Sobre o estado atual da velocidade da Internet no mundo

Um relatório produzido pela “Akamai Technologies” e referente ao “estado da Internet” no último trimestre de 2008 dá uma panorâmica muito interessante sobre a rede global:

1. Pela primeira vez, os EUA perderam a posição de líder na proveniência de acessos à Internet. O primeiro lugar foi ocupado ora pelo Japão, ora pela China. Os dez países que mais tráfego geram continuam contudo a ser os mesmos do começo de 2008: EUA, China, Taiwan, Coreia do Sul e Japão.

2. Globalmente, a velocidade média de acesso à Internet foi de 1,5 Mbps. A Coreia do Sul revelou a velocidade mais elevada, com uma média muito notável de 15 Mbps. Os EUA – líderes durante muito tempo – continuaram a resvalar nesta lista, estando em finais de 2008 numa humilhante 17ª posição com apenas 3,9 Mbps.

3. No final de 2008, cerca de 19% das ligações à Internet de todo o mundo eram de velocidades superiores a 5 Mbps, um aumento de 21% em relação a 2007. A Coreia do Sul liderava esta lista, logo seguida pela Suécia, Holanda, Dinamarca e Noruega. Estas posições exprimiam muito o esforço governamental em apoiar a Banda Larga e no caso nórdico, estratégias de “Fiber-to-Home” até aos consumidores finais. Pelo contrário, nos EUA, registou-se até um ligeiro declínio no uso de Banda Larga, aparentemente provocado pela necessidade de poupança de muitos consumidores e pelo impacto local da presente recessão mundial. Este recuo, que ocorre no mesmo momento em que tais valores crescem na maioria dos países desenvolvidos é mais um indicador da decadência norte-americana e do gigantismo da tarefa a que a nova presidência Obama se atribuiu quando ainda em campanha reclamou para si a tarefa de fazer regressar os EUA à posição de liderança nos acessos à Internet e na rapidez dos mesmos.

Fontes:
http://www.akamai.com/stateoftheinternet
http://news.moneycentral.msn.com/ticker/article.aspx?symbol=US:AKAM&feed=BW&date=20090330&id=9738348

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3 thoughts on “Sobre o estado atual da velocidade da Internet no mundo

  1. gaitero

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentou recentemente a internet banda larga via rede elétrica, que já é testada em cidades brasileiras. A principal vantagem dessa tecnologia, que fornecerá acesso à web pela tomada, é o fato do aproveitamento de uma estrutura existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis.

    Para ser oferecida comercialmente, a internet via rede elétrica (também chamada de BPL, sigla em inglês para broadband over power lines) ainda depende de um acordo entre as empresas de telecomunicações e as concessionárias de energia elétrica.

    Marcos de Souza Oliveira, gerente de engenharia do espectro da Anatel, acredita que essa tecnologia pode chegar oficialmente ao mercado no segundo semestre de 2009.

    Os preços e velocidade desse serviço ainda não estão definidos. Testes já realizados no país mostram que a conexão pode chegar a 21 megabits por segundo (Mbps), mas essa velocidade não será, necessariamente, repassada em sua totalidade para os consumidores.

    Para adotar a alternativa, os futuros usuários de BPL não precisarão fazer substituições no sistema elétrico, a não ser que esteja bastante deteriorado. O único investimento extra necessário para esse internauta é o modem BPL (com visual parecido ao de uma fonte para carregar bateria de notebooks), que leva a conexão da tomada até o PC.

    Estrutura
    Marcos Oliveira explica que a tecnologia é particularmente vantajosa, por dispensar a criação de uma estrutura considerada cara, como, por exemplo, a de cabeamento em regiões do país onde a internet rápida ainda não chega. Isso porque, no caso da BPL, a transmissão de dados é feita através da estrutura existente de distribuição de energia elétrica.

    Os dados podem ser enviados diretamente do provedor de acesso para a rede elétrica, até chegar aos usuários. Também é possível mesclar a forma de transmissão onde já existem outras estruturas: a conexão pode ser feita via cabo a partir do provedor até a região de um prédio. Se o edifício não tiver cabeamento, por exemplo, a conexão pode continuar sendo feita via rede elétrica até os apartamentos.

    Para os usuários dessa alternativa, a conta de luz continuará separada daquela referente à web. “Trata-se da mesma estrutura, mas usada para fins diferentes. Em vez de transmitir somente luz, a fiação elétrica também passará a fornecer acesso à internet”, explicou o engenheiro da Anatel. Segundo ele, cada tipo de transmissão será feita através de frequências diferentes e, por isso, um serviço não vai interferir no outro. (Fonte: G1)

  2. por cá, também se fala nessa opção (desenvolvida em França, creio) há uns bons dez anos… mas ainda não pegou…

  3. nehalem

    A internet banda larga via rede eléctrica, vulgo PLC: uma das grandes desvantagens do uso da PLC (ou BPL), é que qualquer “ponto de energia” pode se tornar um ponto de interferência, ou seja, todos os outros equipamentos que utilizam radiofrequência, como receptores de rádio, telefones sem fio, bluetooth, alguns tipos de micros e, dependendo da situação, até televisores, podem sofrer interferência. A tecnologia usa a faixa de frequências de 1,7MHz a 30MHz, com espalhamento de harmónicos até frequências mais altas. Outra desvantagem é o facto de ser half-duplex sem esquecer que é um sistema de banda partilhada. Estas duas características fazem com que o débito seja reduzido em comparação com outras tecnologias. Em alguns países, existem movimentos e acções judiciais contra a sua instalação -» http://pt.wikipedia.org/wiki/PLC#cite_note-0

    Por cá, os serviços MEO no início (TV+NET+PHONE) utilizaram os PLC. Há um ano atrás experimentei este serviço e após um par de horas de experiência já me arrependia de ter aderido a tamanho embuste.

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