Daily Archives: 2009/05/11

Hackers chineses e russos invadem a rede elétrica dos EUA

Segundo vários responsáveis por organizações de segurança do governo dos EUA a rede elétrica do país foi invadida por espiões de países estrangeiros que poderão ter instalado programas que a afectem ou que a cheguem mesmo a desligar se esse for o comando enviado a partir dos seus centros de comando.

Os registos que estes espiões deixaram atrás de si apontam para a China e para a Rússia, mas também para outros países que não foram especificados. A missão destes ciberespiões parece ter sido de reconhecimento, elaborando relatórios de vulnerabilidades e planos de ação para futuras ações ofensivas. Não foram detectados danos na rede elétrica, decorrentes destas atividades de espionagem, mas sabe-se agora que a China e a Rússia têm agora diagramas detalhados da rede elétrica dos EUA, assim como uma rede subterrânea de programas clandestinos prontos a serem ativados em caso de conflito com os Estados Unidos.

Não tenhamos dúvidas: se tais atividades tiveram lugar nos EUA, é porque idênticas atividades decorrem contra outros países desenvolvidos, especialmente contra países da OTAN e, possivelmente, contra a Índia, velho rival chinês. É certo que o facto de a rede eléctrica dos EUA estar em particular mau estado, obsoleta e privatizada segundo critérios que não privilegiaram a sua robustez e manutenção (como os recentes problemas na Califórnia demonstraram) pode torná-la mais exposta que as de outros países desenvolvidos.

Outro factor perturbador nesta história está em que estas intrusões não foram detectadas pelas empresas que exploram a rede elétrica, mas por agências de informação governamentais. Esta incapacidade para impedirem ou até mesmo para detectarem atividades que invadem a suas redes, instalam programas maliciosos que preparam o shutdown da rede sob comando de potências estrangeiras, expõe um tremendo nível de incompetência e desleixo que só pode resultar de décadas da aplicação cega e desregrada do paradigma do “outsourcing” massivo das funções de segurança informática e de desinvestimento numa área tão crítica para a economia de um país como a sua rede elétrica.

Uma das primeiras medidas de Obama quando assumiu a presidência dos EUA foi a de encetar a transformação da obsoleta rede elétrica do país numa “rede inteligente”, capaz de reduzir as perdas por ineficiência e desperdício que alguns estimam serem nos EUA, superiores a 30% de todo o consumo. A aplicação deste plano, se for devidamente enquadrado num reforço sistemático da segurança informática da rede, poderá reduzir o nível desta ameaça crítica para a segurança nacional dos EUA.

Na verdade, com a utilização de sistemas informáticos em praticamente toda as atividades humanas, isso quer dizer que todas estão permeáveis a ataques cibernéticos de consequências imprevisíveis, mas potencialmente muito graves. Em 2000, na Austrália, um empregado descontente desligou um sistema de tratamento de águas residuais lançando centenas de milhar de litros de esgotos no grande jardim do Hotel Hyatt. Em 2008, soube-se que um ataque cibernético tinha desligado a energia elétrica em países que não foram especificados pelo denunciante, o agente Tom Donahue, da CIA. Segundo este, os atacantes teriam exigido resgates, que foram pagos para devolverem o controlo das redes.

Obviamente, russos e chineses, já negaram categoricamente estar por detrás destas atividades. Mas a Rússia esteve por detrás da última e até agora única ciberguerra contra a Lituânia em 2007 e a China tem deixado abundantes traços da sua passagem para que a intenção de espionar e minar as estruturas fundamentais dos países ocidentais possa ser negada.

Obviamente, uma parte do problema está também na excessiva interdependência e ligação entre as redes eléctricas mundiais. Conforme a coisa está atualmente, por exemplo na Europa, se um ciberterrorista derrubar a rede elétrica de um pequeno país, digamos Portugal, como a sua rede está ligada à espanhola, esta à francesa e daqui a quase todos os países do continente, isso quer dizer que o desligamento e consequentemente sobrecarga local poderá propagar-se rapidamente aos países vizinhos e levar ao blackout também nestes países. A solução será assim relocalizar e autonomizar estas redes, criando sistemas de geração de energia dispersos e locais (mini hídricas e pequenas centrais eólicas) capazes de fornecer o essencial do consumo local, protegendo sempre estas redes eléctricas locais (idealmente municipais) com sistemas de segurança próprios e não dependentes de outsourcings baratos e ineficientes que coloquem em risco aquela que é verdadeiramente a maior dependência da forma de civilização atual: a energia elétrica.

Fonte:
http://online.wsj.com/article/SB123914805204099085.html

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As organização abertas (open source): Uma nova e revolucionária forma de organização do trabalho?

Quem se move mais na área das Tecnologias de Informação conhecerá – pelo menos de nome – o conceito “Open Source”. Este tipo de abordagem ao desenvolvimento de software deu amplas provas de sucesso, como demonstram as múltiplas distros de Linux (como o Ubuntu e o Linpus, que uso), o Firefox (que provavelmente usa para ler estas linhas), o Apache (que disponibiliza boa parte de todas as páginas Web na Internet) e várias aplicações Office.

O conceito de “Open Source” gira em torno de um grupo flexível de pessoas, cada uma trabalhando por sua conta e risco, nas áreas que sentem mais importantes ou interessantes. Realizações notáveis como o Linux, o Firefox e o Apache, que concorrem com aplicações criadas por grandes corporações multinacionais, com recursos quase infinitos, provaram o valor do modelo na área das Tecnologias de Informação.

O fundamental de uma organização “open source” é a capacidade que cada elemento tem para decidir sozinho em que é que vai trabalhar. Sem esta liberdade básica, todas as demais são irrelevantes.

O grande problema com o conceito de “open source” é, naturalmente… Como viver dele. Este dilema já conheceu varias “soluções”, sem que, contudo, nenhuma conseguisse cumprir a primeira liberdade básica: a escolha do trabalho.

Uns tentaram criar uma empresa que vendesse o suporte sobre o software desenvolvido em “open source“, como sucedeu por exemplo com a distro de Linux, RedHat. Outros deixaram-se engolir por uma grande empresa que lhes garantia o ordenado, como sucedeu com o MySQL (hoje em integração por osmose com a Oracle). Um e outro modelo, implicam o fim da liberdade básica de escolha do “open source” já que em ambos, os membros acabaram a receber ordens de um “patrão”. De facto, esse é o grande problema, quem estará disposto a pagar a alguém que faça apenas aquilo de que gosta? A saída para este dilema tem passado por aturar trabalhos repetitivos de dia e guardar os interessantes para a noite, como hobby… Escrevendo por exemplo, estas linhas. É claro que assim teremos pessoas que podem ser inovadoras e criativas cumprindo tarefas chatas e enfadonhas a maior parte do tempo e relegando para aquele que devia ser o seu tempo de lazer ou descanso os seus momentos de maior criatividade em que, precisamente, poderiam ser socialmente mais úteis.

Agostinho da Silva já discorreu sobre vertente escravizante do “trabalho” recorrendo para tal ao seu conhecimento das sociedades clássicas e explicando-o pela sua ligação à palavra latina para um instrumento de tortura. E se a ligação existe é porque para a maioria de nós, “trabalhar” corresponde a fazermos algo de que não gostamos. E sempre foi assim. Ou não? Não, no mundo do “open source”, razão pela qual a transposição deste modelo de organização poderá ser tão interessante para as sociedades do futuro. E na verdade, nem se pode realmente dizer que seria um modelo de organização original: a maior parte da existência do Homo Sapiens sobre a Terra correu sob um regime de caçadores-recolectores, sem efetiva sem reais estruturas hierárquicas e de Poder, onde qual se adaptava e seleccionava as atividades que mais lhe agradavam e que melhor julgava poder desempenhar. Ou seja, respeitando o essencial do regime “open source”… Na época o conceito de “trabalho” (que Agostinho bem ligava à origem latina do termo em “tripallium”, um instrumento de tortura) ainda não existia e de facto foi exatamente assim durante 90% da existência do ser humano. Foi somente a partir do momento em que a população explodiu e houve necessidade de impor a especialização do trabalho, que este – propriamente dito – surgiu.

Uma possível forma de aplicar no mundo empresarial o conceito de “open source” poderia ser pela formação de micro empresas, concebidas a partir do autoemprego de um único indivíduo, produzindo um produto ou um serviço de software proprietário. Assim seremos apenas nós próprios a decidir o que fazer. O modelo não está, contudo, isento de fragilidades… O facto de sermos só um, quer dizer que teremos que fazer tudo, mesmo aquilo que não queremos fazer ou que fazemos menos bem. E, é claro, se algo lhe acontecer, como um acidente ou uma doença que o torne improdutivo, a empresa pode não sobreviver, já que os clientes cujo desenvolvimento tenha sido interrompido não lhe irão perdoar e poderão sofrer até prejuízos significativos se planearam em função do seu compromisso de entrega, que, agora não pode manter por motivos compreensíveis mas de impacto profundo no seu negocio. Oferecer o código fonte da aplicação pode resolver parte deste problema, já que outros poderão estudar e modificá-la consoante o necessário.

Assim temos na “Empresa Aberta” um conceito de organização empresarial em que não há patrões nem empregados, em que qualquer um pode juntar-se ou sair a qualquer momento, participando apenas nos projetos que ache verdadeiramente motivadores, durante exatamente o tempo que melhor lhe aprouver.

Este é o modelo em que foram criados programas como o Apache ou o popular browser Mozilla Firefox, mas o modelo não se esgota nas funções de programadores ou analistas informáticos. Uma organização precisa de muito mais de informáticos para sobreviver. Todas as áreas, do helpdesk ao marketing podem ser alvo da mesma metodologia de organização do trabalho. O grande problema de manter uma organização assim será sempre o de encontrar mecanismos de compensação e remuneração adequados. Em projetos como a Wikipedia ou o Firefox o reconhecimento de mérito inter-pares é fundamental. Mas numa organização mais privada, menos voluntariosa e mais comercial como estes projetos não-comerciais o simples reconhecimento inter-pares é insuficiente para cativar e preservar os melhores, mais produtivos e criativos elementos que, naturalmente, serão seduzidos por organizações mais tradicionais a um ritmo muito elevado.

Uma das formas de estabelecer formas de compensação adequadas para uma organização “Open Source” pode ser uma tecnologia conhecida como “Trust Metrics“. Com esta tecnologia, cada colaborador avalia o seu par, mas elaborando os níveis de escala de uma forma que torna qualquer forma de “batota” ineficazes. Esta é essencialmente a mesma tecnologia empregue pelo Pagerank da Google, com tanto sucesso na relevância dos resultados do incontornável motor de busca norte-americano. Baseando a compensação financeira em ratings contínuos é possível ir ajustando a quantidade de tempo reservada para projetos “open source” e ir ajustando este às variações destes ratings, até um ponto em que eventualmente a compensação se torna tão alta que se pode deixar o emprego “normal”.

Nestas organizações, ninguém pode impedir alguém de participar num dado projeto, mas também ninguém pode ser despedido. Isto faz com que estas organizações sejam formas de vida muito mais seguras que as tradicionais, livres da arbitrariedade, dos favores de chefes ou gestores, assim da vaga oscilação dos seus favorecimentos ou das suas birras irracionais. O papel de cada colaborador nestas organizações “open source” depende unicamente das capacidades e do empenho de cada um no seu seio.

Atualmente, a maioria das organizações publicas e privadas já possuem programas de avaliação de desempenho. Estes, contudo, são sempre mais ou menos opacos, com parte das métricas fora da compreensão ou controlo dos colaboradores avaliados e determinadas de forma quase invariável sem o seu conhecimento ou consentimento, pelas chefias e sem participação direta dos colaboradores avaliados. Com esta metodologia de ratings pelos pares, todos terão pleno acesso às formas de avaliação e como estas são produzidas.

Uma vez estabelecido o mecanismo de “Trust Metrics” há que elaborar os mecanismos de compensação. Desde logo, fica evidente que ainda que a remuneração salarial fixa seja a que corresponde ao salário mínimo (nos países onde este existe) o essencial do plano de compensação será variável e alimentado diretamente a partir dos lucros da organização que serão distribuídos por todos os colaboradores consoante o seu rating no sistema de “Trust Metrics“.

Fonte principal:
http://e-texteditor.com/blog/2009/opencompany

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Quids S16: Em que projectos esteve envolvido este homem?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Os abastecimentos à NATO para o Afeganistão começam a usar também a “rota russa”

Soviéticos no Afeganistão em http://z.about.com

Soviéticos no Afeganistão em http://z.about.com

Um dos maiores problemas no atual conflito que no Afeganistão opõe as forças da NATO aos combatentes talibã é o transporte seguro de abastecimentos às forças multinacionais que combatem neste país do Médio Oriente.

A atual rota principal de abastecimentos começa no território paquistanês, onde existem também talibãs e onde se têm multiplicados os ataques a comboios nos últimos meses. O problema será ainda mais grave daqui a alguns meses, com a chegada de dezenas de milhar de novas tropas norte-americanas, transferidas do Iraque, e que devem levar a um aumento de 50% no consumo de abastecimentos, estimam alguns especialistas.

Por isso a nova rota que começou a ser testada em abril com “materiais não-letais” que atravessa a Rússia a caminho do Casaquistão e daqui chega pelo norte ao Afeganistão é muito interessante. A nova rota é tanto mais interessante porque o governo do Kirgistão decidiu encerrar a base dos EUA no seu país e esta era a última base aérea dos EUA ativa na Ásia Central… O seu encerramento e provável transferencia de operações para as bases dos EUA nos países do Golfo vai aumentar seriamente os custos operacionais…

A exposição e fragilidade das rotas de abastecimento das forças da Coligação no Afeganistão é o “problema número um” no país, com ataque quase diários na rota paquistanesa, onde já morreram perto de 200 condutores civis, apenas nos últimos meses. Do lado afegão, as estradas são ainda mais perigosas, tendo alguns abastecimentos que ser transportados por via aérea.

Obama decidiu enviar mais 17 mil homens para o Afeganistão, onde se juntarão aos 38 mil já nesse país aproximando o número total de forças aqui presentes para perto dos 60 mil inicialmente pedidos pelos comandos militares.

A retirada dos EUA da sua última base na Ásia Central e a necessidade de depender da Russa para cerca de 20% de todos os abastecimentos para o Afeganistão são vitorias sucessivas para o Kremlin. Por um lado, vê assim regressar a sua influencia a uma região onde esta se evaporara completamente no consulado de Boris Ieltsin, por outro, fica com um ponto negocial importante nas mãos que poderá usar futuramente como forma de chantagem contra os EUA ou os países da NATO, numa futura e eventual crise internacional, como aquela que no ano passado ocorreu na Geórgia.

Fonte:
www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/03/05/AR2009030503368.html?hpid=topnews

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