Daily Archives: 2009/05/28

Três observações sobre o “Caso Alexandra Tsyklauri”

O caso “Alexandra” levanta toda uma série de importantes questões a que não nos poderíamos furtar durante mais tempo:

1. A decisão do Tribunal da Relação de Guimarães pode ser – e é-o aparentemente – legal, mas não é justa. E se assim é, ou o juiz em questão não soube interpretar corretamente a lei, especialmente aquele seu muito especial aviso “no interesse da criança” e nesse caso é incompetente e cruel, ou então foi incapaz de se abstrair da letra morta da Lei e olhar para além dela até ao coração da menina que supostamente ele e o legislador deveriam defender. Ou temos uma má Lei feito por um mau Parlamento, regido por uma egoísta partidocracia (e temos, por isso lançámos ESTA petição) ou então temos maus juízes (e temos, porque muitos são arrogantes e formados “de conserva”, sem maturidade mental ou emocional e com escassa experiência de vida). Ou mudamos a Lei, ou mudamos estes juízes. Idealmente ambos.

2. O caso insere-se num quadro em que a Rússia exerceu influencia direta junto de pais em países estrangeiros que em casos em tudo idênticos tentavam recuperar os filhos dos quais, por alguma razão, tinham perdido a tutela. Só nos últimos meses terá havido três casos idênticos, todos “perdidos” pelos russos, com exceção do “caso Alexandra”… O facto das embaixadas russas terem estado diretamente por detrás de cada um destes casos (a mãe alcoólica de Alexandra só decidiu processar os pais afetivos depois de falar com a embaixada) é preocupante: a Rússia embarcou nitidamente numa deriva de enfrentamento de todo o Ocidente, não hesitando em  em causar sofrimento em crianças indefesas apenas para satisfazer essa estratégia de afrontamento ao Ocidente. Resta ainda saber que pressões terá recebido este juiz Gouveia Barros, da Relação de Guimarães…

3. Não houve nenhum episódio de heroísmo na trágica cena em que Alexandra é literalmente arrancada aos braços dos pais afetivos. Pelo menos o sargento Luís Gomes, pai afetivo de Esmeralda (caso semelhante a este) tudo fez para defender a criança, desaparecendo com ela, deixando-se prender sem nunca revelar o seu paradeiro, etc. Que técnicos da Segurança Social são estes que além de terem “esquecido” a criança nesta família durante SEIS anos agora, ordenados pelo juiz de Guimarães, não hesitam em cumprir o papel de sádicos algozes, arrancando a criança e entregando-a aos russos? Não serão humanos o suficiente estes burocratas para se recusarem a cumprir tal cruel papel? Não serão mães e pais? Não sentiram pelo sofrimento da criança? E os pais afetivos? Porque cumpriram dócilmente tão cruel mandamento do Tribunal? Quantos de nós, nas mesmas circunstâncias, não se recusariam a cumprir a Lei, quando ela é cruel e sádica? Não é esse do direito e o dever de cada cidadão quanto confrontado com uma má Lei e um cruel juiz?

P.S.: Parece certo que os pais afetivos que cuidaram da criança desde os 17 meses até aos 6 anos, não trataram de toda a papelada de forma legalmente perfeita e imaculada. Mas por esse erro de adultos deve pagar uma criança? A insensibilidade de um sistema de “Justiça” pode ser tão grande ao ponto de esquecendo os “superiores interesses da criança” dar mais importancia a formalismos jurídicos? Isso é Justiça ou… Direito?

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383524&idCanal=62

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O assassínio de Portugal-Inês

“É como se Patrício deixasse a mensagem cifrada de que esse Portugal-Inês, de vocação aberta ao exterior de si mesmo, perece às mãos dos que dirigem o destino do país, e quando os Pedros que a amam têm a faculdade decisória é já demasiado tarde, e encontram um cadáver que tentam em vão, demencialmente, reanimar. […] É também, por outro lado – tanto em Patrício como em Pessoa – , a intuição de um Portugal cultural atávico, internalizado, expresso na poesia das artes e na permuta dos afectos, que não se revê na menoridade do Portugal político de rosto exterior e na miséria social que o estigmatiza; daí a alegoria do feminino: um Portugal como anima vilipendiada – alvo de assassinato como em Inês – por um animus ignaro, patriarcalmente tirânico, que não apreende a profundidade e o valor potencial do que castra”

Armando Nascimento Rosa, As máscaras nigromantes. Uma leitura do teatro escrito de António Patrício, Lisboa, Assírio & Alvim, 2003, pp.217-218.

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Os primeiros passos do Lev´Arte Brasil

No dia 25 de maio, Dia da África, os alunos da Escola Estadual Carlos Alberto Galhiego deram o “pontapé” inicial ao Lev´Arte Brasil.

A sol da tarde de outono serviu para aquecer os ânimos e aumentar ainda mais a ansiedade dos adolescentes que, nas semanas que antecederam o Dia da África, criaram coreografias, cartazes, ensaiaram e não viam o momento de apresentar sua Dança de Rua ou Street Dance, como eles preferem chamar.



“Essa parceria, através da Arte, entre Angola e Brasil, trouxe uma grande motivação para os alunos. Os professores trabalharam temas ligados à África, contextualizando o Dia da África e a importância do Continente para o Brasil e para o mundo”, explica a professora Adr
iana Maria Paiola da Silva, coordenadora do Lev´Arte Brasil. (foto)



A apresentação despertou a curiosidade e os alunos de outras séries foram chegando para assistir e aplaudir e muitos mostraram interesse em participar das próximas programações.



“Apesar de parecer um início tímido, o Lev´Arte Brasil deu o primeiro passo de uma grande caminhada e já apresenta muitos pontos positivos para todos, trazendo alegria, despertando a criatividade e mostrando que a Arte pode aproximar as pessoas”, destacou a professora Adriana.



O próximo evento já tem data marcada e acontecerá no dia 8 de junho, quando o grupo de dança fará nova apresentação e a produção de poesia dos alunos também terá seu espaço.



Kiambote Lev´Arte Angola-Brasil !

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A NASA deixou cair os seus planos para construir uma base lunar?

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

Os planos norte-americanos que previam a construção de uma base lunar (não propriamente semelhante a esta mas mais semelhante a esta coisa) estão praticamente anulados. A NASA (que continua sem Administrador, depois da entrada de Obama em funções na Casa Branca) atravessa uma grande crise financeira e o atual “administrador interino”, Chris Scolese acaba de admitir que a NASA provavelmente já não irá construir nenhuma base lunar. Isto, contudo, pode não ser necessariamente uma má notícia para a presença humana no Espaço, já que deixou antever que a NASA poderia reorientar a sua estratégia de exploração do Espaço para missões tripuladas para Marte ou mesmo até um asteróide.

O grupo de pressão “Planetary Society” tem vindo a pedir à vários anos que a NASA cancele os seus planos de construir uma base permanente na Lua de forma a concentrar os seus cada vez mais escassos recursos em missões curtas ao nosso satélite na preparação numa missão tripulada a Marte. O orçamento atribuído pelo governo federal à agência para 2010 pode decidir definitivamente pelo abandono do plano de construção de uma base lunar, estando a redução prevista a ser estudada pela agência. Oficialmente, a administração Obama ainda não se pronunciou sobre a continuação ou não desse projeto gisado no passado por Bush, estando atualmente todas as opções em aberto… O que já é de per si uma mudança, já que este “posto lunar” era uma certeza até agora.

Fontes:
http://www.newscientist.com/article/dn17052-nasa-may-abandon-plans-for-moon-base.html
http://www.nasa.gov/exploration/home/why_moon.html
http://www.nasa.gov/centers/goddard/news/series/moon/why_go_back.html

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Removendo o Adobe Flash 10 e repondo o Adobe Flash 9

Se encontrar uma incompatibilidade entre o Adobe Flash 10 e uma outra aplicação (por exemplo, é conhecida uma incompatibilidade com o Oracle Jinitiator), para a resolver poderá instalar o Flash 9, removendo o Flash 10 em Add/Remove programs e indo a:

1. Abrir o IE e em Add-ons delete do Flash10. Colocar este em Disable

2. Instalar o Flash 9 a partir de uma offline location (sitas no site da Adobe em Legacy Support): flashplayer9r159_winax.exe

3. Fechar o IE e em Add-ons tornar a colocar o Flash (agora 9) em Enable

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Quids S16: Como se chama este homem?

asas1ul

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Da situação de Portugal e dos males da Justiça, o grande travão ao nosso desenvolvimento…

“O primeiro-ministro socialista podia alimentar as esperanças, Angola, onde o PIB cresce a 10% ao ano, é já o quarto maior mercado de exportação. Depois, ao evitar os ativos tóxicos, os bancos continuam relativamente saudáveis, e por ultimo, com a aposta nas energias renováveis, o Governo fez de Portugal um modelo de como estimular a economia combatendo as alterações climáticas. Porem, é difícil animar as pessoas com estes argumentos quando o comportamento económico é tão mau. (…) O PIB caiu de 80% da media europeia há dez anos para 75% em 2008.”

Este artigo de um jornal britânico expõe claramente aquela que devia ser a orientação estratégica de Portugal: a Lusofonia. Não é exportando e importando para Espanha e para a União Europeia que Portugal poderá – a prazo – recuperar o caminho do desenvolvimento, será reforçando os laços económicos com Angola e o Brasil, países que continuam a crescer (ao contrário do resto do mundo desenvolvido) e com quem Portugal e os portugueses têm laços emocionais e históricos muito fortes. Algo se tem feito nesta área, especialmente quanto a Angola que hoje é já o primeiro destino da emigração portuguesa, mas quanto ao Brasil muito há ainda a fazer, especialmente quando se compara com o esforço feito, por exemplo, quanto a Espanha.

É verdade que a Banca portuguesa se mostrou muito mais sensata que a esmagadora maioria das suas congéneres europeias. À parte os desmandos do BPP e do BPN, onde uma gestão criminosa e displicente – reforçada por uma incompetência crónica e monumental do Regulador – estiveram mais nas origens das dificuldades desses bancos do que a imersão em “ativos tóxicos”, a verdade é que Portugal não se pode queixar dos mesmos problemas de uma Islândia ou Bélgica, já que a maioria do setor financeiro permanece saudável. Só esse detalhe devia bastar para alavancar uma recuperação mais rápida do que no resto da Europa. Mas isso não está a acontecer. Porquê?

“O facto de a investigação (do Caso Freeport) durar desde 2005 mostra a ineficiência e atrasos do sistema judicial, outro pecado que afeta a competitividade, afasta investimento estrangeiro e deixa os portugueses deprimidos.”

Eis uma das respostas à pergunta “porquê?” do parágrafo anterior: um sistema judicial inepto, lento, erróneo, corporativista e egoísta e recheado de incompetentes. Estado onde o sistema de Justiça deixa arrastar um processo tão importante como o da Casa Pia, deixando de fora alguns dos suspeitos mais mediáticos, durante mais de dez anos; um sistema que deixa um caso que envolve ministros e primeiro-ministro vegetar em gavetas durante cinco anos completos (esperando convenientes prescrições), um sistema que a partidocracia altera para tornar ainda mais ineficiente e esvaziar prisões (reduzindo custos), um sistema, enfim, que é cruel ao ponto de raptar uma menina de seis anos dos únicos pais que jamais conheceu e para a enviar para a Rússia, para avós e uma língua que nunca conheceu, um tal sistema só pode merecer uma total e radical transformação.

É intolerável num Estado de Direito que hajam juízes que soltam suspeitos de assaltos à mão armada de bombas de gasolina, que assaltam logo no dia posterior à ordem de soltura e que se tolerem suspeitas de que este laxismo é uma forma de protesto contra a declaração de fim das “férias judiciais” por parte deste Governo.

Sejamos claros: atualmente, para além da fraca qualidade da maioria dos gestores, o maior problema de Portugal é a inépcia do seu sistema judicial: tribunais lentos, que deixam prescrever sistematicamente todo o tipo de processos, casos muito mediáticos que levam à lama os nomes de figuras publicas e o prestígio internacional do país, uma imagem externa de laxismo e incompetência que dissuade muitos potenciais investidores, aterrados com a burocracia judicial e a incapacidade crónica de uma Justiça corporativizada, tomada de assalto pela corporação dos “Juízes” e onde uma corja de advogados mais ou menos fidelizados aos grandes interesses económicos contribui para a manutenção do Status Quo que só interessa aos poderosos, contra o qual se bate Marinho Pinto, contra os advogados dos ricos e poderosos e contra os Media a seu soldo.

Fonte:

Jornal Sol de 9 de maio de 2009

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Poema Anónimo que circula por aí


APELO A SANTO ANTÓNIO

Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P’ra junto do Sá Carneiro
Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso
Para que tudo corra bem
E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS
Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP
Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas
Para ficar tudo limpo
E purificar bem a cousa
Arranja um cantinho
E leva o Jerónimo de Sousa
Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes
Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está a preceito
Não te esqueças do Louçã
Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes
Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal

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