Daily Archives: 2009/04/29

H1N1: O vírus da “gripe suína” (gripe A): atualização

A OMS

A “Organização Mundial de Saúde” (OMS) alertou que todos os países do mundo devem preparar-se para os piores cenários, sendo muito provável que o atual surto de “gripe suína” se torne numa pandemia mundial. Os maiores receios dos especialistas prendem-se não somente com a forma atual do vírus, mas naquilo em que este se pode rapidamente transformar, uma transformação que é tanto mais provável quanto maior for o universo dos infectados, algo que não tem parado de crescer nos últimos dias… O nível de alerta da OMS permanece em 4, mas este poderá subir ao nível 5 (numa escala em que o máximo é 6), ainda hoje, após a reunião que terá lugar esta noite. A passagem para o nível 5 é muito importante, já que segundo Gregory Hartl, porta-voz da OMS, o nível atual de 4 é crítico já que delimita o ponto em que uma transmissão viral em larga escala se tornou autosustentável ou entra em declínio. Estando a passagem para o nível dependente da evolução da situação nos EUA.

O QUE É O H1N1?

O H1N1 é uma mistura genética que deriva da há já muito antecipada Gripe das Aves, com material genético da gripe humana e da gripe suína, razão pela qual recebe a designação algo incorreta de “gripe suína”, estando neste momento uma equipa da FAO no México estudando a origem desta mutação e procurando antecipar se poderão surgir em fontes suínas novas mutações, ainda mais virulentas, sabendo-se já, segundo Joseph Domenech desta organização, que o H1N1 é um vírus “com grande capacidade para mutar”. O progresso da doença no México parece ter entretanto abrandado, segundo o perito da FAO… algo que terá que ser confirmado nos próximos dias.

IMPACTO NO MUNDO

A História ensina que este tipo de pandemias são sempre mais graves e de maior amplitude nos países em desenvolvimento. Isso mesmo está já a acontecer com a “gripe suína” com um impacto desproporcionalmente elevado no sub-desenvolvido México, país onde além de um bebé recentemente falecido nos EUA é o único a conhecer ainda vítimas mortais. Até ao momento haverá 159 prováveis mortos e cerca de 1600 pacientes em observação no México, para além de vários casos confirmados na Alemanha, África do Sul, Espanha (10 casos na Catalunha, já com um contágio indireto), Canadá, Croácia, Reino Unido, Brasil, Coreia do Sul, França, Guatemala, Israel, Nova Zelândia, uma lista que cresce a cada momento e que no momento da redação destas linhas já estará certamente desatualizada. Nos EUA existem 64 casos confirmados, mas receia-se que possam existir várias centenas de infectados, especialmente entre os alunos de escolas novaiorquinas que visitaram recentemente o México.

Os mapas atualizados sobre a distribuição da pandemia podem ser consultados aqui: http://www.eiss.org/html/maps.html e em
H1N1 Swine Flu é possível – usando o Google Maps observar marcadores roxos que indicam os casos confirmados da doença, e rosa indicando os casos suspeitos. O agregador deTwitters, Tweetmeme, também fornece dados sobre a disseminação da Pandemia em http://outbreak.tweetmeme.com.

A RESPOSTA À PANDEMIA

Obama já requereu ao Congresso a aprovação de uma verba extraordinária de 1500 milhões de dólares para financiar a resposta ao H1N1. No Reino Unido, Gordon Brown declarou numa visita a Varsóvia que haveria reservas suficientes para tratar metade da população, sendo atualmente um dos países mais bem preparados do mundo para lidar com esta pandemia. O Foreign Office britânico está a desencorajar viagens ao México e estabeleceu sistemas de monitorização nos seus aeroportos.

Na Austrália, as autoridades impuseram medidas a todos os voos vindos do continente americano obrigando o comandante do voo a reportar às autoridades sanitárias o estado de saúde dos passageiros transportados, antes de receber autorização para aterrar. A tripulação deverá também avisar os passageiros para contacarem os serviços de saúde caso sintam alguns sintomas gripais.

A França pediu à União Europeia a convocação de um conselho extraordinário de ministros de Transportes que decrete a suspenção de todos os voos comerciais para o México, de forma a bloquear a chegada de novos casos ao continente europeu,

Na Cidade do México, as autoridades municipais declararam o fecho de restaurantes, bares, cafés e discotecas e a federação mexicana de futebol impôs que todos os jogos sejam realizados à porta fechada.

O vírus transmite-se de pessoa a pessoa e a proibição de importação de carne suína dos EUA e do México decretada pela Rússia não tem fundamentos científicos e é apenas mais um capítulo da birra russa a propósito do apoio da NATO à Geórgia durante o conflito do ano passado.

Entretanto, o facto do vírus da “gripe suína” incluir código genético do vírus da gripe humana pode estar a contribuir para um futuro abrandamento da pandemia, já que poderão existir bastantes pessoas que têm imunidade natural ao vírus e dado que descende de um vírus conhecido irá reduzir a dificuldade de produzir uma vacina para o vírus, um trabalho em que já estão febrilmente empenhados vários laboratórios farmacêuticos em todo o mundo, aliciados pelos imensos retornos financeiros que tal vacina traria… Segundo Pedro Simas, do Instituto Gulbenkian, o virus não terá “um grande impacto” porque “agora estamos antigenicamente melhor preparados porque já circula na população humana o subtipo H1N1 e estou mais optimista em relação ao impacto que poderá ter, porque, ao propagar-se nos humanos, o vírus adapta-se mais e perde virulência” mencionando ainda o especialista que como nos encontramos no fim da época da gripe no hemisfério norte haverá tempo para desenvolver a dita vacina e produzir mais antivirais e máscaras (a forma mais eficaz de combater o contágio).

Como os números atuais indicam uma mortalidade próxima dos 2% por grupo infetado, a extrapolação desta percentagem para grandes países, como os EUA, um dos mais afetados isto poderia produzir um número de mortos superior a 2 milhões… idêntico valor, mas em escala bem maior para países como a China, onde há já vários casos suspeitos. Em 1918, a “gripe espanhola” afetou quase 30% da população norte-americana, hoje, os antivirais e o uso de máscaras reduziria esta percentagem de doentes, mas o número chegaria para sobrecarregar os hospitais de qualquer país desenvolvido…

PORTUGAL

O caso suspeito de infecção pelo H1N1 registado no Porto não se confirmou. Mas o governo assegurou que existem em reserva 2,5 milhões de doses de medicamentos antivirais. Cobrindo bem menos que os 50% britânicos, mas oferecendo uma cobertura maior que muitos países mais desenvolvidos… Estes medicamentos foram comprados em 2005, no auge da preocupação pela erupção de um surto de “gripe das aves”, apesar da atitude negacionista dos neoliberais residentes no Blasfémias.

As reservas de antivirais portuguesas são de Oseltamivir, que segundo a OMS será o medicamento mais eficaz contra as estirpes virais do H1N1 e a reserva terá custado ao Estado português mais de 22 milhões de euros estando ainda dentro do prazo de validade do fabricante.

Continuam entretanto a aterrar na Portela aviões com turistas que vieram do México, e sobretudo de Cancun, o que significa que a exemplo de outros países europeus, é altamente provável que entre estes turistas alguns possam trazer a infecção consigo. Uma equipa da DGS vai vistoriais esses turistas procurando no grupos sintomas compatíveis com o quadro clínico da “gripe suína”. É claro que não os encontrará se a infecção estiver ainda numa fase inicial, em que os sintomas só surgem apos dois ou três dias, quando já se encontram em casa ou nos seus lugares de trabalho.

O H1N1 NA INTERNET

NA Internet, a pandemia tem já ecos… Nos últimos dois dias foram registados quase duas centenas de domínios DNS com palavras relacionadas com “suínos” e “gripe”. Existem vários spams e até mensagens (como um da “Globo.com” que recebemos hoje) contendo malware e vírus que supostamente alertam para o vírus da gripe suína, mas que têm apenas como objetivo instalar programas maliciosos nos computadores dos mais crédulos, utilizando-os depois para disseminar vírus e spam (correio não solicitado).

PRIMEIRO CASO EM PORTUGAL CONFIRMADO

A 4 de maio confirmou-se o primeiro caso de infeção com o vírus da “gripe A” H1N1 em Portugal. O paciente é uma portuguesa de 32 anos que regressou de umas férias no México (numa zona onde ocorreram infecções) e a doente está atualmente em casa, de quarentena e todas as pessoas com quem contactou estão identificadas.

A confirmação foi feita pelo laboratório de referência londrino.

A paciente está a recuperar e não foi necessária a tomada dos medicamentos antivirais do stock do Estado.

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Um caso provável de infeção pelo vírus deve cumprir os seguintes sintomas:

1. Início súbito de temperatura superior a 38º

2. Sintomas de infecção respiratória aguda

3. presença num local onde se verificou no passado um surto da gripe A

Em caso de dúvidas ou da presença de sintomas, contactar:

808 24 24 24

Fontes:

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1215723&seccao=EUA+e+Am%25EF%25BF%25BDricas

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1215736&seccao=Europa

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1215583 http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/audioevideo.aspx?content_id=1214698
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376956
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1213723&seccao=Sa%25FAde
http://www.flightglobal.com/articles/2009/04/28/325718/swine-flu-leads-australia-to-get-strict-on-aircraft.html
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1214105
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1214130
http://www.voanews.com/english/2009-04-27-voa51.cfm?rss=topstories
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377037 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377132
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1214507 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377223
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1214557 http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377213
http://www.voanews.com/english/2009-04-29-voa1.cfm?rss=topstories http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1215222
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1215059 http://www.voanews.com/english/2009-04-28-voa25.cfm?rss=topstories

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377398

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377559&idCanal=62
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378416

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A mundialização segundo Bresser-Pereira

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Bresser-Pereira, Luiz Carlos. Mondialisation et compétition. Pourquoi certains pays émergents réussissent et d’autres non. Paris: Éditions La Découverte, 2009. 196p.

O economista brasileiro, cuja reputação ultrapassou as fronteiras do seu continente de origem há bastante tempo, nos apresenta um livro que é uma obra maior sobre as estratégias de desenvolvimento dos países do Sul, principalmente daqueles de renda média, apoiando-se em uma comparação entre os bons resultados na Ásia e os fracassos na América Latina. O autor alia qualidades acadêmicas de professor e uma experiência de ministro sob as presidências de José Sarney (Fazenda) e de Fernando Henrique Cardoso (Reforma do Estado, Ciência e Tecnologia). Seu livro, prefaciado por Robert Boyer, já provoca debate na França, porque não hesita em revisitar, de maneira incômoda, as questões essenciais que estão no coração do desenvolvimento dos países emergentes ou com possibilidade de se tornarem emergentes — países que se veem confrontados com uma globalização real que não têm possibilidade de mudar.

Ele já se destacou como um dos pioneiros da crítica à ortodoxia convencional (o consenso de Washington) no início dos anos 1990, salientando a estagnação que ela implicava. Ele nos apresenta uma apaixonante releitura das trajetórias adotadas nos últimos 30 anos nos países do Sul. Seu diagnóstico é sem apelação e serve de alimento para os debates sobre as formas de acumulação. Os caminhos seguidos com sucesso pela Índia, China, Coreia do sul, Taiwan ou Vietnam demonstraram a importância do Estado-nação, só ele capaz de definir de levar adiante uma estratégia nacional de desenvolvimento. Compreendem-se seus ataques contra o globalismo “que faz o elogio da globalização e afirma que o Estado-nação não tem mais razão de ser”. De acordo com sua perspectiva, a globalização é uma oportunidade para os países de renda média, mas aumenta as desigualdades no interior dos países e beneficia principalmente os ricos dos países desenvolvidos.

Bresser-Pereira rejeita a globalização financeira e aconselha os países a se precaverem e evitar ao máximo o recurso à poupança externa, fonte de perda do controle sobre a taxa de câmbio, mas apoia a globalização comercial, que pode se tornar uma oportunidade para os países em desenvolvimento, desde que eles mantenham sua taxa de câmbio competitiva, ou seja, não apreciada. A seus olhos, esta é uma variável-chave sobre a qual é necessário manter o controle e assim poder enfrentar a competição internacional. Esta estratégia deve ser completada por uma política fiscal e orçamentária sadia, a fim de se manter a taxa de juros em um nível moderado.

Bresser-Pereira desenha os contornos de um quadro teórico que visa a renovar a contribuição da “escola estruturalista”, ao definir as características principais de um “novo desenvolvimentismo” que ganha terreno na América Latina. Toma cuidado em se diferenciar das experiências do passado, tanto aquelas da ortodoxia convencional, que conduziram o continente à quase estagnação e a uma “década perdida”, como aquelas do “nacional-desenvolvimentismo”, que se esgotaram em sua política de substituição de importações e entraram em colapso diante da crise da dívida externa nos anos 1980.

Apela, portanto, para um “terceiro discurso”. Político sofisticado, sabe que os três pilares de sua estratégia — mobilizar a poupança interna, manter a taxa de câmbio competitiva e sanear as finanças públicas — pressupõem um consenso nacional forte e um jogo de alianças políticas sólidas. Mas o continente latino-americano, cujas elites sempre manifestaram uma tendência generosa para se aliar às elites globalizadas, e cujas classes populares ou marginais têm uma tendência para ver o resultado antes de dar apoio — estará esse continente disposto a se engajar em um consenso? O autor faz uma aposta estimulante.

Michel Rogalski é diretor da revista Recherches Internationales. Este texto foi publicado originalmente em L’Humanité, 20 abr. 2009.

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O Mistério dos Percloratos de Marte…

Mars Phoenix Lander em http://pal2pal.com

Mars Phoenix Lander em http://pal2pal.com

A sonda da NASA “Phoenix Mars Lander” permitiu no ano passado identificar a presença de água congelada no pólo norte do Planeta Vermelho.  Ora a mesma sonda permitiu também identificar a presença de um tipo especial de sal que poderá ser muito importante para a existência de vida em Marte. Estes sais, são conhecidos como “Percloratos” e parecem formar uma camada subterrânea sobre o gelo de água do pólo norte.

A Phoenix tocou a superfície marciana numa região designada como “Vastitas Boreals” em 25 de maio de 2008, mantendo-se ativa aqui durante mais de cinco meses, cavando e analisando partes do solo marciano, comprovando a presença de gelo de água no local e até de neve em Marte. As análises realizadas pelo laboratório da sonda revelaram que o solo era alcalino (quando se pensava que o regolito era ácido) e um intrigante material que insistia em ficar colado à pá da sonda. Entre estas descobertas, constava a dos percloratos, identificados pelo microscópio da sonda e fora completamente inesperados como descreveu o investigador principal da equipa na reunião em que anunciava a perda de contato com a Phoenix.

Os percloratos podem levar a que a camada polar de gelo em Marte se mova… O que explicaria algumas caraterísticas geológicas observadas no pólo norte marciano, já que os percloratos, situados abaixo do gelo poderiam facilitar o seu deslizamento. Estes compostos têm também a propriedade de captar água a sua presença numa percentagem entre 2 a 3% no solo onde aterrou a sonda explica porque é que esta encontrou água com tanta rapidez. Os percloratos são também uma possível fonte de energia para micróbios e logo… mais uma esperança para aqueles que (como eu) ainda esperam vir a encontrar alguma forma de vida em Marte…

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/090414-st-perchlorate-sludge.html

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Manuel Alegre e a presença militar portuguesa no Afeganistão e na Guiné-Bissau


(Severiano Teixeira passa revista a militares da Polícia Aérea no Afeganistão em http://www.tvi24.iol.pt)

Recentemente, Manuel Alegre emitiu críticas à postura da diplomacia portuguesa quanto à prioridade dada em relação ao Afeganistão frente a outras áreas que deviam estar mais altos nas prioridades da nossa diplomacia, referindo-se explicitamente à situação presentemente vivida na Guiné-Bissau e que daria azo à Petição em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau da lavra do ex-primeiro ministro Francisco Fadul e patrocinada pelo MIL. Manuel Alegre declarou que Portugal devia estar “mais atento à estabilização da Guiné” do que apressar-se em “embarcar em aventuras que nada têm a ver com a nossa tradição e a nossa história” e ainda que “Não tem sentido que, numa situação de crise que exige a mobilização dos nossos escassos recursos, o ministro da Defesa venha defender o reforço do envio de tropas portuguesas para o Afeganistão”.

Alegre referia-se à decisão de reforçar o contingente português em operação na dura guerra afegã contra os insurgentes talibãs que procuram reestabelecer um regime extremista islâmico nesse país do Médio Oriente, conhecido pela sua capacidade para colocar “impérios de joelhos”, desde o parta ao britânico, terminando no soviético, na década de oitenta. É certo que à primeira vista, os interesses portugueses no Afeganistão são muito laterais e secundários e prendem-se no essencial no cumprimento de deveres e obrigações para com os nossos parceiros na OTAN. É também certo que a situação na Guiné-Bissau é mais prioritária na defesa não somente dos interesses da Lusofonia, mas sobretudo, na melhor defesa dos interesses da populações locais contra as narcomáfias que efetivamente governam o país. Concordamos com Alegre na sua visão crítica das prioridades da nossa diplomacia e o papel muito passivo e demasiado discreto do MNE na preocupante crise guineense reflete a política errada e desnorteada de um Governo que ainda acredita que “Espanha” é a nossa prioridade e que ainda não percebeu que Portugal, se tem que sair deste marasmo social e económico em que está atolado à décadas só sairá agregando os seus esforços aos do Brasil e de Angola, alinhando ao seu lado, numa caminhada de desenvolvimento económico, social e político que torne a Lusofonia e nela, a CPLP, o modelo mundial de um novo de sociedades políticas e na primeira confederação trans-continental realmente democrática, anti-imperialista e paritária.

O antigo candidato presidencial tem ainda mais razão quando afirma que “É tanto mais absurdo quanto o mesmo ministro ainda recentemente afirmou recusar o investimento militar português em África, ainda que no quadro da CPLP. E no entanto a estabilização da situação militar e política na Guiné é muito mais importante e urgente para nós do que o Afeganistão” e que “em vez de embarcar em aventuras que nada têm a ver com a nossa tradição e a nossa História e muito menos com a nossa segurança, seria interessante que, no quadro da CPLP, em conjunto com Angola e Brasil, tomássemos iniciativas que valorizassem a nossa posição no Atlântico Sul. A Guiné seria um bom ponto de partida. Mas para isso era preciso definir outras prioridades para a política externa portuguesa. E pensar português”.

Defendemos que Portugal não deve estar ausente no Afeganistão. Não temos dúvidas que se um dia o Afeganistão regressar à tirania talibã, não somente o seu povo será novamente submetido a um dos regimes mais opressivos e inumanos da História, como o seu território tornará a servir de santuário para que terroristas lancem a partir daqui ataques contra civis em países ocidentais, não estando Portugal isento dessa posição de alvo, pela sua simples pertença à OTAN, pela sua situação como “país cristão” e, logo, “infiel” aos olhos destes radicais e até porque nalgumas declarações de responsáveis da Al Qaeda a Península Ibérica surge como “terra islâmica” que há que recuperar.

Fontes:
http://www.micportugal.org/index.htm?no=10001363
http://www.manuelalegre.com

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Quids S15: Quem é este personagem?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela

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AIG: Esbanjamento, Nababos e Impunidade


(AIG: Esbanjamento, Nababos e Impunidade em http://stupidica.com)

Como saberão, a seguradora norte-americana AIG (que em Portugal foi alvo de uma verdadeira corrida aos depósitos) esteve recentemente envolvida numa grande polémica devido aos 150 biliões de dólares recebidos a troco de nada, ou seja, de absolutamente nenhum papel de controlo de gestão… Ora, sabe-se agora que uma parte desse dinheiro dos impostos serviu para pagar 165 milhões de dólares em bónus de “desempenho”. A incrível lata da administração da seguradora produziu até agora apenas vagos arrufos por parte de uma Administração que injectou biliões a troco de nenhum controlo de gestão.

Contudo, pelo menos no Reino Unido, a asneira teve consequências… Segundo o jornal britânico, “The Guardian”, alguns trabalhadores da seguradora deixaram voluntariamente a empresa, em resposta à fúria popular. A empresa está a responder a este surto acrescido de impopularidade avisando os seus trabalhadores para viajarem sempre aos pares, a não exibirem… logótipos da AIG e para evitarem falar do seu trabalho! Num memorando interno, os executivos da empresa chegaram a sugerir “precauções especiais devido ao um sentimento crescente da atenção popular potenciada pelos meios de comunicação“. Isto enquanto alguns destes nababos da AIG se queixam de “violação de privacidade” e ameaçam os Media de processos por terem divulgado estes bónus.

Recordemo-nos que o quase colapso da AIG foi provocado pela atitude descabelada da sua divisão de produtos financeiros e pela sua decisão de criar seguros aos Bancos contra os riscos destes perderem os seus empréstimos, sem grande critério e cuidado e sobretudo, sem criar as devidas provisões de risco. Esta unidade financeira opera a partir de Londres, não dos EUA, ainda que a maioria dos seus gestores resida em Wilton, no Connecticut, local onde o sindicato organiza agora um Tour de autocarro ao bairro onde vivem muitos gestores da empresa designado popularmente como “Costa do Ouro”. Sabe-se lá porque razão…

Fontes:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1374151
http://www.guardian.co.uk/business/2009/mar/21/aig-insurance

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