A Suécia desiste dos planos para parar com a produção de energia nuclear

Um pouco por todo o mundo, a crise económica e a crise energética (camuflada provisoriamente pelo declínio do consumo) estão a levar muitos governos a reavaliarem a suas estratégias energéticas. A Suécia, que decidira recentemente encerrar todos os seus reatores nucleares, agora está a avaliar não o seu encerramento simples, mas a sua substituição.

Em 1980, um referendo popular havia optado por encerrar todas as centrais num prazo de trinta anos. Mas o governo atual – no poder desde 2006 – reavaliou a decisão redescobrindo no nuclear a solução para a dependência energética da Suécia (dois dos atuais reatores produzem metade de toda a energia consumida no país) e para as emissões de CO2 que o país precisa reduzir para cumprir os limites de Kyoto.

Com a aparição dos reatores nucleares de 3a geração, muito mais seguros e de manutenção mais simples que os anteriores e com a multiplicação de soluções de reactores nucleares de baixa potência e sem manutenção, como aqueles japoneses (Toshiba) e sul-africanos (Peeble) que temos noticiado aqui no Quintus a posição anti-nuclear que foi a nossa durante décadas foi reavaliada. Isso e o reconhecimento de que uma central nuclear é uma forma de produção de energia eléctrica quase sem impactos ambientais e sem emissões de CO2 fazem com que a nossa posição seja atualmente a e defender o encerramento de todos os reatores nucleares de 1a e 2a geração que ainda funcionam hoje no mundo e a sua substituição por reatores modernos ou por células de mini-reactores autónomos, em prol do Clima, da Economia e sem dispensar a complementaridade com energias renováveis, como a Sola ou Eólica e até que – pelo menos – estas não alcancem a maturidade bastante para dispensar completamente o recurso ao nuclear.

Fonte:
Euronews – 2009

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Categories: Ciência e Tecnologia, Economia, Política Internacional | Etiquetas: , | 8 comentários

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8 thoughts on “A Suécia desiste dos planos para parar com a produção de energia nuclear

  1. Daniel

    Não aposto nem um tostão furado na energia solar ou eólica. A primeira depende muito da areá ocupada e a segunda e muito dependente no clima no momento.
    Talvez se estivéssemos em Mercúrio ou Marte. Eu aposto bastante é no aumento da eficiência, tanto no processo de produção quanto no de uso e descarte.

  2. Apesar de td de td a energia nuclear é + barata e lucrativa, é o resíduo vai ser mt em breve tbm aproveitado…questão de tempo.

  3. a energia solar vai conhecer brevemente grandes ganhos de eficiência, devido ás novas tecnologias (que tenho noticiado por aqui) e que brevemente entrarão em produção.
    a eólica, tem grandes vantagens, especialmente em zonas ermas e na costa… confio muito nelas, a curto prazo.
    e ainda mais na produção de hidrogénio a partir de algas OGM em bioreactores…

  4. bOM, ESPERO QUE ENTÃO ESSAS FONTE FIQUEM BEM + BARATAS,E SÓ ASSIM , AS MESMAS SERAM ADOTADAS PELOS PAÍSES,NESTE MUNDO DE MEU DEUS…TORÇO MT POR ISSO;+ ATÉ O MOMENTO O CUSTO BENEFICIO ESTÁ A FAVOR DA E.NUCLEAR.

  5. assim que o preço do petróleo tornar a subir (o que é inevitável, com o Pico da produção russa a ser alcançado em 2011, como se prevê) todas estas energias serão imensamente atrativas… numa data em que todos os sistemas hoje em desenvolvimento chegam ao mercado, feliz e curiosa coincidência…

  6. Espero q vc esteja certo, e que abracemos estás fontes altenativas de gerar energia limpas e baratas…o + rápidamente possível.

  7. isso está já a ser feito… Portugal é já o 5º país europeu que mais depende das renováveis para o seu consumo energético.

  8. Aí, eu ñ tinha conhecimento deste fato, se bem que Portugal tem uma população e território pequenos…dá para gerencia em menor tempo…ainda assim ,serve como modelo p/ correção ; p/o futuro.Que nois miremos neste exemplo e ampliemos nossa matriz energertica, que é a + limpa do mundo…essas p/ somar…mt bom.

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