Daily Archives: 2009/02/24

Lost S05E04 “The Little Prince”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://img2.timeinc.net)

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://img2.timeinc.net)

Este episódio, no que concerne aos fascinantes “mistérios” de Lost é talvez dos mais pobres jamais emitidos… Ainda assim merece quatro pequenas notas:

1. Uma das canoas que o grupo de Miles, Daniel e outros encontram numa das canoas no acampamento abandonado dos sobreviventes do Oceanic 815 tem indicio do nome “Ajira Airways”… A companhia aérea de que se falará mais no episódio seis desta temporada e que Juliet reconhece como sendo uma companhia aérea indiana.

2. O nome na carrinha que Bem conduz com o corpo de Locke tem o nome da empresa “Canton Rainier”, um anagrama de Reincarnation”, um tema que já foi aludido varias vezes no enredo de “Lost” e que poderá ser uma dica à forma como Locke vai regressar à Ilha.

3. O nome do episódio “Le Petit Prince” é uma alusão ao livro de Antoine de Saint-Exupéry com o mesmo nome. Um autor francês, aviador (vários aviões despenharam-se na Ilha ao longo da sua História) que começa precisamente pela descrição autobiográfica da queda do seu avião no Sahara e o seu encontro com o “pequeno príncipe”, loiro e de idade semelhante a Aaron.

4. Quando Danielle salva Jin, e este, pouco depois desaparece num dos clarões de luz associados às viagens no tempo, porque é que depois, na primeira temporada Danielle não dá mostras de reconhecer Jin? Será um simples erro de continuidade ou as viagens no tempo provocarão alguma espécie de amnésia naqueles que as testemunham?

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Quids S15: Que foguetão é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 14 comentários

Agostinho da Silva: “O Português preferiu a poesia da aventura, do sonho, a ser impelido para as coisas, ao trabalhinho que teve o holandês, que teve o inglês”

“O Português preferiu a poesia da aventura, do sonho, a ser impelido para as coisas, ao trabalhinho que teve o holandês, que teve o inglês. Agora Portugal vai ter problemas. Portugal vai ter o grande problema que nós todos temos, que é sermos o que somos. De nos cumprirmos. O grande problema que nós temos na vida é cumprirmo-nos.” (…) “Nós fomos feitos para o impossível. Deixe o possível para os alemães. O possível, com grande magnanimidade eu deixo para os alemães e para os franceses. Nós o que temos que cumprir é o impossível.”

Agostinho da Silva

Portugal foi formado na beira de um Oceano, não nas margens do Danúbio ou nas escuras florestas góticas da Escandinávia ou nas cinzentas colinas dos Países Baixos. A viva luz ambiente, a pressão -por vezes esmagadora – imposta pela presença de uma imensa e turbulenta massa oceânicas imprimiu desde cedo um carácter muito especial aos povos que foram chegando a este extremo europeu, que aqui se foram mesclando, camada após camada, ate enformarem aquilo que hoje conhecemos como o “português” e que espalhando-se pelo mundo fora, haveria de botar sementes de Lusofonia no Brasil, em África e na Oceânia que ainda hão de frutificar e unir – nesse carácter aventureiro comum – todos estes povos dispersos pela geografia e pelos acasos da Historia.

Foi a paixão pela aventura, que nunca existiu num formato tão essencial e absoluto em nenhum outro povo alem, talvez, excepto, nos gregos e dos fenícios, de que a portugalidade é plena herdeira, quer geneticamente, quer em termos de temperamento e alma. Se holandeses, ingleses e alemães se bastam e satisfazem como formiguinhas metódicas e organizadas, o português aborrece-se de morte nessas tarefas contabilistas e contadoras e sonha com mares abertos, com aventuras em terras distantes e feitos únicos. Por isso um pais tão pequeno conseguiu colonizar um pais continente tão extenso e diverso como o Brasil, por isso o regime de Salazar fez tudo quanto pode para travar os fluxos migratórios para África, por isso a emigração portuguesa foi sempre tão intensa ao longo de tantas décadas (e por isso mesmo regressa agora em plena força). O português não se fez para viver em Portugal. O português é acima de tudo um cidadão do mundo, fiel à aventura do Descobrimento e do Desbravamento e sonhando com novos mares e terras renovadas. Quando tentaram fazer de nos um “país europeu” entrámos em longa depressão coletiva numa Europa de germânicos e eslavos com quem não nos identificamos nem na alma profunda, nem no temperamento superficial. Os nossos irmãos mediterrâneos, espanhóis, italianos e gregos comungam connosco deste sentido sentimento de inferioridade em relação aos Senhores do norte da Europa, mas não têm a força anímica que já revelámos ter, resistindo a duas perdas de independência e mantendo as fronteiras mais estáveis de todo o continente.

Portugal tem a missão e o dever históricos de liderar os povos mediterrâneos, da margem nortenha deste mar, ate um ponto comum, que os separe dos povos do norte que sempre cobiçaram os seus Estados e solarengas paragens, que os afaste para as escuras e húmidas florestas do norte e que refundem em torno dos conceitos mediterrâneos de “vida conversável” e aventura empolgante as formas de vida que os neo germânicos tornaram em contabilidade e aforramento financeiro. O Homem mediterrâneo não foi formado para contar e somar, o mediterrâneo, de onde brota em primeira linha o portugueses e através dele, o lusófono, fez se para viver e contar o que viveu, não para somar o número de pregos que usou na sua caravela, nem os quilos de pimenta que embarcou em Cochim. Foi quando o passámos a fazer que desenhámos o fim de Portugal e preparámos – séculos depois – a adesão a uma Comunidade europeia com a qual nada temos a ver.

Publicado também na Nova Águia


Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 12 comentários

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