Daily Archives: 2009/05/03

Crítica ao Federalismo Europeu

Parlamento Europeu em http://www.thegoldenaura.com

Parlamento Europeu em http://www.thegoldenaura.com

Depois das suas teses de “Pensamento Único”, anteriormente defendidas com sanha total e absolutos graus de certeza, os Liberais sofreram um rude golpe quando as consequências de todas as desregulações se abateram sobre o planeta naquela que é já a maior recessão económica dos últimos setenta anos.

Apesar disso, continuam a existir e procurarem influenciar o curso das sociedades e das economias. Representados no Parlamento Europeu com um grupo próprio, os Liberais tentam sair do pântano atual – comparável aquele em que se viram imersos os comunistas após a queda do Muro de Berlim – advogando a defesa da Economia de Mercado e a “promoção dos direitos individuais”. Estes serão os dois motes da sua campanha eleitoral para as eleições europeias de junho.

Apesar do grosso da sua agenda merecer o nosso mais veemente repúdio, pelo menos num ponto estamos de acordo com os deputados do Partido Democrata Liberal Europeu… Na sua oposição ao federalismo, e na sua defesa da independência dos Estados nacionais. Federalismo – na leitura bruxeliana do termo – é concentrar em órgãos não eleitos uma quantidade e qualidade de Poder crescente e com isso, nunca poderemos estar de acordo… Federar – na leitura dos federalistas europeus – é centralizar em instituições e em locais remotos, sitos algures na Europa do Norte, a gestão da coisa pública (Res Publica) e tentar federar e congregar povos, culturas e línguas que nada têm em comum além dos fátuos interesses economicistas de curto prazo. Antes de se forjar uma “Europa económica” haveria de ser forjar uma “nação europeia”, e isso nunca se procurou fazer, não passando a Europa de hoje de um feixe de interesses diversos, coligados frouxamente e apenas na mira de recompensas materiais de curto prazo, sem que haja qualquer sentimento de pátria comum unindo letões, cipriotas e portugueses… Tal construção artificial nunca pode assumir a forma de uma verdadeira federação, apenas a de um “império” imposto a partir de fora, por economistas, tecnocratas bruxelianos e por uma linguagem e discurso economeses que nada têm a ver com as construções mentais e culturais que estão sempre – necessariamente – por detrás de qualquer sentimento nacional e, decorrentemente, federal.

Fonte:
Euronews, 2008

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Acordo ortográfico e léxico galego

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O passado dia 14 de abril, na Sala Nobre da Academia de Ciências de Lisboa, foi apresentado o Léxico autóctono da Galiza. Dentro de uma sessom interacadémica, na que participaram as academias portuguesa, brasileira de letras e a galega de língua portuguesa, representadas polos seus presidentes, respeitivamente, professores Arantes e Oliveira, Cícero Sandroni e Martinho Montero. No mesmo acto o académico brasileiro professor Evanildo Bechara apresentou a ediçom quinta do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa do Brasil. O Léxico autóctono da Galiza, elaborado entre outros polo ourensano da Límia Isaac Estraviz, o maior lexicógrafo que temos na Galiza, e por Álvaro Iriarte Sanromam, Fernando V. Corredoira, Higínio Martins, A. Gil, Ângelo Brea e Carlos Durao, foi apresentado polo professor Montero, que tambem é membro da comissom redactora. No acto esteve presente o actual presidente da AGAL Alexandre Banhos. E o mesmo contou com apoio de entidades oficiais luso-brasileiras e espanholas, ao estar presentes o embaixador do Brasil em Lisboa Celso Vieira de Melo, o assesor do ministério de cultura português Dr. Augusto Joel e o chefe da conselharia cultural da embaixada de Espanha em Lisboa Sr. Gaspar Díaz.

Curiosamente, o Vocabulário português está aínda nestes momentos a ser elaborado. Uma vez terminado será publicado o ‘Vocabulário Comum da Lusofonia’, já adaptado ao acordo ortográfico, que entrou em vigor recentemente em todos os países do mundo lusófono. Com a incorporaçom do léxico brasileiro e do léxico próprio galego apresentado agora na capital portuguesa. Sem dúvida é este um momento histórico muito importante para Galiza e para o nosso idioma internacional. Que, como muito bem e acertadamente vem de sinalar o socialista galego David Balsa, ‘a nossa língua é um plus no exterior e temos que aproveitar-nos da nossa relaçom com Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Oriental e Guinê-Bissau, e caminhar juntos’.

Quánto nos gostaria que em tema tam importante para a Nossa Terra nom perdamos o comboio por enéssima vez! Levamos infinidade de tempo perdido, levamos no tema do nosso idioma cometido infinitos e imensos erros, levamos perdidas infinidade de ocasioes históricas, levamos mantido liortas estúpidas artificiais e artificiosas neste tema. Que podemos superar e esquecer se, por fim, nos subimos ao carro ou comboio do acordo ortográfico da lusofonia, escrevendo de uma vez por todas bem a nossa língua, dentro duma ortografia comum com portugueses, brasileiros e lusófonos da África e Ásia. Seguindo o modelo que já tem desde há muito tempo o castelhano. Que mantem infinidade de falares diferentes, mas que sem embargo a norma escrita é comum para todo o mundo de fala castelhana. Quánta vantagem teria Galiza se da o passo, com dous idiomas tam importantes no mundo actual! O castelhano que, tal como prevêm os expertos europeus e doutros continentes, em dez anos vai igualar em utentes ao inglês. Pola sua parte o galego-português vai ser (já o é) o quarto idioma mais importante no planeta. Porque é o idioma de esse grande país tam rico que é Brasil. Igual que dizia Vilar Ponte, nós pensamos que em quanto viva o português o galego nom há morrer. O novo governo galego tem por diante uma ocasiom única : subir-se quanto antes ao carro do acordo ortográfico da lusofonia. E participar em todos os foros internacionais lingüísticos da lusofonia. Em pé de igualdade e com dignidade. Se faz isto, os galegos que desde sempre amamos o nosso idioma, e nom estamos em contra de nenhuma língua, lho agradeceremos de coraçom, para sempre e de por vida.

José Paz Rodríguez
Professor Numerário da Faculdade de Educaçom de Ourense

Fonte: http://www.laregion.es/opinion/4884/

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Lamento

«Pátria sem rumo, minha voz parada
Diante do futuro!
Em que rosa-dos-ventos há um caminho
Português?
Um brumoso caminho
De inédita aventura,
Que o poeta, adivinho,
Veja com nitidez
Da gávea da loucura?

Ah, Camões, que não sou, afortunado!
Também desiludido,
Mas ainda lembrado da epopeia…
Ah, meu povo traído,
Mansa colmeia
A que ninguém colhe o mel!…
Ah, meu pobre corcel
Impaciente,
Alado
E condenado
A choutar nesta praia do Ocidente…

Não amas, e não podes
Ler o livro da vida.
Sem amor nenhuns olhos são videntes.
A tarde triste é o sol que não consentes
Ao coração.
Mundo de solidão,
O que atravessas,
É um deserto habitado
Onde apenas tropeças
Na sombra do teu eu desencantado.

Se é um poema fraterno que pedis,
Arrancai-o de mim, escavando-lhe a raiz,
E plantai-o no vosso coração.

Nunca pegou nenhum? Tão infeliz
Era o terreno da plantação!»
Miguel Torga, Diário XII, Cântico do Homem

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1. Agostinho da Silva, Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira I

Página 29

“não creio que a verdadeira cultura e a verdadeira humanidade e o verdadeiro futuro do mundo estejam para lá dos Pirenéus. Não creio que aquilo a que se deveria chamar Europa, excluindo cuidadosamente não só a nossa Península Ibérica, mas igualmente o sul de Itália, daquilo a que hoje se chama Europa, não creio que a Europa da gente loira, ordenadora e filosófica seja muito mais do que isso, ordenadora e filosófica, e possa ver-se livre, a não ser por uma transformação que lhe atingiria o próprio cerne, daquele feitio utilitário, pratico e mecânico, que a América do Norte, sua herdeira, levou às ultimas consequências.”

Agostinho não era visivelmente um crente na União Europeia. O conceito de ideal “europeu” que tanto atraiu os português nos primeiros anos após a adesão nunca contagiou o Professor, que sempre a encarou como uma espécie de rendição a um tipo de vida e de cultura civilizacional que é estranha à essência da portugalidade e da forma lusófona de estar perante o mundo. A obsessão geométrica e contabilística dos europeus do norte que se  tem tentado importar – sem sucesso – para Portugal é inadequada para a matriz cultural de Portugal, onde conceitos como a generosidade, o sonho e a imaterialidade são pólos essenciais e absolutamente antagónicos ao utilitarismo estéril onde os herdeiros dos germanos são excelsos. Contra a pontualidade e o formalismo germânico, opomos nos a improvisação e a criatividade, e será nesta contraposição de contrários que nascera inevitavelmente a energia que inevitavelmente nos afastará de uma Europa desalmada e unida apenas por um estreito e monetarista feixe de interesses.

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Introdução: Parágrafos agostinianos de pensamento político em “Ir à Índia sem abandonar Portugal”

Nos próximos parágrafos iremos comentar alguns segmentos de texto de teor político, económico e social que podem ser encontrados numa interessante obra intitulada “Ir à Índia sem abandonar Portugal – Considerações – Outros textos” editada pela Assírio & Alvim em 1994.

A primeira parte deste pequeno livro de apenas 140 páginas recebeu o título de “Ir à Índia sem abandonar Portugal” e consiste na passagem a escrito de uma conversa de Gil de Carvalho e Manuel Hermínio Monteiro com o professor Agostinho da Silva. A segunda parte do livro, é formadas pela reunião de:
“Considerações”, uma edição de autor de 1944; “Aqui falta saber, engenho e arte, O tempo e o modo”, n.31/Out. 1965;
“De como os portugueses retomaram a Ilha dos Amores”, Lisboa, Bairro Alto, 1982;
“Portugal ou Cinco Idades”, Lisboa, Bairro Alto, 1982;
“Fantasia portuguesa para orquestra de História e de Futuro”, Cultura Portuguesa, Lisboa, 1982.

Ainda que não seja propriamente um escrito de Agostinho da Silva, nem que os textos que o incorporam sejam dos mais citados, são uma fonte importante para compreendermos a visão que o Professor tinha do futuro e do papel que nele iria desempenhar o “homem político”… Sem nunca ter militado em nenhum partido, nem proferido apoios ou desapoios a nenhum partido ou movimento cultural, Agostinho da Silva nem por isso deixava de considerar os temas políticos como os seus favoritos, discorrendo abundantemente sobre eles.. Como veremos nos próximos parágrafos agostinianos de pensamento social e político…

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A fragata Corte Real impede um ataque de piratas somalis

forumarmada.no.sapo.pt

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Um helicóptero Lynx Mk95 da fragata Meko 200PN “Corte Real” conseguiu evitar um ataque ao petroleiro “Kition” com bandeira das Bahamas por parte de um grupo de piratas somalis a cerca de 160 quilómetros da costa da Somália.

A fragata tem atualmente a missão de chefiar a força da OTAN no golfo de Áden e estava em patrulha quando detectou uma tentativa de abordagem ao navio. Quando viram o Lynx que patrulhava a zona em torno da fragata, os somalis terão batido em retirada no pequeno barco onde seguiam e retirado até ao navio-mãe, de maiores dimensões que geralmente está na retaguarda das suas abordagens e que lhes serve de apoio. Aqui, terão sido abordados pelo helicóptero e por uma equipa de fuzileiros da “Corte Real”, tendo sido identificados 19 suspeitos e apreendendo várias armas ligeiras, dinamite e  RPGs. Segundo fontes militares, durante a abordagem os fuzileiros não tiveram que abrir fogo.

Infelizmente, todos os piratas foram libertados devido à atual legislação portuguesa, ou melhor dizendo à incapacidade legislativa do nosso Parlamento que está bem mais preocupado em aumentar a quantidade de “dinheiro vivo” que construtores civis e banqueiros podem dar ao partidocratas (ver ESTA petição) do que a dar às nossas forças ao largo da Somália um adequado e útil quadro legal para enquadrarem as suas intervenções.

Se este petroleiro foi salvo pela “Corte Real” a mesma sorte não teve, contudo o cargueiro “Ariana” que foi capturado e tendo partido do Brasil com uma carga de soja com destino ao Médio Oriente o que faz recordar a gritante ausência neste cenário da Marinha Brasileira… Uma das maiores e mais equipadas da Lusofonia e da América do Sul e a marinha de uma das principais nações exportadoras do mundo mas que… Continua enclausurada nos seus portos nacionais.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378014
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Fragata-portuguesa-impediu-ataque-mas-pirataria-prossegue-ao-largo-da-Somalia.rtp&article=217297&layout=10&visual=3&tm=7
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9622892.html
http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=39&SubSubAreaId=79&ContentId=285420
http://diario.iol.pt/sociedade/somalia-piratas-fragata-corte-real-navio-tvi24/1061225-4071.html
http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/Fragata-portuguesa-Corte-Real-impede-ataque-piratas,28405c5b-d52e-44c8-a293-5b8cc6636823.html

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