Haverá vida na região do Olympus Mons, em Marte?

Um dos locais mais suportar ainda hoje vida em Marte é o gigantesco vulcão conhecido como “Olympus Mons“. É verdade que ainda não existem provas claras  que Marte teve mesmo vida… e nem mesmo o famoso meteorito marciano ALH84001 (ver AQUI) não foi capaz de esclarecer a resposta a essa pergunta até hoje. Mas alguns cientistas estão a focar a sua atenção no Olympus Mons, um vulcão gigantesco, incomparavelmente maior do que qualquer vulcão terrestre, e possuindo uma área total que se estende por 241.401 metros da superfície do planeta Vermelho. Ora, na Terra a presença de tanto material vulcânico sugere a presença de argilas formadas pela presença de água (algo que pode ser observado em vários locais, na Terra). Essa foi a conclusão de um grupo de geofísicos do “Lunar and Planetary Institute“, ligado à NASA que recorrendo a simulações de computador pôde explicar a singular forma do vulcão através da presença de grandes áreas de sedimentos, responsáveis pela sua forma assimétrica. E se houve sedimentos… Então houve água.

A sonda europeia “Mars Express” nos últimos anos já encontrou vários depósitos de argila em Marte e suspeita-se que sob o vulcão existe uma camada com varias centenas de metros de espessura.

Recentemente, a sonda marciana Phoenix encontrou gelo de água no pólo norte marciano. Por isso, não é impossível presumir que exista também gelo na região do grande vulcão marciano e se houver água com argila as hipóteses de persistir aqui alguma forma de vida aumentam significativamente. o calor geotermal, a humidade, a argila, são todos factores que podem suportar vida microbiana (termófilos) no subsolo sob o vulcão… Talvez seja esta a misteriosa fonte de metano que se sabe existir em Marte que ainda recentemente noticiámos por aqui.

Fontes:

http://www.space.com/scienceastronomy/090304-mars-volcano-water.html
http://www.lpi.usra.edu/features/marsMountain/

Categories: Ciência e Tecnologia, SpaceNewsPt | Etiquetas: , , , | 16 comentários

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16 thoughts on “Haverá vida na região do Olympus Mons, em Marte?

  1. pedronunesnomundo

    obviamente votei “sim”
    obviamente!
    (não só acredito, como adoro acreditar que eles já chegaram cá há muito tempo. pontualmente ou não, interagindo connosco ou não, interessando-se por nós ou não, tendo ficado por cá ou não, andando a mexer cordelinhos a seu interesse ou não… estou aberto a todas as ficcções)

    outra coisa é a nossa fixação pelo espaço

    entendo que a pensar como eu nunca se tinha passado da barra do Tejo, mas nem a curiosidade, nem o orgulho técnico, nem a vontade de responder ao desafio que sempre caracterizou o homem, nada justificam tanta atenção para fora do planeta quando há tão pouca atenção com ele

    não está no espaço a solução para a felicidade na Terra – está sim a tristeza assegurada nela ao continuar a ignorá-la e ao que aqui mesmo nos acontece ao lado
    não está no espaço a saída para a sustentabilidade do Homem – lá apenas pode residir uma moratória para a sua extinção a prazo, a continuar a pensar como sempre pensou
    não se encontrarão no espaço as respostas que a fé ou a ciência desesperadas procuram para o enigma do Homem
    o Homem descobrir-se-á dentro de si e de cada um. e só assim terá paz (se for isso que procura…)

    mas há uma faceta incontornável no Homem: o ser eternamente criança
    criança que sonha, que deseja, que busca, sem olhar a obstáculos ou fronteiras
    e em parte responder a esse impulso vago do desconhecido é em parte assumir-se, em parte conhecer-se, em parte caminhar mais uns passos no sentido de crescer…

    …e assim, que seja
    mas criança que seja, sabe muito bem que é mais doce viver em ilusão e por isso a escolhe

  2. se cá chegaram, não deixaram testemunhos, pedro… cadê o “monolíto negro” de 2001?
    Não duvido de que existam civilizações semelhante ou tecnologicamente superiores à nossa, algures… nem que dominem o voo espacial e que talvez até consiga vencer estas espantosas distancias inter-estelares.
    e também que alguns casos OVNI são provavelmente… verdadeiros.
    Quanto ao Espaço. É o nosso destino último. É uma questão de vencermos os custos (elevador espacial? canhões eletromagnéticos?) e de estabelecermos estações autonómas na Lua ou em Marte.
    Como salvaguarda contra catástrofes planetárias (aquecimento global, impacto de mega meteoritos, guerra nuclear, glaciações, etc). Se estes “outposts” não será possível assegurar a prazo a sobevivência da nossa espécie…

  3. Impossivel, somos únicos em todos os multiversos…de nós é que sairá os outros….

  4. pedronunesnomundo

    …só que o meu ponto é exactamente esse

    quando se fala de “sobrevivência da espécie” entramos na esfera dos superlativos
    o Género Humano, a Extinção, a Eternidade…

    …mas é sempre um pouco caricato que seja uma espécie a considerar imprescindível a SUA própria sobrevivência
    se o homem desaparecesse da face da Terra ela passava muito bem sem nós. a nós é que provoca muita impressão o conceito de morte – seja a nossa, à nossa volta, do nosso grupo, da espécie a que pertencemos – iludidos da importância relativa que senão para nós mesmos…

    se formos (que seremos…) atingidos por um corpo celeste, chauzinho na Terra
    se o Sol se extinguir, chauzinho no Sistema Solar
    …mas se esgotarmos os nossos recursos na Terra, adeus
    se não cuidarmos da saúde e do bem-estar de quem a habita, adeus
    e estes são problemas urgentes para ontem!

    porque é um pensamento de desleixo e abandono – que sei que não será o teu – que leva àquelas distopias de um dia deixar a Terra para trás, esgotada, ou de abandonar para trás, na Terra, uma mole indistinta de gente a habitar um ermo de que fugiu quem pôde

    tudo isto – em círculo – me preocupa, por não ver a “espécie” a cuidar da terra que pisa, nem a tornar viável o seu futuro na terra em que nasceu
    o espaço como “destino último” pode ser perfeitamente interpretado como uma fuga para a frente, uma compulsão desesperada e irresponsável de quem não encontra soluções, apenas concentra as suas energias no adiar da catástrofe

  5. a sobrevivência da espécie humana, não é tão importante como a do seu legado, da sua cultura e da sua história. A perpetuação da “espécie” é menos importante do que a destes 3 factores… mas a caminhada para o Espaço é inevitável, porque ele está aí e… depois de ter descoberto todo o globo, poderemos resistir ao desafio do espaço sideral?
    não, a menos que nos extingamos.
    a Terra é para cuidar, assim como a diversidade de vida nela, que não sabemos se é mesmo única ou não na galáxia, de facto,,,

  6. É isso aíh, as nossas multiplas culturas é únicas, temos de sobreviver p/ espalhar elas pelo multiversos….

  7. esperemos é que quando chegar esse momento da colheita sejamos bem melhores daquilo que somos hoje…

  8. seremos, é com certeza aprenderemos pela dor, pela vaidade e egotistimo que nos saõ tão peculiar, nos causaremos mt dores, iremos nos matar ainda + , no fim , então, seremos outros, e seremos + unidos +coesos, nos espalharemos, por necessidade, pelo universo e multiverso. Esse era é e o nosso objetivo maior.

  9. não conseguiremos cumprir a tarefa gigantesca de criarmos colónias no Espaço, se antes não nos unirmos e formarmos uma única nação internacional, humana e não mais nacional.
    Um destino último da vocação universalista portuguesa e um passo derradeiro para os sonhos de Quinto Império dos profetas de Portugal…

  10. Pegasus

    Interessante, estamos conhecendo mais a Lua e os planetas perto que o fundo de nossos oceanos, acho que um levantamento detalhado poderia nos dar muitas respostas sem precisar de muitas viagens extra terra.
    O homem se voltou para o espaço sem fazer uma investida real sobre sua propria historia, suas pesquisas aqui caminham a passos lentos , sendo que bastaria para mudar esse panorama uns 10% do que investe no espaço para ter muitas surpresas por aqui mesmo.
    Que fique entendido que não sou contra exploração espacial, so gostaria de mais investimento sobre pesquisas aqui na terra.

  11. como estas, das quais temos bons exemplos nos Açores:
    http://w3.ualg.pt/~jdias/INTROCEAN/B/60_FontesHidrot.html
    http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=45c48cce2e2d7fbdea1afc51c7c6ad26&id=5361e755c114cff62fb09ad023dc06ec

    O Espaço recolhe apenas uma parcela de tudo o que se gasta em Investigação, hoje em dia… é uma parcela muito mediatizada, mas nem todo… a maior, especialmente se incluirmos as despesas em investigação militar.

  12. Daniel

    DOOM 5! Missão: Olympus Mons.

  13. DOOM… o único jogo que quase (faltava um nível) acabei! e que joguei em rede, que conhecia de trás para a frente e que até alterava a estrutura dos meus sonhos! muitas horas nisso!
    hoje em dia os shot-m-ups já não me fascinam… mas o Doom…

  14. Sr.Clavis, eu estou tentando, até agr, aprender a jogar xadrez…imagine um como o DOOM..e que saber, eu tenho mt facilidade de ficar viciado…daí eu me policiar… + é um bom jogo. Abçss.

  15. eu jogo xadrez… mal. falta-me a paciência para antecipar jogadas a 4 ou 5 turnos…
    mas o Doom é diferente…
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Doom

  16. catarina

    eu acredito que havera vida em marte mas axo que nao dora por muito tempo ~
    obviamente que teremos um futuro melhor

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