As próximas duas décadas da USAF: uma breve antevisão


(Apresentação pela Boeing do “F-15 Silent Eagle” em http://www.flightglobal.com)

Quando em abril deste ano, o Secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, declarou que a USAF lhe tinha requerido apenas 187 F-22A Raptor a declaração foi recebida com algum nervosismo em muitos círculos militares norte-americanos… É que a última redução do número de F-22 já tinha feito descer o seu número para 243 aparelhos, um número já considerado altamente insuficiente para que o tipo pudesse substituir os 522 F-15 Eagle que estão atualmente em operação. Reduzir ainda mais este número – para apenas 187 aviões – iria necessariamente reduzir dramaticamente a capacidade operacional dos EUA no mundo, já que só com mais de 240 aparelhos seria possível guarnecer 10 esquadrões de F-22, o número mínimo considerado para missões no Estrangeiro e de Defesa Aérea nos EUA.

A redução de 243 para 187 F-22 parece ser já uma consequência de uma decisão da nova Administração norte-americana e foi tomada – aparentemente – nos primeiros dias de abril deste ano, já que no final do mês anterior ainda era possível encontrar chefias das USAF falando de 260 ou 265 F-22… Um número que já era inferior aos 381 que o general Norton Schwartz da USAF considerava ser “excessivo” no verão passado, mas superior aos 183 que então julgava serem “a menos”. Agora… Terá mesmo que se contentar com uma escala idêntica… A escala desta redução torna inevitável que o binómio F-35 / F-22 que se esperava vir a forma a espinha dorsal da Força Aérea dos EUA nas próximas décadas não será suficiente e que haverá que completar esta dupla com aviões de “segunda linha”, mais numerosos, necessariamente mais baratos e desenvolvidos a partir de modelos atuais, de provas dadas e em novas versões que assegurem a superioridade ou pelo menos a paridade com a maioria dos adversários que os EUA poderão encontrar na maioria dos cenários de guerra expectáveis para as próximas décadas. Assim, os Super Hornet e o “Silent Eagle” ganham uma nova importância… De aviões de transição, tornam-se em alvos de médio prazo, complementando os “Silent Eagle” os cada vez mais escassos F-22 (que aliás iriam tomar as missões da anterior geração de F-15) e os SH as missões dos F-35 (que são essencialmente as dos F-16).

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Outside_View_USAF_needs_more_F-22s_999.html

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Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 4 comentários

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4 thoughts on “As próximas duas décadas da USAF: uma breve antevisão

  1. Essa situação de penúria dos ianks, soa como música aos meus ouvidos…é o caminho de saída; do cenário mundial, p/ uma pósição de paridade com as demais potencias, exceto a China e ou a india.

  2. é claro que ainda que não estejam já no apogeu (anos 90), a USAF continua a ser uma força formidável e incomparavelmente superior a qualquer adversário… com um poder reforçado pela única frota mundial de super-portaviões.
    estão em declínio, mas ainda passarão muitos anos até que esse declínio se transforme em decadência.

  3. Espero que vc esteje errado em seus cálculos…quanto + rápido eles sairem de cena melhor; p/ td o planeta, são predadores, poluidores, invasores, torturadores e mt outras qualidades negativas, como o apoio deles incondicional as ações homicidas dos sionistas israelense…é já vão tarde. Até o momento o dragão ñ tem atitudes que possam efetivamente dar medo, a ñ ser formosa, que é inegavelmente seu território, nada pode ser amendrontador. Vamos esperar p/ ver.

  4. É Rússos e franceses tem radares que “pegam” os caças furtivos,que se cuidem , em breve o BRASIL terá o dele…estamos trabalhando nisso.

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