Daily Archives: 2009/05/31

Sobre a relação (científica) entre a masturbação e o cancro da próstata

“Um estudo insiste, porém, em que masturbar-se mais que uma vez por semana aumenta o risco de cancro da próstata. Publicada em janeiro no “British Journal of Urology International”, a análise dos hábitos íntimos de 840 homens é categórica. (…) E é a masturbação frequente. Não o número de relações sexuais, que pesa no risco. “É provável que haja uma relação entre necessidades sexuais fortes e uma taxa elevada de hormonas masculinas, factor de risco do cancro da próstata”, explica Polyxeni Dimitropoulos epidemologista da Universidade de Cambridge. Passados os 50 anos, a masturbação parece ter um efeito protector, ao libertar toxinas. (…) Já as relações sexuais só tem vantagens. Protegem contra doenças cardiovasculares, depressão e excesso de peso. Na dúvida, vale mais tirar partido do sexo a dois do que a sós!”

Pois. Portanto não existe propriamente uma relação direta entre a pratica onanista frequente (que nos estudo parece ser aquela que é praticada todos os dias) e o tumor na próstata. A relação é indireta, já que é a existência de elevados níveis de hormonas masculinas no sangue que está por detrás de uma alta probabilidade de contrair cancro na próstata e não a própria prática masturbatória. Podemos assim ser o mais puritano dos monges, inscrevermos-nos em todos os clubes de virgens que há na Terra, que isso de nada vale: não é o excesso de masturbação que cria o cancro da próstata, são as altas concentrações de testosterona no sangue e essas, são de origem genética e impossíveis de conter. A menos que… Injetemos em nós hormonas femininas e esperemos pelos efeitos colaterais da opção…

Fonte:
Courrier Internacional, abril de 2009.
Em
Science Journal, Montreal

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Lord of The Rings

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Estado (miserável) do programa MLU dos F-16 da Força Aérea Portuguesa

F-16A da FAP em http://www.zap16.com

F-16A da FAP em http://www.zap16.com

A Força Aérea Portuguesa vai modernizar mais… 3 caças Lockheed Martin F-16 A (Block 15) para o padrão Lockheed Martin F-16 AM aplicando aos mesmos o programa MLU “Mid Life Upgrade”. A notícia resulta de uma declaração pública do ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, que a proferiu durante uma visita à Base Aérea nº 5, onde uma parcela do upgrade é realizada. Segundo o ministro, desde 2003, 15 F-16 A já teria sido convertidos para o padrão F-16-AM, graças à instalação do MLU, um trabalho que estará concluído até 2012, ano em que todos os F-16 da FAP estarão nesse padrão. O programa irá custar aos cofres do Estado mais 20 milhões de euros e será executado pelas OGMA. Cada F-16MLU deverá assim ficar próximo dos 20 milhões de euros por aparelho, ou seja, menos de metade de um Typhoon novo… Aparelho menos versátil, contudo.

Desde logo, é patente uma manipulação de “marketing político” quanto aos números apresentados. Severiano Teixeira fala de “já foram modernizados 15 aviões, prevendo-se chegar ao final do ano com 18” evitando diretamente mencionar que o número de F-16 atualizados é de apenas 3, a que se somam os 7 já modernizados no passado! É que uma declaração do género: “vamos modernizar 3 F-16” não gera sound-bytes tão sonantes como mencionar a diferença entre dois números maiores e esperar que a maioria das pessoas não se dê ao trabalho de fazer a aritmética entre os dois….

O padrão F-16MLU é exteriormente muito semelhante ao F-16OCU, mas capacita o F-16 para missões ao mesmo nível dos melhores aviões em operação nas melhores forças aéreas do mundo, incluindo um novo computador e novo software; um redesenho do cockpit e do interface piloto-máquina; um radar melhorado no uso ar-ar e ar-solo; um novo identificador eletrónico de aeronaves; um sistema GPS, assim de um Data Modem e de um Link16, comunicações criptográficas e de óculos de visão noturna e Helmet Mounted Sight, entre outras alterações de menor monta. O upgrade MLU torna possível o cumprimento de todo um novo leque de missões desde a deteção de alvos terrestres e aéreos a longas distâncias, à operação sob quaisqueres condições meteorológicas; à identificação eletrónicas de outras aeronaves e à integração do aparelho em redes de campo de batalha, assim como a utilização de todo um novo leque de mísseis de longo alcance e de bombas guiadas por Laser e GPS. A instalação do MLU vai aumentar o tempo de vida da célula dos F-16 e torná-los aviões Block 50 standard, uma versão bem mais compatível com a norma OTAN do que a obsoleta atual Block 15 standard. Os pacotes MLU M2 comprados por Portugal foram fabricados na Bélgica em 2003.

Para além da modernização dos aparelhos, há duas questões que não vi ainda mencionadas pelos políticos que nos regem: é verdade que os pilotos da FAP não estão a cumprir as horas de voo mínimas estabelecidas e isso está a começar a erodir seriamente os seus padrões operacionais. Algo que pode vir a revelar-se fatal se os seus aviões forem empenhados numa missão internacional, como as missões de escolta que foram cumpridas pelos F-16 na Sérvia, porque não podiam operar armamento moderno como mísseis BVR ou bombas guiadas.

Na atualidade, apenas 10 F-16 Block 15 e 15 F-16 MLU estão disponíveis na FAP, mas um número indeterminado dos Block 15 já não voam há bastantes meses pelo que poderiam ser vendidos a um preço bastante interessante (como aliás chegou a ser noticiado), o problema é que os EUA obrigam a um acordo prévio, e isso tem dificultado as vendas dos aparelhos… Ou seja, além de termos um número reduzido de aviões de primeira linha, quase metade operam num padrão obsoleto, um número significativo destes (5-10) não voam há meses, os pilotos não recebem as devidas horas de voo exigidas para manter a sua operacionalidade, e, não há prazo qualquer plano para modernizar toda a frota e muito menos, planos para substituir estes aviões por um aparelho idêntico na sua classe aos nossos parceiros da OTAN, como o Rafale ou Typhoon! Que panorama!

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/F-16_Fighting_Falcon

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377509http://www.ogma.pt/defense_pt.html

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Luís Cabral, primeiro presidente da Guiné-Bissau independente, faleceu hoje em Lisboa

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Natural de Bissau, onde nasceu a 11 de Abril de 1931, Luís Cabral é uma das mais importantes personalidades políticas da Guiné-Bissau e nunca perdoou a João Bernardo “Nino” Vieira o golpe de Estado de 14 de Novembro de 1980, localmente conhecido por “Movimento Reajustador”, que o afastou da presidência que assumira sete anos antes, em 1973.

O antigo contabilista várias vezes afirmou ter sido traído pelo homem que, em 1978, nomeara primeiro-ministro, embora tenha deixado cair essa “bandeira” e desistido do regresso à política activa e ao seu país após as primeiras eleições gerais pluralistas guineenses de 1994, que deram a vitória a “Nino” Vieira e ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Já depois dessa desistência, acabou por regressar em 1999 a Bissau, “apenas para uma visita”, precisamente na altura em que “Nino” Vieira já tinha deixado o poder, após os 11 meses do conflito político-militar de 1998/99.

A convite do então primeiro-ministro do Governo de Unidade Nacional (GUN), Francisco Fadul, o ex-presidente revisitou o país que já não via há 18 anos, mas deixou indicações claras de que o seu regresso a Bissau não implicaria um retorno à política activa.

Mas essa actividade política esteve presente na sua vida desde relativamente cedo, uma vez que Luís Cabral foi um dos mais próximos colaboradores do seu meio-irmão, Amílcar Cabral, o “pai” das independências da Guiné e Cabo Verde.

Em 1956, ao lado do seu meio-irmão e de vários outros destacados dirigentes, Luís Cabral foi um dos fundadores do PAIGC e um dos principais protagonistas da história da emancipação das colónias portuguesas em África, embora tenha estado sempre na “sombra” de Aristides Pereira, que foi secretário-geral do PAIGC e presidente de Cabo Verde.

A unidade entre a Guiné e Cabo Verde, país onde efectuou os seus estudos primários, era um dos ideais subjacentes à própria criação do PAIGC, que nunca acabou por ir por diante, projecto que morreu definitivamente com o golpe de Estado de 1980.

O “Movimento Reajustador” teve, na sua essência, o fim da ruptura entre duas realidades diferentes, com o assumir, por Bissau, de que quem mandava no território eram os guineenses e não os “burmedjus”, os mestiços cabo-verdianos escolarizados que a Guiné-Bissau “herdou” da colonização portuguesa.

O assassínio de Amílcar Cabral, em Janeiro de 1973, em Conacri, cujos verdadeiros contornos são ainda hoje desconhecidos, levaria Luís Cabral, oito meses mais tarde, a 24 de Setembro do mesmo ano, à presidência da Guiné.

A chegada à chefia do Estado ocorreu após a proclamação unilateral da independência – lida em Madina do Boé (leste) pelo então presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) das “Zonas Libertadas” pelo PAIGC, precisamente “Nino” Vieira -, e que só seria reconhecida oficialmente por Portugal cerca de um ano mais tarde, a 10 de Setembro de 1974.

Se as relações entre Aristides Pereira, na altura presidente de Cabo Verde, e “Nino” Vieira morreram após o golpe, as de amizade e admiração profunda entre o líder cabo-verdiano e Luís Cabral também azedaram quando ainda era incerto o destino do presidente destituído.

Em 1991, Luís Cabral lembrou esse episódio à imprensa portuguesa, recordando que, durante o seu exílio em Cuba (entre 1981 e 1983), escreveu várias vezes a Aristides Pereira sem obter resposta. A ideia era regressar a África, nomeadamente a Cabo Verde, na companhia da sua família, ao que Aristides Pereira se opunha.

A partida para Portugal só aconteceu depois de uma intervenção conjunta do então presidente português, general António Ramalho Eanes, e do governo de Lisboa, que lhe ofereceram o exílio, iniciado em princípios de 1984.

Contabilista de formação, Luís Cabral entrou em 1963 para o Comité de Luta, dois anos depois de ter fundado, em Conacri, a União geral dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), ainda hoje a principal central sindical do país.

Em Agosto de 1971, foi eleito para o secretariado permanente do Comité Executivo da Luta, com a responsabilidade de reconstruir as “zonas libertadas” pelo PAIGC na guerra pela independência (1963/74).

Eleito deputado à ANP pelo círculo de Bissau em 1971, assumiu, nesse mesmo ano, a direcção da luta na Frente Norte e, em Julho de 1973, no segundo Congresso do PAIGC, foi eleito secretário-geral adjunto do partido, sendo o “braço direito” de Aristides Pereira, depois de este assumir a herança de Amílcar Cabral, assassinado seis meses antes.

Já na Presidência guineense, Luís Cabral tentou impor uma economia forte no país, apoiada num modelo socialista que deixou a já de si frágil economia guineense arruinada.

Paralelamente, a repressão de um regime monopartidário musculado e a penúria alimentar também deixaram marcas e, apesar de sempre o ter negado, Luís Cabral foi acusado de ser o responsável pela morte de um importante número de soldados guineenses que combateram do lado português durante a guerra colonial.

Fonte: http://dn.sapo.pt/gente/interior.aspx?content_id=1249515

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Mais de 97% de todo o correio eletrónico que circular pela Internet, a caminho das nossas caixas de correio é… Spam

Segundo um relatório publicado pela Microsoft, mais de 97% de todo o correio eletrónico que circular pela Internet, a caminho das nossas caixas de correio é… Spam, isto é, correio não-solicitado! Esta informação revela bem quanto lixo circula pelos cabos da Internet e a grandeza deste problema. É certo que a maioria das organizações já implementaram à muito tempo sistemas de antispam mais ou menos eficazes, pelo que a maioria desse lixo não chega às nossas caixas de correio. Contudo, tamanho volume indica que o “crime” de enviar spam compensa, e que ainda existe um número suficientemente grande de pessoas a comprar produtos e serviços a estes criadores de spam. Mais do que um problema técnico ou informático, o spam é um problema humano ou social, já que enquanto houver quem abrir essas mensagens e comprar aquilo que elas (supostamente) vendem, haverá spam.

Por isso, saiba que está em si, que lê estas palavras a solução para este problema: não abra mails de gente que não conheça e desconfie de tudo aquilo que lhe querem vender por correio eletrónico. Recuse comprar tudo aquilo que aí aparece, saiba que boa parte desses “artigos” não existem ou são falsos (especial cuidado com medicamentos comprados pela Internet).

Fonte:
http://techdirt.com/articles/20090408/0858554433.shtml

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