Daily Archives: 2009/04/03

A “Tsar Bomba”: a maior bomba termonuclear de sempre

Foi em 1961 que a União Soviética detonou a maior bomba termonuclear de sempre, a “Tsar Bomba” ou melhor dizendo, a RDS-220 era uma arma de hidrogénio de 100 megatoneladas. O cientista soviético Andrei Sakharov liderou o projeto em resposta a uma ordem direta do então presidente soviético Khrushchev que numa reunião entre os dois teria dado a ordem a Sakharov acrescentando ainda que a arma devia ser completada no mais breve prazo de tempo possível. O físico cumpriria e apenas 16 meses depois, teria lugar a detonação da RDS-220.
A arma pesava 27 toneladas e era tão grande que simplesmente não cabia dentro do porão de armas do Tu-95 Bear, pelo que um destes bombardeiros teve que ser adaptado de forma a poder transportar o engenho. A bomba era tão grande e pesada que foi largada com um grupo de paraquedas em cinco estágios com uma área total de 1645 metros quadrados! O objetivo deste aparato era o de dar tempo para que o Tu-95 se afastasse sem ser destruído…
A bomba foi lançada na ilha ártica de Novaya Zemlya (ver MAPA) e detonada a uma altitude de cerca de cinco quilómetros. A explosão criou uma nuvem de gases quentes até 65 Km de altitude e arrasou completamente todos os edifícios na aldeia abandonada de Severny, a 54 Kms do local da explosão e provocou ainda danos muito significativos em estruturas localizadas a mais de 900 Kms, tamanha era a energia da detonação. A Bomba teria uma força potencial de 100 megatoneladas, mas foi detonada a apenas 50 megatoneladas, estimando-se que sozinha foi responsável pela produção de 25% de todas as partículas radioactivas produzidas pelo Homem desde Hiroshima.
Ainda que de facto, a “Tsar Bomba” não tenha sido detonada na sua plena capacidade, produziu a maior explosão jamais feita pelo Homem. O seu clarão foi visto a mais de 900 Km de distância e o grau de devastação no local da detonação foi quase absoluto, com quilómetros da ilha completamente nivelados e tornados tão lisos como uma pista de patinagem, segundo uma testemunha que visitou o local alguns anos depois.Na realidade, a Bomba não era prática… e não passava de uma manobra de propaganda. Era demasiado grande para poder ser transportada num míssil balístico e somente poderia ser largada sobre território inimigo após um longo e perigoso voo de bombardeiro, realizado sem escolta na maioria da viagem de mais de oito horas… Duas destas bombas teriam sido construídas, das quais, apenas uma foi lançada, desconhecendo-se o paradeiro da segunda, tendo sido destruída… provavelmente.

Fontes:

http://www.wired.com/science/discoveries/news/2008/10/dayintech_1030
http://en.wikipedia.org/wiki/Tsar_Bomba
http://nuclearweaponarchive.org/Russia/TsarBomba.html

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Para que um cliente OCS 2007 funcione quando estiver na Internet, com um IP público, tem que:

1. Aceder via TLS ao sip.domain.com (Manual Configuration)

2. Instalar o certificate de root da CA <host> em

a. Trusted Root Certification Authorities (Import manual para este container), porque este certificado tem que estar presente quando o service Access do Edge server devolver o certificado para sip.domain.com (faz parte da sua path)

b. Este é o único certificado que é necessário do lado do cliente OCS, o do sip.domain.com é usado (WebServer usage) é requerido apenas pelo serviço instalado no Edge Server.

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Quids S15: Que tipo de submarino é este? (nome exato)

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 30 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Será que os EUA afinal sempre vão vender F-22A Raptor ao Japão?

O maior problema com o único avião de 5ª geração do mundo é, todos o sabem, o seu preço… Um problema que poderia ser colmatado se os EUA se decidissem a vender o aparelho no mercado externo, pelo menos aos seus aliados mais fiéis. Isso poderia financiar a produção de versões ainda mais sofisticadas que a versão “A” atualmente em uso na USAF, aumentar a confiança desses aliados que nunca gostaram dessa rejeição que os tratava como parceiros indignos de confiança (especialmente injusto no caso do Japão e da Austrália). A exportação permitiria também aumentar o número de F-22A na USAF, que embora tivesse sido estimado originalmente para chegar aos 800 aparelhos, foi sucessivamente alvo de cortes, até chegar ao número manifestamente insuficiente de apenas 180 aparelhos…

Recordemo-nos também que o último F-22A sairá das linhas de produção já em 2010 e que não há ainda sucessor à vista, não estando a tecnologia UCAV ainda suficientemente amadurecida para substituir este avião de 5ª geração. Sem a linha de produção, não haverá novas versões do F-22 e se mais tarde se tomar a decisão de a recomeçar, os custos serão muito maiores… Entretanto o PAK-FA e os projetos chineses de 5ª geração estarão a voar e a acentuar ainda mais um desequilíbrio que aviões como o Sukhoi SU-30 e o SU-34 já hoje fazem sobressair, sobretudo no Extremo Oriente onde países como a Malásia, a Indonésia e a China os operam, para grande preocupação dos aliados dos EUA na região. Os mesmos a quem os EUA recusam vender “Raptors”: Austrália e Japão.

O Japão, em particular, é o aliado norte-americano que mais interessado está no F-22. Desde logo, porque o armamento chinês, mesmo nas suas fronteiras, torna a atualização dos seus meios particularmente urgente. É que os F15J, os F4EJ (de 1973), os Mitsubishi F-2 (de 1978) estão a ficar demasiado ultrapassados pelos SU-30 dos seus vizinhos chineses e malaios. Dentro de muito pouco tempo, o Japão terá que começar a fazer compras para substituir todo este extenso inventário.

A recusa norte-americana tem a sua quota parte de pressões chinesas, mas tem a vantagem – para os europeus – de fazer levantar a hipótese de compra de caças Rafale ou Typhoon… É claro que não se espera que um país que atualmente já constrói F-15J sob licença se limite a comprar aviões prontos, mas a construí-los sob licença, algo que o consorcio EADS até hoje não ofereceu a nenhum comprador… O que reforça a minha tese Rafale…

O Japão pode também optar por atualizar os seus F15 com nova aviónica e com radares AESA, mas isso não bastará para anular o desequilíbrio com os SU-30MKK. O novo F-15E da Boeing poderá ser assim uma solução complementar à actualização dos F-15J, especialmente se lhe somarem alguns F-35.

É claro que há ainda algumas possibilidades de que o Japão sempre compre F-22 ou uma versão limitada do mesmo, construída localmente sob licença. Sabe-se que desde fevereiro de 2006 que uma proposta japonesa anda pelos corredores do poder de Washington e agora com Obama, a tal aprovação pode mesmo acontecer, correndo a seu favor a presente crise financeira, a atitude aparente de maior abertura da Administração Obama e a eminente paragem da linha de produção daquele que ainda é o melhor caça da atualidade, implicando assim que os EUA perderiam a capacidade para fabricar aquele que ainda é o seu melhor avião em inventário.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/f22-raptors-to-japan-01909/

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