Monthly Archives: Maio 2009

Sobre a relação (científica) entre a masturbação e o cancro da próstata

“Um estudo insiste, porém, em que masturbar-se mais que uma vez por semana aumenta o risco de cancro da próstata. Publicada em janeiro no “British Journal of Urology International”, a análise dos hábitos íntimos de 840 homens é categórica. (…) E é a masturbação frequente. Não o número de relações sexuais, que pesa no risco. “É provável que haja uma relação entre necessidades sexuais fortes e uma taxa elevada de hormonas masculinas, factor de risco do cancro da próstata”, explica Polyxeni Dimitropoulos epidemologista da Universidade de Cambridge. Passados os 50 anos, a masturbação parece ter um efeito protector, ao libertar toxinas. (…) Já as relações sexuais só tem vantagens. Protegem contra doenças cardiovasculares, depressão e excesso de peso. Na dúvida, vale mais tirar partido do sexo a dois do que a sós!”

Pois. Portanto não existe propriamente uma relação direta entre a pratica onanista frequente (que nos estudo parece ser aquela que é praticada todos os dias) e o tumor na próstata. A relação é indireta, já que é a existência de elevados níveis de hormonas masculinas no sangue que está por detrás de uma alta probabilidade de contrair cancro na próstata e não a própria prática masturbatória. Podemos assim ser o mais puritano dos monges, inscrevermos-nos em todos os clubes de virgens que há na Terra, que isso de nada vale: não é o excesso de masturbação que cria o cancro da próstata, são as altas concentrações de testosterona no sangue e essas, são de origem genética e impossíveis de conter. A menos que… Injetemos em nós hormonas femininas e esperemos pelos efeitos colaterais da opção…

Fonte:
Courrier Internacional, abril de 2009.
Em
Science Journal, Montreal

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Lord of The Rings

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Estado (miserável) do programa MLU dos F-16 da Força Aérea Portuguesa

F-16A da FAP em http://www.zap16.com

F-16A da FAP em http://www.zap16.com

A Força Aérea Portuguesa vai modernizar mais… 3 caças Lockheed Martin F-16 A (Block 15) para o padrão Lockheed Martin F-16 AM aplicando aos mesmos o programa MLU “Mid Life Upgrade”. A notícia resulta de uma declaração pública do ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, que a proferiu durante uma visita à Base Aérea nº 5, onde uma parcela do upgrade é realizada. Segundo o ministro, desde 2003, 15 F-16 A já teria sido convertidos para o padrão F-16-AM, graças à instalação do MLU, um trabalho que estará concluído até 2012, ano em que todos os F-16 da FAP estarão nesse padrão. O programa irá custar aos cofres do Estado mais 20 milhões de euros e será executado pelas OGMA. Cada F-16MLU deverá assim ficar próximo dos 20 milhões de euros por aparelho, ou seja, menos de metade de um Typhoon novo… Aparelho menos versátil, contudo.

Desde logo, é patente uma manipulação de “marketing político” quanto aos números apresentados. Severiano Teixeira fala de “já foram modernizados 15 aviões, prevendo-se chegar ao final do ano com 18” evitando diretamente mencionar que o número de F-16 atualizados é de apenas 3, a que se somam os 7 já modernizados no passado! É que uma declaração do género: “vamos modernizar 3 F-16” não gera sound-bytes tão sonantes como mencionar a diferença entre dois números maiores e esperar que a maioria das pessoas não se dê ao trabalho de fazer a aritmética entre os dois….

O padrão F-16MLU é exteriormente muito semelhante ao F-16OCU, mas capacita o F-16 para missões ao mesmo nível dos melhores aviões em operação nas melhores forças aéreas do mundo, incluindo um novo computador e novo software; um redesenho do cockpit e do interface piloto-máquina; um radar melhorado no uso ar-ar e ar-solo; um novo identificador eletrónico de aeronaves; um sistema GPS, assim de um Data Modem e de um Link16, comunicações criptográficas e de óculos de visão noturna e Helmet Mounted Sight, entre outras alterações de menor monta. O upgrade MLU torna possível o cumprimento de todo um novo leque de missões desde a deteção de alvos terrestres e aéreos a longas distâncias, à operação sob quaisqueres condições meteorológicas; à identificação eletrónicas de outras aeronaves e à integração do aparelho em redes de campo de batalha, assim como a utilização de todo um novo leque de mísseis de longo alcance e de bombas guiadas por Laser e GPS. A instalação do MLU vai aumentar o tempo de vida da célula dos F-16 e torná-los aviões Block 50 standard, uma versão bem mais compatível com a norma OTAN do que a obsoleta atual Block 15 standard. Os pacotes MLU M2 comprados por Portugal foram fabricados na Bélgica em 2003.

Para além da modernização dos aparelhos, há duas questões que não vi ainda mencionadas pelos políticos que nos regem: é verdade que os pilotos da FAP não estão a cumprir as horas de voo mínimas estabelecidas e isso está a começar a erodir seriamente os seus padrões operacionais. Algo que pode vir a revelar-se fatal se os seus aviões forem empenhados numa missão internacional, como as missões de escolta que foram cumpridas pelos F-16 na Sérvia, porque não podiam operar armamento moderno como mísseis BVR ou bombas guiadas.

Na atualidade, apenas 10 F-16 Block 15 e 15 F-16 MLU estão disponíveis na FAP, mas um número indeterminado dos Block 15 já não voam há bastantes meses pelo que poderiam ser vendidos a um preço bastante interessante (como aliás chegou a ser noticiado), o problema é que os EUA obrigam a um acordo prévio, e isso tem dificultado as vendas dos aparelhos… Ou seja, além de termos um número reduzido de aviões de primeira linha, quase metade operam num padrão obsoleto, um número significativo destes (5-10) não voam há meses, os pilotos não recebem as devidas horas de voo exigidas para manter a sua operacionalidade, e, não há prazo qualquer plano para modernizar toda a frota e muito menos, planos para substituir estes aviões por um aparelho idêntico na sua classe aos nossos parceiros da OTAN, como o Rafale ou Typhoon! Que panorama!

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/F-16_Fighting_Falcon

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377509http://www.ogma.pt/defense_pt.html

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Luís Cabral, primeiro presidente da Guiné-Bissau independente, faleceu hoje em Lisboa

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Natural de Bissau, onde nasceu a 11 de Abril de 1931, Luís Cabral é uma das mais importantes personalidades políticas da Guiné-Bissau e nunca perdoou a João Bernardo “Nino” Vieira o golpe de Estado de 14 de Novembro de 1980, localmente conhecido por “Movimento Reajustador”, que o afastou da presidência que assumira sete anos antes, em 1973.

O antigo contabilista várias vezes afirmou ter sido traído pelo homem que, em 1978, nomeara primeiro-ministro, embora tenha deixado cair essa “bandeira” e desistido do regresso à política activa e ao seu país após as primeiras eleições gerais pluralistas guineenses de 1994, que deram a vitória a “Nino” Vieira e ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Já depois dessa desistência, acabou por regressar em 1999 a Bissau, “apenas para uma visita”, precisamente na altura em que “Nino” Vieira já tinha deixado o poder, após os 11 meses do conflito político-militar de 1998/99.

A convite do então primeiro-ministro do Governo de Unidade Nacional (GUN), Francisco Fadul, o ex-presidente revisitou o país que já não via há 18 anos, mas deixou indicações claras de que o seu regresso a Bissau não implicaria um retorno à política activa.

Mas essa actividade política esteve presente na sua vida desde relativamente cedo, uma vez que Luís Cabral foi um dos mais próximos colaboradores do seu meio-irmão, Amílcar Cabral, o “pai” das independências da Guiné e Cabo Verde.

Em 1956, ao lado do seu meio-irmão e de vários outros destacados dirigentes, Luís Cabral foi um dos fundadores do PAIGC e um dos principais protagonistas da história da emancipação das colónias portuguesas em África, embora tenha estado sempre na “sombra” de Aristides Pereira, que foi secretário-geral do PAIGC e presidente de Cabo Verde.

A unidade entre a Guiné e Cabo Verde, país onde efectuou os seus estudos primários, era um dos ideais subjacentes à própria criação do PAIGC, que nunca acabou por ir por diante, projecto que morreu definitivamente com o golpe de Estado de 1980.

O “Movimento Reajustador” teve, na sua essência, o fim da ruptura entre duas realidades diferentes, com o assumir, por Bissau, de que quem mandava no território eram os guineenses e não os “burmedjus”, os mestiços cabo-verdianos escolarizados que a Guiné-Bissau “herdou” da colonização portuguesa.

O assassínio de Amílcar Cabral, em Janeiro de 1973, em Conacri, cujos verdadeiros contornos são ainda hoje desconhecidos, levaria Luís Cabral, oito meses mais tarde, a 24 de Setembro do mesmo ano, à presidência da Guiné.

A chegada à chefia do Estado ocorreu após a proclamação unilateral da independência – lida em Madina do Boé (leste) pelo então presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) das “Zonas Libertadas” pelo PAIGC, precisamente “Nino” Vieira -, e que só seria reconhecida oficialmente por Portugal cerca de um ano mais tarde, a 10 de Setembro de 1974.

Se as relações entre Aristides Pereira, na altura presidente de Cabo Verde, e “Nino” Vieira morreram após o golpe, as de amizade e admiração profunda entre o líder cabo-verdiano e Luís Cabral também azedaram quando ainda era incerto o destino do presidente destituído.

Em 1991, Luís Cabral lembrou esse episódio à imprensa portuguesa, recordando que, durante o seu exílio em Cuba (entre 1981 e 1983), escreveu várias vezes a Aristides Pereira sem obter resposta. A ideia era regressar a África, nomeadamente a Cabo Verde, na companhia da sua família, ao que Aristides Pereira se opunha.

A partida para Portugal só aconteceu depois de uma intervenção conjunta do então presidente português, general António Ramalho Eanes, e do governo de Lisboa, que lhe ofereceram o exílio, iniciado em princípios de 1984.

Contabilista de formação, Luís Cabral entrou em 1963 para o Comité de Luta, dois anos depois de ter fundado, em Conacri, a União geral dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), ainda hoje a principal central sindical do país.

Em Agosto de 1971, foi eleito para o secretariado permanente do Comité Executivo da Luta, com a responsabilidade de reconstruir as “zonas libertadas” pelo PAIGC na guerra pela independência (1963/74).

Eleito deputado à ANP pelo círculo de Bissau em 1971, assumiu, nesse mesmo ano, a direcção da luta na Frente Norte e, em Julho de 1973, no segundo Congresso do PAIGC, foi eleito secretário-geral adjunto do partido, sendo o “braço direito” de Aristides Pereira, depois de este assumir a herança de Amílcar Cabral, assassinado seis meses antes.

Já na Presidência guineense, Luís Cabral tentou impor uma economia forte no país, apoiada num modelo socialista que deixou a já de si frágil economia guineense arruinada.

Paralelamente, a repressão de um regime monopartidário musculado e a penúria alimentar também deixaram marcas e, apesar de sempre o ter negado, Luís Cabral foi acusado de ser o responsável pela morte de um importante número de soldados guineenses que combateram do lado português durante a guerra colonial.

Fonte: http://dn.sapo.pt/gente/interior.aspx?content_id=1249515

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Mais de 97% de todo o correio eletrónico que circular pela Internet, a caminho das nossas caixas de correio é… Spam

Segundo um relatório publicado pela Microsoft, mais de 97% de todo o correio eletrónico que circular pela Internet, a caminho das nossas caixas de correio é… Spam, isto é, correio não-solicitado! Esta informação revela bem quanto lixo circula pelos cabos da Internet e a grandeza deste problema. É certo que a maioria das organizações já implementaram à muito tempo sistemas de antispam mais ou menos eficazes, pelo que a maioria desse lixo não chega às nossas caixas de correio. Contudo, tamanho volume indica que o “crime” de enviar spam compensa, e que ainda existe um número suficientemente grande de pessoas a comprar produtos e serviços a estes criadores de spam. Mais do que um problema técnico ou informático, o spam é um problema humano ou social, já que enquanto houver quem abrir essas mensagens e comprar aquilo que elas (supostamente) vendem, haverá spam.

Por isso, saiba que está em si, que lê estas palavras a solução para este problema: não abra mails de gente que não conheça e desconfie de tudo aquilo que lhe querem vender por correio eletrónico. Recuse comprar tudo aquilo que aí aparece, saiba que boa parte desses “artigos” não existem ou são falsos (especial cuidado com medicamentos comprados pela Internet).

Fonte:
http://techdirt.com/articles/20090408/0858554433.shtml

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Verifique o que anda a atrasar e a tornar lento o seu Blog…

Se acha que o seu blog está particularmente lento experimente aceder a

http://tools.pingdom.com introduza o endereço do seu blog, p.ex. http://movv.org em “URL:” e clicar em “Test Now”.

Observe, no fim da página o tempo de carregamento total da página (a minha ronda os 7 segundos, o que é bom) tendo em atenção as barras maiores que serão os links, imagens e páginas que atrasam mais o seu site. Se tiver algumas que destoam das demais e atrasam a página, remova-as. Por exemplo, no meu caso, há duas imagens externas que ocupam quase 3 segundos desses sete e que são bons candidatos a sair fora… Tenha especial atenção a links a vermelho (geralmente imagens) que estão “mortos” ou seja, que foram apagados e que estão apenas a atrasar a sua página.

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Quem votou e em que direção no “Pacote das Telecomunicações” que foi a plenário no Parlamento Europeu?

Talvez se recordem que recentemente apoiei muito veementemente uma campanha de envio de mails para as caixas de correio dos nossos eurodeputados, pressionando-os para que votassem contra esse afrontamento que era o “Pacote das Telecomunicações“. Ora, na altura andei pelo site do Parlamento Europeu em busca da direção dos votos de cada eurodeputado português, procurando saber quem tinha votado a favor do interesses das empresas de acesso à Internet e quem tinha votado contra nós, consumidores e utilizadores. A informação não estava disponível e continuava não estando nos dias seguintes…

Felizmente, o blog http://cabalas.blogspot.com conseguiu cumprir essa missão e graças à nossa comentadora habitual Nehalen (bem haja!) eis então o sentido dos votos dos senhores eurodeputados:

A Favor (dos internautas portugueses)

GUE/NGL: Ilda Figueiredo (PCP), Miguel Portas (BE), Pedro Guerreiro (PCP)
PPE-DE: Ribeiro e Castro (PP)
PSE: Ana Gomes, Armando França, Edite Estrela, Elisa Ferreira, Emanuel Jardim Fernandes, Francisco Assis, Jamila Madeira, Joel Hasse Ferreira, Manuel dos Santos, Paulo Casaca (PSs)

Contra (os internautas portugueses)

PPE-DE: Assunção Esteves, João de Deus Pinheiro, Vasco Graça Moura (PSDs)

Abstenções:

PPE-DE: Duarte Freitas, Luís Queiró, Sérgio Marques, Silva Peneda (PPs e PSDs)

Daqui se infere rapidamente que quando o Pacote das Telecoms regressar ao plenário a força do seu Lobby irá abater-se sobre os deputados que se abstiveram, ou seja, sobre os deputados que se afastaram do voto pró-empresas do PSD e contra o PP… Será da banda da direita portuguesa que poderão vir os “vira-casacas”. Estejamos portanto atentos a “viragens ideológicas” destas bandas e preparemos-nos para a mesma logo que… forem eleitos a 7 de junho de 2009!

Não nos esqueçamos também de recordar – através do nosso voto – os votos dos senhores do PSD que alinharam – contra nós – a favor das empresas de telecomunicações…

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Três Questões sobre o “Caso Alexandra Zarubina”: A Questão Político-Diplomática; A Questão do “Descrédito na Justiça” e A Questão da “Má Lei”

1. A Questão Político-Diplomática: Como no ainda muito vivo na memória de todos nós, “Caso Maddie”, este “Caso Alexandra Zarubina” parece ter um carácter político muito vincado. A pressão que a Embaixada russa exerceu junto da mãe para que esta alterasse a decisão inicial de regressar à Rússia sem a filha, conseguindo que esta mudasse a posição inicial foi um primeiro indício… A súbita e a contracorrente decisão do juiz de Guimarães fez também com que muitos acreditassem que houve pressões aos mais altos níveis entre a Rússia e órgãos do governo portugueses para que este Tribunal alterasse a decisão das instância anteriores a favor do interesse russo. Se assim foi, será que os altos contactos da família de Gerry McCann no Partido Trabalhista e as suspeitas de que terão havido telefonemas para Lisboa, pressionando para que a investigação fosse desviada de rumo, têm também aqui, no “Caso Alexandra” fundamento?

2. A Questão do “Descrédito na Justiça”: O sistema judicial em Portugal atravessa a sua maior crise de sempre. Não há dúvidas absolutamente nenhumas disso. Um tal descalabro, uma tão generalizada descrença na Justiça, nos seus agentes e no próprio conceito está a minar a partir dos mais fundos alicerces as bases de toda a sociedade portuguesa e este é, atualmente, mais que o Desemprego, mais do que a Crise, mais do que qualquer outra questão, o principal problema da atualidade. As causas são diversas e concorrentes, acumulando hoje, uma miríade de erros do passado, que não conseguiríamos apresentar aqui de forma exaustiva… Mas exprimem-se numa multiplicidade de decisões judiciais que a opinião pública não reconhece como justas; em erros judiciais flagrantes e quase diários; a atrasos criminosos em processos de Trabalho e de Família; a faltas de educação e respeito das mais básicas expressas em acórdãos das mais altas instâncias; à utilização da Justiça como palco de guerras corporativas em torno de privilégios injustos e obsoletos; à escassez de meios generalizada; ao desleixo e impreparação de muitos; à pressa com que as últimas fornadas de juízes foram saindo do Centro de Altos Estudos Judiciários, etc, etc, etc.

3. A Questão da “Má Lei”: Parece evidente que a lei da Adoção tem graves lacunas. A sua omissão de concreto no campo da “defesa dos melhores interesses” da criança deixa aos juízes mais imaturos ou insensíveis demasiada margem de manobra e coloca frequentemente em risco os ditos melhores interesses da criança. Urge despertar os nossos deputados das suas estéreis guerrilhas partidocratas e obrigá-los pela via peticionária a mudar esta lei cega e cruel que não respeita os laços afetivos e as emoções e sentimentos das crianças assinando ESTA petição, e forjando assim um quadro legal que impeça os dramas de novos “Casos Alexandra”.

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383809

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Carta Aberta ao candidato a Deputado Europeu Miguel Portas (Bloco de Esquerda)

Miguel Portas em http://copy.pnn.pt

Miguel Portas em http://copy.pnn.pt

Carta aberta ao candidato a deputado europeu Miguel Portas

Senhor Miguel Portas

Recentemente tive o desprazer de ler numa entrevista sua ao jornal “Sol” que o senhor reconhecera nunca ter tomado a palavra no Parlamento Europeu, nem que ali apresentara uma única proposta de lei, moção, etc. Nela, o senhor admitia que “o povo o haveria de julgar”, falando de barriga cheia e parecendo alimentar uma crença desproporcionada nas sondagens que dão como certa (?) um reforço substancial na votação no Bloco de Esquerda.

Caro senhor candidato. Não tome como certa a sua eleição, que muitos convencimentos semelhantes jazem hoje na poeira da História, de Pirro a Napoleão. Não creia na acefalia do povo português, na sua crónica incapacidade de separar um “voto de protesto” num Governo e no seu desconhecimento da sua nula carreira parlamentar no PE. Não creia, mas tenha como certo que se eu sei aquilo que (não) andou a fazer no PE, outros também já o sabem e se uns sabem, muitos poderão saber e… Quem sabe? Talvez sejamos suficientes para lhe dar o banho de realidade que está a precisar tomar.

P.S. Esta mensagem foi enviada diretamente para a caixa de correio eletrónico de Miguel Portas, no Parlamento Europeu. Como anteriormente, aquando da votação do “Pacote das Telecomunicações” não houve qualquer resposta – nem sequer automática – não duvidamos que a esta teremos como resposta novo lacónico, mas bem eloquente, silêncio…

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Proposta para uma candidatura lusófona aos Jogos Olímpicos de 2024

Alguns devem lembrar-se de um certo “Vicente Moura“, o tal presidente do Comité Olímpico de Portugal que a troco do maior investimento de sempre do Estado português tinha prometido quatro medalhas ou 60 pontos, promessa que não cumpriu, exprimindo-se “desiludido” com os resultados obtidos pela maioria dos atletas, entre os quais se contavam efetivamente casos muitos tristes como o tipo da pérola “de manhã é só na caminha“.

Não satisfeito com o desperdício de fundos, e seguindo a linha de Madaíl e de outros esbanjadores do Futebol, agora, Vicente Moura defende que Portugal devia candidatar-se aos Jogos Olímpicos de 2024: “Estamos capacitados para organizar os jogos da Lusofonia. Vamos ver se vencemos este desafio e se nos preparamos para voos mais altos, como por exemplo para uma candidatura à organização dos Jogos Olímpicos em 2024″. Está mais que visto que a carreira do senhor seria largamente beneficiada com este espavento, mas Portugal precisa de tornar a cometer os mesmos erros do passado, do Euro 2004 e a construir estádios após estádios para depois ficarem ao abandono e torrando num projeto tão exigente como o da realização de uns Jogos Olímpicos preciosos recursos que poderiam ser gastos em tantos outros campos e prioridades? Quando um país de escala semelhante à nossa, a Grécia realizou os JO daqui teve um pesado preço a pagar ficando com um défice orçamental de 5,3%, quando a previsão era de 1,2 ou 184 biliões de euros, em grande medida devido aos JO! É disto que estamos a precisar? Dos 12 biliões de euros que os gregos gastaram nos seus JO, isto é, de mais 4 biliões que o TGV irá (supostamente) gastar? Se o TGV já é discutível, na sua rentabilidade, então… que dizer de uns Jogos Olímpicos?

Em suma, parece coisa de gente completamente descabeçada pensar que Portugal tem condições para organizar uns Jogos Olímpicos… É claro que isso nunca nos impediu antes, como se prova pelos elefantes deixados para trás pelos estádios do sacrossanto futebol, do Euro 2004. Mas porque é que não aproveitamos estas propostas megalómanas e as aproveitamos para potenciar o projeto lusófono que serve de projeto central ao MIL?

Porque não avaliar a potencialidade de organizar uns Jogos Olímpicos à escala lusófona, integrando na organização, partilha de despesas e recolha de dividendos, assim como na localização dos eventos, todos (ou apenas os maiores) países da Lusofonia, como Angola, Brasil e Portugal, estendendo a mão aos nossos irmãos da Galiza, da Estremadura e da Catalunha? Uma candidatura lusófona aos Jogos Olímpicos de 2024, que criaria no mundo uma nova imagem da Lusofonia, que daria uma projeção mediática inédita aos países que compõem a CPLP e que abriria novos horizontes a novos tipos de uniões internacionais de que estes Jogos Olímpicos poderiam ser apenas a antecâmara.

Fontes:
http://jpn.icicom.up.pt/2008/08/19/vicente_moura_sai_do_comite_olimpico_desiludido_com_prestacao_portuguesa_em_pequim.html
http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379944
http://desporto.pt.msn.com/especial/article.aspx?cp-documentid=16751268
http://en.wikipedia.org/wiki/2004_Summer_Olympics
http://news.scotsman.com/athensolympics/Athens-counting-cost-of-the.2648827.jp
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=659924

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Quids S16: Quem pintou este quadro?

huuuun3

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Resposta recebida do Parlamento Europeu a propósito do “Pacote das Telecomunicações”

Como saberão os que mais de perto seguem as minhas andanças andei a chatear os senhores eurodeputados portugueses pedindo-lhes que votassem a favor dos cibernautas portugueses, contra os interesses das empresas de telecomunicações na votação em plenário do chamado “Pacote das Telecomunicações”.

Seria de esperar que em pleno período eleitoral, estes tivessem respondido aos meus mails.

Nenhum o fez. Apenas Carlos Coelho e Miguel Portas se dignaram a (não) enviar uma resposta automática e uma secretária da Ilda Figueiredo enviou um mail dizendo que “a senhora deputada estava a analisar a sua mensagem” (pois claro).

Assim, enviei outro mail ao Parlamento Europeu perguntando pelo estado da proposta, pela direção do voto dos eurodeputados. Este, respondeu e eis aqui o texto:

Exmo. Senhor Rui Martins,

O Parlamento Europeu acusa a recepção da sua mensagem electrónica, na qual tece um conjunto de observações sobre o chamado “pacote de telecomunicações”, cujo debate e aprovação por parte do Parlamento Europeu estavam agendados para a última sessão plenária da legislatura 2004-2009, isto é, para a sessão plenária de Maio de 2009.

Antes de mais, gostaríamos de chamar a atenção para o facto de que, ao contactar o serviço “Correio do Cidadão”, está a dirigir-se a um serviço que faz parte do Secretariado-Geral do Parlamento Europeu, e não directamente aos deputados do Parlamento Europeu. Se pretende contactar os eurodeputados individualmente, deverá dirigir-se directamente aos mesmos. Os contactos dos membros do Parlamento Europeu encontram-se no seguinte endereço electrónico no portal do Parlamento Europeu: http://www.europarl.europa.eu/members.do?language=PT .

Em resposta às suas observações, que mereceram a nossa maior atenção, informamos que o “pacote de telecomunicações”, agendado para a sessão plenária de Maio 2009, visava a discussão e aprovação conjuntas de legislação relativa às comunicações electrónicas, a saber:

· Recomendação para segunda leitura

Redes e serviços de comunicações electrónicas, protecção da privacidade e defesa do consumidor

Malcolm Harbour (A6-0257/2009) –

[16497/1/2008 – C6-0068/2009 – 2007/0248(COD)]

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A6-2009-0257+0+DOC+XML+V0//PT

· Recomendação para segunda leitura

Redes e serviços de comunicações electrónicas

Catherine Trautmann (A6-0272/2009)

[16496/1/2008 – C6-0066/2009 – 2007/0247(COD)]

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A6-2009-0272+0+DOC+XML+V0//PT

· Recomendação para segunda leitura

Autoridade Europeia do Mercado das Comunicações Electrónicas

Grupo de Reguladores Europeus de Telecomunicações

Pilar del Castillo Vera (A6-0271/2009)

[16498/1/2008 – C6-0067/2009 – 2007/0249(COD)]

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A6-2009-0271+0+DOC+XML+V0//PT

· Relatório

Bandas de frequências a atribuir às comunicações móveis

Francisca Pleguezuelos Aguilar (A6-0276/2009)

[COM(2008)0762 – C6-0452/2008 – 2008/0214(COD)]

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A6-2009-0276+0+DOC+XML+V0//PT

A reforma da presente legislação sobre comunicações electrónicas (como telefonia móvel e fixa, radiodifusão e Internet) deveria ser aprovada nesta última sessão da legislatura, depois de os representantes do Parlamento Europeu e dos governos nacionais terem chegado a acordo a 29 de Abril de 2009.

No entanto, na votação que decorreu em 6 de Maio de 2009, o Parlamento Europeu aprovou uma alteração a um texto que havia sido acordado informalmente entre representantes do PE e do Conselho. A alteração em causa – rejeitada, em primeira leitura, no Conselho pelos governos nacionais – foi aprovada em plenário por 407 votos a favor, 57 contra e 171 abstenções.

Os eurodeputados defendem, assim, a mesma posição que defenderam na sua primeira leitura, ou seja: “na falta de decisão judicial prévia, não pode ser imposta qualquer restrição aos direitos e liberdades fundamentais dos utilizadores finais, em conformidade, designadamente, com o artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, em matéria de liberdade de expressão e de informação, salvo quando esteja em causa a segurança pública, caso em que a decisão judicial pode ser ulterior“. Desta forma, os eurodeputados enviaram o “pacote das telecomunicações” para conciliação, isto é, para a última fase do processo legislativo (processo de co-decisão, primeira e segunda leitura), que só deverá decorrer depois das eleições europeias de Junho 2009.

Neste contexto, convém salientar que o chamado “pacote das telecomunicações” visa reforçar a concorrência, eliminar as barreiras que ainda existam no mercado já liberalizado e promover o investimento em redes de nova geração, garantindo, ao mesmo tempo, a protecção dos consumidores. A reforma abrange igualmente a gestão do espectro radioeléctrico e deverá aumentar a fiabilidade e segurança das redes através de novos instrumentos de luta contra “spam”, vírus e outros ciberataques. Além disso, os cidadãos europeus deverão beneficiar, independentemente do sítio onde vivem ou para onde se deslocam na UE, de serviços de comunicações mais eficientes e menos dispendiosos, quer utilizem telemóveis, ligações em banda larga à Internet ou televisão por cabo.

Em relação a alguns pontos – como, os novos direitos para os consumidores, o direito de mudar de operador de telecomunicações no prazo de um dia, uma oferta mais alargada, a promoção do investimento em novas infra-estruturas, a reforma da utilização do espectro de radiofrequências e a criação do Organismo de Reguladores Europeus das Comunicações Electrónicas – o Parlamento Europeu e os governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, estão de acordo. No entanto, sem estar resolvida a questão fundamental dos direitos dos utilizadores da Internet, o “pacote” não pode ser concluído, devendo o conjunto das directivas e regulamentos ser negociado em sede de conciliação. O ” pacote telecomunicações” transita, assim, para a próxima legislatura.

O Conselho tem agora quatro meses, no máximo, para tomar uma posição, em segunda leitura, sobre o texto aprovado pelo Parlamento Europeu em 6 de Maio de 2009. No caso de o Conselho não aprovar as emendas do Parlamento, será convocado o Comité de Conciliação.

Para informações complementares, sugerimos-lhe a consulta dos seguintes links:

Resultados dos votos:

http://www.europarl.europa.eu/activities/plenary/pv.do?language=PT

Discussão conjunta – Comunicações electrónicas

http://www.europarl.europa.eu/activities/plenary/home.do?date=20090430&tab=NEXT&subTab=20090505&language=PT


Uma resposta algo parcial, temos que admitir… Imprópria de uma secretaria, não-eleita já que reforça todos os aspectos potencialmente positivos da mesma: “convém salientar que o chamado “pacote das telecomunicações” visa reforçar a concorrência, eliminar as barreiras que ainda existam no mercado já liberalizado e promover o investimento em redes de nova geração, garantindo, ao mesmo tempo, a protecção dos consumidores. A reforma abrange igualmente a gestão do espectro radioeléctrico e deverá aumentar a fiabilidade e segurança das redes através de novos instrumentos de luta contra “spam”, vírus e outros ciberataques.”

Mas “esquece” os pontos muito negativos da mesma, como ESTES sem esquecer o famoso “corte de acesso” arbitrário e unilateral que queriam fazer passar!

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Três observações sobre o “Caso Alexandra Tsyklauri”

O caso “Alexandra” levanta toda uma série de importantes questões a que não nos poderíamos furtar durante mais tempo:

1. A decisão do Tribunal da Relação de Guimarães pode ser – e é-o aparentemente – legal, mas não é justa. E se assim é, ou o juiz em questão não soube interpretar corretamente a lei, especialmente aquele seu muito especial aviso “no interesse da criança” e nesse caso é incompetente e cruel, ou então foi incapaz de se abstrair da letra morta da Lei e olhar para além dela até ao coração da menina que supostamente ele e o legislador deveriam defender. Ou temos uma má Lei feito por um mau Parlamento, regido por uma egoísta partidocracia (e temos, por isso lançámos ESTA petição) ou então temos maus juízes (e temos, porque muitos são arrogantes e formados “de conserva”, sem maturidade mental ou emocional e com escassa experiência de vida). Ou mudamos a Lei, ou mudamos estes juízes. Idealmente ambos.

2. O caso insere-se num quadro em que a Rússia exerceu influencia direta junto de pais em países estrangeiros que em casos em tudo idênticos tentavam recuperar os filhos dos quais, por alguma razão, tinham perdido a tutela. Só nos últimos meses terá havido três casos idênticos, todos “perdidos” pelos russos, com exceção do “caso Alexandra”… O facto das embaixadas russas terem estado diretamente por detrás de cada um destes casos (a mãe alcoólica de Alexandra só decidiu processar os pais afetivos depois de falar com a embaixada) é preocupante: a Rússia embarcou nitidamente numa deriva de enfrentamento de todo o Ocidente, não hesitando em  em causar sofrimento em crianças indefesas apenas para satisfazer essa estratégia de afrontamento ao Ocidente. Resta ainda saber que pressões terá recebido este juiz Gouveia Barros, da Relação de Guimarães…

3. Não houve nenhum episódio de heroísmo na trágica cena em que Alexandra é literalmente arrancada aos braços dos pais afetivos. Pelo menos o sargento Luís Gomes, pai afetivo de Esmeralda (caso semelhante a este) tudo fez para defender a criança, desaparecendo com ela, deixando-se prender sem nunca revelar o seu paradeiro, etc. Que técnicos da Segurança Social são estes que além de terem “esquecido” a criança nesta família durante SEIS anos agora, ordenados pelo juiz de Guimarães, não hesitam em cumprir o papel de sádicos algozes, arrancando a criança e entregando-a aos russos? Não serão humanos o suficiente estes burocratas para se recusarem a cumprir tal cruel papel? Não serão mães e pais? Não sentiram pelo sofrimento da criança? E os pais afetivos? Porque cumpriram dócilmente tão cruel mandamento do Tribunal? Quantos de nós, nas mesmas circunstâncias, não se recusariam a cumprir a Lei, quando ela é cruel e sádica? Não é esse do direito e o dever de cada cidadão quanto confrontado com uma má Lei e um cruel juiz?

P.S.: Parece certo que os pais afetivos que cuidaram da criança desde os 17 meses até aos 6 anos, não trataram de toda a papelada de forma legalmente perfeita e imaculada. Mas por esse erro de adultos deve pagar uma criança? A insensibilidade de um sistema de “Justiça” pode ser tão grande ao ponto de esquecendo os “superiores interesses da criança” dar mais importancia a formalismos jurídicos? Isso é Justiça ou… Direito?

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383524&idCanal=62

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O assassínio de Portugal-Inês

“É como se Patrício deixasse a mensagem cifrada de que esse Portugal-Inês, de vocação aberta ao exterior de si mesmo, perece às mãos dos que dirigem o destino do país, e quando os Pedros que a amam têm a faculdade decisória é já demasiado tarde, e encontram um cadáver que tentam em vão, demencialmente, reanimar. […] É também, por outro lado – tanto em Patrício como em Pessoa – , a intuição de um Portugal cultural atávico, internalizado, expresso na poesia das artes e na permuta dos afectos, que não se revê na menoridade do Portugal político de rosto exterior e na miséria social que o estigmatiza; daí a alegoria do feminino: um Portugal como anima vilipendiada – alvo de assassinato como em Inês – por um animus ignaro, patriarcalmente tirânico, que não apreende a profundidade e o valor potencial do que castra”

Armando Nascimento Rosa, As máscaras nigromantes. Uma leitura do teatro escrito de António Patrício, Lisboa, Assírio & Alvim, 2003, pp.217-218.

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Os primeiros passos do Lev´Arte Brasil

No dia 25 de maio, Dia da África, os alunos da Escola Estadual Carlos Alberto Galhiego deram o “pontapé” inicial ao Lev´Arte Brasil.

A sol da tarde de outono serviu para aquecer os ânimos e aumentar ainda mais a ansiedade dos adolescentes que, nas semanas que antecederam o Dia da África, criaram coreografias, cartazes, ensaiaram e não viam o momento de apresentar sua Dança de Rua ou Street Dance, como eles preferem chamar.



“Essa parceria, através da Arte, entre Angola e Brasil, trouxe uma grande motivação para os alunos. Os professores trabalharam temas ligados à África, contextualizando o Dia da África e a importância do Continente para o Brasil e para o mundo”, explica a professora Adr
iana Maria Paiola da Silva, coordenadora do Lev´Arte Brasil. (foto)



A apresentação despertou a curiosidade e os alunos de outras séries foram chegando para assistir e aplaudir e muitos mostraram interesse em participar das próximas programações.



“Apesar de parecer um início tímido, o Lev´Arte Brasil deu o primeiro passo de uma grande caminhada e já apresenta muitos pontos positivos para todos, trazendo alegria, despertando a criatividade e mostrando que a Arte pode aproximar as pessoas”, destacou a professora Adriana.



O próximo evento já tem data marcada e acontecerá no dia 8 de junho, quando o grupo de dança fará nova apresentação e a produção de poesia dos alunos também terá seu espaço.



Kiambote Lev´Arte Angola-Brasil !

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A NASA deixou cair os seus planos para construir uma base lunar?

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

Os planos norte-americanos que previam a construção de uma base lunar (não propriamente semelhante a esta mas mais semelhante a esta coisa) estão praticamente anulados. A NASA (que continua sem Administrador, depois da entrada de Obama em funções na Casa Branca) atravessa uma grande crise financeira e o atual “administrador interino”, Chris Scolese acaba de admitir que a NASA provavelmente já não irá construir nenhuma base lunar. Isto, contudo, pode não ser necessariamente uma má notícia para a presença humana no Espaço, já que deixou antever que a NASA poderia reorientar a sua estratégia de exploração do Espaço para missões tripuladas para Marte ou mesmo até um asteróide.

O grupo de pressão “Planetary Society” tem vindo a pedir à vários anos que a NASA cancele os seus planos de construir uma base permanente na Lua de forma a concentrar os seus cada vez mais escassos recursos em missões curtas ao nosso satélite na preparação numa missão tripulada a Marte. O orçamento atribuído pelo governo federal à agência para 2010 pode decidir definitivamente pelo abandono do plano de construção de uma base lunar, estando a redução prevista a ser estudada pela agência. Oficialmente, a administração Obama ainda não se pronunciou sobre a continuação ou não desse projeto gisado no passado por Bush, estando atualmente todas as opções em aberto… O que já é de per si uma mudança, já que este “posto lunar” era uma certeza até agora.

Fontes:
http://www.newscientist.com/article/dn17052-nasa-may-abandon-plans-for-moon-base.html
http://www.nasa.gov/exploration/home/why_moon.html
http://www.nasa.gov/centers/goddard/news/series/moon/why_go_back.html

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Removendo o Adobe Flash 10 e repondo o Adobe Flash 9

Se encontrar uma incompatibilidade entre o Adobe Flash 10 e uma outra aplicação (por exemplo, é conhecida uma incompatibilidade com o Oracle Jinitiator), para a resolver poderá instalar o Flash 9, removendo o Flash 10 em Add/Remove programs e indo a:

1. Abrir o IE e em Add-ons delete do Flash10. Colocar este em Disable

2. Instalar o Flash 9 a partir de uma offline location (sitas no site da Adobe em Legacy Support): flashplayer9r159_winax.exe

3. Fechar o IE e em Add-ons tornar a colocar o Flash (agora 9) em Enable

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Quids S16: Como se chama este homem?

asas1ul

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Da situação de Portugal e dos males da Justiça, o grande travão ao nosso desenvolvimento…

“O primeiro-ministro socialista podia alimentar as esperanças, Angola, onde o PIB cresce a 10% ao ano, é já o quarto maior mercado de exportação. Depois, ao evitar os ativos tóxicos, os bancos continuam relativamente saudáveis, e por ultimo, com a aposta nas energias renováveis, o Governo fez de Portugal um modelo de como estimular a economia combatendo as alterações climáticas. Porem, é difícil animar as pessoas com estes argumentos quando o comportamento económico é tão mau. (…) O PIB caiu de 80% da media europeia há dez anos para 75% em 2008.”

Este artigo de um jornal britânico expõe claramente aquela que devia ser a orientação estratégica de Portugal: a Lusofonia. Não é exportando e importando para Espanha e para a União Europeia que Portugal poderá – a prazo – recuperar o caminho do desenvolvimento, será reforçando os laços económicos com Angola e o Brasil, países que continuam a crescer (ao contrário do resto do mundo desenvolvido) e com quem Portugal e os portugueses têm laços emocionais e históricos muito fortes. Algo se tem feito nesta área, especialmente quanto a Angola que hoje é já o primeiro destino da emigração portuguesa, mas quanto ao Brasil muito há ainda a fazer, especialmente quando se compara com o esforço feito, por exemplo, quanto a Espanha.

É verdade que a Banca portuguesa se mostrou muito mais sensata que a esmagadora maioria das suas congéneres europeias. À parte os desmandos do BPP e do BPN, onde uma gestão criminosa e displicente – reforçada por uma incompetência crónica e monumental do Regulador – estiveram mais nas origens das dificuldades desses bancos do que a imersão em “ativos tóxicos”, a verdade é que Portugal não se pode queixar dos mesmos problemas de uma Islândia ou Bélgica, já que a maioria do setor financeiro permanece saudável. Só esse detalhe devia bastar para alavancar uma recuperação mais rápida do que no resto da Europa. Mas isso não está a acontecer. Porquê?

“O facto de a investigação (do Caso Freeport) durar desde 2005 mostra a ineficiência e atrasos do sistema judicial, outro pecado que afeta a competitividade, afasta investimento estrangeiro e deixa os portugueses deprimidos.”

Eis uma das respostas à pergunta “porquê?” do parágrafo anterior: um sistema judicial inepto, lento, erróneo, corporativista e egoísta e recheado de incompetentes. Estado onde o sistema de Justiça deixa arrastar um processo tão importante como o da Casa Pia, deixando de fora alguns dos suspeitos mais mediáticos, durante mais de dez anos; um sistema que deixa um caso que envolve ministros e primeiro-ministro vegetar em gavetas durante cinco anos completos (esperando convenientes prescrições), um sistema que a partidocracia altera para tornar ainda mais ineficiente e esvaziar prisões (reduzindo custos), um sistema, enfim, que é cruel ao ponto de raptar uma menina de seis anos dos únicos pais que jamais conheceu e para a enviar para a Rússia, para avós e uma língua que nunca conheceu, um tal sistema só pode merecer uma total e radical transformação.

É intolerável num Estado de Direito que hajam juízes que soltam suspeitos de assaltos à mão armada de bombas de gasolina, que assaltam logo no dia posterior à ordem de soltura e que se tolerem suspeitas de que este laxismo é uma forma de protesto contra a declaração de fim das “férias judiciais” por parte deste Governo.

Sejamos claros: atualmente, para além da fraca qualidade da maioria dos gestores, o maior problema de Portugal é a inépcia do seu sistema judicial: tribunais lentos, que deixam prescrever sistematicamente todo o tipo de processos, casos muito mediáticos que levam à lama os nomes de figuras publicas e o prestígio internacional do país, uma imagem externa de laxismo e incompetência que dissuade muitos potenciais investidores, aterrados com a burocracia judicial e a incapacidade crónica de uma Justiça corporativizada, tomada de assalto pela corporação dos “Juízes” e onde uma corja de advogados mais ou menos fidelizados aos grandes interesses económicos contribui para a manutenção do Status Quo que só interessa aos poderosos, contra o qual se bate Marinho Pinto, contra os advogados dos ricos e poderosos e contra os Media a seu soldo.

Fonte:

Jornal Sol de 9 de maio de 2009

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Poema Anónimo que circula por aí


APELO A SANTO ANTÓNIO

Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P’ra junto do Sá Carneiro
Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso
Para que tudo corra bem
E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS
Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP
Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas
Para ficar tudo limpo
E purificar bem a cousa
Arranja um cantinho
E leva o Jerónimo de Sousa
Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes
Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está a preceito
Não te esqueças do Louçã
Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes
Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal

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Petição Por uma alteração legislativa que impeça que as crianças estejam mais de 6 meses em famílias de acolhimento e que, logo, os Tribunais não as retirem a estas ao fim de vários anos [versão corrigida]

A prioridade dada aos laços biológicos contra a estabilidade emocional e contra a própria felicidade das crianças deve ser eliminada da Lei e o Bem Estar da Criança deve ser colocado como o aspecto central dos processos de devolução aos pais biológicos, no estrito respeito pelo espírito do nº1 do art. 1977 do Código Civil.

Esta petição será entregue a todos os grupos parlamentares representados na Assembleia da República.

A petição defende a alteração da Lei 31/03 de 22 de agosto (art. 1978, nº1 al. e do Código Civil) explicitando claramente que no “manifesto desinteresse pelo filho” por parte dos pais biológicos (critério fundamental para ser decidida a adoção) se deve inserir:

“Sendo a família um lugar de afetos, em que o interesse da criança deve prevalecer sobre os laços estritamente biológicos e na defesa do superior interesse físico e psicológico do menor deve ser aplicada a medida de confiança para adoção a uma criança que reúna as seguintes condições:

a. Quando a família biológica apresenta disfuncionalidades que coloquem em risco o estabelecimento e a manutenção de uma relação afetiva com a criança.

b. Quando a criança se encontra em regime de acolhimento familiar (Lei 190/92 de 3 de setembro) num período superior a seis meses devem ser devolvidas à família biológica ou colocadas em adoção.

Reunidas estas duas condições, a família de acolhimento deverá receber prioridade sobre a relação biológica disfuncional e poderá candidatar-se a uma adoção plena da criança, sem prejuízo da sua submissão ao normal processo de seleção.”

O problema está em que a Lei não privilegia os laços afetivos sobre os biológicos, sendo comum que os tribunais – na dúvida ou mesmo sem ela – entregam as crianças aos pais biológicos, mesmo contra a manifesta oposição de técnicos e quando a criança será radicalmente desestruturada no processo. O próprio juiz António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, explica que “Os juízes têm de cumprir os requisitos legais”, apelando indiretamente que se altere a Lei.

Esta alteração legislativa – proposta por esta petição – reforça a integração da legislação portuguesa com a Convenção dos Direitos da Criança, subscrita pelo Estado Português:

“Artigo 3.º

1- Todas as decisões relativas a crianças, adotadas por instituições públicas ou privadas de proteção social, por tribunais, autoridades administrativas ou órgãos legislativos, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança.

Artigo 19.º

1- Os Estados Partes tomam todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educativas adequadas à proteção da criança contra todas as formas de violência física ou mental, dano ou sevícia, abandono ou tratamento negligente; maus tratos ou exploração, incluindo a violência sexual, enquanto se encontrar sob a guarda de seus pais ou de um deles, dos representantes legais ou de qualquer outra pessoa a cuja guarda haja sido confiada.”

Estando esta omissão legislativa referente às famílias de acolhimento contextualizada na defesa dos superiores interesses da criança e havendo esta lacuna é nosso dever enquanto cidadãos exigir que o Estado assuma as suas obrigações reconhecidas pela Convenção, impeça estes dramas humanos consubstanciados pelo “Caso Esmeralda” ou, mais recentemente pelo “Caso Alexandra” e altere a Lei 31/03 de 22 de agosto em conformidade com o mais básico respeito pelas crianças e pela defesa dos seus interesses.

Assine e Divulgue!
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Deitaram orgone na barragem de Cahora Bassa e… foram presos

Deitaram aqui orgone. Se ele existisse. Em http://www.globaleye.org.uk

Deitaram aqui orgone. Se ele existisse. Em http://www.globaleye.org.uk

“Um português está entre os quatro homens detidos em Abril pelas autoridades moçambicanas por deitar uma substancia química nas aguas de Cahora Bassa, província de Tete. Carlos Silva e três cidadãos do Botswana, da Alemanha e da África do Sul assumem ter colocado “orgone” na albufeira da barragem. Na verdade, a dita substância não existe e é apenas um conceito de Wilhelm Reich que se traduz por “energia universal”. O grupo, que pertence à seita “Guerreiros do Orgone”, diz querer levar “energias positivas” ao país. O ministério público moçambicano não ficou convencido com a explicação e prossegue as investigações.”

Confesso que quando vi nas televisões esta intrigante notícia de que quatro estrangeiros tinham sido detidos em Moçambique com a acusação de “estarem a envenenar às águas da barragem de Cahora Bassa” tinha ficado curioso. A notícia cedo desapareceu das agendas telejornalísticas (mais ocupadas em detalhar pormenores da vida íntima de Ronaldo) e ficou na boca a sensação desagradável que não fora contada toda a história… E ei-la aqui, contada no jornal Sol, provando que o modelo de informação jornalística que nos querem impingir como incontornável de jornais gratuitos e televisões, sem jornais nem revistas “pagas”, serve apenas para acefalizar a informação e imbecilizar as massas.

A notícia tem assim muito mais substancia… Não pelo orgone, substancia inexistente e fruto da mente perturbada de Wilhelm Reich, mas pelo sentimento racista e pela incultura total que os responsáveis judiciais moçambicanos assim demonstram. Não é a primeira vez que surgem na imprensa moçambicana indicações da existência de um “racismo branco”. Esse é de novo o caso… Depois de múltiplos artigos sobre a vendas de explorações agrícolas a brancos de origem zimbabweana, sul africana e portuguesa, esta notícia sobre “quatro estrangeiros que envenenam as águas de Cahora Bassa” demonstra o mesmo tipo de sentimento xenófobo. Aparentemente, os órgãos judiciais moçambicanos embarcaram na mesma onda popular, ignorante (como todos os racismos) e xenófoba, já que deram à acusação o crédito suficiente para deterem e processarem os estrangeiros.

Fonte:
Jornal Sol de 9 maio de 2009

Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Mitos e Mistérios, Política Internacional | Etiquetas: | 10 comentários

Quids S16: Que aparelho é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Do triste estado em que se encontram as forças armadas portuguesas

“O país conta com uma experiência muito negativa no campo dos grandes investimentos em armamento, que depois não tem capacidade de operar, nem campo para utilizar: segunda esquadra de F-16 (40 aviões no total); dois novos submarinos (900 milhões de euros), 260 blindados de rodas (364 milhões), carros de combate de lagartas (37 tanques/80 milhões); sem ter dotado as FA de 30 mil novas espingardas, mantendo a arma da guerra colonial.”

Infelizmente, é verdade. Os programas de atualização de equipamentos decididos nos últimos anos pelo governo Guterres e, mais tarde pelo consulado Portas no Ministério da Defesa (um dos melhores ministros da Defesa da Democracia, apesar de tudo o resto que não aprecio na personalidade portista) estão hoje abandonados. Não, é ainda pior do que isso: os equipamentos foram adquiridos, mas não são utilizados por dificuldades orçamentais, falta de treino ou combustível e manutenção. A situação é particularmente grave nos F-16, onde apenas um número ridículo de aparelhos sofreu a atualização para o padrão MLU e onde os pilotos estão conhecer uma redução drástica das horas de voo, com perigosas consequências na sua capacidade e eficácia operacional.

Os submarinos foram um erro estratégico de Portas que aqui já criticámos bastas vezes, havendo necessidades bem mais prementes de novas corvetas oceânicas ou de fragatas mais modernas que a Meko ou que as holandesas agora a serem recebidas. Os Pandur II são outro bom programa (com montagem nacional) que não está a ser bem conduzido, estando a maioria destas unidades paradas por falta de combustível. E o caso dos Leopard, adquiridos em escasso número comparando com o parque de M60A3 que vão substituir é ainda mais triste… Todos estão parados, aguardando manutenção e combustível.

Pior do que não investir (e isso fizeram os governos anteriores ao de Sócrates) é não cuidar do investimento feito e manter o equipamento das Forças Armadas e esperar que as nossas obrigações OTAN e a Defesa Nacional sejam cumpridas por forças estrangeiras ou espanholas.

Fonte:
Jornal Sol, de 9 de maio de 2009

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E agora, para desanuviar um pouco…

(para ler, clicar sobre a imagem)
Categories: Humor | 1 Comentário

São Paulo presta homenagem à Africa


Entre os dias 25 e 31 de maio, a capital paulista recebe uma série de eventos que celebram o Dia da África, comemorado no último dia 25. Criada em 1972 pela ONU, a data simboliza a luta dos povos africanos pela liberdade no continente.

Na XIª SEMANA DA ÁFRICA 2009, os paulistanos e todos os brasileiros que passarem pela cidade, poderão optar por diversos programas, tais como: debates, concertos, exposição de fotos, cursos e exibição de filmes como “Hotel Ruanda” (2004 – foto ao lado) e “Diamante de Sangue” (2006).

Para coroar a homenagem, acontecerá no dia 29 no Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica /SP, a apresentação dos trabalhos que concorrem ao prêmio Kabengele Munanga,com projetos que abordam as características políticas, sociais e culturais da África.

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Sobre a gripe A-H1N1 “gripe suína” e a permeabilidade da fronteira luso-espanhola

Fronteira luso-espanhola em http://hornetportugal.com

Fronteira luso-espanhola em http://hornetportugal.com

“O controlo das fronteiras terrestres, nomeadamente no Algarve, relativamente a uma potencial pandemia de gripe A, é neste momento uma das principais preocupações das autoridades de Saúde daquela região. Uma preocupação a que, por enquanto, ainda não foram sensíveis os responsáveis do Ministério da Saúde.”(…) “O surto do A-H1N1 na vizinha Espanha, o país da Europa com mais casos confirmados da doença”

E se assim é, porque continuam as fronteiras abertas de forma escancarada? É incompreensível que perante o risco de contágio não só não existam limitações nas viagens turísticas para os focos da Gripe A aqui mesmo ao lado, em Espanha. As fronteiras escancaradas já são usadas e abusadas por traficantes de droga e por criminosos que buscam refúgio alem da fronteira, após cada assalto. Agora, que além dos criminosos também este perigoso vírus pode atravessar esta tão permeável fronteira não se imporia uma medida de contenção, de reinstauração dos controlos de segurança – reforçados por um controlo sanitário – de forma a que este vírus que parece em fase de explosão em muitos países do mundo, como o Canadá e o Japão não entre também em Portugal?

Fonte:
Jornal Sol de 9 de maio de 2009

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Por uma alteração legislativa que proíba que os Tribunais retirem às famílias de acolhimento crianças que estejam com estas há mais de um ano

A prioridade dada aos laços biológicos contra a estabilidade emocional e contra a própria felicidade das crianças deve ser eliminada da Lei e o Bem Estar da Criança deve ser colocado como o aspecto central dos processos de devolução aos pais biológicos, no estrito respeito pelo espírito do nº1 do art. 1977 do Código Civil.

Esta petição será entregue a todos os grupos parlamentares representados na Assembleia da República e no cumprimento do “Direito de Petição” (Lei 43/90), art. 21 será obrigatoriamente analisada se forem reunidas mais de mil assinaturas e apreciada em plenário (art. 24) se reunir mais de quatro mil assinaturas.

Assine em:
http://www.gopetition.com/online/28059.html

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