Daily Archives: 2009/04/20

Plataforma Galego Sempre Mais é apresentada em Vigo

No dia 18 de abril, apresentou-se em Vigo a Plataforma Galego Sempre Mais, uma plataforma que nasce como necessidade de resposta unitária perante o panorama de política linguística atual.

O primeiro ato acontecerá durante as celebrações do Dia das Letras Galegas, em 17 de Maio, quando percorrerá as ruas da capital da Galiza unindo as festividades com a reinvindicação, sob o lema “Contra a imposiçom do castelhano: galego sempre mais”.

A Plataforma apresentou também o Manifesto que pretende representar o movimento reintegracionista do país e que servirá como marco ideológico para a manifestação de 17 de maio.

Galego Sempre Mais é uma plataforma aberta e faz um chamado a todo tipo de associações e agrupamentos sensíveis com a situação do galego na Galiza para que se somem com a intenção de criar uma voz unitária e forte.

As adeções podem ser feitas no sítio web: http://www.galegosempremais.net . A seguir o manifesto na íntegra.

Manifesto 17 de maio de 2009

“Galego, sempre mais.

Contra a imposiçom do castelhano”

O dia 17 de maio é um dia para denunciar nas ruas a única impossiçom linguística verificável que este país sofre diariamente. E este ano estamos a viver um contexto novo, um contexto cheio de dúvidas e de poucas esperanças para a sobrevivência da língua na Galiza, daí que todos o colectivos que assinamos este manifesto queiramos expressar conjuntamente o nosso ponto de vista e contribuir para o avanço da normalidade linguística no nosso País.

O nosso manifesto leva como lema “Galego, sempre mais”, e dizemos isto porque achamos que se por um lado o galego é umha língua cheia de possibilidades e oportunidades, por outro lado, tudo o que se fizer na Galiza em favor dos usos da língua galega nunca será suficiente. Saímos à rua com umha mensagem clara: “Contra a imposiçom do castelhano”.

Os colectivos que assinamos este manisfesto temos toda a vontade de somar esforços pola dignificaçom do galego na Galiza. Se este 17 de maio nom há convocatória unitária é porque a mesa pola normalizaçom linguistica optou por prescindir do resto de organizaçons (fomos convidados a apoiar umha mobilizaçom já convocada previamente). A Mesa nom é a única organizaçom a defender a língua, e portanto nom pode agir como se o fosse. É por isto que nom apoiamos nominalmente a manifestaçom da mesa. No entanto, por responsabilidade com o momento histórico que padecemos, somaremo-nos a este 17 de Maio. Faremo-lo mantendo umha distáncia com quem achamos que atende mais as necesidades de umha sigla política que as do movimento normalizador.

Por todo isto este 17 de maio queremos fazer saber que:

1 É umha falácia que exista uma imposiçom do galego. A imposiçom do castelhano nom tem discussom desde o momento em que é a única língua que todos os cidadãos e cidadãs do estado epanhol têm a obriga de conhecer segundo a constituiçom espanhola.

2 Reclamamos, para enfrentar esta situaçom, a aboliçom do sistema legal que subordina o galego ao castelhano, a aboliçom do supremacismo castelhano que procura a limpeza do galego e exigimos a implementaçom de autênticas políticas de normalizaçom lingüística ao serviço da nossa sociedade.

3 Consideramos hipócrita a negaçom do conflito lingüístico existente na sociedade galega, causado por umha legislaçom de inspiraçom perversa, que condiciona e impede o desenvolvimento de umha verdadeira normalizaçom lingüística. Exigimos, aliás, que instituições teoricamente concebidas para o estudo e potenciamento da língua (RAG e ILG) se pronunciem sobre tal conflito, saindo de um silêncio que colabora na subordinaçom do galego e na manutençom do supremacismo castelhano.

4 Afirmamos que a normalizaçom lingüística é um direito colectivo inalienável, constituindo a necessária coesom social de cada povo em torno à língua própria. O monolingüismo social é o complemento natural ao polilingüismo individual e à diversidade lingüística crescente das sociedades actuais. Negamos a reduçom do galego a um fenómeno meramente individual pois, como qualquer língua viva, é umha realidade social cujo sentido e utilidade reside no seu uso na Galiza como língua comum a todos e todas e para o relacionamento internacional.

5 Toda a instituiçom social, como os meios de comunicaçom, ensino, administraçom e quaisquer serviços públicos, deve contribuir, portanto, à eliminaçom dos preconceitos e discriminações contra a nossa identidade lingüística e cultural e promover a normalizaçom lingüística. Denunciamos especialmente a pretensom de continuar discriminando o galego no ensino infantil e pré-escolar, encorajando o auto-ódio e a galegofobia.

6 Consideramos que, frente ao recrudescimento do discurso refractário ao galego na vida pública, a política lingüística nos últimos quatro anos se tem caracterizado pelo continuísmo com a era fraguista. E que com a chegada do novo governo à Junta da Galiza se aproximam tempos de retrocesso e de concessom aos sectores mais espanholistas.

9 A nossa aposta é reintegracionista, pois consideramos que o único futuro do galego passa por integrar-se no mundo da Lusofonia que permitirá a sua sobrevivência, ajudará ao seu prestígio e, sobretudo, fará com que os utentes tenham um universo de possibilidades de relações humanas, comerciais e culturais ao seu dispor.

10 Fazemos parte do movimento social de base que trabalha diariamente ao longo de muitos anos para a dignificaçom da língua e da cultura galegas e que nom somos um movimento que fique à espera de que governos ou instituições venham a lançar leis que salvem ou embarguem o futuro da língua.

11 O sistema cultural galego, com todos os seus produtos, é um sistema cultural dependente do sistema cultural espanhol e tem como conseqüência que todos os produtos que chegam a nós tenham que ter passado anteriormente um filtro. A nossa cultura nunca conseguirá falar em pé de igualdade com culturas doutros lugares estando baixo este jugo, pois nom poderá ter presença própria, senom através da espanhola.

12 Denunciamos a discriminaçom e silenciamento da tradiçom cultural galeguista do reintegracionismo, e reclamamos o justo reconhecimento social de umha das principais figuras culturais do século xx galego, cujo legado continua vivo: Ricardo Carvalho Calero, para o que reclamamos o Dia Das Letras no ano 2010. Ano no que se cumprem 100 anos do seu nascimento e 20 anos do seu finamento.

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Lost S05E11 “Whatever Happened, Happened”: Comentários

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://gallery.lost-media.com

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://gallery.lost-media.com

0. Este episódio 11 da 5a temporada de “Lost” não é particularmente rico em novos mistérios ou no esclarecimento de mistérios passados… Contudo, nem por isso deixa de merecer os nossos comentários, algo que faremos logo de seguida.

1. Quando Kate visita Carole Littleton e lhe confessa que está com o seu neto, Aaron, revela também que Claire sobreviveu ao desastre e que ficou na Ilha, tendo aí desaparecido. Revela assim dois factos, sendo que o primeiro é de facto uma confirmação: Claire desapareceu no interior da Ilha, reunindo-se aos Outros, com quase toda a certeza no interior do recinto conhecido como o “Templo”, guardado pelo “monstro de fumo”. O outro é a sua motivação para ter regressado: resgatar Claire e reuni-la com o seu filho, Aaron. Nunca ficou claro em que condições e sob que motivação é que Claire abandonou o grupo dos sobreviventes, mas parece tê-lo feito numa espécie de transe, já que de outra forma não abandonaria Aaron… Haverá assim algo no Templo, talvez um engenho de antanho, como o “monstro”, construído pela antiga civilização da Ilha, que a atraiu por algo que nela há de singular, isto é, a capacidade de dar à luz e assim repovoar a Ilha com verdadeiros nativos (todos os Outros parecem ser sobreviventes de naufrágios passados, talvez virtualmente imortais, mas estrangeiros).

2. Um dos momentos mais interessantes deste episódio é aquele em que encontramos Hurley e Miles debatendo as consequências do tiro sobre Ben e as viagens no tempo e a dado momento, Hurley (injustamente dado por Sawyer como “estúpido” noutras cenas) levanta a questão crucial: porque é que o Ben adulto não tinha recordações de Sayid disparando sobre ele, enquanto criança? Bem… Isso só pode acontecer se não há um Benjamin Linus, mas dois, vivendo em timelines distintas, como já sugerimos no último comentário, e não tendo os dois memórias em comum, a partir do momento da separação das mesmas, o qual, aparentemente começou no momento da aparição do grupo de sobreviventes em 1977.

O debate Miles-Hurley alude também a um dos “easter eggs” que os produtores de Lost gostam de lançar… Num episódio anterior, Richard (que neste episódio tem uma posição central) mostra a John Locke uma história de Banda Desenhada de 1956 onde, precisamente, um viajante no tempo tenta alterar a História, regressando ao seu passado e tentando fazer algo de diferente.

3. Ainda que no comentário anterior o debate entre Hurley e Miles aponte para a criação de varias timelines, quando Richard recolhe o jovem Benjamin Linus gravemente ferido dos braços de Kate, explica a Kate e Sawyer que Ben “não se vai lembrar de nada disto, vai perder a sua inocência e será para sempre um Outro”. Abrindo assim outra possibilidade: pode afinal não haver duas timelines, mas apenas um Ben amnésico? Não nos parece provável… Se assim fosse qual seria o destaque do debate Hurley-Miles? E que tratamento “milagroso” consegue Richard dar a Ben no Templo? Aparentemente, nem ele, nem nenhum dos Outros é um médico, logo há algo (uma maquina?) no interior do Templo capaz de curar uma ferida tão grave como a de Bem… Ou será esta mais uma das capacidades do espantoso “monstro de fumo”? E porque provocará este processo curativo amnésia? Será porque é “reconstrutivo” a um tal ponto que apaga as memórias, ou seja, será uma espécie de “reclonização” ou de transferência corporal?

4. Um detalhe da hierarquia que os Outros tinham em 1977 é também aqui revelada… Se na atualidade, Bem reporta a uma entidade superior, em 1977, Richard também se reporta a outra, desta feita feminina, uma tal de “Ellie”.

Categories: LOST (Perdidos) | 9 comentários

Quids S15: Como se chama esta banda?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 11 comentários

Foi descoberto mais um importante túmulo egípcio e algumas variações sobre o tema da Educação…

Túmulo de Dhehuty em http://www.osirisnet.net

Túmulo de Dhehuty em http://www.osirisnet.net

Uma equipa mista, composta por arqueólogos egípcios e espanhóis descobriu em Luxor uma câmara funerária com mais de três mil e quinhentos anos. O túmulo enquadra-se na necrópole de Dra’Abu el-Naga e está ainda completamente coberto com pinturas alusivas a cenas do Livro dos Mortos. Sendo até ao momento apenas o quarto túmulo deste género com pinturas descoberto até hoje.

O túmulo pertence ao escriba real Dhehuty que acumulou essas funções com a de responsável do Tesouro egípcio durante o reinado da rainha-faráo Hatshepsut e a singularidade decorativa do túmulo exprime a importância que a figura detinha no poder egípcio da época.

O túmulo terá sido um dos primeiros que na civilização egípcia a ser completamente decorado com pinturas. Numa segunda divisão os arqueólogos encontraram um par de brincos de ouro, que pode ter pertencido ao próprio Djehuty, de acordo com a moda da época e que escapou à atenção dos saqueadores que esvaziaram o túmulo do escriba.

As paredes do túmulo estão decoradas com passagens do Livro dos Mortos e o tecto com uma figuração da deusa Nut, com os braços abertos, como é habitual.

Esta descoberta, assim como aquela outra de um retrato quinhentista até agora desconhecido de Leonardo da Vinci expõe com evidencia que neste mundo, tão batido, tão reconhecido e explorado, persistem ainda descobertas extraordinárias por fazer e que a capacidade de nos espantarmos com elas não chegou ainda ao fim… Assim se mantenha viva a chama da investigação cientifica e da curiosidade humana e que esta consiga sobreviver à “ditadura económica” que hoje começa a evaporar seriamente a maioria das instituições de ensino que ainda patrocinam estes trabalhos… E onde inevitavelmente estão ausentes as universidades públicas portuguesas (que vegetam em orçamentos apertados que mal pagam os custos com pessoal) e as privadas (concentradas em formar advogados e gestores de empresa por atacado), para grande infelicidade do progresso científico em Portugal e para maior exposição da falta de visão e estratégia dos nossos governantes.

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1174389

Categories: Educação, História | Etiquetas: | 7 comentários

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