Sobre a PETIÇÃO EM PROL DA CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO NA GUINÉ-BISSAU e da disponibilidade brasileira

O Brasil mostrou-se disponível para enviar forças militares para a Guiné-Bissau, o conturbado país lusófono da África Ocidental que mereceu ao MIL: Movimento Internacional Lusófono a sua mais recente petição: PETIÇÃO EM PROL DA CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO NA GUINÉ-BISSAU redigida pelo antigo Primeiro-Ministro Francisco Fadul. A disponibilidade brasileira contrasta com o gritante silêncio da diplomacia portuguesa e revela que o Brasil de hoje já está muito longe desse gigante adormecido com que muitos se habituaram a contar… A disponibilidade brasileira depende de um mandato expresso da ONU, afirmou o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim. Contudo, não podemos deixar de observar alguns vícios de um passado excessivamente não-intervencionista quando o Ministro acrescentou que “o Brasil não realiza operações para fazer a paz. O Brasil participa de operações de manutenção de paz e esta distinção é fundamental“, esclarecendo ainda melhor a sua posição: “Uma coisa é ter força militar para intervir num determinado país para forçar a se fazer a paz, que é a doutrina americana de Bush. Nós não participamos dessa operação, nós participamos de manutenção de paz, essa é a política brasileira“.

Ou seja, no atual cenário guineense haverá condições para assistir a uma presença militar brasileira? Formalmente, existe “paz”, já que não decorre no país nenhum conflito militar aberto, nem as fronteiras da Guiné-Bissau estão hoje mais ameaçadas do que estavam ontem… Mas poderemos falar realmente de paz, quando pessoas como o presidente do Tribunal de Contas guineense (Francisco Fadul) são atacadas na sua própria casa, vêm a sua família agredida e são literalmente baionetados, poucos dias depois do próprio Presidente da República, Nino Vieira, ter sido morto – também por militares ligados a máfias de narcotraficantes colombianos – perante a suspeita passividade assassina da sua “Guarda Presidencial” (selecionada entre as fileiras do exército pelo… Estado-Maior)?

E haverá tempo para esperar pela lenta, burocrática e ineficiente ONU? Porque não se utiliza a tão silenciosa e passiva CPLP como plataforma para uma solução policial-militar que coloque na Guiné-Bissau não forças suspeitas de parcialidade ou de fidelidade por interesses regionais ou económicos mais ou menos evidentes, como a Nigéria, o Senegal ou o Paquistão e se coloca na Guiné-Bissau, um grupo de soldados brasileiros e portugueses bem enquadrados, melhor apoiados e suportados por uma comunidade linguística e cultural rara e se contribui para a instauração na Guiné-Bissau do protectorado internacional defendido por Francisco Fadul e se põe fim a esse paraíso do narcotráfico na África Ocidental, que é hoje este país lusófono? Perante um tão grave e profundo desagregar da autoridade e da própria figura do Estado, haverá ainda tempo e paciência para os pudores não-intervencionistas defendidos por Nelson Jobim???

Fonte:
http://noticias.planetaportugal.com/actualidade/guine-bissau-brasil-disponivel-para-enviar-tropas-se-houver-decisao-da-onu

Categories: Guiné-Bissau | Deixe um comentário

Navegação de artigos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

PEDAÇOS DE SABER

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

<span>%d</span> bloggers like this: