Lost S05E06 “316”: Comentários

wereback

(Evangeline Lilly e dois outros tipos, neste episódio)

1. Logo no começo deste episódio ficamos a conhecer a primeira Estação Dharma situada no exterior da Ilha, na cave da igreja protestante (?) onde parece oficiar Eloise Hawking. A Estação está protegida por uma porta à prova de explosões, o que nos recorda um “vídeo de orientação” da Dharma, exposto logo na primeira temporada onde se dizia que a Dharma acreditava que o seu maior objetivo era encontrar a forma de aplicar a equação de Valenzeti à salvação do mundo. Assim, a presença desta porta blindada seria uma forma da Dharma Initiative proteger a sua única (?) Estação, de nome “Posto da Lâmpada”, no exterior do fim-do-mundo nuclear que julgavam estar eminente.

2. Hurley, no hospício, aparece a ler o comic book  “The Last Man Vol. 3: One Small Step”. Ora esta serie é da lavra de Brian K. Vaughan, precisamente um dos argumentistas de Lost e versa sobre o ultimo sobrevivente da raça humana após uma praga ter eliminado toda a nossa espécie. O fundo apocalíptico é comum a Lost, onde Desmond acreditava haver uma “praga” e tendo em conta que a missão da Dharma Initiative era precisamente a de salvar o globo do apocalipse.

3. Teria sido através desta Estação Dharma que a organização teria encontrado a Ilha, ora como Benjamin diz que os Outros não conheciam a existência desta Estação, então Eloise não é claramente uma “Outra”. Será então uma espécie de sobrevivente da Dharma, já que conhecia e tinha acesso a esta Estação. Com o colapso da Dharma Initiative teria ficado para trás na última Estação Dharma ainda sob o controlo da Dharma, ou mais especificamente de Eloise Hawking.

4. Eloise explica que esta Estação foi construída sobre uma “bolsa de energia eletromagnética” que estaria ligada a outras bolsas semelhantes um pouco por todo o mundo. O que nos leva ao túnel de wormhole que existe entre o subterrâneo da Estação Orquídea e o deserto tunisino, e já agora, entre a costa nigeriana e a Ilha, já que essa seria a região onde voava o avião do irmão de Mr. Eko. De novo, o papel do eletromagnetismo nos mistérios da Ilha parece central… Será que existem vários microburacos negros sob a superfícies terrestre, unidos por túneis de wormhole que possibilitam o teletransporte entre as extremidades desses túneis? Essa parece ser pelo menos a tese dos produtores de Lost…

5. Explica-se aqui, também, pela boca de Eloise porque é que os sobreviventes do Oceanic 815 e todos os outros de outros navios e aviões que aí foram deixados nunca foram salvos… A Ilha nunca foi localizada, porque se move, saltando de coordenada em coordenada, eludindo sempre a localização. Com excepção do começo da década de 50 quando parece ter ficado no mesmo local o tempo suficiente para receber um grupo de militares norte-americanos que pretendiam ensaiar aqui um engenho termonuclear. Alias, isso mesmo é recordado pela presença nessa Estação de uma fotografia com a legenda “”9/23/54 – U.S. Army – OP 264- Top Secret – Eyes Only”.

Havendo uma rede de túneis unindo as tais “bolsas electromagnéticas” de Eloise, não deve ser difícil de imaginar que os locais onde a Ilha se materializa seguem os mesmos eixos.

6. O comandante do voo onde segue o grupo de Jack revela ser Frank J. Lapidus. É como se algo – o Destino – contribuísse para devolver à Ilha todos aqueles que uma vez lá tenham estado. Este fenómeno também ocorrera com Michael em Nova Iorque e é um elemento sobrenatural que não pode ser descartado em Lost… Este aparente Determinismo pode contudo ter uma explicação racional, numa espécie de reposição de um equilíbrio termodinâmico, como se houvesse uma força pseudogravitacional que empurrasse os sobreviventes de volta para a Ilha, talvez algo relacionado com os miniburacos negros que parecem estar no cerne dos mistérios desta Ilha.

7. Quando Benjamim lê o livro Ulysses, de James Joyce, Jack pergunta-lhe como consegue ler, naquela situação de crash eminente. Benjamin responde que “foi a minha mãe que me ensinou”, mas Benjamin Linus nunca conheceu a sua mãe… Então será que se refere a outra personagem da série? Eloise Hawkings, com quem parece ter uma relação tão dúbia, misto de respeito e temor?

8. Jack, Kate e Hurley materializam-se na Ilha, depois de uma turbulência e de um clarão azul, um fenómeno que está geralmente associado em Lost a teleportações. No Espaço e no Tempo (naturalmente, algo que se conhece desde a Lei da Relatividade Geral de Einstein). Parece que o avião atravessou a bolha de “energia electromagnética” que circula a Ilha e, no processo, fez com que aqueles que já tinham estado nela fossem atraídos para o seu solo. Os demais ficaram no avião, que eventualmente se acabaria por despenhar perto da Ilha, na Hydra.

9. O pequeno grupo de Jack, Kate e Hurley encontra Jin, num fato Dharma, novo e conduzindo uma carrinha Wolkswaggen impecável.. E fica imediatamente evidente que estão algures no final da década de setenta.

Aj.

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Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 5 comentários

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5 thoughts on “Lost S05E06 “316”: Comentários

  1. Quem é que votou péssima??? Há sempre um(a) do contra, irra!!! :/

  2. É tão boa que eu ñ entendo droga alguma…. legal .

  3. pedronunesnomundo

    😀 😀

    muito boa essa:
    “Evangeline Lilly e dois outros tipos”

    só essa me fazia rir em final de 2º Período!
    🙂

    (consome com moderação, CP… 😉 )

  4. archeo:
    sempre… nunca pensei ver esse voto, mas enfim, vá lá perceber-se o género humano…

    pedro:
    ehehehe. sei quem são, claro… mas ao pé dela, quem pode brilhar? 😉
    boa sorte na examada, pedro!

  5. Odete

    Comecei a ver a série mas como não a conseguia seguir, desisti. Não me empolga muito, confesso. Achei-a muito confusa (devido a não conseguir seguir, provavelmente) e perdi o interesse na mesma. Ao contrário da minha irmã que é uma aficionada e diz não entender este meu desinteresse! 😉

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