Daily Archives: 2009/04/05

Sobre o rearmamento russo

Medvedev, o fantoche favorito de Putin em http://www.mosnews.com

Medvedev, o fantoche favorito de Putin em http://www.mosnews.com

A Rússia irá – segundo o seu presidente mais ou menos fantoche, Dmitri Medvedev – realizar um “rearmamento em grande escala” do seu exército e da marinha, a partir de 2011. Digo fantoche, porque é por demais evidente a quem quer que observe a realidade russa de que os cordelinhos do poder continuam a ser puxados pelo primeiro-ministro Vladimir Putin. Medvedev alega que a agudização da situação político-militar em certas regiões obriga a Rússia a desenvolver a sua Defesa, numa referência não muito indireta à situação no Caúcaso.

É certo que pelo menos desde 2008 que a Rússia encetou uma modernização das suas forças armadas, a primeira digna desse nome depois de décadas de abandono e alimentada pelo afluxo crescente das verbas petrolíferas. Atualmente, a Rússia é dos países que mais tem sofrido com a recessão mundial, não só porque tem revelado ter um sector financeiros ainda demasiado imaturo, como e sobretudo pela queda do preço do barril de petróleo e do gás natural. Contudo, a Rússia acumulou nos últimos anos biliões de dólares em reservas e será destas que sairá o financiamento para este rearmamento.

A primeira prioridade de rearmamento serão as forças estratégicas nucleares, não só porque o seu arsenal nuclear está perigosamente obsoleto, mas porque o sistema antimíssil dos EUA continua a irritar os russos e a sua reação será a de aumentar o número de mísseis e conceber mísseis ainda mais rápidos que tornem o tempo de reação praticamente impossível de cumprir. É certo que existe um sector de mísseis estratégicos que sozinho – mais do que qualquer outra arma – explica porque é que a Rússia ainda é uma potência global – e que este sector está perigosamente enfraquecido por uma obsolescência geral dos seus meios. Mas as forças terrestres russas estão talvez ainda em pior estado, com muitas unidades que existem apenas no papel, lacunas tremendas em treinamento e equipamento e um quadro de oficiais de duvidosa qualidade. A força aérea depende ainda no essencial de aviões da Guerra Fria e o seu reequipamento tem sido sucessivamente adiado. A situação na marinha russa ainda é mais dramática com uma redução radical no numero de todos os tipos de unidades e sem planos de renovação a prazo para os meios mais pesados. Toda esta situação resulta de mais de vinte anos de desinvestimento da Defesa que deixou a MiG moribunda e a Sukhoi quase totalmente depende das exportações (até para os países menos fiáveis do mundo) para sobreviver. Qualquer “rearmamento” russo nos próximos anos pouco mais poderá fazer do que repor parte dos meios perdidos nos últimos vinte anos e tornar a Rússia semelhante à Espanha, país com quem é comparável se medirmos a sua capacidade militar efetiva.

O rearmamento será também uma forma de aproveitar o sensível declínio do poder global dos EUA, não somente por causa da intensa recessão de que sofre a economia global, mas também pelo peso da derrota dos seus aliados na Geórgia, da retirada do Iraque e das dificuldades no Afeganistão para fazer com que a Rússia torne a ombrear com os grandes nos cenários da política internacional.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1369553

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Mudanças na Comissão Coordenadora do MIL e no Conselho Editorial da NOVA ÁGUIA

A Comissão Coordenadora do MIL passou de 8 para 16 membros. Terá a vigência de um ano.

Neste momento, é esta a sua composição: Paulo Borges (Presidente), Renato Epifânio, Rui Lopo, Rui Martins, Amândio Silva, Ana Margarida Esteves, Duarte Drumond Braga, Luís Carlos Santos, Maurícia Teles da Silva, Paulo Feitais, António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, João Beato, José Pires e Miguel Real.

Os novos membros foram também integrados no Conselho Editorial da NOVA ÁGUIA.


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Lost S05E10 “He’s Our You”

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://www.olivarkamprojo.com

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://www.olivarkamprojo.com

1. Quando Sayid – a soldo de Ben – mata Andropov um dos membros do grupo de Widmore observamos num edifício uma inscrição (em círilico) “Oldham Pharmaceuticals”. Isso significa que há uma relação entre esta empresa farmacêutica e o grupo Widmore. Sabemos, mais tarde no episódio que existe um membro da Dharma Initiative com esse mesmo nome, o que não é certamente fruto de coincidências (nada o é, em Lost) e que este “Oldham” da década de 70 utiliza químicos para extrair a verdade de sujeitos interrogados pela Dharma. Oldham é uma figura curiosa, porque não vive na Cidade da Dharma (as “Barracks”) e habita uma tenda que faz lembrar aquelas que Locke gosta de construir para encontrar respostas para os seus problemas. Mais tarde, Oldham utiliza em Sayid algo que faz lembrar LSD pela forma (sobre um cubo de açúcar) com que é ingerido. É claro que o LSD não leva ninguém a ceder em confissão… Só mesmo o Sodium Pentathol.

2. Porque é que Ilana apareceu em episódios anteriores como guarda de Sayid? Inicialmente, pensei que fosse uma elemento de uma agência federal, mas com o decorrer dos episódios faltam referências explícitas a essa pertença, pelo que começo a acreditar que é de facto um agente de Widmore ou até do próprio Ben… De Widmore é possível porque ao fim ao cabo foi Sayid que andou pelo mundo fora (como quando abateu Andropov) assassinando os agentes de Widmore.

3. Após ter sido salvo pelo jovem Benjamim Linus, Sayid diz-lhe “Tinhas razão sobre mim. Eu sou um assassino”, disparando sobre o peito de Ben e, aparentemente, provocando a sua morte. Como Ben sobreviveu até à idade adulta, esta sua morte enquanto jovem levanta a questão de saber como vão lidar os argumentistas com este paradoxo temporal. O assassinato de Sayid é exatamente igual ao velho paradoxo de saber o que acontece se alguém viajar para o passado e matar o seu pai, antes deste o ter concebido juntamente com a sua mãe. O assassino continuaria a existir? De certa forma, Daniel Faraday já respondeu a este paradoxo noutro episódio da Temporada 5 quando disse que pouco importava o que fizessem numa das varias deslocações ao passado porque isso não iria influir no futuro: Faraday é assim de opinião (como muitos outros físicos) que não haveria paradoxos, porque em cada viagem ao passado seriam criados novos universos paralelos, não-comunicantes e existindo em linhas temporais distintas e isoladas: numa Ben seria morto por Sayid, noutra, paralela, crescia até à idade adulta até tornar-se o líder dos Outros. Esta será a tese adoptada pelos argumentistas de Lost, e aposto que Faraday vai aparecer brevemente para explicar isto mesmo…

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