Daily Archives: 2009/02/20

O estudo de uma “Bomba do Medo” da DARPA norte-americana

(http://resources.ubi.com)

Segundo um estudo da equipa da Dra Lilianne Mujica-Parodi da Universidade de Stony Brook University, em Nova Iorque o “cheiro do medo” não é propriamente um mito popular, mas tem um fundo científico bem concreto… E é possível que um ser humano consiga detectar inconscientemente esse “cheiro” através da emissão por parte de um outro ser humano de uma feromona química muito específica que é libertada no seu suor.

O estudo dedicou-se a analisar o suor de mergulhadores… literalmente aterrorizados (ora aí está um desporto a evitar, aparentemente) tendo associado a emissão dessa feromona com uma resposta elétrica intensa da região que no cérebro se associa ao medo.

A pesquisa foi financiada pela DARPA (a “Defence Advanced Research Projects Agency “) das forças armadas dos EUA por motivações que se compreendem sem grande esforço e sugere que os seres humanos são capazes de inconscientemente avaliarem quando outras pessoas estão com medo, pela captação deste tipo de feromonas. Estarão assim estuso armas químicas usando estas feromonas capazes de serem lançadas sobre forças inimigas, criando assim entre elas o pânico? E se assim é… tal não seria uma Arma Química, um tipo de armas a que os EUA já se comprometeram a não usar e que tanto “caçaram” ingloriamente no Iraque?

Fonte:

http://www.guardian.co.uk/science/2008/dec/03/fear-smell-pheromon

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Categories: Ciência e Tecnologia, DefenseNewsPt, Saúde | 3 comentários

Quids S15: Como se chama este homem?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 26 comentários

Réplica a Gaitero sobre as Economias Locais e o Futuro da Lusofonia


(Logotipo da E. F. Schumacher Society in http://www.schumachersociety.org)

Este pequeno artigo é uma réplica aqui deixada pelo nosso comentador habitual Gaitero a propósito da atual recessão mundial no passado dia 6 de fevereiro.

“O sistema capitalista já nasceu com problemas graves e já nasceu fardado a acabar.”

O Capitalismo Liberal é contudo o mais resiliente, porque flexível e adaptável sistema económico jamais concebido pelo Homem. Levado à classe de dogma religioso, o sistema de organização económica designado por “capitalismo” expõe as suas contradições e incapacidades. Capaz de gerar riqueza, não toma em consideração as consequências desta geração no meio ambiente, nem as condições de vida que impõe aos seus produtores. O Capitalismo não é pois um sistema capaz de auto-regulação (como querem os neoliberais), mas tem de a receber do exterior, dos Estados (cuja redução de Poder e amplitude, defendem os neoliberais) e sobretudo das Democracias e dos seus legítimos e eleitos representantes.

“Estamos passando por uma crise das maiores já enfrentadas, tudo graças ao sistema capitalista em sua totalidade, o ser humano não existe única e exclusivamente para o consumismo, não devemos mais pensar desta forma, não podemos mais aceitar a atual conjuntura.”

É aquilo a que Agostinho da Silva intitulava de “cidadão produtor-consumidor”. Uma versão diminuída e acefalamente “limpa” por intermédio de doses massivas de publicidade e de controlo dos meios de comunicação. No atual desregrado sistema capitalista, como dizes, o ser humano é apenas um “recurso humano”, dispensável, redutível à desumana condição de robot, ou, na melhor das hipóteses, de consumidor acrítico e desprovido de critérios morais ou ecológicos na selecção dos bens ou serviços a consumir.

“É preciso, é necessário que se faça que se desenvolva um novo modelo econômico-social, o sistema capitalista significa nada mais que ”tudo na mão de poucos e nada na mão de muitos ”. Este sistema deu espaço para a Burguesia tomar o poder do mundo, os bancos hoje são os verdadeiros governos, muitos seres humanos estão morrendo de fome, morrendo de doenças graves, muitos seres humanos não tem educação, não tem direito a uma vida digna, isto não esta certo.”

A distribuição de riqueza sempre foi o grande problema do Capitalismo. A América do sul é neste contexto um excelente (e simultaneamente, péssimo) exemplo: as políticas neoliberais do FMI foram aplicadas cegamente em muitos países a partir da década de oitenta e a Colômbia é neste contexto provavelmente o melhor exemplo: o aumento dos índices macro-económicos não foi acompanhado pela melhoria dos rendimentos das camadas mais pobres nem pela redução da distancia entre classes sociais. O liberalismo, a forma atual que assume o Capitalismo, produziu riqueza, mas não a soube repartir. Os anos do grande Boom da Globalização de finais da década de oitenta e 2007 são bom sinal disso mesmo: em países como a China e o Vietname houve muitos novos ricos e uma melhoria sensível do nível de vida do geral da população, mas os mais ricos, os empresários e os funcionários do Partido, ganharam incomparavelmente mais do que os operários e, especialmente, que os agricultores e os habitantes das zonas rurais.

“Não estou aqui dizendo para que se volte o socialismo.
Mas que se crie um novo modelo um modelo com base no comunismo, que mantenha a comunhão a sociedade acima de tudo, um novo modelo que tenha por base o ser humano, um modelo que permita a todos direito a água, luz, saneamento básico, saúde, segurança e principalmente educação.”

A palavra “Comunismo” está hoje ferida de morte. Tive a sorte de poder visitar a Checoslováquia dois meses apenas depois do colapso do regime comunista e garanto que na época ninguém, mas ninguém mesmo queria falar de comunismo… O exemplo da aplicação “na Terra” da utopia de Marx, na versão gizada por Lenine e Estaline na década de vinte e trinta, haveria de revelar-se profundamente ferida de irrealidade e de dar origem a algumas das maiores vagas repressivas e tiranias mais cruéis da História.

O falhanço do comunismo, ou melhor dizendo do “sovietismo”, porque é disso que verdadeiramente se tratava, reduziu muito do apelo pela Esquerda, em todo o mundo. A queda do Muro de Berlim arrastou atrás de si, muitos partidos comunistas ou “adoçicou-os” tornando-os mais ou menos “social-democratas”. Esse processo curiosamente não se registou em Portugal, onde o PCP, se manteve fiel à sua “linha dura”. Mas o fim desse “Comunismo” não vedou o futuro a outras alternativas a este Capitalismo neoliberal cujas fragilidades a grave crise económica atual expôs de forma absolutamente gritante. Se as promessa do “Comércio Livre”, de desregulação do sector financeiro nada mais fizeram do que entregar a um grupo muito restrito de especuladores e de Executivos parcelas crescentes de abastança enquanto que a parte do Trabalho era cada vez menor, então é porque estamos num sistema político-económico onde a concentração empresarial corresponde à concentração da riqueza. Onde fusões sucessivas e deslocalizações sistemáticas esvaziam o Ocidente e os países que mais direitos humanos e laborais tinham, e que ameaçam todas as formas de protecção social duramente conquistadas. É preciso acabar com a doentia primazia do sector financeiro sobre o produtivo. Enquanto que um investimento na especulação imobiliária ou bolsista for mais seguro e rentável do que o mesmo investimento num sector produtivo, então estamos no reino do Capital e não do Homem.

“É preciso unir os povos do nosso planeta, unir a nação Lusófona, por exemplo, seria o começo, e criar programas de identidade, nacionalismo, educação e transferência de riquezas, tornarem o povo igualmente rico, igualmente inteligente.
Acabar com a PIG (Partido da Imprensa golpista), acabar com os governos corruptos, tornar a sociedade mais digna, mais harmoniosa.”

Os povos lusófonos têm um papel especial ainda por cumprir na História… Não é por acaso que mesmo nos mais duros anos da ditadura militar nunca o Brasil se lançou em qualquer aventura militar externa. Portugal foi o único império colonial que deixou o seu rei como imperador da colónia emancipada e o único que durante alguns anos deu à colónia o estatuto de capital. Nenhuma outra potência colonial recrutou tantas forças indígenas na sua Guerra Colonial e em nenhuma outra guerra de indulgência, os soldados coloniais, no dia seguinte à assinatura dos acordos de paz, se entregavam a apaixonados jogos de futebol com aqueles que horas antes os atacavam com morteiros e rajadas de Kalashnikov.

A missão que poderá caber a uma união dos povos lusófonos, que poderá ser prefaciada por uma união política Cabo Verde-Portugal, Portugal-Brasil ou Portugal-São Tomé e Príncipe, sendo depois seguida pelas demais nações lusófonas, poderá ser essa: a de anunciar novas formas de organização dos homens e das economias: mais humanas, essencialmente locais e justas, ecologicamente sustentáveis e que privilegiem o Homem e não o Capital, os interesses financeiros e os indicadores macro-económicos.

“E tudo deve começar pelo sistema econômico, tudo deve começar com um aumento dos lucros dos funcionários, com a redução da jornada de trabalho, com o aumento da escolaridade, com a criação de projetos, de programas, que envolvam a comunidade, que permitam ao povo que vive dentro de seu bairro tirar um dia da semana para realizar ações educativas. Seja arrumar uma praça, seja limpar um rio, ou reflorestar um parque, um terreno, para fazer brotar em cada ser humano um sentimento de comunhão, de união hoje praticamente instinto.”

A Economia, a organização do Trabalho e a sua sustentação ecológica serão sem duvida os pontos mais importantes da ação política nos próximos anos. A redistribuição da riqueza, a devolução aos trabalhadores dos rendimentos que têm vindo a perder desde a década de oitenta assim como o regresso a padrões de vida familiar saudáveis é, de facto, imperativa. É impossível continuar a ver as empresas a encontrarem formas mais ou menos subtis de levarem os seus funcionários a cumprirem jornadas de trabalho diárias de dez e doze horas, a trazerem consigo equipamentos portáteis (laptops com 3G, blackberries, telemóveis de serviço, etc) nas ferias, nas baixas por doença, nos fins-de-semana e noites e esperar que ao fim de anos destes abusos as pessoas continuem a manter os mesmos níveis de produtividade.

Eu não consigo acreditar que o ser humano tenha se tornado fantoche de grandes empresas, que tenha se tornado simplesmente um consumista louco, sem intelectual, sem instinto de discernimento, eu não acredito que nos tornamos monstros prestes a destruir nosso Planeta, prestes a acabar com o próprio povo, prestes a se auto-exterminar. Concordo contigo, quando afirmas que é preciso encontrar formas de ligar as pessoas à comunidade, inserindo-as em associações que se dediquem à melhoria do bairro, da aldeia, enfim, da comunidade local. Todos temos que ter uma intervenção cívica nas nossas comunidades, não deixando esgotar a nossa intervenção política em conversas de café ou em estéreis debates, mas levando-a até às nossas comunidades locais, participando da economia local, consumindo com critérios éticos, ecológicos e favorecendo sempre os produtos produzidos ou transformados por organizações locais. De permeio a tudo, terá que haver um sistema educativo que promova o mérito, a exigência, e, sobretudo, a criatividade em desfavor do ensino escolástico ou demasiado dependente de memorizações massivas. Esta será uma educação popular, no sentido em que respeitará a alma popular e não tecnicismos estéreis tidos como fins em si, quando não passam de meios para alcançar objetivos. Esta “educação popular” respeitará a visão pedagógica de Agostinho da Silva, com uma programação de matérias muito essencial, focada no ensino dos três pilares: matemática, português e artes, deixando todo o demais espaço lectivo para seminários práticos e criativos que respondam à vocação e inclinações de cada um, cobrindo toda as disciplinas do entendimento humano.

Esta é a visão do futuro e do papel nele que julgo ter a Lusofonia, entendida aqui como o cumprimento do verdadeiro destino de Portugal, malbaratado aquando da imposição do “capitalismo de Estado” e da transmutação perversa e megalómana dos Descobrimentos em Expansão imperialista e do decaimento da atividade exploratória do mundo em atividade exploradora.

Categories: Brasil, E. F. Schumacher Society, Economia, Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: | 18 comentários

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