Daily Archives: 2009/05/20

Anjos e Demónios: Erros e Inconsistências do filme de Ron Howard, a partir de um livro de Dan Brown

Anjos e Demónios em http://www.zastavki.com

Anjos e Demónios em http://www.zastavki.com

Este fim-de-semana fui ao cinema. Tendo em conta a raridade destas deslocações nos dias que correm, isso, poderia até já constituir notícia. Mas não, esse não é o tema deste texto (que seria pouco mais do que irrelevante, claro), mas o filme que fui ver foi o “Anjos e Demónios”. Obviamente, trata-se de um filme de entretenimento, não de um ensaio histórico ou filosófico e – ainda mais obviamente – o filme “comprime” a narrativa e enredo do livro até um ponto tal que chega mesmo a prejudicar a compreensão da história e o desenrolar do enredo, mas enfim… De qualquer forma, essa compressão significa que muitos dos detalhes e erros do romance original de Dan Brown estão omissos na sua versão cinematográfica, o que para ele é sempre uma sorte… Porque são os erros factuais são bastantes, como poderão constatar na Internet, rapidamente.

O que é mais curioso é que Dan Brown vende os seus livros com a alegação de que faz uma investigação muito aturada antes de publicar o que quer que seja, mas depois, dá aos factos este tratamento de polé… No “Anjos e Demónios”, na badana alega por exemplo que “todas as referências a trabalhos artísticos, túmulos, túneis e arquitetura em Roma são inteiramente FACTUAIS.” e se assim o diz, então opta conscientemente por abandonar o terreno firme da História e da Verdade sem o substituir pela ficção e pela criação artística. Na verdade, adultera intencionalmente os factos históricos, não o assume e “vende” os seus produtos como “factos romanceados”, que efetivamente, não são.

Eis uma lista dos 26 erros que me parecem mais evidentes e que podem ser encontrados no filme (já que o livro, esse, não li):

1. Langdon diz a Vittoria que o Panteão “obteve o seu nome da religião original praticada aqui, o Panteísmo, a adoração de todos os deuses“. Em primeiro lugar, os romanos não praticavam o Panteísmo, a religião que defende que Deus está em tudo e parte ativa de todos os fenómenos. Os romanos eram, como os gregos, de onde importaram o essencial da sua religiã politeístas, isto é, adoradores de várias divindades. “Pan” denota “união”, ao invés de “Poli” que denota em latim, pluralidade… Brown confundiu os dois termos.

2. Os Illuminati não são, nem de perto, aquilo que Dan Brown faz deles… Não se tratam (ou tratavam) de um grupo secreto de cientistas e matemáticos devotado à promoção da ciência e do progresso científico, mas de um grupo diretamente oriundo da Maçonaria Alemã e que – oficialmente – teria sido encerrado pela policia da Bavária em 1785. Os Illuminati teriam sido fundados por Adam Weishaupt em 1776. Existe um grande número de historiadores que acredita que o “Great Seal” presente nas notas norte-americanas de dólar testemunha a influência da sociedade secreta na fundação dos Estados Unidos. Os Mações estavam bem dentro dos primeiros governos dos EUA, isso é certo, sendo por exemplo o vice-presidente Henry Wallace um Mações dos mais altos graus. E este selo aparece no filme, mas sem que exista um detalhe explicativo sobre o mesmo…

3. O comandante da Guarda Suíça é um tal de “Olivetti”. Ora esse é um nome italiano e a maioria dos comandantes da Guarda são além de origem suíça, pertencentes à aristocracia de fala alemã. É certo que existem cantões suíços de língua italiana, mas não é daqui que provêem os comandantes da Guarda… O atual é o coronel Daniel Anrig e o seu predecessor era o coronel Elmar Mader, ambos de cepa germânica.

4. Quando o Camerlengo descola num helicóptero da Praça de São Pedro, conseguiria fazê-lo a partir de qualquer helicóptero? Geralmente a certificação é dada para um aparelho e modelo muito concreto e é muito dificil operar aparelhos de fabricantes diferentes com o tipo de habilidade demonstrada nesta cena.

5. A suposta antena Wireless de onde emitia o sinal de vídeo do contentor com a anti-matéria tinha que alcance? Para chegar do Castelo até à Praça de São Pedro temos umas boas dezenas de quilómetros…  muito além de qualquer alcance máximo na tecnologia “wireless” 802.1.

6. A anti-matéria contida (anti-hidrogénio, o átomo mais fácil de criar) na garrafa magnética teria que estar na forma de Plasma, aquele que por ser altamente ionizada pode ser eletricamente carregada. Não pode estar nem no estado sólido, nem no líquido. Ora o estado de Plasma é particularmente difícil de manter e exige condições físicas que manifestamente não eram cumpridas no interior desse pequeno contentor portátil!

7. Dan Brown diz que a garrafa magnética tinha dois magnetos, um em cada extremo. Mas isso não garantiria que a anti-matéria se manteria afastada das paredes de vidro da garrafa, porque cada um teria dois pólos, e essa estrutura iria não manter o anti-hidrogénio no centro, mas empurrá-lo rapidamente para um dos extremos da garrafa, até à aniquilação…

8. A colisão matéria-antimatéria emite radiação. Muita radiação mesmo, estando a maioria dela na banda dos raios gama, a radiação mais perigosa e energética de todas! A explosão de luz no final do filme era uma explosão de raios Gama e aquela distância teria dizimado toda a gente e especialmente o Camerlengo.

9. Ao que parece – a creditar no enredo – o objetivo da equipa do CERN era o de gerar uma fonte de energia fabulosa. Mas… Há um problemazito. É que para gerar anti-matéria (anti hidrogénio, a sua forma mais simples com apenas um positrão e um anti-protão) é precisa uma quantidade tremenda de energia! Um reator de anti-matéria gerada desta forma nunca teria um balanço energético positivo, já que para criar a anti-matéria que consome teria que exigir quantidades fabulosas de energia. No filme, alude-se também ao interesse que as “empresas de energia” teriam no processo de geração de grandes quantidades de anti-matéria, mas de facto, esta não poderá jamais ser usada como fonte de energia (um erro cometido também em Star Trek), é que a anti-matéria não ocorre espontaneamente na natureza, tendo que ser fabricada átomo a átomo. E o retorno energético é segundo a página do CERN de um décimo de um bilião em relação à energia investida! O CERN admite ainda que se reunisse toda a anti-matéria que fabricou ate hoje (fora do LHC) ela mal chegaria para acender uma lâmpada elétrica, quanto mais… criar uma explosão de 5 quilotoneladas!

10. Se há uma câmara a emitir imagens a garrafa magnética, esse sinal teria que poder ser seguido até à fonte!

11. Como poderia uma pequena câmara wireless emitir através das grossas camadas de pedra do Castelo? Na sua casa, o seu sinal wireless dificilmente chega de um extremo da casa ao outro, como poderia assim atravessar grossas paredes de pedra e sair do edifício?

12. A luta na Piazza Navon, um dos locais mais frequentados de Roma poderia ter lugar sem que ninguém estivesse presente e com a praça praticamente vazia, ainda antes das 11 da noite, com todos os restaurantes dessa movimentada praça romana?

13. Se Langdon era mesmo um professor de Harvard, especializado na simbologia do Renascimento, então como é que não é capaz de ler italiano? Como demonstra o episódio em que Vittoria lê para ele o livro de Galileu, porque este admite “não saber ler italiano”.

14. Brown não diz quantos átomos de anti-matéria estão confinados na garrafa. Hum. Mas espera. Se são átomos, então têm carga nula e logo, não podem ser contidos magneticamente por pólos negativos ou positivos! E se houvesse uma massa de alguns centímetros de largura numa garrafa magnético, isso implicaria colocar nesse pequeno volume triliões de triliões de partículas, todas com a mesma carga! Que tipo de energia seria necessária para conter essa massa em tão diminuto volume?

15. O Panteão não é a “igreja católica mais antiga de Roma”. A conversão do templo romano ocorreu em 609 d.C. obviamente a essa data já havia muitas igrejas católicas em funcionamento.

16. Os supostos “baixos-relevos” da Praça de São Pedro, não o são… São apenas parte do Compasso em torno do obelisco e representam os ventos do norte, sul, este e oeste. E se assim é, porque é que Langdon olhou para o do Oeste e decidiu que ele é que era o marcador e não um outro qualquer?

17. A passagem secreta entre o Castelo Sant’Angelo e o Vaticano não é… secreta. A entrada está bem à vista num dos bastiões, e não do castelo propriamente dito e as suas entradas – em ambos os extremos – são públicas e amiúdes vezes visitadas por turistas.

18. No filme e Livro, surge a indicação que que somente um Cardeal poderia ser eleito Papa. Ora, não é assim… Teoricamente, qualquer homem pode ser eleito Papa. Tradicionalmente, é de facto um Cardinal, mas no que concerne ao Direito Canónico, qualquer um pode ser eleito Papa.

19. No que concerne à Eleição Papel, a ideia que apresenta o autor norte-americano é a de um grupo de cardinais fechados na Capela Sistina, votando sem cessar, até escolherem um Papa.Não é assim. É de facto até comum que não votem no primeiro dia, ou que o façam apenas uma vez.

20. Por várias vezes, Brown diz que o Camerlengo é um “padre comum”. Na verdade, é um Cardeal, nada mais nada menos e exerce funções semelhantes a um Ministro doas Finanças e após a morte dos Papas, não assume totalmente a regência interina do Vaticano, mas fá-lo juntamente com três assistentes eleitos.

21. Nada liga Galileu Galilei aos Illuminati.

22. O termo “preferiti” que brown usa para os quatro cardeais que seriam os favoritos a ganharem a eleição papel não existe. O termo comum é, pelo contrário, “papabili” e estes – ao contrário do que parece pensar o autor – não fazem parte de um grupo claramente identificado e, de facto, os favoritos a ganharem a eleição são frequentemente preteridos na Eleição…

23. O “Grande Eleitor2, o Cardeal Mortati que parece presidir à mesa da Eleição Papal não existe como um cargo oficial ou oficioso. Os cardeais que ocupam a mesa são escolhidos aleatoriamente e rodam de três em três dias e são em número de três contadores de votos e três revisores.

24. O termo “Eleição por Adoração” é falso. Desde logo “adoração” é no Catolicismo algo usado sempre em relação a Deus, não a um Ser Humano, mas sobretudo, aquilo que existe é o termo “eleição por aclamação” em que os cardeais se mostram unanimemente de acordo quanto a um candidato, mas não pode ter havido debate, nem negociação, já que tal é encarado como uma inspiração divina. E esse não é o caso da eleição papal aqui apresentada…

25. O corpo de Rafael não foi transferido para o Panteão em 1758, mas de facto, “transferido imediatamente para aqui logo após a sua morte”, como se pode ler na placa no Panteão.

26. Não é plausível que num livro de Galileo surgissem em código palavras em inglês. A língua era certamente desconhecida para um italiano como Galileu, sendo na época considerada pouco mais do que “bárbara”.

Fontes:
http://www.dannyscl.net/2005/01/dan-brown-is-fraud-list-of-errors-in.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Angels_and_Demons

http://www.catholicnews.com/data/stories/cns/0902085.htm
http://www.astro.wesleyan.edu/~bill/courses/astr107/wes_only/Lectures/lecture30.htm
http://www.greatseal.com/
http://freemasonry.bcy.ca/texts/Illuminati.html
http://public.web.cern.ch/Public/Content/Chapters/Spotlight/SpotlightAandD-en.html

http://www.imdb.com/title/tt0808151/

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Categories: Cinema, História | Etiquetas: | 41 comentários

Portugal é o país da União Europeia com mais desigualdades sociais

“Portugal é o país da União Europeia com mais desigualdades sociais. O fosso entre ricos e pobres é maior do que nos Estados Unidos, Polónia, Lituânia e Letónia, segundo o último relatório do Eurostat, mas Portugal é também o país mais contraditório. Com uma população de 10,5 milhões de habitantes, tem dois milhões de pobres, que representam quatro por cento do total da EU, e 18 por cento dos cidadãos estão perigosamente perto do limite da pobreza.”

E esta é a grande falência do sistema democrático que saiu da Revolução de Abril, em 1974. Uma democracia que não só não consegue reduzir a diferença entre ricos e pobres que existia já de si de forma muito gravosa no Antigo Regime, mas que, pelo contrário, ainda a dilata mais é uma democracia falhada. Democracia sem desenvolvimento, em que o poder político se mantêm nas mesmas mãos das mesmas eternas famílias, não é verdadeira democracia, é aparência de democracia, é plutocracia.

“No entanto, 72,9 por cento dos portugueses têm casa própria e as famílias lusitanas são as que, na Europa, mais dinheiro destinam à reparação das suas habitações: 9,6% do seu orçamento anual. Sem esquecer que, neste país, há 12,4 milhões de contratos de telefones móveis, uma percentagem muito superior à média europeia.”

O endividamento sistemático juntamente com uma enorme disposição para a novidade produziram o resultado notável de uma das populações mundiais mais ligadas à Internet e mais viciadas em telemóveis do planeta. Se os portugueses querem desesperadamente ter casa, não é porque o queiram realmente mas porque têm um mercado de arrendamento congelado, onde se praticam ou preços escandalosamente altos nas rendas novas ou ridiculamente baixos, nas rendas antigas. Perante este cenário disfuncional e onde até o governo acorre com subsídios nas bonificações e com moratórias nos empréstimos a desempregados, que saída resta aos portugueses senão comprar casa?

“Os sociólogos estão de acordo em que desigualdades sociais tão agudas como as que se verificaram em Portugal, onde os 20% mais ricos ganham, em média, sete vezes mais do que os 20% mais pobres, são consequência direta do facto do país ter uma classe média muito débil (…) porque os preços aumentaram mais do que os salários e o nível de vida não se foi ajustando à situação.”

Este processo de transmutação negativa de Portugal num país sul-americano acentuou-se nos últimos, especialmente a partir do Cavaquismo, com a sua assassina tercialização da Economia e com um afluxo mal gerido e pior distribuído de milhões de euros norte-europeus entregues a troco da destruição da nossa agricultura, do abate da nossa frota pesqueira e da deslocalização da indústria para a China. Os que souberam servir os ditames dos “senhores louros do norte”, enriqueceram, os que não souberam, puderam ou quiser, subalternizaram-se e tornaram-se em escravos de um sistema cada vez mais desequilibrado onde a democracia assumia a forma ficcionada de exercício de poder por parte da reduzida minoria que dividia o poder entre si.

“Em 2007, a riqueza dos 100 portugueses mais ricos cresceu 33%, em média, enquanto o resto da população viu os seus ordenados aumentar entre 2 e 2,5%. A situação é grave e a conjuntura internacional não anuncia tempos melhores.”

E se assim foi, no mesmo ano em que os impactos da maior recessão dos últimos setenta anos, então já estamos a ver que entre as consequências da recessão não encontraremos uma normalização desta anomalia social e económica que é o fosso português entre ricos e pobres. Em plena recessão, os ricos, gestores, investidores e patrões, vão aproveitar para comprimir ainda mais os direitos laborais efetivos (não nos iludamos com a ficção da “Lei”), em consequência, temos já meio milhão de desempregados, que engrossam os “pobres” enquanto que os “ricos”, esses, continuam essencialmente a sê-lo, perdendo uns quantos milhões “virtuais” que nunca chegaram a existir (eram apenas cotações bolsistas, pré-crash) e mantendo o essencial da sua riqueza e desproporção na distribuição dos rendimentos.

Porque o problema português é essencialmente esse: um problema de concentração da riqueza e de desequilíbrio na distribuição dos rendimentos. A concentração de Poder cria uma democracia imperfeita onde o controlo da informação, dos meios de comunicação e do poder económico contribui para perpetuar o poder nas mesmas mãos, era após era, república após republica, num ciclo infinito que a imensa mole dos submissos não consegue quebrar, nem mesmo quando o julgou poder fazer, em 25 de abril de 1974.

Fonte:
Courrier Internacional, abril de 2009.
Em
El Períodico de Catalunya, Barcelona, julho 2007

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 6 comentários

Olivença, 208 anos…

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Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
*
Divulgação 05-2009

«Problema ibérico: A integração do Estado português, pela reintegração de Olivença».
(Fernando Pessoa)

PORTUGUESES DE OLIVENÇA: 208 ANOS DE SEQUESTRO POLÍTICO E CULTURAL!

Em 20 de Maio de 1801, Olivença foi ocupada militarmente pelos exércitos de Espanha. Passam hoje 208 anos.
Teve início e prossegue desde então a espanholização de um território onde, desde sempre, florescera a Cultura portuguesa.
Escondeu-se aos oliventinos a sua História, amesquinhou-se a sua Cultura, castelhanizaram-se os nomes, menorizou-se a Língua portuguesa.
O processo de colonização e aculturação espanholizante, encontrando a resistência surda das gentes oliventinas, continuou até aos nossos dias.
Portugal e a Cultura portuguesa defrontam-se com a perda e o sequestro de uma parte de si. A Língua de Camões – a Pátria de Fernando Pessoa! – encontra-se diminuída na sua universalidade. Aqui, à nossa beira, em Olivença.
Em contraponto, também hoje, comemora-se o sétimo aniversário da República Democrática de Timor Leste, proclamada em 20 de Maio de 2002. No outro lado do Mundo, os Timorenses reencontraram a sua identidade cultural e política.
Sinal e esperança de que também Olivença obterá Justiça, resgatando a sua História e dignificando a consigna que de Portugal recebeu: «Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença»!

Contra o silêncio, um passo por Olivença!

Lx., 20 de Maio de 2009.

Categories: Comunicados, Olivença | Deixe um comentário

Quids S16: Como se chama esta personagem?

xxxx

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S16 | 25 comentários

A Rússia vai lançar um novo cargueiro espacial até 2017

Reentrada do Kiper em http://www.espacial.org/

Reentrada do Kiper em http://www.espacial.org/

As mais recentes notícias dão conta de que o primeiro voo da nova espacial russa, sucessora das fiáveis cápsulas Progress terá lugar entre 2016 e 2017. Esse foi o sentido das declarações proferidas por Vitaly Lopota, o desenhador-chefe da empresa aeroespacial russa RSC Energia. Lopota repetiu argumentação já antiga – datada dos primeiros rumores do desenvolvimento do Kliper – e que sublinhavam vantagens da nova nave espacial nos domínios dos custos de construção e de operação entre esta nova geração de naves tripuladas e as atuais cápsulas Progress. A argumentação é suspeita, já que dificilmente os russos conseguirão construir algo que amortize os custos de desenvolvimento já há muito absorvidos nas Soyuz e este sublinhar no factor financeiro pode indiciar novas dificuldades financeiras neste programa… Cujo contrato de desenvolvimento foi assinado recentemente entre o governo russo e a RSC Energia previndo o pagamento de 25 milhões de dólares.

O novo sistema de naves cargueiras será composto por um novo foguetão e uma nave espacial, que poderá ser tripulada, devendo levar 5 anos a ser desenvolvido (a contar de hoje) e conhecendo o primeiro lançamento experimental em 2015 a partir do cosmódromo russo de Vostochny, no extremo oriente russo, uma decisão que resulta dos planos russos de abandono do cósmodromo de Baikonur , no Casaquistão, quando o contrato expirar.

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | 6 comentários

Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2009

Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org

Divulgação 04-2009

Saiu o Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2009, disponível para consulta em:
http://www.olivenca.org/boletins/Bol_GAO_200905.pdf

Lx., 11-05-2009.«Problema ibérico: A integração do Estado português, pela reintegração de Olivença».
(Fernando Pessoa)


PORTUGUESES DE OLIVENÇA: 208 ANOS DE SEQUESTRO POLÍTICO E CULTURAL!

Em 20 de Maio de 1801, Olivença foi ocupada militarmente pelos exércitos de Espanha. Passam hoje 208 anos.
Teve início e prossegue desde então a espanholização de um território onde, desde sempre, florescera a Cultura portuguesa.
Escondeu-se aos oliventinos a sua História, amesquinhou-se a sua Cultura, castelhanizaram-se os nomes, menorizou-se a Língua portuguesa.
O processo de colonização e aculturação espanholizante, encontrando a resistência surda das gentes oliventinas, continuou até aos nossos dias.
Portugal e a Cultura portuguesa defrontam-se com a perda e o sequestro de uma parte de si. A Língua de Camões – a Pátria de Fernando Pessoa! – encontra-se diminuída na sua universalidade. Aqui, à nossa beira, em Olivença.
Em contraponto, também hoje, comemora-se o sétimo aniversário da República Democrática de Timor Leste, proclamada em 20 de Maio de 2002. No outro lado do Mundo, os Timorenses reencontraram a sua identidade cultural e política.
Sinal e esperança de que também Olivença obterá Justiça, resgatando a sua História e dignificando a consigna que de Portugal recebeu: «Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença»!

Contra o silêncio, um passo por Olivença!

Lx., 20 de Maio de 2009.

A Direcção

___________________
SI/GAO
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org olivenca@olivenca.org
Tlm. 96 743 17 69  –  Fax. 21 259 05 77

Categories: História, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 14 comentários

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