Daily Archives: 2009/05/04

Manifesto em defessa da Língua Galega

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É umha falsidade partidária que exista umha imposiçom do galego:

A situaçom da língua galega está em grande perigo ao nom desfrutarmos os galegos de direitos lingüísticos plenos para desenvolver a nossa vida cotia com normalidade na nossa Língua e no nosso País. Somos os falantes do galego os discriminados.

Como povo e cultura, temos direito a que nossa Língua própria, de origem, seja oficial a todos os efeitos no seu âmbito territorial. Os falantes galegos devemos desfrutar do mesmo status legal no nosso território do que o castelám no seu.

As políticas etnocidas levadas a cabo contra o galego desde há séculos, dictadas por Madrid, ponhem hoje em perigo a nossa Língua, ao ser violentados decote os galegos falantes.

O verdadeiro problema nom está na cooficialidade de idiomas como o galego, senom na actitude de quem nega a existência de povos e línguas diferentes dentro do Estado Espanhol. Esta posiçom etnocida é a negaçom da convivência e da igualdade.

A imposiçom do castelám nom tem discussom desde o momento em que é a única língua que todos os cidadans do Estado tenhem a obriga de conhecer segundo a constituiçom espanhola.

Reclamamos:

A aboliçom do sistema legal que subordina o galego ao castelám, a aboliçom do supremacismo castelám que procura a desapariçom do galego e exigimos a implementaçom de autênticas políticas de normalizaçom lingüística ao serviço da nossa
sociedade. Ampliar a cooficialidade de todas as línguas do Estado em todo o seu território. O dever de conhecer o galego em todos os territórios onde é fala de seu.

* * *

Perante a necessidade de respostas à nova política etnocida preconizada pola actual Junta de Galiza, O Facho pede aos sócios e amigos a sua partipaçom na manifestaçom convocada para o 17 de Maio às 12 horas na Alameda de Compostela.

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Frederico Tapia 12-1º 15005 A Corunha

Categories: Comunicados, Galiza | 5 comentários

Sobre a escalada recente de ataques dos piratas somalis

Piratas somalis, prestes a abordar um cargueiro em http://www.javno.com

Piratas somalis, prestes a abordar um cargueiro em http://www.javno.com

A atividade dos piratas somalis não tem parado de aumentar, este ano… Recentemente, um navio grego com 22 tripulantes foi capturado e pouco antes, um cargueiro com bandeira do Togo, sofria idêntico destino. No dia anterior, o mesmo tinha acontecido a dois pesqueiros egípcios, factos que aconteciam praticamente ao mesmo tempo em que eram anunciadas operações militares francesas e norte-americanas contra piratas que lograravam libertar reféns, à custa de baixas entre os piratas e raptores. Esta vaga de ataques recente indica que a atividade pirata está muito longe de abrandar e as atividades militares francesas e norte-americanas parecem estar em vez de dissuadir futuros ataques, ter acirrado ainda mais a vontade dos piratas somalis. De facto, um tal de Jama Si’ad, um líder pirata sediado na cidade costeira de Harardhere, onde estão sediados a maioria dos bandos de piratas somalis declarou que “agora vamos retaliar contra alvos norte-americanos” e adiantou ainda que nacionais franceses e norte-americanos que os seus homens viessem a capturar seriam executados e os seus corpos mostrados aos meios de comunicação.

Perante tal escalada – bem provável – a curto prazo há apenas como resposta um aumento do esforço militar na região, assim como uma maior racionalização dos consideráveis meios aqui já empenhados por diversos países (20 navios de quase 10 países!)… A estratégia de deter os piratas para os soltar a seguir ou entregá-los às “autoridades somalis” (uma ficção) tem também que ser alterada e a decisão da Administração Obama de levar até aos EUA o pirata capturado no resgate do comandante americano e julgá-lo aqui é correta, já que combate este sentimento de impunidade que grassa ainda entre os piratas somalis.

Existem atualmente perto de 12 navios capturados em portos somalis, com quase 200 reféns a bordo, aguardando o pagamento de resgates, sendo na sua esmagadora maioria nacionais de países do Índico ou do Extremo Oriente, cujas marinhas de guerra não estão presentes neste cenário e que portanto estão completamente desprovidos do mesmo tipo de proteção que mereceu o comandante do cargueiro americano…

Fontes:
http://www.voanews.com/english/2009-04-14-voa17.cfm?rss=topstories http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1374218

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 6 comentários

Quids S15: Como se chama esta estátua?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela

Categories: Quids S15 | 14 comentários

Leia e Divulgue! Contra o “Pacote das Telecoms” que vai a votação no Parlamento Europeu a 6 de maio

O nosso cibercolega Mário Nunes chamou-me a atenção para uma votação que terá lugar daqui a poucos dias, no Parlamento Europeu, mais precisamente a 6 de maio de 2009 e que irá afetar diretamente todos os que usam a Internet no espaço europeu, quer como divertimento, jogando online, quer comunicando com outras pessoas, via redes sociais ou blogs’ quer informando-se ou participando civicamente nas suas sociedades.

As novas regras que os “senhores da Europa” querem aprovar em abril vai permitir que os ISPs como a PT (Sapo), a Clix, a Cabovisão ou a Meo possam criar limites ao numero de sites que os seus clientes (nós!) podem visitar! A mesma lei, a ser forjada nos corredores do Parlamento Europeu permitirá que estes ISPs limitem a alguns “serviços” o nosso tipo de acesso, até agora completamente livre dentro de certos patamares de volume de dados, de tempo e de velocidade. A lei pretende unificar o mercado das telecomunicações nos 27 Estados-membros.

A ideia parece ser a de transformar o acesso à Internet numa serie espartilhada de pacotes, bem ao jeito dos “pacotes de canais” da televisão por cabo em que a prazo teremos um pacote para aceder a mail, outro para VoIP, outro a vídeos na Internet, outros para navegar em sites, outro para conversação, outro para jogar online, etc.

A ideia é também limitar o acesso a formas de informação alternativa à apresentada pelos grandes grupos económicos que hoje controlam todos os meios de comunicação “oficiais” e retirar audiência às formas de divulgação oficiosas que na Internet sob a forma de “blogs” ou fontes noticiosas alternativas conseguem ir vingando. Barrar o acesso a eles seria fácil, bastando para tal não os incluir nesses pacotes especializados, ou, simplesmente impondo o sistema de pacotes e deixando o acesso a websites não corporativos num pacote à parte, que se teria de pagar para poder aceder.

Sobre a lei:

http://www.laquadrature.net/en/telecoms-package-towards-a-bad-compromise-on-net-discrimination

http://www.laquadrature.net/wiki/Telecoms_Package

http://en.wikipedia.org/wiki/Telecoms_Package

Os meus sentidos agradecimentos ao Mário Nunes por nos ter alertado para esta tão importante questão que… Obviamente tem passado em silencio em todos os meios de comunicação oficiais… Porque será?

Esta votação terá lugar esta quarta-feita, dia 6 de Maio no Parlamento Europeu.

Resta assim a todos os eleitores o contacto urgente aos seus deputados (ademais, em pré-campanha eleitoral) e expôr muito sintética e claramente a sua oposição perante tal Lei:

Sr. Francisco ASSIS

francisco.assis@europarl.europa.eu

Sr. Luis CAPOULAS SANTOS

luismanuel.capoulassantos@europarl.europa.eu

Sr. Paulo CASACA

paulo.casaca@europarl.europa.eu

Sr. Carlos COELHO

carlos.coelho@europarl.europa.eu

Sr. Armando FRANÇA

armando.franca@europarl.europa.eu

Sr. João de DEUS PINHEIRO

joao.pinheiro@europarl.europa.eu

Sra. Assunção ESTEVES

assuncao.esteves@europarl.europa.eu

Sra. Edite ESTRELA

edite.estrela@europarl.europa.eu

Sra. Elisa FERREIRA

elisa.ferreira@europarl.europa.eu

Sra. Ilda FIGUEIREDO

ilda.figueiredo@europarl.europa.eu

Sr. Duarte FREITAS

duarte.freitas@europarl.europa.eu

Sra. Ana GOMES

anamaria.gomes@europarl.europa.eu

Sr. Vasco GRAÇA MOURA

vasco.gracamoura@europarl.europa.eu

Sr. Pedro GUERREIRO

pedro.guerreiro@europarl.europa.eu

Sr. Joel HASSE FERREIRA

joel.hasseferreira@europarl.europa.eu

Sr. Emanuel JARDIM FERNANDES
emanuel.jardimfernandes@europarl.europa.eu

Sra. Jamila MADEIRA
jamila.madeira@europarl.europa.eu

Sr. Sérgio MARQUES
sergio.marques@europarl.europa.eu

Sr. Miguel PORTAS
miguel.portas@europarl.europa.eu

Sr. Luís QUEIRÓ
luis.queiro@europarl.europa.eu

Sr. José RIBEIRO E CASTRO
jose.ribeirocastro@europarl.europa.eu

Sr. Manuel António dos SANTOS
manuel.dossantos@europarl.europa.eu

Sr. José SILVA PENEDA
jose.silvapeneda@europarl.europa.eu

Sr. Sérgio SOUSA PINTO
sergio.sousapinto@europarl.europa.eu

Eu já o fiz!

Categories: Informática, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 12 comentários

Esfera Armilar – Portugal-Brasil e o Império Espiritual

“Em primeiro lugar, e como já notou João de Castro Osório, Portugal não é propriamente um país europeu: mais rigorosamente se lhe poderá chamar um país atlântico – o país atlântico por excelência. (…) Além disso, Portugal, neste caso, quer dizer o Brasil também. Como o império, neste esquema, é espiritual, não há mister que seja imposto ou construído por uma só nação: pode sê-lo por mais que uma, desde que espiritualmente sejam a mesma, que o são se falarem a mesma língua.
Acresce que, tanto quanto hoje o podemos ver, há, de origem europeia, só duas nações fora da Europa com alma para poder ter império – os Estados Unidos e o Brasil. Os Estados Unidos, porém, e como já foi dito, estão já no seu império, que é material, e que é o Quinto Império de Inglaterra.

(Hipótese oriental – Rússia, Japão, China)”

– Fernando Pessoa, in Pessoa Inédito, coordenação de Teresa Rita Lopes, Lisboa, Livros Horizonte, 1993, p.233.

É dos poucos textos que conheço onde Pessoa fala positivamente do Brasil e das suas potencialidades, considerando Portugal e Brasil “uma só nação” vocacionada para o império espiritual mundial. Parece antecipar a Declaração do MIL e a proposta de uma globalização alternativa, apostada numa promoção da consciência e da justiça a nível planetário. De que, a meu ver, a Lusofonia pode ser uma das sementes, desde que desde o início aberta a todas as demais culturas e civilizações.

Categories: Brasil, Portugal | Deixe um comentário

Comentário ao texto “Português, a língua da Globalização” de Roberto Moreno, sugerido pelo nosso comentador Pegasus

“Nasci na cidade de São Paulo (Brasil) neto de espanhol e italiano, nunca tive dificuldade em compreender estas duas línguas. Cresci sonhando, falando e escrevendo em português do Brasil. Já adulto, percebi que o privilégio de entender o espanhol, também é dos mais de 220 milhões de pessoas que se comunicam em português, situados nas terras mais ricas e estrategicamente localizadas no planeta, e, isto é um facto! Além de, ser o português uma língua de cultura aberta e que dá acesso a outras literaturas e civilizações originais e variadas, nos quatro cantos do mundo.”

> Essa é aliás a grande singularidade da língua portuguesa e a razão essencial pela qual acreditamos na providencialidade de Portugal e da Lusofonia: servir de ponte entre as várias línguas latinas, elas próprias as mais diretas descendentes do Latim, a língua matricial do Ocidente e, ainda mais remotamente das línguas indoeuropeias. Por limitações resultantes do escasso leque fonético disponível no castelhano, e não somente por falta de vontade ou arrogância, a verdade é que um falante do castelhano dificilmente consegue compreender o português, este, contudo, porque tem uma língua mais rica do ponto de visa do uso das vogais, consegue entender facilmente o castelhano. Assim se entende porque um falante do português entende o castelhano e o inverso nem sempre é verdade. Isto quer também dizer que os portugueses conseguirão servir de ponte, cumprir a sua vocação de Quinhentos (Gilberto Gil) e ligar os povos da Lusofonia aos da Latinidade. Esse é o “império da Língua” sonhado por Fernando Pessoa e transposto para o plano político e social por Agostinho da Silva que advogava uma união lusófona, apenas como primeiro passo para uma união mais global que passaria sempre, primeiro, pela reunião de todos os povos de língua latina numa “união latina”, antecâmara primeira para uma união pacífica e total de todos os povos do planeta num único corpo político.

“Foi em 1214 que surgiu o primeiro documento oficial na língua portuguesa, o testamento de D. Afonso II, que até então era o galaico-português, uma solidariedade natural entre duas línguas irmãs. No século XVI, a língua portuguesa começou a se espalhar e enriquecer-se, tomando dos outros povos não só expressões linguísticas novas como também formas de estar e pensar, dando inicio ao multiculturalismo Era o início da Globalização, via Comunicação, e não como é hoje, somente pela via política-económica.”

> A língua portuguesa descende diretamente das formas popular do latim, é assim uma legítima herdeira dos padrões culturais que formataram a mentalidade daquela que foi – nas palavras de Nietzche – a mais perfeita forma de governo jamais concebida pelo Homem… Obviamente, o filósofo alemão referia-se à República romana e aos governos de alguns imperadores, como Augusto, Adriano, Marco Aurélio, Antonino Pio, mas ainda mais ao falso milagre de o império ter sobrevivido a tantos e a tão maus imperadores, permanecendo durante quase mil anos. Uma estrutura política capaz de resistir a uma tremenda extensão geográfica numa época em que o transporte mais rápido era o cavalo e tão resiliente que poderia sobreviver aos ditames absurdos e aleatórios de Nero ou Calígula teria que ser extraordinária, e era-o, efetivamente… Ora sendo a cultura tão interligada e interdependente das matrizes oriundas da língua, o facto puro de falarmos ainda hoje – essencialmente – latim implica que esses romanos de antigamente vivem ainda dentro de nós, falantes do português…

> Portugal nunca deu à Galiza a atenção merecida, apesar de uma tremenda e comovente similitude linguística, cultural e de temperamentos, Portugal partilha com a Galiza o próprio vocábulo original. Partindo da povoação romana, situada na foz do Douro de nome Portus Cale, nasceu quer o termo Cale – Gale + iza, assim como o quase literal Portu(s) + Gal(e), mas também o menos conhecido Cale – Gaia.
Apesar de todos os pontos de semelhança, as vicissitudes da História e da “Real Politik” obrigaram Portugal a sacrificar os seus irmãos galegos a uma relação mais ou menos pacifica com o poder hegemónico que Castela e Madrid exercem ainda hoje sobre a Espanha.

Hoje, é pela proximidade linguística entre Portugal e Espanha que mais depressa se hão de reaproximar essas duas metades da mesma nação, separadas pela Historia, pelos jogos maquiavélicos das estratégias políticas portuguesas e castelhanas e pelo “império padronizador e anti-espiritualista” da União Europeia. A fagulha linguística que une Portugal e a Galiza há de reacender a alma que ambos possuem em comum e potenciar a união daquilo que as circunstâncias separarem. Para tal é preciso manter viva a língua galega, deixá-la resistir às incursões cada vez mais poderosas de Madrid e, sobretudo e porque a grafia de uma língua é a forma material imediata que assumem as almas nacionais, impedir que Madrid (a “Castela” de hoje) prossiga a sua estratégia de impor a grafia do castelhano à língua galega, a fase em que atualmente corre o plano anexador contra a liberdade linguística e cultural galega.

“Como se sabe, entre as línguas românicas, o português e o espanhol são as que mantém maior afinidade entre si. Tidas como irmãs da mesma família linguística, possuem um tronco comum, o latim, e uma história evolutiva paralela, a da popularização diaspórica do idioma latino na península ibérica e de lá para a América, África e Ásia. Entretanto, é bom salientar que é mais fácil para um “lusófono” comunicar-se em “Portunhol” do que para um hispânico comunicar-se em “Hispanês”.”

– um fenómeno por demais evidente a quem quer que viaje em férias até Espanha e que se traduz numa quase total facilidade do português em compreender o castelhano e uma aparente incapacidade do falante da língua de Cervantes em compreender o português, ou, pelo menos, partes daquilo que dizemos e numa percentagem bem superior à correspondência oposta. Geralmente, associamos este desfasamento a um sentimento exacerbado de nacionalismo que impele os castelhanófonos a recusarem-se (intencionalmente) a entenderem aquilo que dizemos. Mas foi Carolina de Michaelis, a insigne filóloga portuguesa do século passado que deitou o dedo na ferida pela primeira vez, expondo o fenómeno que Roberto Moreno aqui enuncia: a incompreensão não advém de um desejo expresso ou consciente, mas de uma maior pobreza fonética do castelhano:

“A razão para este facto é que há algo muito especial na língua portuguesa, o elemento descodificador do espanhol, do italiano e do francês. A nossa língua possui um sistema fonético vocálico de 12 entidades, composto de sete fonemas orais e cinco nasais. O espanhol tem apenas cinco fonemas orais o AEIOU. Eis o porquê de entre as cinco línguas latinas, o português ser o “Ferrari” deste comboio linguístico.

É importante divulgar o quanto se pode ganhar com a aprendizagem da língua portuguesa.
Por exemplo: – Grande promoção da Língua Portuguesa, pague uma, leve duas e meia! – Dado que ganhamos 90% do espanhol e 50% do italiano, e até, uns 20% do francês. É um valor acrescentado que a nossa língua possui e que nunca foi publicitado. Daí a importância de uma aliança entre os países Iberófonos, que tire partido do facto de conseguirem se entender nas suas línguas maternas. Lembrando que, o Brasil equivale a metade da população e território da América Latina, sendo que, neste século, o centro de gravidade do desenvolvimento económico mundial será transferido para a China, Rússia, Índia e Brasil, ao invés da América do Norte e Europa.
Visto que, os países de língua portuguesa e espanhola somam 700 milhões de pessoas em metade do mundo, geograficamente falando, e que não possuem problemas de comunicação entre si, deve-se com urgência, elaborar um plano de marketing estratégico para a língua portuguesa! Diante dos FACTOS já descritos, propõe-se promover a auto-estima pela língua e a cultura nos 30 países que compõem a Comunidade Iberófona através de variadas acções concertadas, por exemplo, nas áreas da Educação, Saúde e Segurança, além de fomentar o português como 2ª língua nos países hispânicos e também nos seguintes países, geo-estratégicos, por acréscimo:
França, onde há cerca de um milhão de “lusófonos”, sendo o português a segunda língua mais falada, alem de que, poderá ser usada como arremesso ao bilinguismo; Itália, pelo facto de entendermos 50% do italiano e por ser o Brasil a maior colónia de italianos do mundo, sendo, após o espanhol, a língua italiana a mais próxima da nossa; EUA, onde há cerca de 50 milhões de Iberófonos e por factores geo-politico, económico e estratégico. A ALCA (Aliança de Livre Comércio das Américas), por exemplo, é inviável sem o Brasil e caso os EUA adoptem o português como 2ª língua, o poder de comunicação de um cidadão Anglo-Iberófono alargar-se-á para 1 bilhão de pessoas. (… é a “Super ALCA”, trabalhando pela via do diálogo na língua do cliente). China, pelo facto de o Mandarim estar restrito ao próprio país e, se cada chinês tiver o português como 2ª língua, serão 2.300.000 milhões de Sino-Anglo-Iberófonos, e ainda pela sua aproximação ao Brasil, que em conjunto com a Rússia e a Índia, representam, no aspecto comercial, científico e geopolítico, a nova «Ordem Mundial»;
Índia, onde há 23 línguas correntes e 1.000 dialectos, a maior industria de audiovisual e informática do mundo. Os Hindi-Sino-Anglo-Iberófonos serão 3.400.000 milhões; Indonésia, por razões semelhantes às referidas para a China e para a Índia, pelo facto de fazer fronteira com Timor-Leste, e pela promoção de uma verdadeira, saudável e frutífera democracia de cultos e religiões, através do DIALOGO que assim se estabeleceria entre o maior país muçulmano do mundo e o mundo católico. Sendo os Sino-Hindi-Anglo-Iberófonos, bilingues, (mantendo a sua língua materna, mais o português como 2ª língua) a comunicação entre os mesmos exclui o monolíngüismo.
Visto que, o “lusófono” é naturalmente bilingue (característica única no mundo) e sendo o português a 2ª língua para os hispânicos, a comunicação entre os mesmos exclui o monolíngüismo. Portanto deveremos promover este “Segredo” guardado desde o ano 1214 em Portugal. É o “Quinto Império”, da espiritualidade e comunicação. É o GEO-Código! (… antes de Da Vinci, ter existido)
Outro facto é: no âmbito da política linguistica do Mercosul, os países hispânicos já estão assumindo o português como 2ª língua, visto que o Brasil já oficializou o espanhol como segunda língua, praticando a reciprocidade e fortalecendo a Iberofonia.”

– Ainda que não concordemos com todas as posições acima listadas de Roberto Moreno, reconhecemos aqui o essencial das nossas próprias posições. É pela língua portuguesa, por mercê das suas singularidades que o “Quinto Império” se irá cumprir. Como bem antevia Fernando Pessoa, o próximo Império não será mais um assente sobre o barro ou o ferro dos impérios universais anteriores. Não será imposto a ninguém a partir de uma forma exterior, mas nascerá espontaneamente a partir do interior de cada ser humano, naturalmente e sem esforço, simplesmente porque um número suficiente de pessoas com os mesmos sentimentos e idêntica visão do mundo, se reuniu e comungou dos mesmos princípios. E cremos – cremos, porque de fé parareligiosa se trata – que esta “civilização das pontes” que assentou arraiais neste extremo Ocidental da Europa e que tem sobrevivido a todas as tentativas colonizadoras que lhe têm tentado lançar é Portugal. Não o “Portugal” meramente europeu (o seu aspecto mais pobre e redutor, porventura) mas o “Portugal-Ideia” que não se esgota nas fronteiras geográficas, mas que botou sementes linguísticas pelo mundo fora, espalhando nos cinco continentes essa língua rica e unificadora que contêm em si mesma, a capacidade de formatar uma matriz cultural moderadora e unificadora de culturas e diferenças. Por se a grafia é – acima o escrevemos – a forma corpórea imediata da língua, então, a língua é por sua vez, a forma corpórea imediata de uma cultura, e se a primeira contêm em si a súmula das circunstâncias históricas que a tornaram especialmente capaz de entender outros falares e culturas, é porque esse é precisamente o seu destino: servir de pilar sustentador de uma ponte que una os dois extremos: o extremo ocidental da Europa (e nela, a civilização ocidental) com o extremo oriental da Ásia (e nele, a civilização oriental). Uma missão que Portugal esteve prestes a cumprir e que somente as sanhas radicais do ultracatolicismo deitaram a perder.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/blogs/broca/archive/2008/10/07/895015.aspx#895192

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 2 comentários

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