Portugal vai financiar a aquisição de “Patrulhões” (NPO2000) por Marrocos?

Os bancos portugueses BES e CGD querem financiar a aquisição por Marrocos de vários navios patrulha.

O negócio em questão alcança os 450 milhões de euros e envolve a Marinha marroquina e a empresa portuguesa Empordef, uma “holding” estatal de Defesa e a venda de seis navios patrulha oceânicos e de seis navios patrulha costeiros que seriam construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

O negócio vem ao encontro de uma necessidade marroquina na patrulha de uma extensa linha costeira, muito permeável ao tráfego de droga para a Europa do sul e aos fluxos migratórios que vindos de toda a África acabam em Marrocos e o tornam no último entreposto africano antes de chegar à “utopia” europeia. Em virtude destes dois fenómenos, o reino Hachemita tem sido muito pressionado a aumentar o seu controlo nas fronteiras marítimas, algo para que não tem meios suficientes e uma necessidade que os “patrulhões” portugueses poderiam satisfazer. É claro que militarmente, os navios de Viana do Castelo têm um valor muito reduzido (estão armados apenas com um canhão), pelo que não constituem uma ameaça militar. Mas são navios relativamente rápidos e capazes de enfrentar a rudeza do Atlântico, com uma plataforma para um helicóptero ou um UAV e poderão ser cruciais na deteção e intercepção de barcos de pesca ilegal, de contrabando ou narcotráfico ou perigosamente carregados de imigrantes ilegais.

O bom sucesso deste negócio pode determinar a possibilidade de realizar outras exportações idênticas para o norte de África, nomeadamente para a Tunísia  e para a Líbia, com que Portugal tem agora excelentes relações.

Fonte:

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376997

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional | Etiquetas: , | 5 comentários

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5 thoughts on “Portugal vai financiar a aquisição de “Patrulhões” (NPO2000) por Marrocos?

  1. Pingback: Portugal pode financiar navios Patrulha para o governo do Marrocos « PLANO BRASIL

  2. E.M.Pinto

    Excelente notícia, espero que se confirme.
    A possibilidade de exportação destes navios seria uma maneira de manter a atividade dos estaleiros e os empregos de muitos cidadãos Portuguêses.

  3. sem dúvida.
    e que as outras hipóteses de comercialização, também…

  4. nehalem

    1) «Ministério da Defesa – Açores: aberto inquérito para esclarecer motivos da rescisão de contrato de navio» http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1374914

    2) «A Empordef reconheceu hoje ao Governo regional dos Açores o direito de rescindir o contrato relativo à construção do navio Atlântida, uma vez que não conseguiu cumprir a velocidade acordada, referindo que vai colocar a embarcação no mercado.» http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Empordef-assume-que-nao-cumpriu-velocidade-contratualizada-e-vai-colocar-Atlantida-no-mercado.rtp&article=213068&visual=3&layout=10&tm=8

    3) E mais isto: http://josemariamartins.blogspot.com/2009/05/corrupcao-no-meio-militar-uma-historia.html

    Curiosamente há mais aqui: http://www.youtube.com/watch?v=bXngfVqR5JE

  5. oh, sim… esse navio tem dado muita polémica quanto à qualidade de mar… assim como os NPO, aliás, que alguns dizem estarem sobrecarregados de equipamento, para o seu casco, o que prejudicaria a sua capacidade para navegar na velocidade máxima ou em mar agitado.
    mas enfim, apoio o projeto do NPO, assim como o do navio Atlântida, mas prefiria que houvesse menos debate em torno das suas qualidades marítimas.

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