alto de montes e colinas, mas também… Presos em papagaios e voando a alta altitude sobre as nossas cidades.

Fonte:
http://www.greenerideal.com/alternative-energy/wind-energy/kites-and-wind-power-to-generate-energy-for-100000-homes/

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia | Deixe um comentário

Quids S16: Como se chama esta mulher?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S16 | 8 comentários

Réplica a comentário sobre o “Caso Alexandra” e sobre a Petição que visa impedir novos casos semelhantes a este e ao de Esmeralda Porto

“Vamos por pontos. Não conheço com nenhum tipo de detalhe o tão propalado «caso da menina russa» e sinceramente prefiro nem me informar. Imagino que seja mais uma «Esmeralda».

Concordo que a direccionalidade da decisão legal ser apontada para os pais e não para quem a possa melhor acolher, é um erro na lei (na letra), que pode dificultar a decisão “correcta” por um magistrado.

Mas…
Nunca na minha perfeita consciência assinaria a petição supra.
Se ainda possa aceitar o ponto a), vago ao ponto de permitir uma grande arbitrariedade (a confirmação da existência de uma relação afectiva não é fácil; pior ainda será de determinar o potencial de estabelecimento de uma relação – e não me digam que se vai lá com entrevistas ou testes de cruzinhas ou rorschachs), o ponto b) é de bradar aos céus…”

> Eis os pontos da petição aqui referidos:
“a. Quando a família biológica apresenta disfuncionalidades que coloquem em risco o estabelecimento e a manutenção de uma relação afetiva com a criança.
b. Quando a criança se encontra em regime de acolhimento familiar (Lei 190/92 de 3 de setembro) num período superior a seis meses devem ser devolvidas à família biológica ou colocadas em adoção.”

> A afirmação da existência de uma relação afetiva não é arbitrária. Arbitrária terá sido a decisão do juiz do tribunal da Relação de Guimarães que decidiu pela vida da criança sem a consultar, sem entrevistar qualquer um dos intervenientes, sem escutar a decisão judicial da primeira instância e, sobretudo, indo contra as recomendações dos técnicos da Segurança Social que acompanhavam o caso. Arbitrariedade é decidir sem fundamento. A alteração legislativa que propomos pode vir a corrigir o vazio legal que está na raiz deste caso e do recente e idêntico “Caso Esmeralda”. Se é vago no seu enunciado é porque essa imprecisão é intencional: a ideia é deixar espaço para que o legislador que venha eventualmente a analisar esta petição, no Parlamento, possa mantendo o espírito da petição, conformá-la com os preciosismos e os trâmites específicos da Lei. Obviamente, que não poderia ir diretamente para o corpo legislativo, nem essa é aliás a ideia. A ideia é estabelecer uma baliza que condiciona a aplicação do ponto B, assegurando que somente os casos em que a família biológica se mostra incapaz de reunir as condições mínimas para cuidar da criança é que poderá ser aplicado o ponto seguinte, que refere o regime especial de adoção de menores nestas circunstâncias de incapacidade da família biológica.

“Na minha inocência, pensava que o objectivo seria proteger a criança, mas o ponto b) olha para a criança como um objecto de posse, atribuindo um usucapião aos pais afectivos. Ao fim de um ano, a criança deixa para trás os laços biológicos (e afectivos, não esquecer) e passa para a alçada dos pais de acolhimento. E aqui «acolhimento» é a palavra-chave. É que posso parecer muito frio, distante e cruel, mas estes casais são mesmo pais de acolhimento. Acolhem a criança, mas não se substituem aos pais. É diferente a situação dos pais que entregam uma criança ao Estado para que este a proteja e crie, do caso dos pais que recebem temporariamente uma criança (por vezes sendo até pagos (justamente, claro) para essa tarefa). Estes casais não distinguem muitas vezes a tarefa de acolher temporariamente uma criança, de adoptá-la como filha. E pedir-lhes para o fazer com a amor e distanciamento simultâneo é uma óbvia crueldade.”

Os pais de acolhimento podem ser – ou não – os pais afetivos. E este é efetivamente o cerne da questão. Se a criança – ao fim de algum tempo – os passa a considerar enquanto “pais” eles tornam-se mais do que meros “pais afetivos”, para a criança (e é sempre o seu superior interesse que nos deve nortear) eles são pais de pleno direito, totais e completos, não um simulacro de pais, nunca uma “representação” ou “delegação de poder paternal” legal ou jurídica. A criança ignora o laço meramente biológico ou genético que obceca o legislador e muitos juízes, treinados e criados num quadro moral cristão, onde o factor estritamente biológico é preponderante, em favor de uma “lógica de afetos” e do estabelecimento de laços emocionais, que são muito mais prezados pela criança, que desconhece completamente as abstrações morais e culturais dos factores biológicos ou genéticos.

“A proposta de alteração seria mais audaz e a meu ver mais justa, se definisse basilarmente que os pais a atribuir a custódia deveriam ser os mais capazes de garantir que os interesses da criança seriam melhor defendidos (integração social, integração familiar, afectividade, educação, possibilidades materiais (não queria parecer materialista, mas é relevante)). Achava bem.”

> mas essa é a intenção precisa desta proposta de alteração de lei, sustentada por esta petição… A custódia deve caber aqueles “pais” que a criança reconhece como tais, sustentada essa escolha por critérios imparciais medidos e aferidos por peritos (psicólogos, assistentes sociais, testemunhas, etc). Todos estes devem recorrer aos indicadores que bem enuncias: “integração social, integração familiar, afetividade, educação, possibilidades materiais” e definir quem cumpre melhor esses critérios: se a família biológica, se a de acolhimento, de forma justa e imparcial e livre das cangas biológicas e genéticas que tantos danos têm causado a tantas crianças neste país nos últimos anos.

“Mas aqui é que a porca torce multiplamente o rabo porque o melhor interesse da criança pode até ser ficar com os pais que não deseja (biológicos ou afectivos). Não se pode/deve sequer depender uma decisão da escolha da criança, como defendem os jornais – se a menina chora quando se vai embora é porque deveria ficar… A família é um lugar lindo de afectos, mas, assim como o processo de educação, é também um lugar de fricções, gestão de problemas, de disciplina imposta e hierarquia por vezes sem nexo aparente ou, muitas vezes injusto na óptica das crianças. É o exemplo dos filhos únicos ou filhos de pais separados, estragados pelo mimo. Mais não é sempre melhor e o interesse dos pais e da criança não são coincidentes, nem têm de o ser, para bem destas.”

> Naturalmente. Por comovente e insuportável que seja o choro de uma criança (e é-o para qualquer pessoa normalmente formada) este não deve, não pode, ser o único critério, nem isso é defendido na nossa proposta, aliás… O excesso de mimos (que a mãe russa critica em reportagem, alegando ser clássico de uma “educação europeia”) não vai de encontro ao melhor interesse, da criança, concordo, mas é também expressão de uma sociedade que se preocupa com as suas crianças e que lhes dá grande valor, o que é típico nas sociedade mediterrâneas do sul e bem mais raro no norte e leste da Europa, segundo certos estudos, já aqui bastamente citados… Ou seja, mimar não é mau, em si mesmo… O erro resulta do excesso e da falta de critérios de aplicação desses “mimos”, recusando um “não” onde por vezes, este é a única resposta razoável e possível.

“Um problema mais premente e que aparentemente não preocupa ninguém é o dos adolescentes. Esse não faz parangonas de jornal. Aí defenderia uma alteração legal severa que permitisse ao Estado retirar a custódia aos pais de adolescentes que tenham problemas legais ou outros aparentemente incorrigíveis. Assim à imagem do método americano, levando se necessário ao internamento compulsivo em campos de «re-educação». É soviético? É um bocado, sim. Mas muitas crianças não conseguem fugir ao remoinho destrutivo e degradado que é a sociedade e cultura em que se inserem e em que cresceram e só assim conseguem um escape e uma fuga a essa tendência. Por isso mesmo, compreendo e concordo com a proposta de alterar a lei, mas não com a alteração proposta.”

> É um ponto interessante e que mereceria mais amplo debate… Em princípio, não vejo como não concordar com a retirada da tutela a pais que manifestamente e por várias condições, não são capazes de educar uma criança ou um menor numa outra via que não os leve à ilegalidade e, a prazo, até à cadeia ou a uma curta vida criminosa. Mas aqui há muito espaço de debate e reflexão pela frente…algo tem que ser feito, isso é certo. Uma sociedade saudável não pode simplesmente cruzar os braços e olhar para o lado, tolerando na destruição de tantas jovens vidas e deixando impunes vagas sucessivas de criminalidade juvenil. Muitos (se não todos) deste pais sabem exatamente o que os filhos andam a fazer e um bom número lucra materialmente destas suas atividades. Não há portanto razão para que esta relação “paternal”, demissiva nas suas responsabilidades e deveres permaneça intacta, acobertada pela obsessão na “superior e intocável” relação biológica e genética. Por isso, sim, uma alteração legislativa que pudesse conformar uma solução ao caldo torpe onde se desenvolve a criminalidade juvenil, poderia ser também oportuna no mesmo quadro de alteração legislativa que aqui nos propomos fazer.

Já assinou a petição?

Por uma alteração legislativa que impeça que as crianças estejam mais de 6 meses em famílias de acolhimento e que, logo, os Tribunais não as retirem a estas ao fim de vários anos

Categories: Política Nacional, Portugal, Psicologia, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: , | 2 comentários

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