Dos altos e baixos do Spam: efeitos do fim da McColo e a recuperação do Spam hoje em dia…

Quando no final do ano passado a empresa de alojamento de sites McColo foi colocada fora-de-linha o nível mundial de spam (correio não-solicitado) desceu para perto de metade. Contudo, gradualmente, as botnets de zombies (computadores pessoais infectados) foram recuperando e hoje os níveis de spam de novembro de 2008 foram praticamente recuperados.

Os servidores que controlavam a rede de zombies e que estavam colocados em máquinas da McColo permitiram gerir e distribuir spam pelas botnet intituladas Rustock, Srizbi, Pushdo/Cutwail, Mega-D e Gheg. Destas, a botnet Srizbi parece ter sido a mais afectada, mas a Mega-D, com os seus perto de 700 mil computadores zombie permanece mais ou menos incólume enviando cada um deles quase 550 de mensagens de spam por dia ou seja… Um total de 38 biliões de mails por dia! A maioria dos utilizadores destes computadores desconhecem que as suas máquinas estão infectadas, transformadas em servidores de correio eletrónico que deixam as suas máquinas muito lentas e o seu acesso à Internet completamente saturado, de facto, muitas vezes a única forma pela qual muitos ficam a saber do estado dos seus computadores. Uma forma que existia até há pouco tempo era a manutenção de extensas listas de endereços TCP/IP destes computadores zombie, mas recentemente os spammers começaram a reencaminhar esse spam pelos endereços IP dos servidores de correio dos ISP das vítimas.

O mais irónico desta história está no facto de que a McColo era uma empresa norte-americana, pública e de localização e endereço postal conhecidos mas que só foi derrubada porque cometeu o erro de alojar também nos seus servidores pornografia infantil e que foi este erro que atraiu as atenções de grupos de ativistas que a denunciaram às autoridades… Ou seja, a sua paragem não foi fruto de ações policiais, mas do interesse de particulares, e isto, apesar de todos os recursos investidos nos EUA em atividades de espionagem interna na NSA e no Homeland Security.

Fonte:

http://www.pcworld.com/businesscenter/article/158326/after_mccolo_takedown_spam_surges_again.html

Categories: Informática | Etiquetas: | 2 comentários

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2 thoughts on “Dos altos e baixos do Spam: efeitos do fim da McColo e a recuperação do Spam hoje em dia…

  1. pedronunesnomundo

    uma pergunta para um craque como tu…

    é evidente que chamamos ‘spam’ ao correio indesejado, inútil, massificado, inconveniente (‘não-solicitado’ é todo ele, ninguém ‘solicita’ uma mensagem chegada de família!… 🙂 )

    mas a minha dúvida é se quem envia spam ganha mesmo alguma coisa com isso…
    (aumentos de tamanho masculino, réplicas de relógios, medicamentos, tretas, tretas, tretas,…)

    …ou há ao barulho uma conspiração manhosa qualquer que inclui empastelar cirurgicamente o tráfego virtual?…

    abraço

  2. money, money, money (como sempre…)
    dizem que conseguem uma venda em cada 2 milhões de mails enviados.
    o certo é que dá dinheiro, muitos milhões mesmo… porque um só pc infectado com um malware pode enviar por minuto perto de um milhão de mails de spam… logo… é só fazer as contas, como dizia o outro.

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