Daily Archives: 2009/03/03

Amanhã, na Corunha…

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A Agrupaçom Cultural O Facho de A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-2009

Palestra

O vindouro dia 4 de Março, quarta-feira (mércores), D. Alfredo Erias Martínez intervirá dentro do ciclo, Economia, História, e Realidade Social. A sua palestra versará sobre: Imagem dos galegos na Baixa Idade Média

Alfredo Erias Martínez é Licenciado em Geografía e História pola USC. Actualmente é director do Museu das Marinhas, do Anuário Brigantino e da Biblioteca e Arquivo municipais de Betanços. Como investigador leva publicados numerosos trabalhos sobre a imagem dos galegos da Baixa Idade Media, destacando como desenhista arqueológico e como pintor. Precisamente a sua mostra “Gente no Caminho”, organizada pola Deputaçom da Corunha, incide sobre o mesmo tema e foi exposta numhas 30 ocasions, chegando ao Parlamento Europeu em Bruxelas. Foi coordenador da Junta de Galiza para a organizaçom de Arquivos Municipais para as províncias d’A Corunha, Lugo, Ourense

É autor de umha numerosa obra, da que somente sublinhamos alguns dos seus trabalhos:

– A Memória de Betanços (E. C.)
– Contos e Poemas de Manuel Roel: Um autor ignorado. (E. C.)
– O arquivo fotográfico Selgas.

Dia: 4 de Março do 2009 – Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – A Corunha

J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

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Réplica a Pedro Nunes sobre Portugal, o seu destino, o Quinto Império e o Acordo Ortográfico

O nosso comentador, Pedro Nunes deixou em tempos um comentário que mereceu amplamente o destaque de um artigo em réplica. Cá vai o dito:

Pedro:
“este post parte do maravilhoso ideário de Agostinho da Silva
um homem que me lembro de ouvir embevecido de vez em quando naqueles programas da treta das manhãs da semana, que graças a ele ocasionalmente ganhavam uma luz absurda”

-> Foi também aí que o vim a conhecer… tinha já um ou dois livritos dele (como o marcante Ir às Índias sem sair de Portugal), mas nunca ligara a personagem às ideias até ver as Conversas Vadias, que tenho todas e que passei em parte para:
http://www.youtube.com/user/ClavisProphetarum

“um ideário com sólidas raízes na história – e na antropologia, e na sociologia, e na psicologia, … – mas também na poesia
(no que “poesia” não tem de ter de pejorativo!)”

-> E produto de uma cultura clássica robusta, de um conhecimento direto das pessoas mais simples de Portugal e do Brasil e de uma experiência de vida rara…

“sou um céptico em relação a esse Quinto Império
– também ele enraizado na visão poética de Fernando Pessoa -“

-> Assim como Agostinho… que preferia o conceito de Império do Espírito Santo, menos católico e vierista…

“se um Reino Unido é o eixo do mundo anglófono (de que os Estados Unidos estão por muitos motivos desalinhados), não me parece possível que Portugal lhe imite os passos”
-> Nem o deve fazer. Esse “império” anglo-saxão é bárbaro, no sentido em que é material, comercial e militar. O 5º Império nunca o será, será um “império da Língua” como escrevia Pessoa, uma entidade imaterial e pessoal, coincidente com formas de organização políticas, não ao contrário como sucede com esta globalização neoliberal, regida pelos anglo-saxões que hoje nos domina.

“é que se o valor intrinsecamente cultural de uma Nação – e sua história – vale mais do que por aí se diz, também é cruelmente verdade que só o poderio económico (i. é, nível de desenvolvimento, de bem-estar, de estabilidade, de credibilidade,…) confere respeito a um País na cena da mesa internacional dos seus iguais (como o do Reino Unido ou como o da França, respectivamente para o mundo inglês e francês)”

– sem dúvida. Portugal não seria ainda um país independente se não fosse a sua cultura tão diversa da poderosa Espanha, nossa vizinha e da Europa do norte, cuja essência federal representa atualmente a maior ameaça à nossa independência nacional. Contudo, um país economicamente inviável não pode sobrevier. Se Portugal é o país europeu com fronteiras estabilizadas mais antigas do continente isso deve-se sobretudo à única continuidade existente entre cultura, língua e Estado, mas também a economia nacional teve raízes suficientemente fortes para assegurar essa independência. O problema é que nos últimos dez ou quinze anos temos vivido muito acima da medida das nossas capacidades e da riqueza que conseguimos gerar. Esta diferença tem sido colmatada com recurso a níveis pouco saudáveis de endividamento de consumo e de habitação.

“Portugal como interface de continentes SEM se “cumprir” dentro de portas, sem se perceber, sem se encontrar, sem apostar e triunfar sobre o futuro, é inviável Entalado que estará entre (por exemplo) um Brasil em vias de tornar-se uma potência económica mundial e um Europa pseudo-aristocrática de que tão cedo não fará parte secundarizado que será quando a nenhuma das partes for útil como mestre de cerimónias no diálogo prático e pragmático das trocas comerciais (de bens, serviços ou gentes) entre Nações que se entendem num dialecto diferente do seu”

– mas essa é precisamente a questão. Portugal nunca foi um país como os outros “estados-nação” europeus, foi sempre muito mais uma “ideia” que um “Estado”. Uma ideia que esteve perto de se realizar no áureo reinado de Dom Dinis e na primeira fase dos Descobrimentos, mas que depois se perdeu na voracidade mercantilista manuelina e da vã busca de um impossível “império terrestre” no Oriente. Essa ideia foi perdida, mas não esquecida e permanece em estado latente em toda a cultura lusófona, desde o tropicalismo brasileiro até ao “império do Espírito Santo” português, açoriano e brasileiro. Portugal integrado no Brasil, e Brasil integrado em Portugal, como protótipos vivos de uma União Lusófona seriam uma estrutura inédita na História do Homem, porque pela primeira vez haveria um Estado multi-continental verdadeiramente justo e paritário, sem as contaminações éticas que resultam de todos os colonialismos e neocolonialismos. Nem o Brasil tem a escala para “colonizar” Portugal, nem Portugal tem hoje a força para realizar inverso e anacrónico movimento.

“concordo com a existência de uma “tarefa impossível”

…que é arrumarmos a nossa cabeça e a nossa casa, criarmos um futuro viável a nossa preponderância no mundo – lusófono e não só – viria naturalmente e a – minha – poesia reside aí: em crer contra todas as evidências que não estamos fadados ao abismo e a sermos nada”

– Ora é precisamente porque hoje estamos desprovidos de verdadeiros objetivos “impossíveis” que vegetamos… Portugal forjou-se no árduo espírito da Reconquista e de uma difícil guerra de independência milenar contra Castela e Espanha. Agora, que estamos reduzidos ao aborrecido objetivo da “disciplina orçamental”, entediamo-nos e vegetamos, perdendo para todos os países europeus em todos os índices económicos e de desenvolvimento. Portugal e os portugueses só funcionam bem em objetivos de grande escala e de maior ambição, não nestes objetivos mesquinhos e contabilísticos que os aborrecidos europeus do norte nos inventam.

“(n.b.: o meu cepticismo, alargo-o à aplicação do Acordo Ortográfico, que considero mais uma pazada de terra sobre o que deveria ser a afirmação e valorização de uma diferença identitário nacional em relação a todas as outras nações lusófona e ao mundo – que nada tem de chauvinista e faz uma falta de morte ao tal “percebermo-nos” e “encontrarmo-nos” para “cumprir-nos”)”

– A minha defesa – quase solitária – do Acordo encontra motivações em causas maiores do que o próprio Acordo… O Acordo é apenas uma ferramenta para aproximar os lusófonos nos diversos palcos internacionais, para facilitar o intercâmbio de ideias e de produções culturais, de facilitar o ensino do português (pela simplificação da grafia) e de faciliitação do contacto virtual na Internet e das trocas de bens culturais. Havendo dupla grafia, em Portugal e no Brasil, não é sequer um Acordo perfeito, apenas um passo nessa necessária aproximação para um aprofundamento da CPLP que desejamos que seja – a prazo – o embrião de uma União Lusófona…

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Etiquetas: | 5 comentários

Quids S15: O que é isto? (nome exato)

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 12 comentários

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