Daily Archives: 2009/05/16

Lost S05E14: “The Variable”; Comentários

Daniel Faraday, interpretado por alguém que não é a Evangeline Lilly em http://www.infomaniaco.com.br

Daniel Faraday, interpretado por alguém que não é a Evangeline Lilly em http://www.infomaniaco.com.br

1. Quando Daniel Faraday é visitado por Charles Widmore, confessa-lhe ter testado em si próprio a sua máquina do tempo e, em consequência, perdeu a memória, ou melhor, a capacidade de posicionar a sua mente na trama do Espaço-Tempo, o seu padrão referencial Aquilo que já fora sugerido anteriormente confirma-se: a máquina do tempo de Daniel age a nível da consciência humana, mais do que via deformação do Espaço-Tempo. É como se quem viajasse não fosse o Espaço-Tempo em torno do sujeito, mas a mente do sujeito, que depois – de alguma forma – reconstrói o corpo em torno de si.

2. Em 1977, na Ilha, Daniel diz a Jack que a sua mãe – Eloise Hawking – estava errada e que Jack “não pertence ali (a Ilha)”. Daniel pode referir-se ao “paradoxo do avo” em que um neto viaja ao passado e mata o seu avo antes deste ter concebido o seu pai e logo, ele, o neto. Não pode existir e estar assassinando o seu avô… Este é um exemplo para quem pretende demonstrar a impossibilidade das viagens no tempo, mas deixa incólume a teoria dos universos paralelos, em que cada viajante ao passado, cria uma nova linha temporal, paralela aquela em que ele não viajara para o passado e onde não matara o seu avô.

3. Daniel conta a Chang que acredita que a perfuração que a Dharma está a conduzir na Estação Orquídea vai libertar uma enorme carga de “energia magnética” que eventualmente irá trazer a morte a todos os habitantes. Como o magnetismo não causa danos nos seres humanos, e isso pertence ao domínio do senso comum, recuso-me a creditar que os produtores de Lost, tão cuidadosos noutras questões tenham deixado passar a asneira de que “uma explosão (sic) magnética poderia causar a morte a todos os habitantes da Ilha”. Assim, não é a “explosão magnética” que mata, mas aquilo que estava encerrado nesse caixão magnético… É a nossa tese (já antes por aqui apresentada) que se trata de um par de miniburacos negros, magneticamente carregados (teoricamente possíveis, segundo o físico Stephen Hawking, que tem o mesmo nome da mãe de Faraday…). São estes miniburacos negros os responsáveis pelos “saltos” no Espaço-Tempo mais ou menos comuns na Ilha.

4. Daniel confessa ao grupo de Sobreviventes que acredita que a única possibilidade de “regressarem ao seu lugar” reside na sua mãe, Eloise Hawking. Daniel parece estar a referir-se a uma viagem no tempo, de volta ao tempo presente (2008)… Então Eloise terá acesso aos engenhos deixados na Ilha pelos seus antigos habitantes. E… Apostamos que esse será o desfecho desta quinta temporada de Lost.

5. Na cena da fuga do grupo de Jack e Daniel das “Barracas”, Daniel faz mais uma referência às linhas temporais paralelas em que decorre a ação quando diz que 1977 é agora o “presente deles” e que deviam lembrar-se que corriam riscos de ficarem mortos ou feridos. Ou seja, poderiam morrer neste universo paralelo onde agora estavam e continuarem vivos no universo paralelo “deles” (mencionado no comentário anterior).

6. Mais adiante, Daniel concede a Jack e Kate o raro privilégio de uma visão interior ao seu pensamento mencionando que os seus estudos sobre física relativística lhe revelaram a relação entre as “constantes” e as “variáveis” e que eles, os personagens eram as últimas, ou seja, que o Sujeito era a fonte de toda a aleatoriedade e imprevisibilidade no Universo.

7. Quando Sawyer chama a Daniel “H.G.Wells” faz uma referencia indireta aquele que é o tema central da 5a Temporada que é o das viagens no tempo, igualmente o mesmo tema de uma das obras mais conhecidas “A Máquina do Tempo”. Outra referencia indireta às viagens no tempo é feita quando Widmore dá a Faraday uma edição da revista Wired que, na capa, refere um artigo no interior sobre “Um guia para o utilizador de viagens no tempo”.

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Sobre o estado atual da velocidade da Internet no mundo

Um relatório produzido pela “Akamai Technologies” e referente ao “estado da Internet” no último trimestre de 2008 dá uma panorâmica muito interessante sobre a rede global:

1. Pela primeira vez, os EUA perderam a posição de líder na proveniência de acessos à Internet. O primeiro lugar foi ocupado ora pelo Japão, ora pela China. Os dez países que mais tráfego geram continuam contudo a ser os mesmos do começo de 2008: EUA, China, Taiwan, Coreia do Sul e Japão.

2. Globalmente, a velocidade média de acesso à Internet foi de 1,5 Mbps. A Coreia do Sul revelou a velocidade mais elevada, com uma média muito notável de 15 Mbps. Os EUA – líderes durante muito tempo – continuaram a resvalar nesta lista, estando em finais de 2008 numa humilhante 17ª posição com apenas 3,9 Mbps.

3. No final de 2008, cerca de 19% das ligações à Internet de todo o mundo eram de velocidades superiores a 5 Mbps, um aumento de 21% em relação a 2007. A Coreia do Sul liderava esta lista, logo seguida pela Suécia, Holanda, Dinamarca e Noruega. Estas posições exprimiam muito o esforço governamental em apoiar a Banda Larga e no caso nórdico, estratégias de “Fiber-to-Home” até aos consumidores finais. Pelo contrário, nos EUA, registou-se até um ligeiro declínio no uso de Banda Larga, aparentemente provocado pela necessidade de poupança de muitos consumidores e pelo impacto local da presente recessão mundial. Este recuo, que ocorre no mesmo momento em que tais valores crescem na maioria dos países desenvolvidos é mais um indicador da decadência norte-americana e do gigantismo da tarefa a que a nova presidência Obama se atribuiu quando ainda em campanha reclamou para si a tarefa de fazer regressar os EUA à posição de liderança nos acessos à Internet e na rapidez dos mesmos.

Fontes:
http://www.akamai.com/stateoftheinternet
http://news.moneycentral.msn.com/ticker/article.aspx?symbol=US:AKAM&feed=BW&date=20090330&id=9738348

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6. Parágrafos agostinianos de pensamento político em “Ir à Índia sem abandonar Portugal”: O Trabalho

In Negotium

Página 59

“o século em que seja possível, feito rapidamente, em parte mínima do dia, o trabalho material que houver a realizar, entregarmo-nos depois todos à divina ocupação de refletir e discutir, de passar em revista as doutrinas dos sábios e os interesses da cidade, de inventar, destruir e recompor o mundo dos sentidos e o mais puro universo das ideias. A fadiga que esmaga um corpo depois de oito ou dez horas em frente de um volante ou de um dia inteiro na faina do campo é um crime contra o Jeová que nos criou à sua imagem, um sacrilégio contra a partícula de fogo eterno que palpita por favor dos deuses em cada um de nós. O trabalho não é virtude, nem honra, antes veria nele necessidade e condenação; é, como se sabe, consequência do pecado original. A reconquista do Éden comportaria para o homem a libertação do trabalho, lavá-lo-ia dessa mancha de animal doméstico sob o jugo, havia de o restituir ao que é o seu essencial carácter: o ser pensante.”

Regressa aqui o Professor Agostinho a um dos seus pontos favoritos: a parcela que o Trabalho desumanizante (porque repetitivo e mecânico) deve ocupar na nossa vida deve ser severamente reduzida até à sua expressão mais mínima. Tendo em consideração os atuais níveis de  mecanização e automatização, como se compreende que o único ajustamento de que as sociedades atuais sejam capazes de realizar sejam o aumento do Desemprego e a criação de camadas demográficas inteiras onde o desemprego é crónico, como o é atualmente entre as mulheres com mais de 40 anos. Ainda em meados de 2007, altos responsáveis da Reserva Federal dos EUA alegavam que um dos maiores “problemas” da sua economia era a existência da uma taxa de desemprego de 5 por cento “demasiado baixa” para favorecer a competitividade internacional das exportações dos EUA… O sistema atual incomoda-se com o conceito do pleno emprego, julga-o economicamente ineficiente e procura sob todo os meios manter taxas de desemprego elevadas, acima dos 8 por cento, de forma a manter os salários contidos e as reivindicações laborais e sociais dos trabalhadores num patamar mínimo. É este sistema desumano e cruel que tem que ser abolido.

Ainda que os liberais acreditem apenas no curto prazo e no aforismo segundo o qual “a prazo estaremos todos mortos”, é difícil acreditar num sistema económico cuja saúde depende da exclusão de um número crescente de seres humanos (os desempregados crónicos) e de uma constante erosão dos níveis de rendimento e da distribuição da riqueza. Um tal sistema não se pode sustentar a prazo já que destrói lentamente, mas de forma decisiva a capacidade aquisitiva de um número crescente de agentes, os consumidores… e sem consumidores não há economia.

Importa pois mudar radicalmente a forma de organizar a produção, as organizações e o trabalho humano para que num futuro mais ou menos próximo todos possam ter acesso aquilo de que precisam, de forma digna e em níveis mínimos de subsistência, isto sem instaurarmos sociedades de “subsídio-dependentes” nem hordas de excluídos desesperados e dispostos a tudo para sobreviver. Estamos absolutamente convictos de que a imaginação humana, devidamente empregue nesta demanda será capaz de encontrar variadas e eficazes soluções para este problema da mecanização e do consequente desemprego…

A redução demográfica será sem dúvida um ponto essencial para implementar um tal grau de alteração social… Como absorver tal redução da massa laboral sem reduzir a demografia? Outra forma seria a de reduzir drasticamente a duração das jornadas de trabalho. Não faz sentido manter jornadas de trabalho de sete ou oito horas, se a mecanização e a automatização satisfaz a maior parte do trabalho repetitivo e mecânico, ou seja, a parte desumana do Trabalho, em metade desse tempo. Outra solução poderia ainda ser tornar cada trabalhador num acionista minoritário da sua organização, recebendo uma parcela do lucro e colaborando na sua gestão. Mas de todas as alternativas, aquela que seria porventura a mais interessante teria que passar pelo reforço da inovação e da criatividade organizacional… E isso requer tempo para pensar, um clima corporativo propício ao desenvolvimento e acolhimento da mudança e das novas ideias e intrinsecamente adverso ao conservadorismo estagnante, à piramidização dos organogramas e fluxos de poder e ao papel da Autoridade sobre o da Autonomia e responsabilização de cada um pelo bem coletivo e pela prosperidade da organização onde exerce a sua atividade profissional.

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