Daily Archives: 2009/02/03

Lost S05S02 “The Lie”

O segundo episódio da quinta temporada de “Lost” (Perdidos) recebeu o título “The Lie” (“A mentira”). Como o episódio anterior, e provavelmente, toda esta 5ª temporada a ação decorre em torno da tentativa do grupo dos “Oceanic Six” de regressarem à Ilha e sobre as peripécias que o grupo que permanece na Ilha sofre durante as suas deslocações temporais.

1. Quando no navio de Penny, o “Searcher” os “Oceanic Six” debatem se devem contar ao mundo o que encontraram na Ilha, Jack propõe que mintam. Todos parecem concordar, com excepção de Hurley, que se opõe, mas acaba por fim por concordar com a decisão do grupo. Esta mentira é um pecado à luz de muitas religiões, e a relativa facilidade com que Jack a sugere, assim como a relutância de Hurley, indicam que Jack tem um “registo kármico” sujo, Hurley, terá menos, mas como cede, acaba por revelar o mesmo tipo de sujidade que… os “Outros” conseguem detectar de alguma forma, razão pela qual os dois (e todos os demais sobreviventes que ficaram na praia, de facto) não foram recolhidos pelos “Outros” no seu primeiro raid ao grupo de sobreviventes.

2. Quando ocorre a deslocação temporal, Juliet sugere que “tudo o que estava com eles, movimenta-se junto deles”, explicando assim o facto do barco pneumático continuar junto dos sobreviventes, apesar de as bancadas com mantimentos Dharma, as tendas e demais construções terem desaparecido. A minha tese inicial (desde a 1ª Temporada) é de que as deslocações no Espaço-Tempo resultam de deformações na malha espácio-temporal provocadas pelos intensos campos gravitacionais de um ou de vários singularidades gravitacionais, contudo, o fluxo do enredo parece apontar mais para viagens no tempo em que apenas o corpo do sujeito viaja. Desmond, depois de carregar no botão de emergência da Cisne, materializa-se fora dela, completamente nu. Bem, quando viaja para o deserto tunisino, leva consigo a roupa. Agora, todos os sobreviventes viajam, sem que se perceba muito bem porquê… Porque não viajam também os Outros?

3. Charlotte queixa-se a Daniel de uma dor de cabeça persistente, o físico reage como se conhecesse a natureza desses sintomas, e sendo assim, esse conhecimento só pode resultar das suas anteriores experiências com coelhos em Oxford… Charlotte sofre das mesmas deslocações temporais que os coelhos e parece sofrer com os sintomas que alguns deles antes exprimiram.

4. Quando Sawyer e Juliet atravessam a floresta encontram um grupo que se percebe depois serem de Outros, que lhes perguntam: “O que fazem na nossa ilha?”. Estes Outros estão vestidos como soldados americanos da década de 50 o que é uma alusão ao equipamento militar dos EUA que os sobreviventes encontram na ilha na Temporada 3. A questão é se os Outros na Temporada 4 vestem as roupas da Dharma Initiative e se na década de 50 (Temporada 5) então… Como serão as suas roupas verdadeiras, ou… Será que não as têm de todo, tendo-se materializado nus, na Ilha, como Desmond no final da primeira Temporada?

5. Locke acaba por salvar Sawyer e Juliet quando mata um dos Outros, um tal de Mattingly… Mas Locke não era o líder dos Outros? No fim da cena, Locke observa como a carabina Garand parece nova, o que nos coloca na mesma linha temporal dos uniformes, ou seja, em meados da década de 50.

6. Quando num quarto de hotel Bem diz a Jack que deitou fora os comprimidos em que este se viciara, confessa-lhe que deve juntar numa mala tudo aquilo a que preza na vida, porque nunca mais verá o mundo… Ou seja, Jack está a regressar à Ilha para nunca mais voltar, é o que admite Bem neste ponto. Mais adiante, quando diz ao médico que tem que colocar o corpo de Locke num local seguro deixa no ar a possibilidade deste não estar realmente morto ao iludir a resposta à pergunta e Jack.

7. Quando Ben entra num talho para deixar aqui o caixão de Locke e pergunta por Gabriel e Jeffrey demonstrando que os Outros têm uma rede de apoio a funcionar no mundo exterior. Jill, que parece ser a chefe (mas abaixo de Ben) deste grupo declara-lhe que “tudo está dentro do prazo”. Trata-se do regresso à Ilha, obviamente… E por via marítima, num novo submarino, já que o anterior foi destruído por Locke (o Galata). Uma outra célula (ou a mesma) de Outros no mundo exterior é mostrada numa sala com computadores algo ultrapassados (década de 80) e onde alguém escreve equações num quadro de ardósia. A sala tem um pêndulo de Foucault como aquele que serve de mote ao romance mais conhecido de Umberto Eco. Curiosamente, o romance trata da desmistificação de uma serie de teorias históricas ou pseudo-históricas. O pêndulo é também uma prova da rotação do globo e por isso mesmo acaba sempre rodando para a mesma direção. Será que então uma forma de dizer que a Ilha se materializa em locais ligados com a rotação terrestre, isto é, sempre no mesmo meridiano? A ter em contas as estrelas traçadas no mapa, não parece… A sala tem também pelo menos um grande gerador electromagnético. O objectivo de todo este aparato é o de determinar os locais onde a Ilha se pode materializar, que aparecem como estrelas num mapa do Pacifico num écran de computador. Nesta sala, o que os Outros fazem é determinar onde e quando a Ilha vai aparecer, de forma a podem levar Linus e o grupo dos Seis de volta para a Ilha. Curiosamente, uma das estrelas esta situada em pleno Triângulo das Bermudas… O computador exige o logotipo da Dharma e as palavras “Janela de evento determinada”. Sendo um computador usado pelos outros mas com o logotipo da Dharma deverá ser um que foi tirado da ilha, correndo ainda o mesmo software da Dharma, o que explica o seu aspecto vetusto. Bem longe do Pacifico, portanto, mas deixando assim uma explicação possível para os misteriosos desaparecimentos que ocorrem historicamente neste local.

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Quids S15: Quem é este homem?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Seguindo elefantes por… telemóvel

(Rangers quenianos em patrulha in http://maratriangle.wildlifedirect.org)

No Quénia, agora, os elefantes (pelo menos alguns) já podem usar telemóveis para avisar os habitantes das aldeias que se estão a aproximar das suas casas e culturas. Bem, eles não pegam propriamente no telefone e fazem a chamada, mas alguns deles receberam do “Kenya Wildlife Service” um colar equipado com um telemóvel e um receptor de GPS. Quando o receptor detecta que o elefante atravessou uma “cerca virtual”, o telemóvel recebe um sinal do receptor e envia uma mensagem SMS para os rangers quenianos.

O projeto resulta de uma doação da associação europeua de zoológicos e aquários e foi recentemente complementado por um programa semelhante que incluin sistemas idênticos, mas desta feita para monitorizarem por GPS as atividades de rinocerontes.

O sistema tem um grande impacto na vida dos agricultores quenianos que tantas vezes perdiam as suas colheitas com as devastações dos elefantes. Por vezes, disparavam e abatiam os animais, aumentando riscos de extinção a médio prazo da espécie. É certo que os elefantes se aproximam cada vez mais do Homem, em virtude da pressão deste sobre as suas regiões tradicionais de pastagem, mas estes contactos e as decorrentes perdas de paquidermes não são a principal razão pela qual a espécie caminha para a extinção já em 2020… E sim, a eterna busca pelo seu marfim. Com efeito, se em 1989 a população mundial de elefantes descia por ano 7,4%, agora ascende a 8%. Ou seja, nem mesmo a proibição de comércio de marfim, feita em 1989, conseguiu travar o ritmo de extinção, tamanho é o apetite nos mercados orientais (China, sobretudo) pelo marfim…

Bem, esperemos que esta utilização inteligente de tecnologia – combinante duas soluções relativamente baratas como o GPS e o telemóvel – possam abrandar a caminhada destrutiva do elefante sobre o nosso planeta e que os nossos filhos possam ainda conhecer esta magnífica espécie fora do cativeiro…
Fontes:

http://www.huffingtonpost.com/2008/10/14/kenyan-elephants-text-ran_n_134469.html

http://www.kws.org/rhino%20monitoring%20stratergy.html
http://www.nydailynews.com/news/us_world/2008/10/13/2008-10-13_texting_elephants_kenyas_rangers_get_tex.html
http://findarticles.com/p/articles/mi_qn4158/is_20050412/ai_n13592422
http://www.infoniac.com/environment/elephants-face-extinction-by-2020.html
http://www.hindu.com/2008/10/13/stories/2008101352791400.htm

Categories: Ciência e Tecnologia | 7 comentários

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