Portugal deverá enviar para o Afeganistão um grupo de militares da GNR até do fim do ano

(Reportagem RTP sobre a presença da GNR no Iraque)

Portugal deverá enviar para o Afeganistão um grupo de militares da GNR até do fim do corrente ano de 2009. A força vai integrar a nova unidade de polícia europeia nesse país do Médio Oriente designada como Eurogendfor e que deverá crescer até alcançar um numero entre os 300 e os 400 militares.

Os militares da GNR irão agregar-se a uma força composta por outras forças de teor semelhante e oriundas apenas de países do sul da Europa como a França, a Itália e a Espanha. Esta força de “polícia semimilitar” ou “gendarmerie”, terá como missão principal o treinamento da muito ineficaz e altamente corrupta polícia afegã e num primeiro momento deverá trabalhar apenas na capital afegã, Cabul, mas posteriormente será dispersa pelo sul, onde os níveis de segurança são muito mais críticos do que na capital. É por isso uma missão de risco para uma unidade policial portuguesa altamente treinada e motivada e que foi endurecida pelas experiências recentes no Iraque e em Timor e que no Afeganistão irá certamente manter alto o prestigio e o nome de Portugal nestes territórios onde ninguém pode suspeitar de intenções obscuras ou neocoloniais por parte de um país como Portugal.

Tendo em conta a gravidade atual da situação de segurança no Afeganistão, com o aumento dos ataques talibans e até com a queda de cidades no sul (temporariamente) sob o seu controlo, perante um governo central regido por uma marioneta de Washington (Hamid Karzai) que ainda há bem pouco tempo se encontrava na folha de pagamentos da CIA e com forças policiais que estão em 1/4 afetadas pela praga da toxicodependência e que estão mal enquadradas, pessimamente equipadas (e que já perderam para os talibãs um terço das suas armas) e ainda pior motivadas, a presença de policias europeus pode ser determinante para elevar a situação de segurança nesse país vital para travar a ascensão do radicalismo islâmico no mundo. Lamentamos contudo que este esforço não seja acompanhado pelo de outros países europeus e que não existam também forças portuguesas de combate travando esta perigosa erupção da praga global que é o islamismo radical no local onde hoje esse combate é mais intenso: o Afeganistão.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371786

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Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 8 comentários

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8 thoughts on “Portugal deverá enviar para o Afeganistão um grupo de militares da GNR até do fim do ano

  1. pedronunesnomundo

    pois é, CP, eu não me oponho à manutenção ou reforço da presença portuguesa em missões militares conjuntas

    agora – ciente da enorme passada que vai de uma situação a outra – honestamente não me entra o escândalo que houve de uma intervenção num país como o Iraque, simultâneo ao reforço militar (não o iludamos) em sítios como o Afeganistão

    “ah, o multilateralismo…” não esqueçamos que houve também voluntarismo no início das acções contra o Afeganistão, antes desta onda de “sintonia”
    “ah, a ameaça terrorista…” não me parece mais perigoso para o equilíbrio frágil do mundo militar e político ter à frente de um país um regime religioso radical ou um regime liderado por um qualquer ditador sanguinário – com quem nos relacionamos alegremente e batemos fotos de circunstância

    digo isto pela lógica inversa do fomento de relações fortes que deve existir com países pacíficos, respeitadores dos Direitos Humanos e decência básica, com quem se partilham ideais de desenvolvimento e progresso

    é cada vez mais enjoativo admitir que se vive uma “globalidade” em que a velha e podre máxima dos “assuntos internos” continua a imperar
    sabe-se, vê-se, assiste-se de poltrona, mas não se faz nada. não se vai lá, por exemplo, militarmente. permite-se que a fome mate uns, a doença leve outros e os maus tratos ainda varra as sobras

    apoio a intervenção no Afeganistão – e sou muitíssimo céptico em relação àquela coisa das “conversações” do Obama com os talibãs – como em qualquer outro lugar em que a ideia seja depor (ou impedir de alcançar o poder) regimes genocidas e perigosos para o equilíbrio da paz no mundo

  2. o Iraque foi uma grande asneira, mas o Afeganistão é um caso completamente diferente… no Iraque havia a questão falsa (inventada pela CIA com ordens de Bush) quanto às armas de destruição massiça, mas no Afeganistão havia um regime medieval (no pior sentido), não-democrático, opressor ao mais alto grau e que estava a dar guarida a perigosos terroristas que organizavam a partir dali atentados em todo o mundo. Isso era e é intolerável e concede as bases para uma intervenção internacional, onde Portugal está e deve estar, na exata medida das suas possibilidades.
    As conversações com os talibãs nunca trarão resultado, além de cedências e declarações de vitória, deste!

  3. pedronunesnomundo

    estamos de acordo, portanto…

    mas, meu amigo, ainda que saiba que a tua óptica não é essa, onde eu vejo algum absurdo é em misturar de tal forma a intervenção no Iraque com os pretextos manhosos para lá entrar (e já agora também a miserável antecipação de consequências) que alguém como eu fica (pretensamente) encurralado no apoio que ainda mantenho ao ter lá entrado

    eu nunca me entretive a contar os bonecos e as casinhas que o Colin Powell foi mostrar na ONU (?) naquelas famosas fotos das “provas provadas”. acreditei nelas, como qualquer pessoa normal não contaminada por preconceitos anti-americanos acreditaria em qualquer “prova” apresentada naquele contexto solene, com aquele descaramento…
    mas eu não precisava de grandes persuasões. é que no Iraque também havia “um regime medieval (no pior sentido), não-democrático, opressor ao mais alto grau e que estava a dar guarida a perigosos terroristas” de Estado que organizavam sobre as suas gentes – cidadãos do mundo de pleno direito – os piores desmandos.
    porque o beco argumentativo da nossa auto-defesa face aos terroristas globais revela-nos – ocidentais – superiores, mesquinhos e egoístas, não ficando os povos sofredores de países menos desenvolvidos nada obrigados a agradecer-nos (a falta d)o nosso esforço e solidariedade

    por isso falo de uma analogia (relativa) que é possível fazer entre a “ética” de cada uma das intervenções. e dos benefícios claros de cada uma
    pelo menos no sentido mecanicamente operativo como as vi

    por isso falo de algum absurdo, de alguma histeria e de alguma convencionalidade no extremar de posições e na divisão cega entre “boas” e “más” guerras

    enfim…

    e se no afeganistão somos úteis – com força militar, militarizada ou policial – é lá que devemos estar

  4. pois estamos. quanto ao Iraque, acho que nunca devíamos lá ter mantido forças, neste caso, a GNR, não só porque ela nunca teve lá os meios adequados para o cenário (e diz muito da sua eficácia, o facto de não ter tido baixas)
    não existem boas guerras… claro, o que há são guerras que podem evitar outras ou piores males… e esse é o caso do Afeganistão, acredito eu.

  5. Oi,antes de tudo peço desculpa pelo meu pessimo portugues,espero me entendam.
    Do meu ponto de vista o Portugal(como todos os paises europeus,”marionetas de Washington”. a espanha mostrou mais dignidade em relaçao) nao deveria estar nem no iraque nem no afganistao.o porque? qual (pseudo)direito dà o direito a essas forças de ocupaçao de invadir outros paises? A masquera do perigo do terrorismo nao funciona Sr Clavis ,como respeito , isso è uma hipocrisia.1 Quantos atentados terroristicos sofreu o Portugal?as probalidades de morrer vitima de um relampago è mais alta do que ser uma improvavel vitima de atentados terroristicos.2 a questao da democracia è outra mentira ,se assim fosse deveriamos invadir a bielorussia,a china,cuba,corea(do norte) .. meia africa ..ecc…e talvez tambem com essa masquera invadir a venezuela ou melor ainda invadir a Italia porque abriga a mafia mais potente do mundo (muito mais perigosa desses terroristas) e por nao contrastar a suficiencia esses assssinos..nao senhor…Cada povo tem o governo que merece ou que escolhe,se ele ainda nao chegarao a uma democracia è um problema deles que eles mesmos tem que resolver(uma guera?talvez .nao s lembra os USA na questao da Escravidao ?)Cada povo tem que lutar pelo proprio pais ,pelo governo que quer e niguem de fora tem direito de chegar e me impor.isso tem que ser ma evoluçao na mentalidade deles(nao existe revoluçao ) ,e nao acontece com as armas .Voce nao gostaria que uma potecia externa chegasse (China) para invadir e impor ao seu pais o Comunismo ,porque na mentalidd deles talvez seja mais justo e humanista.Nem os brasileiros teriam gostado e aceito se no meio da ditadura militar os USA invadisse o pais e depois controlasse eles por meio de “polícia semimilitar” ou “gendarmerie” europeas ,portuguesas ou nao.
    UM POVO QUE NAO SABE ( PIOR AINDA NAO LUTA )DEFENDER A PROPRIA LBERDADE MERECE SER ESCRAVO..e os arabes que lutem nao nos por eles.Aqui mesmo na europa temos jà muito problemas e perigos a combater ,vc nao percebe esses nossos governos pseudodemocraticos que nos engana. O mais interessante è que quando soldados nossos morrem nos choramos de desespero ,mas se nao queriamos perder eles porque mandamos eles là? ULTIMA COISA E TALVEZ A MAIS IMPORTANTE ..QUANDO è NA HORA DE INVADIR ESSES PAISES EM NOME DA DEMOCRACIA TODO O OCIDENTE ENCONTRA COMUM ACORDO , MAS PARA COMBATER A FOME NO MUNDO OU CLASSIFICAR A AGUA COMO DIREITO HUMANO NAO SE ENCONTRA ACORDO? agora nessa crise os governos de paises “civilizados” gastaram trilhoes de $ dolares para salvar bancos..Com TODA CERTEZA ESSE DINHEIRO TERIA SIDO SUFICIENTE PARA ELIMINAR A FOME NO MUNDO INTEIRO ..E TAMBEM TERIA SIDO UMA MELHOR PUBLICIDADE E PROMOçAO DA DEMOCRACIA AO INVEZ DAS ARMAS.
    com respeito
    Abraços
    Thiago

  6. o problema é que o Afeganistão estava a ser usado como plataforma de “safe heaven” para atacar países estrangeiros (como a vizinha Espanha) e cidadãos como você ou eu. Ficar parado esperando que a fraca “Liga do Norte” afegã derrubasse o regime talibã, era imoral e errado.
    Intervir era necessário, para poupar males maiores… assim creio eu, pelo menos.

  7. Daniel Souza

    Guerra no Afeganistão é a mais idiota de todas, Forças Armadas x CIA.

    CP, já viu o site do Talibã? É sempre bom ver a guerra a partir do ponto de vista do outro lado. http://alemarah1.org/english/

  8. não, esse não conhecia… no auge da guerra em fallujah segui um site dos insurgentes, que era muito, mesmo muito radical…
    vou dar uma olhadela!

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