Daily Archives: 2009/05/07

3. Agostinho da Silva, Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira I

Página 29

“E aqui, ao que me parece, se insere a grande façanha de Portugal. O que Portugal fez de maior no mundo não foi nem o descobrimento, nem a conquista, nem a formação de nações ultramarinas: foi o ter resistido a Castela. O ter mantido, através do sangue e fogo, o principio da independência dos territórios periféricos.”

Se Portugal não houvesse logrado sobreviver às agruras e pântanos da historia, não se falaria hoje de Península Ibérica, mas de Espanha. Será apenas pela independência presente do nosso pais que se prova a possibilidade da existência de Estados independentes no seio do espaço geográfico peninsular. Portugal é assim a prova provada de que é possível resistir ao poder agregador e devorador de nações de Castela e Madrid e o horizonte para onde olham todos aqueles que na Península acalentam ainda sonhos de liberdade e independência… Enquanto houver Portugal, Galiza, Catalunha e demais partes divergentes do corpo peninsular poderão continuar a sonhar com a libertação a partir do centro castelhano e castelhanizante… Por isso, é tão importante para Portugal manter vivo o seu exemplo de independência política e económica, por isso a crescente integração económica de Portugal na Espanha e a integração política de Portugal na Europa (regida pelos “senhores louros” do norte) é tal importante, porque exemplar.

No mundo atual, onde a pressão esmagadora da globalização faz sentir o seu peso sobre todos os aspectos da vida humana, iremos assistir a um numero crescente de reações a esta pressão, exterior e asfixiante… Exterior, porque sendo propulsada por restritos interesses económicos e financeiros é alheia ao Homem; asfixiante, porque na sua ânsia de tudo formatar, de aculturar massivamente tudo em nome da bitola da anglofonia, acaba por se exprimir como um tumor que cresce sem fim, ocupado todo o espaço mental e social, e pela via do domínio imperialista dos meios de comunicação se torna incortornável e “pensamento único”.

Uma das reações possíveis a esta pressão globalizadora poderá ser a “localização”. Ou seja, o regresso a um tipo de sociedade e de economia onde a prioridade não será mais produzir para exportar, nem hiper-especializar a produção, mas produzir localmente (no âmbito do município ou da região) o maior numero de produtos possível. Recentrar, localizando é também a melhor de re-humanizar as desumanas e frias sociedades da atualidade e a mais solida e duradoura forma de garantir a liberdade individual e a independência das nações e culturas do mundo perante o poderoso e ávido monstro da globalização neoliberal.

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A Skype torna-se o maior operador de comunicações telefónicas internacionais do mundo

Em pouco mais de cinco anos, o Skype, o operador de comunicações telefónicas VoIP mais conhecido tornou-se o maior operador internacional de chamadas de voz, batendo todas as operadores convencionais. A Skype, é ainda propriedade da eBay (mas não por muito tempo…) e em 2008 transportou 8% de todas as chamadas internacionais realizadas no mundo, ou seja 8% dos 384 biliões de minutos de conversações telefónicas registados pela empresa de consultoria TeleGeography.

O tráfego internacional de voz não tem parado de subir, fruto da Globalização e da multiplicação do fenómeno das migrações. Mas não nas operadores convencionais que devido à queda de preços (pressionadas pelo Skype) as quais, contudo, têm conseguido manter estáveis os seus rendimentos. De qualquer forma, a tendência para virtualizar um segmento crescente de todas as comunicações por voz mundiais é crescente e ainda que a aquisição da Skype pela eBay tenha parecido estranha a muita gente (porque se tratavam de dois modelos de negócio completamente distintos) sendo – de longe – o maior operador de VoIP do mundo, poderá revelar-se estratégica para quem deter o controlo de uma empresa que, depois de assegurar o monopólio efetivo, poderá cobrar os preços que bem entender.

Fonte:

http://www.computerweekly.com/Articles/2009/04/06/235533/skype-now-worlds-top-international-telco.htm

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Em 17 de maio, galego, sempre mais !

O dia 17 de maio é um dia para denunciar nas ruas a única imposiçom lingüística verificável que a Galiza sofre diariamente. E este anoestamos a viver um contexto novo, um contexto cheio de dúvidas e de poucas esperanças para a sobrevivência da língua na Galiza, daí quetodos o colectivos que assinamos este manifesto queiramos expressar conjuntamente o nosso ponto de vista e contribuir para o avanço da normalidade lingüística no nosso País.

O nosso manifesto leva como lema “Galego, sempre mais”, e dizemos isto porque achamos que se por um lado o galego é umha língua cheia de possibilidades e oportunidades, por outro lado, tudo o que se fizer na Galiza em favor dos usos da língua galega nunca será suficiente.
Saímos à rua com umha mensagem clara: “Contra a imposiçom do castelhano”.

Os colectivos que assinamos este manifesto temos toda a vontade de somar esforços pola dignificaçom do galego na Galiza. Se este 17 de maio nom há convocatória unitária é porque a mesa pola normalizaçom lingüística optou por prescindir do resto de organizações (fomos
convidados a apoiar umha mobilizaçom já convocada previamente). A Mesa nom é a única organizaçom a defender a língua e, portanto, nom pode agir como se o fosse. É por isto que nom apoiamos nominalmente a manifestaçom da Mesa.
No entanto, por responsabilidade com o momento histórico que padecemos, somaremo-nos a este 17 de Maio. Faremo-lo mantendo umha distáncia com quem achamos que atende mais as necessidades de umha sigla política que as do movimento normalizador.

Contra a imposiçom do castelhano

*Informações e o manifesto completo no sitios:

http://agal-gz.org/blogues/index.php/madialeva/2009/05/06/no-17-de-maio-todas-a-compostela
http://www.pglingua.org

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Quids S16: Que local é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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As próximas duas décadas da USAF: uma breve antevisão


(Apresentação pela Boeing do “F-15 Silent Eagle” em http://www.flightglobal.com)

Quando em abril deste ano, o Secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, declarou que a USAF lhe tinha requerido apenas 187 F-22A Raptor a declaração foi recebida com algum nervosismo em muitos círculos militares norte-americanos… É que a última redução do número de F-22 já tinha feito descer o seu número para 243 aparelhos, um número já considerado altamente insuficiente para que o tipo pudesse substituir os 522 F-15 Eagle que estão atualmente em operação. Reduzir ainda mais este número – para apenas 187 aviões – iria necessariamente reduzir dramaticamente a capacidade operacional dos EUA no mundo, já que só com mais de 240 aparelhos seria possível guarnecer 10 esquadrões de F-22, o número mínimo considerado para missões no Estrangeiro e de Defesa Aérea nos EUA.

A redução de 243 para 187 F-22 parece ser já uma consequência de uma decisão da nova Administração norte-americana e foi tomada – aparentemente – nos primeiros dias de abril deste ano, já que no final do mês anterior ainda era possível encontrar chefias das USAF falando de 260 ou 265 F-22… Um número que já era inferior aos 381 que o general Norton Schwartz da USAF considerava ser “excessivo” no verão passado, mas superior aos 183 que então julgava serem “a menos”. Agora… Terá mesmo que se contentar com uma escala idêntica… A escala desta redução torna inevitável que o binómio F-35 / F-22 que se esperava vir a forma a espinha dorsal da Força Aérea dos EUA nas próximas décadas não será suficiente e que haverá que completar esta dupla com aviões de “segunda linha”, mais numerosos, necessariamente mais baratos e desenvolvidos a partir de modelos atuais, de provas dadas e em novas versões que assegurem a superioridade ou pelo menos a paridade com a maioria dos adversários que os EUA poderão encontrar na maioria dos cenários de guerra expectáveis para as próximas décadas. Assim, os Super Hornet e o “Silent Eagle” ganham uma nova importância… De aviões de transição, tornam-se em alvos de médio prazo, complementando os “Silent Eagle” os cada vez mais escassos F-22 (que aliás iriam tomar as missões da anterior geração de F-15) e os SH as missões dos F-35 (que são essencialmente as dos F-16).

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Outside_View_USAF_needs_more_F-22s_999.html

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2. Agostinho da Silva, Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira I

Página 29

“de cada vez que as tais circunstâncias históricas, quem sabe por obediência a que leis internas do mundo, precisaram de espanhol sob pressão, fabricaram-lhe recipientes de grossíssimas paredes; prenderam o espanhol; prenderam-no com os romanos, prenderam-no com os visigodos, prenderam-no com Carlos V, prenderam-no com o breve parlamentarismo e com outros sistemas mais modernos; e talvez outras prisões o esperem, se os fados lhe não correrem favoráveis. Acho que o único recipiente elástico que lhe fabricaram foi o do Califado de Córdova e um pouco o dos reinos de taifas; talvez uma rápida Idade Média, com seus “Comuneros”. Depois, cilindro e válvula; exígua válvula.
O grande instrumento de todas estas prisões sempre foi o castelhano, pagando com os seus defeitos as suas qualidades, pagando com a sua violência a sua paixão”

E agora querem prender o “espanhol” – entendido aqui como o habitante da Península Ibérica, no mais lato sentido – sob as tramas da burocracia, das normativas e dos regulamentos europeus… Mas entretanto, Castela e Madrid – a sua criatura – continua a exercer sobre os povos peninsulares o seu “império”, hoje mais largo e discreto do que nunca, mas presente, ainda assim. Apesar das “autonomias”, Espanha continua a ser um Estado centralista, sem as essências descentralistas de uns Estados Unidos ou até da Alemanha. As “autonomias” sentem esse jugo, e dai as recentes declarações de Rovira, na Catalunha, a adopção do português como terceira língua na Extremadura e as energias centrípedas bem vivas na Galiza.

A Península não precisa de impérios. Não precisa da autoridade de Madrid estendida sobre todas as suas parcelas, como advogam iberistas como José Saramago e precisa ainda menos dos ditames germânicos dos senhores louros do norte da Europa. A Península precisa de reencontrar as suas raízes de liberdade municipal e regional pré-romana e islâmica e sacudir o jugo de todos os centralismos com que a tentam prender. Comecemos por descentralizar, municipalizando, Portugal e depois, aproximemos Portugal à Galiza e aos concelhos lusófonos de Olivença… Por arrasto descentralizemos e esvaziemos as tiranias de Lisboa e Madrid, sem esquecer a sofreguidão federalista de Bruxelas, depois ouçamos os apelos da Catalunha e da Extremadura, assim como a fera autonomia basca e aí… Talvez encontremos em solo peninsular a verdadeira e perdida Ibéria que tantos labores e esforços mereceu a Roma para domesticar.

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