Breve historial do F-22 no Japão e… alternativas


(Caças F-22 da USAF em voo in http://hashmonean.com)

Como é sabido, os EUA sempre se recusaram a vender o seu caça F-22A Raptor. Mesmo aos seus mais fiéis aliados britânicos, australianos e japoneses, quando estes requereram aquele que é ainda hoje o único caça de 5ª geração do mundo. Contudo, com os sucessivos e radicais cortes no número de F-22 que a USAF vai operar que passaram de uns estimados 800 aparelhos no começo do programa, a cerca de 400 e ultimamente a apenas 180 unidades, o custo unitário do caça disparou para a estratosfera. O fim da produção do avião, que terá lugar já daqui a dois anos, em 2010 significará que não se somarão mais aviões aos 180 que então estarão em utilização na USAF. E o facto de não haver exportações do avião, num ambiente em que aviões como o SU-35, o PAK-FA e as últimas gerações de Typhoon e Rafale reduzirão radicalmente a vantagem do avião norte-americano trazem à USAF um problema novo na sua história: após 2010, a USAF poderá não ter a superioridade em números e em qualidade de que goza desde o final da Segunda Grande Guerra.

Uma solução seria manter a linha de produção aberta depois de 2010, abrindo assim a possibilidade de construir mais aparelhos a um custo inferior e mantendo a relação paritária da USAF no mundo. Isso pode revelar-se impossível num ambiente de crise económica e de disparar descontrolado do orçamento federal, logo, uma solução seria ouvir os pedidos dos Aliados e… exportar o F-22.

Se a decisão de exportar o F-22 fôr finalmente tomada, o país que provavelmente será o primeiro a importar o aparelho é o Japão. Várias razões assim fazem crer. Desde logo, porque a força aérea japonesa tem atualmente três modelos diferentes de caças: os F-15J/DJ, os idosos F-4RH e a variante local do F-16 conhecida como Mitsubishi F-2. Todos estes aviões carecem de substituição a curto ou médio prazo. Sendo o Japão um membro do G8, e estando inserido numa das mais turbulentas regiões do globo, não muito longe da instável e imprevisível Coreia do Norte e da expansionista China, o país do Sol Nascente não se pode dar ao luxo de se deixar ficar para trás em termos militares. E é precisamente isso que está a acontecer… Os rumores de que os lobbies pró-chineses na Casa Branca estão a ser uma das forças de bloqueios contra esta exportação são uma razão adicional para a ira nipónica.

A força aérea japonesa enfrenta entretanto – enquanto os seus políticos não conseguirem vencer este impasse – sérios problemas num futuro muito próximo: Os seus F-15J, fabricados localmente sob licença norte-americana precisam de ser atualizados ou substituídos por um avião mais moderno. A instalação de um radar AESA, de novos Pods poderia dar ao avião um incremento notável, mas comparando-o com os mais recentes Sukhoi SU-30 e sobretudo com os SU-30MKI/MKK que conhecerão atualizações radicais nos próximos anos, os F-15J começam a ser aviões ultrapassados… Uma opção seria embarcar massivamente no programa F-35, mas este – porque foi concebido para operar a partir de Porta-aviões – tem apenas um motor… ao contrário do F-15J que deverá substituir e dos SU-30 que são os seus oponentes diretos teóricos. Esta lacuna levou ao projeto japonês de desenvolvimento de um avião furtivo, o ATD-X da Mitsubishi, que entretanto parece ter estagnado. Uma alternativa poderia ser o uso do Typhoon ou até do Rafale. O Rafale seria uma pior alternativa, sendo menos um “interceptor dedicado” que o Typhoon, o qual além do mais também tem dois motores.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/f22-raptors-to-japan-01909/#more-1909?camp=newsletter&src=did&type=textlink

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5 thoughts on “Breve historial do F-22 no Japão e… alternativas

  1. Nito

    Honestamente não estou a ver os yankees a exportar o F-22, se exportarem não dou uns anos para vermos a tecnologia na Rússia e/ou China num instante…

    Acho mais provável continuarem a exportar e a rentabilizar o JointStrikeFighter…

  2. Conforme eu disse a comentários atrás, ou os ianks exporta os f22 ou a linha de produção para, e lógico, sem money ;nada feito, e o japão estúpidamente, vai parar o seu p´rojeto, p/continuarem amarrados as vontades dos ianks, e a China , ainda ñ é expansionista;lembre-se srs. tawyam,formosa, sempre foi território deles, imaginem o havai se declarando indepedência dos iank,qual seria a reação dos mesmos ?Os ianks teram que exportar, ou já era ….heheheheh Assim é a vida nos negocios.Dineheiro ou nada.

  3. Nito:
    Não esta versão do F-22. Mas uma versão “lite” do F-22 é quase certo que o façam… os russos fizeram isso durante décadas, vendendo versões de exportação dos seus MiG.-23 e 25… assim se manteriam as linhas de produção abertas (fabricando os F.22 “normais”) e se financiaria a Lockeed…

    Carlos:
    o projeto japonês estancou por causa dos avultados investimentos que obrigaria (de facto, acho que nunca passou apenas de um estudo da Mitsubishi e o governo nipónico nunca o subscreveu).
    Hoje, em dia, desenvolver um novo aparelho de 5ª geração não está mais ao alcance de um único país, apenas de um grupo agindo em conjunto como no caso o EF2000, do F-35 ou até, mais recentemente, do PAK-FA e foi isso que empancou o projeto japonês…

  4. É caro no principio, depois baratea pela compras em > quantidade…diminui os custos, eles deveriam convidar o BRASIL para participar do projetos deles.Seria bom para ambos os países , uma terceira alternativa….

  5. quem sabe… mas para tal teria que haver projeto japonês. e não parece que este hoje exista…

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