Daily Archives: 2009/02/18

Eduardo Abranches de Soveral e a ‘filosofia portuguesa’

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(resumo da comunição a apresentar no Colóquio de Homenagem a Eduardo Abranches de Soveral, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2 e 3 Março)

Num seu ensaio, intitulado “Pensamento luso-brasileiro”, escreveu Eduardo Abranches de Soveral o seguinte:
“(…) a história da filosofia portuguesa é, em meu entender, a história dos pensadores que equacionaram, desenvolveram e (ou) sistematicamente pretenderam solucionar filosofemas nascidos da tradição nacional, ou nela inscritos pelas suas consequências. E assim, em termos práticos de metodologia da história das ideias, convirá: a) partir do estudo dos autores e das obras sem preconceitos críticos ou interpretativos; b) integrá-los no respectivo contexto histórico e sociológico, marcando a sua originalidade e fecundidade; c) analisar-lhes, respectivamente, a exigência e a estrutura gnosiológica para aquilatar da sua qualidade filosófica; d) elaborar, por último, largos quadros sintéticos onde os vários autores e as suas obras mutuamente se situem, e seja possível conhecer a fisionomia peculiar do pensamento filosófico nacional.
Só isso permitirá que a inteligência portuguesa tome nítida consciência da sua identidade, e possa participar, na plenitude das suas potencialidades, na génese da nova teologia, do novo humanismo, da nova cosmovisão, da nova cultura, enfim, que a era tecnológica urgentemente exige.”

Eis uma excelente síntese da tarefa que cabe a todos nós – cultores da “filosofia portuguesa” – cumprir. E da tarefa que, ao longo da sua fecunda vida, o próprio Eduardo Abranches de Soveral exemplarmente cumpriu.
Ao lermos os seus múltiplos ensaios, emerge, desde logo, o seu perfil genuinamente filosófico. Ao invés de todos aqueles que, na esteira de Marx, procuram, precipitadamente, transformar o Mundo e o Homem, antes de o procurar compreender, Eduardo Abranches de Soveral procura sobretudo antes compreender – e daí, com efeito, o seu perfil genuinamente filosófico.
Não que essa compreensão o leve depois, enfim, a uma paralisia. Se, ao compreendermos o Mundo e o Homem, percebemos que o Homem e o Mundo não serão substancialmente transformáveis, nem por isso o Mundo e o Homem deixam de ter uma margem de progressão. Uma larga margem.
Daí que essa compreensão filosófica leve, coerente e consequentemente, a uma praxis. Não a uma praxis ingenuamente revolucionária, que vise transformar o que não é transformável, mas uma praxis lucidamente reformista – que reforme, que melhore, o que pode e deve ser melhorável.
Não por acaso, um dos filósofos que Eduardo Abranches de Soveral mais valorizou foi Agostinho da Silva. Não por acaso porque Agostinho da Silva foi, precisamente, um dos filósofos portugueses que mais correspondeu ao seu repto: “[que] a inteligência portuguesa tome nítida consciência da sua identidade, e possa participar, na plenitude das suas potencialidades, na génese da nova teologia, do novo humanismo, da nova cosmovisão, da nova cultura, enfim, que a era tecnológica urgentemente exige”.

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Na Galiza…

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A Agrupaçom Cultural O Facho apraze-se em convida-lo ao lançamento do livro: De Roncevales a Compostela, do sociólogo e antropólogo, Manuel Rivero Pérez

Manuel Rivero Pérez é membro investigador do Centro de Cultura Popular da Limia e do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Monte Laboreiro. A Limia, A Maragateria e Castro Laboreiro som as bisbarras que desde o ano 1982 centram os seus trabalhos de campo. As suas investigaçons estám publicadas em meios especializados: Revista de Folkore, Arraianos, Agália, Lethes, etc.. Assim mesmo é membro da equipa criadora do Método QCOACHA de formaçom de habilidades directivas.

De Roncevales a Compostela é umha obra multidisciplinar. Por umha banda trata-se de umha crónica de viagens onde fala de história, e sobre-tudo da arte que acha polos lugares por onde passa. Pola outra é umha reflexom sobre o homem. É um livro de gozosa leitura.

Dia: 20 de Fevereiro 2009
Hora: 7,30 do serám
Fundaçom Ronsel – R/ Hospital 21- Baixo
15002 A Corunha

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Conficker: Atualização

Num único dia, no passado mês de janeiro, mais de 3,5 milhões de computadores teriam ficado infectados pelo vírus Conficker/Downadup, segundo a empresa finlandesa de antivírus F-Secure. O vírus – já abordado mais em detalhe no Quintus – explora uma vulnerabilidade confirmada pela Microsoft em outubro de 2008. O vírus consegue espalhar-se por redes locais e dispostos USB a uma velocidade extraordinária, que em janeiro  houve dias em chegou a haver um milhão de novas infecções por dia. O vírus propagou-se tão rapidamente porque perto de um quarto de todos os computadores Windows não estão atualizados, algo que é especialmente verdade nos sistemas críticos das empresas: os servidores. Segundo a F-Secure, o vírus usa um mecanismo inteligente para comunicar com os seus fabricantes: procura comunicar com uma serie de domínios DNS, aparentemente com nomes aleatórios, mas sob um certo ritmo previsível, calculado em função da data por um seu algoritmo. Assim, a rede de Hackers pode registar esses domínios e usá-los para comunicar com a sua rede de computadores escravos.

O vírus continuará ativo ainda por muitos anos, enquanto existirem maquinas Windows por atualizar (em janeiro um terço dos Windows não estavam atualizados). Estima-se que seis por cento de todos os computadores do mundo estejam infectados com alguma variante do Downadup/Conficker. Esta gigantesca rede de computadores escravos parece não ter sido ainda ativada, nem para efeitos de envio de spam, nem de phishing ou hacking, o que é intrigante e faz pensar que o pior ainda está para vir.

Fontes:
http://au.ibtimes.com/articles/20090123/conficker-downadup-time-bomb-virus.htm
http://vil.nai.com/vil/content/v_153464.htm
http://www.itbusiness.ca/it/client/en/home/News.asp?id=51680
http://www.f-secure.com/f-secure/pressroom/news/fs_news_20090107_01_eng.html

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Quids S15: Como se chama esta mulher?

dddddddor

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 27 comentários

Os Rafale da Marinha Francesa foram imobilizados pelo vírus Conficker

//www.aerospaceweb.org)

(Dassault Rafale: imobilizado pelo Conficker in http://www.aerospaceweb.org)

O vírus Conficker/Downadup que contaminou já mais de seis por cento de todos os computadores do mundo a ritmo que chegou a alcançar o milhão de novas infecções diárias, está também a alastrar aos sistemas militares…

Entre as vítimas, contam-se também computadores da Marinha francesa e impediu que os caças Dassault Rafale embarcados não pudessem levantar voo por vários dias, o que levou ao cancelamento de exercícios militares já previstos, já que os aviões recebem por via informática (e de sistemas Windows) os seus planos de voo. A medida foi meramente preventiva, para evitar que o vírus chegasse aos sistemas informáticos dos aviões. O vírus terá entrado na rede informática da Marinha através de um stick USB infectado introduzido algures num computador da rede correndo Microsoft Windows.

A infecção foi detectada a 21 de janeiro, levando à ordem de que os sistemas informáticos fossem desligados e a rede da Marinha isolada das restantes redes informáticas das forças armadas francesas.

A rede infectada terá sido a “Intramar”, a Intranet da Marinha Francesa. Não há informações de perda de dados deste vírus que em Portugal atingiu as redes de vários Bancos e até do Ministério da Justiça e da Polícia Judiciária, o que é aliás consistente com o seu padrão de ação. A Marinha francesa admitiu que durante alguns dias evitou comunicações eletrónicas e regressou ao telefone, fax e correio convencional, por precaução.

Há não muito tempo atrás, fora a vez da Royal Navy ser vítima, também ela, de um vírus informático… No começo do mesmo mês de janeiro, 24 bases da RAF e a maioria dos navios de guerra, incluindo o porta-aviões Ark Royal, foram atacados por um vírus que pela sua descrição parece ser novamente o Conficker…

No passado, houve vários porta-aviões e cruzadores lança-mísseis norte-americanos afectados por outros vírus. Todos corriam variantes de sistemas Microsoft, alvos preferidos de todos os Hackers e piratas informáticos do mundo… São sistemas mais baratos e fáceis de manter que os sistemas proprietários do passado (os mísseis Tomahawk e Patriot ainda correm versões de VMS), mas a nova fragilidade que revelam a este tipo de vagas de malware devia, logo nessa década de oitenta, ter levado à reavaliação da introdução destes sistemas… E a sua substituição por “distros” de Linux adaptadas às necessidades militares e muito mais baratas (são gratuitas) e imensamente mais seguras (com menos exploits e quase sem vírus conhecidos). Uma alteração que não interessa aos interesses das grandes corporações como a Microsoft e às grandes empresas de suporte que dependem de tecnologia Microsoft…

Fontes:
http://au.ibtimes.com/articles/20090123/conficker-downadup-time-bomb-virus.htm
http://vil.nai.com/vil/content/v_153464.htm
http://www.itbusiness.ca/it/client/en/home/News.asp?id=51680
http://www.f-secure.com/f-secure/pressroom/news/fs_news_20090107_01_eng.html

Categories: DefenseNewsPt, Informática | Etiquetas: , | 18 comentários

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