Lost S05E03 “Judhead”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://z.about.com)

1. Quando o pequeno grupo de Miles, Charlotte e Daniel e de dois sobreviventes do voo 815 se aproxima do ponto de encontro com o grupo de Sawyer, os dois sobreviventes (eternamente sacrificáveis, em “Lost”) tocam em dois fios ligados a minas antipessoal e estas explodem causando a sua morte. As minas têm inscrições em inglês e parecem ser da década de 40-50. Sendo assim foram colocadas na Ilha por militares dos EUA e estes chegaram à através de cartografia e escolhendo-a para fazer detonar esse engenho nuclear… logo, ela constava na época (pelo menos) na cartografia! Um ponto curioso que certamente ainda será desenvolvido nesta temporada… Este passo resolve também um dos mistérios da Ilha que consistia na descoberta por Ana Lucia e Goodwin de uma faca militar dos EUA na Ilha (“The Other 48 Days”).

2. Os Outros que atacam o grupo de Miles, Charlotte e Daniel tem roupas de militares americanos. Os Outros da atualidade têm roupas contemporâneas, dos sobreviventes… Os Outros da década de 70, quando atacaram a Dharma, tinham uniformes da Dharma… Os Outros parecem não ter acesso a outro vestuário além daquele que roubam na própria Ilha. E contudo, Ben tem acesso (via Galata) ao mundo exterior. Porque não obtêm então aqui o seu vestuário? Será que os Outros se “materializam” na Ilha completamente nús, como Desmond no final da Temporada 1 e por isso se afanam a recolher toda a roupa que puderem nos grupos de sobreviventes que vão caindo na Ilha?

3. Quando Elly, a jovem que lidera o grupo de Outros afirma que aqui, no ribeiro, estão apenas cinco sobreviventes, e que na praia estavam 20, dá uma rara indicação do número atual de sobreviventes do Oceanic 815: 25 pessoas… A este ritmo não haverá personagens suficientes para esta 8 (a 5ª) e para a 6ª, que será concluída em Maio de 2010, como previsto?

4. Locke identifica a arma dos Outros como sendo uma “M1 Garand“, uma arma que foi usada no US Army entre 1936 e 1963. Portanto, a linha temporal desta cena é esta… E como mais tarde, se mencionam os testes nucleares americanos no Pacífico, provavelmente no âmbito da “Operation Castle“, que terminou em 1954, com seis testes nucleares, entre os quais os de uma bomba de hidrogénio como a que aparece neste episódio de “Lost”. O título do episódio “Jughead” vem aliás das bombas da série EC16 com esse mesmo nome de código, bombas criogénicas, desenvolvidas a partir do modelo “Mike” e das quais foram fabricadas apenas cinco unidades a partir de janeiro de 1954. Como o detonar do hidrogénio era mantido a muito baixas temperaturas (daí o “criogénico”) a temperatura de uma ilha tropical, como a de Lost, pode ter explicado porque no fim deste episódio vemos algo a sair da bomba e porque Faraday acha que esta deve ser enterrada (porque assim ficaria mais fria, porque menos exposta ao calor do sol)

5. Os Outros falam entre si usando o Latim. Assim de repente, penso em milhões de línguas “mortas” que poderiam ser usadas para efeitos de fala em código, desde a “linguagem dos i´s” (em que sou prolixo, já agora) ao navajo usado pelas comunicações militares norte-americanas na Guerra do Pacífico. O latim é também uma das piores escolhas possíveis, porque faz parte dos programas de ensino (opcionalmente) de muitos sistemas escolares, mesmo no grau secundário. E os produtores devem saber isso… Logo, não houve uma verdadeira escolha do “Latim” e este é falado porque… os primeiros Outros na Ilha era romanos. Naufragos, como os do “Black Rock”, do Balão, os do voo Oceanic 815, etc. Estes primeiros Outros, teriam recebido o influxo de outros naufrágos, convertidos (ou escolhidos, consoante for de facto a forma de recrutamento deles) e passado de geração em geração essa sua língua secreta ou “língua iluminada”, segundo as palavras de Juliet. Há também, nesta palavra a possível ligação à tradição secreta dos “Illuminati ” e as origens dos Outros, algo que não abordaremos mais sem novos indícios…

6. A estranha longevidade e juventude aparente de Richard Alpert é finalmente diretamente referida por um personagem da série. Juliet comenta a seu propósito que “Richard esteve sempre aqui” e quando Locke lhe pergunta qual é a sua idade, ela responde “velho”, o que manifestamente não corresponde ao seu aspecto físico. Logo, Juliet sabe aproximadamente a sua idade real e esta é muito superior ao normal. A minha intruição, desde o momento em que na temporarada 3 vi Alpert com a mesma idade física aparente na década de 60, aquando do ataque dos Outros à Dharma Initiative é que Alpert é eterno, pertencendo ao primeiro grupo de ocupantes da Ilha, talvez da mesma civilização que construiu as ruínas, o Templo e o monstro que o protege.

7. Quando Desmond procura em Oxford os registos da passagem de Daniel Faraday por esta conhecida universidade britânica, não os encontra. Isso não é explicado em lado algum no episódio, mas é evidente que foi Charles Widmore que os mandou apagar, já que na cena em que se vê Therese, a mulher onde Faraday fez experiências de deslocação no tempo se compreende que é ele que paga as suas despesas.

Anúncios
Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | Deixe um comentário

Navegação de artigos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: