Daily Archives: 2009/05/08

4. Parágrafos agostinianos de pensamento político em “Ir à Índia sem abandonar Portugal”

Amor do Povo
Página 52

“estes amam o povo, mas não desejariam, por interesse do próprio amor, que saísse do passo em que se encontra; deleitam-se com a ingenuidade da arte popular, com o imperfeito pensamento, as superstições e as lendas, vêem-se generosos e sensíveis quando se debruçaram sobre a classe inferior”

Esta frase de Agostinho é uma referência mais ou menos velada aos partidos e organizações políticas ligadas à chamada “Direita”. É nesta ala política que encontramos aqueles que julgam seguir a Tradição e o Conservadorismo mantendo a docilidade das massas, lidas aqui como “Povo”. Verdadeiramente, não sentem as manifestações de Arte Popular que  eram exteriormente e formalmente tão apreciadas pelo regime do Estado Novo. Gostam da expressão de uma inferioridade de pensamento e Cultura que apreciam porque julgam diversas da “sua”, urbana e elitista. Para estes – criticados por Agostinho neste passo – o lugar do Povo está bem definido e claramente enclausurado dentro de estreitos limites, subjugado numa estratificação de castas que Dumezil faz recuar tão longe como até ao Neolítico.

“Há também os que adoram o povo e combatem por ele mas pouco mais o julgam do que um meio; a meta a atingir é o domínio do mesmo povo por que parecem sacrificar-se; bate-lhes no peito um coração de altos senhores; se vieram parar a este lado da batalha foi porque os acidentes os repeliram das trincheiras opostas ou aqui viram maneira mais segura de satisfazer o vão desejo de mandar”

Neste outro passo, Agostinho da Silva, critica os radicais de Esquerda… Com este completamento do círculo crítico, o Professor posiciona-se longe da castradora e anacrónica dicotomia Esquerda-Direita. Nas “Conversas Vadias”, questionado a dado ponto por um dos seus vários entrevistadores, o professor proclama a dado passo que “os de Direita, me acusam de ser de Esquerda e os de Esquerda, de ser de Direita“… Agostinho não aceitava ser enclausurado nesse tipo de espartilhos mentais. Recusando assinar a declaração que o Estado Novo queria que todos os professores assinassem declarando que “não pertenciam a nenhuma sociedade secreta”, o Professor segue as passadas dos iconoclastas de Seiscentos e emigra para o Brasil. Alguns, ligados ao partido comunista, viram neste gesto de rara coerência mental, uma admissão que então Agostinho da Silva era militante comunista, quando na verdade a lei foram concebida a pensar na maçonaria, uma sociedade secreta tradicionalista e republicana que pode ser muito justamente colocada sob a oposta orientação política seguida pelo comunismo, a Direita.

Estes elementos ditos de “Esquerda”, usam o nome do Povo e um suposto direito de sua representação para imporem a sua vontade em nome de uma “ditadura do proletariado”, de cujos desígnios supremos ele são os únicos e inquestionáveis intérpretes. Na verdade, estes pretendem lançar sobre a população a mesma rede de exercício de Poder que os elementos que se identificam a outra tendência.

Todos afinal, anseiam pelo Poder, pela capacidade de imporem a sua vontade e visão do mundo aos outros, seja em nome da Tradição ou de um suposto Conservadorismo, seja em nome de uma etérea e raramente sufragada “vontade popular”. Contra ambos, e muito além deles, encontramos as posições de Agostinho da Silva.

Tradicionalista de Direita quando busca nas raízes municipalistas e comunalistas da Idade Média portuguesa, Progressista de Esquerda quando encontra na democracia dos concelhos e na não-propriedade rural e medieval as raízes para sua visão de economia e das sociedades que antevê gratuitas na melhor perspectiva franciscana (ordem que muito prezava e cujos conventos chegou a frequentar numa espécie de retiro laico), Agostinho da Silva pairava muito além desta limitadora diferença Esquerda-Direita…

“Interessa-nos o povo porque nele se apresenta um feixe de problemas que solicitam a inteligência e a vontade; um problema de justiça económica, um problema de justiça política, um problema de equilíbrio social, um problema de ascensão à cultura, e de ascensão o mais rápida possível, da massa enorme ate hoje tão abandonada e desprezada; logo que eles se resolvam terminarão cuidados e interesses; como se apaga o cálculo que serviu para revelar um valor;”

Esta passagem é particularmente importante no âmbito deste estudo porque aqui apresenta Agostinho da Silva um protoplasma de programa político:

“um problema de justiça económica”

Entenda-se aqui, de repartição da riqueza e de supressão da fome e da miséria. Mais do que aumentar a produção ou a produtividade das organizações e da Economia, devem as sociedades orientar-se para uma justa divisão dos proventos do Trabalho e da repartição da riqueza gerada. Nas sociedades globalizadas da atualidade assistimos de facto a um fenómeno exatamente oposto: nunca hoje como antes tanta riqueza se concentrou em tão raras mãos. Nunca antes como hoje os rendimentos do Capital foram tão desproporcionados em relação aos rendimentos do Trabalho. Nunca antes como hoje, se assistiu a uma tão continua e severa erosão dos salários reais, sacrifícios impostos pela deslocalização industrial e por níveis de Desemprego “sabiamente” mantidos elevados de forma a pressionar as remunerações salariais. É contra este mundo desigual e injusto que se insurge Agostinho, é a esta desigual distribuição que o Professor chama de “injustiça económica”. Fica assim estabelecido que a cada um deve caber aquilo de que precisa, não aquilo que uma divisão social, estratificada e desproporcional, lhe quer atribuir.

“um problema de justiça política”

Isto porque as sociedades atuais não têm uma distribuição justa e paritária da capacidade de “fazer política”… Ainda que exista uma “máscara de democracia representativa” na maioria das sociedades ocidentais e do resto do mundo, na verdade em raros momentos nos últimos duzentos anos houve menos poder político nas mãos dos cidadãos. O poder político está concentrado numa élite familiar que se perpetua no poder, nos meios de comunicação e nos lugares de administração das grandes empresas. Em todo o mundo ocidental, netos destas famílias poderosas, transitam para as televisões, daqui para o teatro e cinema, daqui para a literatura e para a política e, depois, para os conselhos de administração das grandes empresas, passando de permeio pelas universidades. Esta suspeita promiscuidade, que tudo penetra e que tudo envenena, proíbe a introdução nesta seleta casta de indivíduos nascidos fora da casta regente. Mantendo-se pura, a casta dos Senhores casa entre si, raramente tolerando movimentos sociais verticais, permitindo apenas as deslocações horizontais entre escalões sociais… Excelente exemplo destas palavras encontramo-lo hoje nos Estados Unidos, tido em tempos idos (anos cinquenta) como a “Terra das Oportunidades” e dos “Self made men“, mas que hoje se revela ser uma das sociedades do mundo onde a ascensão social é mais difícil.

“um problema de equilíbrio social”

Em que a existência da acima listada impermeabilidade social se assume como uma das injustiças mais dramáticas dos nossos tempos. O mérito não está mais ligado à posição social de alguém na sociedade. Nascemos num determinado estrato e neste permanecemos durante toda a vida. Estratos sociais correspondem de forma absolutamente estanque a estratos económicos e nem uns nem outros permitem facilmente movimentações para cima ou para baixo. Acentuando este imobilismo, temos ainda sociedades onde as diferenças entre os que têm muito e os que pouco ou nada têm são cada vez maiores… Enfim, a escavadora da desigualdade não cessa de aprofundar o abismo entre as classes.

“um problema de ascensão à cultura”

Com a degradação crescente dos níveis de qualidade e eficiência da escola pública republicana, com a multiplicação dos níveis de facilistimo, engendrados para fazer aumentar estatísticamente um sistema público de ensino governado por corporações fechadas e egóticas e por políticas governamentais fluidas e desenhadas ao sabor dos ciclos eleitorais, a Escola desalma-se e perde a sua missão fundamental que é a de ser veículo de Cultura e de promoção do Saber e da curiosidade e criatividade das gentes. Sem uma escola de qualidade, não poderá haver Cultura de qualidade habitando em mais almas do que num reduzido grupo formatado pela casta regente que se alterna alegremente nos escalos de topo, treinada em escolas privadas e de acesso restrito à “casta dos Senhores”.

Não basta construir bibliotecas, financiar peças de teatro e obras-primas de cinema com fundos públicos para alavancar uma política de promoção da Cultura. Importa sobretudo criar condições para o desenvolvimento da criatividade em todos os locais e organizações onde o Homem exerce a sua atividade profissional e académica. De mero “reprodutor de coisas”, o Homem tem que assumir a sua plena humanidade e tornar-se em “criador de coisas”, sejam elas bens culturais, obras e de Arte ou novos engenhos ou formas de organização do trabalho e das sociedades.

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4. Agostinho da Silva, Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira I

Página 30
(…) “numa prefiguração da Commonwealth, haver uma companhia de republicas unificadas por uma Coroa; uma Península que tivesse conservado aquele gosto de conversação, de “vida conversável”, como diria mais tarde um navegador, para cristãos, judeus e árabes, essa Península, para lá de todas as contingências económicas, teria dado modelo a mundo.”

Ainda que possa parecer contraditória, esta visão agostiniana de uma federação de repúblicas encabeçada por um rei, esta fusão de republicanismo com monarquismo, ainda que profundamente original, bebe diretamente na capacidade sincrética que caracteriza a maneira lusófona de estar perante o mundo. As “repúblicas” de Agostinho da Silva são não somente as nações ibéricas como Portugal, Galiza ou a Catalunha e o Pais Basco, mas também os municípios que compõem estes Estados e que o professor sonhava constituírem “repúblicas livres e autónomas”, unidas pela reunião periódica em “cortes” e pela figura um tanto simbólica, mas plenamente unificadora de um rei eletivo.

Desta forma, podemos até dizer que o professor Agostinho era um “iberista”, no sentido em que desejava ver um dia toda a Ibéria reunida sob a tutela de um rei único, respeitador das liberdades e diferenças culturais e linguisticas de todos os povos peninsulares. Seria esta Península unificada, não mais sobre a tutela mais ou menos imperialista de Madrid ou castelhana que melhor seria capaz de manter o respeito pelas idiossincrasias religiosas e culturais que caracterizaram os melhores anos da Península, no dinâmico período pré-romano ou sob o califado de Córdova ou no período das taifas, e, mais tarde na Idade Media. Esta capacidade para a as convivência e para o frutuoso dialogo de culturas é o melhor traço da forma mediterrânea de estar e um dos pontos onde a portugalidade melhor se manifesta, sendo também o aspecto essencial do Culto do Espírito Santo.

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Assine a Petição, Reenvie aos seus Contactos e Envie ao Presidente da República: Contra o Financiamento dos Partidos

Contra a “Lei dos Financiamento dos Partidos” e as aberturas que faz para a entrada de dinheiro sujo nos Partidos Políticos, proveniente da corrupção e do tráfico de interesses, reenvie a todos os seus contactos esta mensagem, pedindo-lhes que acedam a:

http://www.presidencia.pt/?action=3

e que façam Paste desta mensagem:

“Senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva,
Na minha qualidade de cidadão eleitor da República Portuguesa, venho requerer a Vossa Excelência que não promulgue a revisão à Lei do Financiamento dos Partidos e das Campanhas Eleitorais que tem agora em análise e cuja promulgação irá na opinião de muitos cidadãos, e de mim próprio, abrir as portas a uma degradação ainda maior da política em Portugal e potenciar a multiplicação de fenómenos de corrupção como aqueles que são infelizmente comuns no nosso País.
Respeitosos cumprimentos.”

Ou que redija outra mensagem que achar mais adequada.

De igual, forma, assine também a:
Petição em prol de uma verdadeira democracia representativa
http://www.gopetition.com/online/26885.html

De forma a que os partidocratas que de uma forma raramente unânime cozinharam esta muito suspeitosa Lei sejam varridos da cena política e se faça em Portugal uma verdadeira revolução do sistema político e nas famílias que vão partilhando e dividindo o poder entre si nas últimas dezenas de anos.

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Contra os “sacos de dinheiro” para os Partidos: Petição em prol de uma verdadeira democracia representativa

“Abrir a porta a uma entrada de dinheiro 1,2 milhões euros, sem qualquer fiscalização sem qualquer contraprova”, é o mesmo que “dizer que está aberto o leilão à corrupção”, afirmou João Cravinho, sublinhando que “é uma pouca vergonha” e “uma provocação”.

http://economico.sapo.pt/noticias/cravinho-ataca-nova-lei-de-financiamento-dos-partidos_9760.html

Sem meias palavras, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, afirmou quinta-feira, no programa “Quadratura do Círculo”, da SIC Notícias, que a proposta de lei sobre o financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, aprovada há dias, é “desastrosa”.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379356&idCanal=12

Lisboa, 07 Mai (Lusa) – O deputado socialista António José Seguro considerou hoje que a recente revisão da lei de financiamento dos partidos cria condições para uma menor capacidade de fiscalização das despesas e contraria a reforma do Parlamento de 2007.

http://aeiou.expresso.pt/financiamento-nova-lei-diminui-fiscalizacao-e-contraria-reforma-do-parlamento—seguro-ps=f513181

Se até entre a classe política se começam a avolumar o coro de críticas ao novo regime de financiamento dos Partidos Políticos, sobretudo no aspecto em que este abre a porta a toda uma escalada na corrupção e do prejuízo do Bem Público em vésperas (in)oportunas de várias campanhas eleitorais, chegou o momento de juntarmos a nossa voz e assinarmos a

Petição em prol de uma verdadeira democracia representativa

http://www.gopetition.com/online/26885.html

De forma a que esta possa ser entregue na Assembleia da República, ao que será feito logo que alcance o número mínimo de mil assinaturas.


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“Gripe Suína” ou “Gripe A”: Atualização da Pandemia e Problemas internacionais

Agora que, no México, começam a existir indícios do abrandamento da epidemia do vírus da “gripe A” H1N1 e que o México abrandou as restrições à concentração de pessoas e à atividade das empresas criam-se as condições para que ocorra uma segunda vaga local de infecções. Esse é o receio da OMS, que teme em especial a erupção de uma nova variante do vírus, mais violenta e letal que a atual, geneticamente diferente da presente e logo, imune às vacinas que se começam agora a perfilhar no horizonte.

A “gripe A” está entretanto a afectar as relações internacionais entre vários países. O México criticou abertamente a atitude Chinesa de colocar arbitrariamente 70 cidadãos mexicanos de quarentena, apenas pela sua nacionalidade e não porque apresentassem quaisqueres sintomas gripais. Alguns foram mesmo detidos e colocados nesta quarentena forçada apenas porque tinham viajado no mesmo voo de um caso confirmado de “gripe A”… O único caso registado na China.

No Egipto, centenas de agricultores revoltaram-se contra a polícia que tentava dar cumprimento a uma ordem governamental de abate de porcos. Uma decisão tomada por um governo muçulmano, num país onde ainda não foram registados casos da “gripe A” e onde esta medida afecta somente a população não-muçulmana, ou seja, crista copta, que cria porcos (considerados “animais impuros” no Islão). Assim, a medida assume um contorno imprevisto, mas muito real, de discriminação religiosa…

Na América do Sul, onde as relações entre o Equador e a Colômbia têm sido muito tensas, devido às acusações colombianas de apoio equatoriano às FARC, a aparição de um caso positivo na Colômbia levou o Equador a aproveitar o pretexto e a fechar a fronteira comum.

A Rússia – ainda com uma memória muito viva do apoio ocidental à Geórgia – aproveitou a aparição dos primeiros casos de “gripe A” nos EUA para decretar a proibição das importações de carne de porco nos EUA, para grande ira dos produtores norte-americanos. Menos preocupados, contudo, o aumento do bramido daqueles que nos próprios EUA, alegando a fronteira comum com o epicentro mexicano da pandemia, reclamam o fecho da fronteira, assistindo-se nos Media uma multiplicação das alusões racistas contra mexicanos.

Entretanto, desde à alguns dias que não foram detectados novos casos de infecção, no esteio do abrandamento que acima referimos. Contudo, é preciso esperar pelo menos uma semana para confirmar esta suspeita, felizmente coincidente com o fim da “estação da gripe” e com a chegada do Verão, em que tradicionalmente este fenómeno abranda, para regressar em força apenas daqui a um ano. É claro que, quando regressar, no próximo outono ou inverno, e especialmente se houver uma mutação, o vírus pode regressar e ainda mais forte doo que antes, precisamente o que ocorreu em 1918, com a Gripe Espanhola, matando então quase 50 milhões de pessoas… Não é portanto o momento para baixar os braços, devendo-se envolver todos os esforços na concepção de uma vacina, estando atento a eventuais mutações letais do vírus e impondo restrições de voo para os epicentros virais (sem os excessos racistas da China) ou mesmo proibindo voos de turismo até esses locais. Paralelamente, a consciencialização das populações perante simples, mas muito eficientes medidas de protecção como o uso de máscaras ou a lavagem frequentemente de mãos, ou mesmo a auto-quarentena devem aumentar assim como a divulgação das mesmas. Só assim é que os temores da OMS, de que um terço de toda a população mundial possa contrair o vírus, em menos de um ano, se poderão não chegar a concretizar.

Fontes:
www.cnn.com

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379222&idCanal=11

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Lost S05E12 “Dead Is Dead”: Comentários

Evangeline Lilly em http://www.lostcrazy.net

Evangeline Lilly em http://www.lostcrazy.net

1. Com o episódio 12 desta temporada, regressamos a um episódio pleno de conteúdo para os diversos mistérios de “Lost”… Toda a trama se desenrola em torno da viagem de Ben, Locke e Sun ao Templo, de forma a submeter Ben a um julgamento pelo “monstro de fumo”.

2. Quando Ben rapta a filha de Rousseau, Alex, avisa a francesa que se ela ouvir sussuros (um dos Mistérios mais antigos, em Lost) deve fugir na direção oposta. Mas fálo no contexto em que a ameaça de morte se ela tentar recuperar Alex dos Outros. Sempre supûs (por casos anteriores) que os Suspiros estivessem ligados ao Monstro. Mas no contexto concreto desta ameaça de Ben, ele parece ligar os Suspiros mais aos Outros, e não ao Monstro (que não controlam, como admite Ben mais tarde neste episódio, mas que apenas sabem como invocar). Estarão então os Suspiros ligados a Jacob, o “invísivel” e fantasmagórico líder dos Outros, que parece, de facto, ser uma entidade distinta, mas relacionada com o Monstro?

3. Quando Ben se despede de Widmore, este está guardado por dois Outros armados, de uniforme, com o mesmo logótipo que aparece na torre do Galaga. Esse símbolo surge também no logo da Dharma Initiative e, muito obviamente, representa quer a água, quer o abismo, no i Ching… É estranho porque usam estes Outros uniformes da Dharma, quando os que não fazem parte da tripulação, não usam qualquer tipo de uniforme… Mas talvez seja uma uniforme prático de trabalho, a bordo do Galaga… O logotipo ☵ no i-Ching simboliza a Água ou o Abismo… Dois termos muito adequados para surgirem no Galaga, temos que admitir e que dizem muito sobre o grau de detalhe e o cuidado prestado a estas pequenas miudezas pelos argumentistas e produtores da série…

4. Como bem referiu o nosso comentador “Archeogamer”, Locke foi ressuscitado, provavelmente através de um “engenho de ressuscitação”. Tendo em conta que o Monstro (ou algo diretamente a ele associado) tem a capacidade de assumir formas humanas, como sucedeu no passado com o irmão de Mr. Eko, com o pai de Jack, com Alex, neste episódio, com os companheiros de Rousseau, etc, então não será impossível que o Monstro – ou aquilo que o produz – esteja na base destas “reencarnações”, essa é de facto a minha tese atual para explicar o que se passou com Locke: morreu, mas a sua alma (Ka) foi recapturada bem à maneira do “Mundo do Rio” de Philip José Farmer e o corpo reconstruído. Sem perda de memórias, aparentemente…

5. Ben acredita que o Monstro de Fumo o deve julgar… Isso torna-me a recordar o “Mundo do Rio”, onde os “Éticos”, as entidades superiores que o tinham construído e o regiam, eram capazes de ler a Aura moral de cada ressuscitado e avaliar assim da sua capacidade para alcançarem um mais elevado grau de consciência (lendo o Ka, precisamente). Terá então o Monstro também essa capacidade? E será por causa desta “impressão na Aura”, que os Outros tinham uma lista de nomes a capturar entre os sobreviventes do Oceanic, lista essa elaborada a partir de um “Scan” feito pelo Monstro na praia? É que logo que alguém chega à Ilha o Monstro aproxima-se e dá-se a conhecer… fazendo esse “scan” e construindo a lista que depois dá aos Outros, para recolha e recrutamento de novos Outros.

6.  A tese das duas timelines paralelas e não-comunicantes torna a ser reforçada quando Sun mostra a Bem uma fotografia dos recrutas Dharma em 1977 e nesta surge o grupo de Kate, Jack e Hurley. Ben revela uma (aparentemente genuína) surpresa. Se foi mesmo genuíno, então há mesmo duas timelines paralelas, já que ainda que pudesse ter sofrido amnésia ao ser baleado por Sayid, como não se lembrar deles do ataque que conduziu às “Barracks” e onde matou todos os membros da Dharma Initiative?

7. Quando Ben abre aquela curiosa porta, cheia de hieróglifos, que já abordamos em comentário anterior em grande detalhe (ver AQUI) e desce um correr, atravessa um túnel toscamente escavado e penetra numa câmara que tem no fundo uma espécie de rolha coberta de água, que destapa, ficamos a compreender a forma que Ben tem de “invocar o Monstro de Fumo”. Aparentemente, existe uma rede de vasos comunicantes no subsolo da Ilha, cobertos por água. Quando esta é removida e ficam expostos ao ar ambiente, algo alerta o Monstro e o atrai para o lugar onde ocorreu essa ruptura. Este é o método de convocação de Cerberus, portanto. Falível, parece, já que desta feita, o Monstro não aparece a Ben.

8. Quando Ilana faz o seu pequeno “golpe de Estado”, pergunta a Frank Lapidus “O que está na sombra da estátua”? Não nos esqueçamos que Ilana tinha Sayid prisioneiro, no voo acidentado e que provavelmente trabalha para Widmore, o arqui-inimigo de Ben. Mas… o enigma trouxe-me algumas ressonâncias… Como o código antes usado por Desmond “O que diz um homem de neve a um outro?” por várias vezes e para com ele por Kelvin. A pergunta surge sempre depois de outra: “Tu és ele?” e logo, é parte de um código de reconhecimento. De que grupo? Essa é que é a questão… O código era um código Dharma, como prova o seu uso por Kelvin procurando determinar se ele era o seu sucessor de posto na Estação Cisne. Então… Será que quem raptou Sayid não foi o grupo de Widmore, mas… sobreviventes da Dharma, no mundo exterior? Isso explicaria o aparentemente desconhecimento de Ilana que Widmore tem, assim como o uso desta expressão… Quanto à estátua esta é obviamente aquela de que hoje só restam os pés de seis dedos, o Anubis que surge mais para o fim do episódio e em cuja sombra foi construído o Templo, em cujo recinto se refugiaram os Outros.

9. Quando Ben entra no subterrâneo do Templo e se apresenta numa sala com colunas completamente cobertas por hieroglifos e pára diante de uma pedra com claros desenhos de mitologia egípcia estamos perante um dos momentos mais reveladores de Lost. Não só fica claro como o Templo foi construído por Mu (“Influência egípcia”) algo que não o era, realmente, porque o Templo tem de facto um estilo pré-colombiano. Muito curiosa é a presença nesse local de uma figura que parece a do deus egípcio dos Mortos, Anubis juntamente com algo que parece ser o Monstro de Fumo, em que um, olha para o outro… Uma representação comum nos momentos de julgamento no tribunal dos mortos do Antigo Egipto. Anubis é também o deus do submundo, dos subterrâneos (como este) e… das tumbas. Quererá isto dizer que o Monstro de Fumo é Anubis, e que este guardião (Cerberus) da Ilha, guarda nela, mais concretamente no recinto murado do Templo (construído pelos Outros, segundo Alpert) uma necrópole da civilização que construiu as ruínas da Ilha (Mu)?

10. O monstro assume a forma de Alex e avisa muito seriamente Ben quando a seguir a liderança de Locke ou “destruí-lo-á”: Como Locke fora já antes uma escolha de Jacob, este parece assim confirmar-se como uma encarnação (ou pelo menos, a fonte de autoridade do Monstro), já que ambos coincidem na escolha de Locke como o sucessor de Ben na defesa da Ilha à frente do grupo dos Outros.

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Actos para realizar polo Facho com o galho das Letras Galegas do ano 2009

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13 de Maio 2009

8 do serám no local da Fundaçom Caixa Galiza, Cantom Grande, A Corunha: Palestra de Xosé Luís Franco Grande sobre a figura do personagem homenageado: A sua intervençom intitula-se: “Ramón Piñeiro e a política galega anterior á transición”.

14 de Maio 2009

12 e 1/2 da manhá: Oferenda floral nos jardins de Mendes Nunes diante do monumento a Curros Henriques. Falará o presidente d’O Facho, José Luís Rodrigues Pardo e dará a conhecer o ganhadores do Prémio do Concurso de Contos de nenos para nenos d’O Facho“ Carlos Casares”. Na cerimonia haverá musica de gaiteiros.

20 de Maio 2009

8 do serám no local da Fundaçom Caixa Galiza, Cantom Grande, A Corunha: Entrega dos prémios do Concurso de Contos de nenos para nenos d’O Facho “Carlos Casares”

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Serenos Sobressaltos – "Basta pôr fim às visões falsas"

“Não é necessário procurar a verdade. Basta pôr fim às visões falsas”

– Sin-sin-ming, 3º Patriarca do Ch’an.

Que serão as “visões falsas”? Diria: as visões.

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Quids S16: Como se chama esta mulher?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O astronauta Edgar Mitchell acredita que o Governo “oculta informação sobre o Caso Roswell”

Segundo o antigo astronauta da NASA, Edgar Mitchell, (que participou na Apollo 14) não só existiria vida extraterrestre como o governo dos EUA estaria a ocultar a sua existência. Estas declarações foram proferidas na quinta conferência X-Conference, um encontro de ativistas OVNI, nos EUA.

Mas esta proclamação não foi o essencial da apresentação do antigo astronauta… O ponto fulcral foi quando revelou ter crescido em… Roswell, a famosa pequena cidade do Novo México onde em 1947 teve lugar o mais famoso incidente OVNI de sempre. Mitchell tinha então quase dez anos e recorda-se de haver autoridades militares a bater de porta em porta avisando os habitantes locais a “não falarem sobre o acontecimento” e sendo avisados de “graves consequências” caso não cumprissem as ordens dos militares. Isso contudo não impediu que comentassem o caso entre eles, e Mitchell afirma ter escutado ecos dessas histórias.

O ex-astronauta contou ainda que em finais da década de noventa teve uma reunião no Pentágono onde abordou as historias que ouvira em Roswell décadas antes. A reunião de Mitchell terá sido com um almirante do Chefe de Estado Maior, mas de nome desconhecido, que lhe teria prometido revelar toda a verdade por detrás do Caso Roswell confirmando na ocasião as histórias sobre a queda de um OVNI. Mitchell afirmou também que quando esse almirante tentou aceder a detalhes do processo, o acesso a essa informação foi-lhe negado. Atualmente, o mesmo almirante (cujo nome Mitchell se recusa a revelar) hoje negaria toda a história.

É certo que em 1994, a USAF acabaria por cumprir parte da promessa deste almirante ao afirmar que os destroços de 1947 seria os restos de um balão ultra-secreto.

Fonte:
Stephen Bassett em www.cnn.com

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A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

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O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

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