Acordo ortográfico e léxico galego

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O passado dia 14 de abril, na Sala Nobre da Academia de Ciências de Lisboa, foi apresentado o Léxico autóctono da Galiza. Dentro de uma sessom interacadémica, na que participaram as academias portuguesa, brasileira de letras e a galega de língua portuguesa, representadas polos seus presidentes, respeitivamente, professores Arantes e Oliveira, Cícero Sandroni e Martinho Montero. No mesmo acto o académico brasileiro professor Evanildo Bechara apresentou a ediçom quinta do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa do Brasil. O Léxico autóctono da Galiza, elaborado entre outros polo ourensano da Límia Isaac Estraviz, o maior lexicógrafo que temos na Galiza, e por Álvaro Iriarte Sanromam, Fernando V. Corredoira, Higínio Martins, A. Gil, Ângelo Brea e Carlos Durao, foi apresentado polo professor Montero, que tambem é membro da comissom redactora. No acto esteve presente o actual presidente da AGAL Alexandre Banhos. E o mesmo contou com apoio de entidades oficiais luso-brasileiras e espanholas, ao estar presentes o embaixador do Brasil em Lisboa Celso Vieira de Melo, o assesor do ministério de cultura português Dr. Augusto Joel e o chefe da conselharia cultural da embaixada de Espanha em Lisboa Sr. Gaspar Díaz.

Curiosamente, o Vocabulário português está aínda nestes momentos a ser elaborado. Uma vez terminado será publicado o ‘Vocabulário Comum da Lusofonia’, já adaptado ao acordo ortográfico, que entrou em vigor recentemente em todos os países do mundo lusófono. Com a incorporaçom do léxico brasileiro e do léxico próprio galego apresentado agora na capital portuguesa. Sem dúvida é este um momento histórico muito importante para Galiza e para o nosso idioma internacional. Que, como muito bem e acertadamente vem de sinalar o socialista galego David Balsa, ‘a nossa língua é um plus no exterior e temos que aproveitar-nos da nossa relaçom com Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Oriental e Guinê-Bissau, e caminhar juntos’.

Quánto nos gostaria que em tema tam importante para a Nossa Terra nom perdamos o comboio por enéssima vez! Levamos infinidade de tempo perdido, levamos no tema do nosso idioma cometido infinitos e imensos erros, levamos perdidas infinidade de ocasioes históricas, levamos mantido liortas estúpidas artificiais e artificiosas neste tema. Que podemos superar e esquecer se, por fim, nos subimos ao carro ou comboio do acordo ortográfico da lusofonia, escrevendo de uma vez por todas bem a nossa língua, dentro duma ortografia comum com portugueses, brasileiros e lusófonos da África e Ásia. Seguindo o modelo que já tem desde há muito tempo o castelhano. Que mantem infinidade de falares diferentes, mas que sem embargo a norma escrita é comum para todo o mundo de fala castelhana. Quánta vantagem teria Galiza se da o passo, com dous idiomas tam importantes no mundo actual! O castelhano que, tal como prevêm os expertos europeus e doutros continentes, em dez anos vai igualar em utentes ao inglês. Pola sua parte o galego-português vai ser (já o é) o quarto idioma mais importante no planeta. Porque é o idioma de esse grande país tam rico que é Brasil. Igual que dizia Vilar Ponte, nós pensamos que em quanto viva o português o galego nom há morrer. O novo governo galego tem por diante uma ocasiom única : subir-se quanto antes ao carro do acordo ortográfico da lusofonia. E participar em todos os foros internacionais lingüísticos da lusofonia. Em pé de igualdade e com dignidade. Se faz isto, os galegos que desde sempre amamos o nosso idioma, e nom estamos em contra de nenhuma língua, lho agradeceremos de coraçom, para sempre e de por vida.

José Paz Rodríguez
Professor Numerário da Faculdade de Educaçom de Ourense

Fonte: http://www.laregion.es/opinion/4884/

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