Daily Archives: 2009/05/05

1. Parágrafos agostinianos de pensamento político em “Ir à Índia sem abandonar Portugal”

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“Com o mar a coisa correu perfeitamente. Fez-se aquilo que se podia e devia fazer: dar ao Homem a noção de Humanidade plena (que ate aí o que tinha sido a Humanidade? Uns primos a encontrarem-se na praça pública de Atenas ou no fórum romano… Isso é que era para eles a Humanidade, o resto eram Bárbaros…). Com os portugueses lançou-se outra ideia de Humanidade: uma Humanidade plural de cor, plural de culturas, que ainda não se assimilou perfeitamente; ainda ninguém digeriu muito bem a descoberta que Portugal fez…”

A visão de Agostinho da Silva toca aqui num ponto essencial: a grande missão histórica de Portugal, já anunciada, mas apenas parcialmente cumprida, que foi a de re-ligar os povos e as civilizações que antes se encontravam apartados pela geografia. Ora é certo e comprovadamente reconhecível que se esta missão não pôde ser plenamente realizada no passado tal sucedeu porque no século XVI a ânsia e a vontade de estabelecer laços e pontes entre os povos e as culturas foram vencidas pelo mercantilismo e pelo materialismo importados a partir do norte da Europa e, sobretudo, pela adopção de conceitos exógenos a partir do norte da Europa.

Se Portugal tem realmente esse supracitado papel histórico ainda por concretizar e se esse papel é o de reunir os povos do mundo, então este tem que ser realizado potenciando novas e revolucionárias formas de integrar os diferentes Estados do mundo em novas entidades trans-nacionais com formas inovadoras e desprovidas das meras congregações de interesses militares e económicos que caracterizam as NAFTAs ou a União Europeia da atualidade. Por outro lado, Portugal, sendo um país de escasso poder militar e raras aspirações estratégicas e económicas não poderá jamais captar os mesmos anticorpos que algumas grandes nações, as quais, com aspirações globais, mais ou menos “neoimperialistas”, atraem. Portugal não é a China, nem os Estados Unidos e tão pouco uma a Alemanha ou o Reino Unido. Esta diferença, encarada tantas vezes como um defeito ou um problema inultrapassável é vantagem, bastando para tal encarar de frente esta faceta da nossa demografia e geografia, sem vergonhas, nem falsos pudores.

Por isso, paradoxalmente, é a pequenez geográfica, económica e demográfica de Portugal – assim como a unicidade da sua História – que o torna ideal para formar o núcleo fundador de um novo tipo de “união política” de diferentes países e gentes: ninguém pode temer – no seu melhor juízo –  um anacrónico “imperialismo português” e por isso há uma muito palpável e realista possibilidade para realizar essa ideia plural de Humanidade do Professor Agostinho: uma União de gentes, não baseada no estéril economicismo ou no fátuo interesse estratégico, mas na Cultura e na Língua e fundar assim uma verdadeira reunião de povos lusófonos que, depois, numa fase posterior possa prototipar numa escala maior, uma união de todos os povos e Estados criados pelos ibéricos por esse mundo fora e, num patamar último de Sonho e Realidade, uma União Mundial, fraterna e intrínsecamente pacífica que cesse por fim com todas as guerras e que reoriente os recursos assim desperdiçados para o Homem e para o extraordinário potencial criativo do ser humano.

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A Propósito da Inclusão…

PROFESSO SE NEGA A DAR AULA PARA OLUNO COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Governo do Paraná abrirá edital para contratar tradutor.
Secretaria diz que tem 398 tradutores de Libras na rede.
Um professor de inglês do Colégio Estadual Helena Kolody, no bairro Jardim Monza, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, recusa-se a dar aula para uma turma da 5ª série que possui um aluno surdo.

A diretoria da escola foi comunicada pelo professor na semana passada. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) vai publicar um edital em caráter emergencial para a contratação de um tradutor de Libras (linguagem de sinais).

O caso revoltou a mãe do estudante de 11 anos. Segundo ela, até o ano passado o filho estudava em uma escola especial. Neste ano, quando ele ingressou na 5ª série, a opção foi por matriculá-lo em uma escola regular.
(O Globo)

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O Japão forneceu componentes ao programa de mísseis norte coreano

Os lançadores da Coreia do Norte em http://standeyo.com

Os lançadores da Coreia do Norte em http://standeyo.com

Um dos países mais ameaçados pelo programa balístico norte-coreano é o Japão… Constantemente sobrevoado pelos mísseis coreanos em voos de “teste”, albergando várias bases e instalações norte-americanas que são alvos potenciais para ataques balísticos com ogiva convencionais, químicas ou até nucleares e tendo uma “história antiga” nunca resolvida com a Coreia que data da Segunda Guerra Mundial, estranha-se muito a notícia segundo a qual teriam sido encontrados equipamentos de alta tecnologia fabricados no Japão e comprados através de intermediários chineses. O navio teria sido apresado em 1999, num porto indiano mas a informação teria sido mantida reservada pelos indianos, provavelmente por causa das ligações conhecidas entre a Coreia do Norte e o arquirival indiano, o Paquistão… O destino do cargueiro, naturalmente…

De novo, a China ou empresas chinesas aparecem envolvidas em operações mais ou menos escuras com o regime norte-coreano e na transferência de tecnologia balística para este país, sendo certo que se não fosse este apoio o regime de Pyongyang não teria sido capaz de progredir tanto neste campo ao ponto de se tornar atualmente num dos maiores exportadores mundiais de mísseis balísticos de médio alcance. Quanto ao Japão… talvez tenha chegado a altura de conter melhor as suas exportações para Pequim, a menos que queira que estas regressem à origem, transformadas e integradas em… mísseis que se abatem sobre as cidades japonesas.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Japan_products_found_on_NKorea_missile_kit_vessel_report_999.html

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Quids S15: De que país é esta bandeira?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela

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AIG e Citigroup: Eles estão a malbaratar o dinheiro das ajudas federais…

Entre as empresas que mais contribuíram para ações de Lobby, nos EUA, nos últimos dez anos, esteve o Banco Citigroup. O mesmo Banco que teria falido se o dinheiro público não tivesse jorrado profusamente para os seus cofres (a troco de zero contrapartidas ou garantias), que ainda hoje em muitos centros comerciais e aeroportos deste mundo nos tenta impingir os seus cartões de crédito e que ainda no mês passado se preparava para comprar um jato Dassault de 12 lugares para “Executivos” por uns módicos 50 milhões de dólares. Depois da ira pública, o Citigroup anunciou que teria cancelado a compra e isto num absoluto volte-face depois de uma semana antes ter defendido a compra alegando que a aquisição permitiria “poupar dinheiro” porque o novo avião a jato iria levar ao abandono de outros aviões na frota executiva do Banco. O porta-voz deste Banco alegara ainda que teriam que pagar “milhões” em indemnizações se cancelassem agora a compra. Que nunca devia ter sido feito, em primeiro lugar e sobretudo neste contexto de contenção (suposta) de custos e de afluxo massivo de verbas federais para salvar o mega-Banco do colapso. Aumentando ainda mais o nível de absurdo da argumentação, o Citigroup alegou que o avião estaria a ser comprado sem… usar nenhum dólar dos 45 biliões de fundos federais injetados no Banco! Como se esses 50 milhões não tivessem melhor usado substituindo esses fundos públicos!

E não satisfeitos com o mau exemplo, o Citigroup decidiu ainda gastar 10 milhões de dólares na construção de um novo escritório para o seu CEO Vikram Pandit e para a sua direção… O novo escritório devia custar “apenas” 3,2 milhões de dólares, mas quando se somaram aos custos de constrição os do mobiliário, da decoração, etc, o preço triplicou chegando aos 10 milhões. Isto dá uma boa medida do luxo que aqui se tenciona introduzir…

Enquanto os gestores do Citigroup inventam novas formas de gastar nabábicamente o dinheiro dos contribuintes americanos, a nefanda AIG (tristemente célebre, pelas mesmas razoes) continuava a fazer mais do mesmo: a seguradora viu-se em bolandas quando começou a vender seguros sobre “fundos de risco” (Hedge Funds) a Bancos, quando estes fundos revelaram a sua falta de sustentação, a AIG, que os segurara quase implodiu, sendo salva in extremis, pela injeção de biliões de dólares de dinheiro federal. Assim, seria de esperar que os administradores da seguradora não quisessem ter nunca mais nada a ver com “Hedge Funds”, certo? Errado. A AIG está novamente a segurar “Hedge Funds” altamente especulativos, como aqueles que funcionam como circos de apostas em que se aposta quanto vão descer o preço do imobiliário, por exemplo. Uma operação que é financiada com o “novo” dinheiro público, claro, já que à AIG não resta hoje outro tipo de capital…

Os gestores da AIG, do Citigroup – e de muitas outras multinacionais em dificuldades – ainda não perceberam que não podem continuar a exigir sacrifícios substancias a centenas de milhares dos seus trabalhadores enquanto continuam a autocumular-se de privilégios, partilhas de “dividendos” e de clausulas de rescisão imorais. Não é mais um problema de bom senso, é um problema de imagem pública e de padrões de decência mínimos, particularmente notáveis no caso do Citigroup, um dos Bancos que esteve no epicentro da presente recessão mundial!

Fontes:

http://www.businessinsider.com/aig-bailout-enriching-hedge-funds-2009-3

http://www.correntewire.com/citi_spends_10_million_your_bailout_money_new_office_vikram_bandit_soft_seating_and_blast_proof_wind

http://www.swamppolitics.com/news/politics/blog/2009/01/citigroup_cancels_50_million_j.html

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COMUNICADO DO MIL: PELA LIBERDADE NA INTERNET

No dia 6 deste mês, terá lugar, no Parlamento Europeu, uma votação que irá afetar diretamente todos os que usam a Internet no espaço europeu, quer como divertimento, jogando online, quer comunicando com outras pessoas, via redes sociais ou blogs, quer informando-se ou participando civicamente nas suas sociedades.

As novas regras que os “senhores da Europa” querem aprovar vai permitir que os ISPs como a PT (Sapo), a Clix, a Cabovisão ou a Meo possam criar limites ao número de sites que os seus clientes (nós!) podem visitar! A mesma lei, a ser forjada nos corredores do Parlamento Europeu, permitirá que estes ISPs limitem a alguns “serviços” o nosso tipo de acesso, até agora completamente livre, dentro de certos patamares de volume de dados, de tempo e de velocidade. A lei pretende unificar o mercado das telecomunicações nos 27 Estados-membros.

A ideia parece ser a de transformar o acesso à Internet numa série espartilhada de pacotes, bem ao jeito dos “pacotes de canais” da televisão por cabo, em que a prazo teremos um pacote para aceder a mail, outro para VoIP, outro a vídeos na Internet, outros para navegar em sites, outro para conversação, outro para jogar online, etc.

A ideia é também limitar o acesso a formas de informação alternativa à apresentada pelos grandes grupos económicos, que hoje controlam todos os meios de comunicação “oficiais”, e retirar audiência às formas de divulgação oficiosas que na Internet, sob a forma de “blogs” ou fontes noticiosas alternativas, conseguem ir vingando. Barrar o acesso a eles seria fácil, bastando para tal não os incluir nesses pacotes especializados, ou, simplesmente, impondo o sistema de pacotes e deixando o acesso a websites não corporativos num pacote à parte, que se teria de pagar para poder aceder.

Posto tudo isto, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO apela publicamente a todos os euro-deputados, em particular aos euro-deputados portugueses, que votem contra esta intenção, de modo a preservar a Internet enquanto um espaço de liberdade.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (
www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.


Entretanto, não se esqueça se assinar as nossas duas últimas petições:

EM PROL DE UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA:
http://www.gopetition.com/online/26885.html

EM PROL DA CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO NA GUINÉ-BISSAU:
http://www.gopetition.com/online/26953.html


MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)

Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)

SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

Categories: Informática, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade | 6 comentários

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